domingo, fevereiro 27, 2011

Cinema/Hollywood: "O Discurso do Rei" lidera corrida aos Óscares 2011 com 12 nomeações

oscar_2011_noite_dos_oscares_2011_filmes_do_ano_hollywood Luanda - O filme "O Discurso do Rei", de Tom Hooper e com Colin Firth, lidera a 83.ª edição dos Óscares com 12 nomeações, anunciou hoje a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.

"O Discurso do Rei", que se estreia em Portugal a 10 de fevereiro, está nomeado nas principais categorias, como melhor realização, filme, ator principal - Colin Firth -, atores secundários - Helena Bonhan-Carter e Geoffrey Rush - e fotografia.

Na categoria de melhor filme estão também nomeados "O Cisne Negro", "The Fighter", "A Origem", "Os Míudos estão Bem", "127 Horas", "A Rede Social", "Toy Story 3", "Indomável" e "Winter´s Bone".

Fique a conhecer os nomeados

Melhor Filme:
Black Swan, The Fighter, A Origem, Os Miúdos Estão Bem, O Discurso do Rei, 127 Hours, A Rede Social, Toy Story 3, True Grit, Winter’s Bone

Melhor Actriz:
Annette Bening, Nicole Kidman, Jennifer Lawrence, Natalie Portman, Michelle Williams

Melhor Actor:
Javier Bardem, Colin Firth, James Franco, Jesse Eisenberg e  Jeff Bridges

Melhor Actor Secundário:
Christian Bale, John Hawkes, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Geoffrey Rush:

Melhor Actriz Secundária:
Amy Adams, Helena Bonham-Carter, Melissa Leo, Hailee Steinfeld, Jacki Weaver

Melhor Realizador:
Darren Aronofsky, David O. Russell, Tom Hooper, David Fincher, Joel & Ethan Coen,

Argumento Original:
"Another Year," "The Fighter," "A Origem," "Os Miúdos Estão Bem," "O Discurso do Rei."

Melhor Argumento Adaptado:
"127 Hours," "A Rede Social", "Toy Story 3," "True Grit," "Winter's Bone."

Melhor Filme Estrangeiro:
"Biutiful," "Dogtooth," "In a Better World," "Incendies," "Outside the Law."

Melhor Filme de Animação:
"Toy Story 3," "How to Train Your Dragon," "The Illusionist."

 

EIS ALGUNS TRAILERS

O discurso do rei

 

Inception

Com Lusa e Agências

Naomi Klein/EUA: Doutrina de choque aplicada a Wisconsin, por Paul Krugman

paul krugman doutrina de choc nos estados unidos Eis uma ideia: talvez Madison, Wisconsin, afinal não seja o Cairo. Talvez seja Bagdá -- especificamente, Bagdá em 2003, quando o governo Bush colocou o Iraque sob o controle de subordinados selecionados por sua lealdade e confiabilidade política, e não pela experiência e competência.

Como muitos leitores talvez recordem, os resultados foram espetaculares -- no mau sentido. Em lugar de concentrarem suas atenções nos problemas urgentes de uma economia e sociedade dilaceradas, que não demorariam a decair a uma sangrenta guerra civil, os indicados de Bush tinham a obsessão de impor uma visão ideológica conservadora. De fato, com os saqueadores ainda no controle das ruas de Bagdá, L. Paul Bremer, o vice-rei norte-americano no Iraque, declarou em entrevista ao jornal "Washington Post" que uma de suas maiores prioridades era "corporatizar e privatizar empresas estatais" -- nas palavras de Bremer, não do repórter- e "ensinar as pessoas a deixar de lado a ideia de que o Estado sustenta tudo".

A história da Autoridade Provisória da Coalizão e sua obsessão por privatizações serviu como peça central a "The Shock Doctrine", um best seller de Naomi Klein, e a autora argumentava no livro que a situação era parte de num padrão mais amplo. Desde o Chile nos anos 70, ela sugeria, ideólogos de direita vêm explorando crises para promover uma agenda que nada tem a ver com a solução dos problemas, e tudo com a imposição de sua visão quanto a uma sociedade mais áspera, mais desigual e menos democrática.

O que nos conduz a Wisconsin em 2011, onde a doutrina do choque está sendo usada em sua plenitude.

Nas últimas semanas, o Wisconsin vem sendo cenário de grandes manifestações contra a proposta orçamentária do governador, que negaria aos funcionários públicos estaduais o direito de negociar salários e contratos de trabalho coletivamente. O governador Scott Walker alega que precisa aprovar seu projeto para poder enfrentar os problemas fiscais do Estado. Mas seu ataque aos sindicatos nada tem a ver com o orçamento. Na verdade, os sindicatos já indicaram que estão dispostos a realizar concessões financeiras substanciais -- uma oferta que o governador rejeitou.

O que está acontecendo no Wisconsin é, na verdade, uma manobra de força -- uma tentativa de explorar a crise fiscal a fim de destruir o último grande contrapeso ao poder político das grandes empresas e dos norte-americanos ricos. E essa campanha vai além da destruição dos sindicatos; a proposta tem 144 páginas de extensão, e há algumas cláusulas extraordinárias ocultas nas profundezas do texto.

Por exemplo, a proposta inclui cláusulas que permitiriam que funcionários estaduais apontados pelo governador promovessem cortes abrangentes nos serviços de saúde fornecidos a famílias de baixa renda sem que isso precisasse passar pelo processo legislativo normal.

E há também o seguinte: "Não obstante o disposto em ss. 13.48 [14] [am] e 16.705 [1], o departamento poderá vender qualquer instalação de aquecimento, refrigeração ou geração de energia controlada pelo Estado, ou fechar contrato com uma empresa privada para a operação dessa instalação, com ou sem concorrência, pelo montante que o departamento determine melhor servir ao interesse do Estado. Não obstante o disposto em ss. 196.49 e 196.80, não será necessária aprovação ou certificação pela comissão de serviço público para que uma empresa pública de infra-estrutura adquira, ou feche contrato para a operação de, instalações desse tipo, e quaisquer aquisições dessa ordem serão consideradas como de interesse público e como enquadradas aos critérios de certificação de um projeto nos termos de s. 196.49 [3] [b]".

Do que se trata? O Estado de Wisconsin controla algumas instalações que oferecem serviços de aquecimento, refrigeração e energia para organizações operadas pelo Estado (por exemplo a Universidade de Wisconsin). O texto na prática permitiria que o governo estadual privatizasse qualquer uma ou todas essas instalações sem consultar pessoa alguma. Não só isso como o governador poderia vendê-las sem promover concorrência, a quem quer que escolha. E perceba que qualquer venda como essa seria considerada, por definição como "de interesse público".

Se isso lhe parece um esquema perfeito para o compadrio e a realização de lucros indevidos -- lembra dos bilhões desaparecidos no Iraque? --, bem, você não está sozinho. De fato, muita gente em Wisconsin tem fortes suspeitas, o que levou a Koch Industries, controlada pelos irmãos bilionários que desempenham papel central nos esforços de Walker para destruir os sindicatos, a negar publicamente qualquer interesse pela compra desse tipo de autarquia. Você acredita?

A boa notícia vinda de Wisconsin é que a indignação pública cada vez mais intensa -- ajudada pelas manobras dos democratas no Senado estadual, que se ausentaram das deliberações para negar quorum aos republicanos -- está pelo menos atrasando a trapaça. Se a ideia de Walker era pressionar e aprovar a proposta antes que alguém percebesse seus verdadeiros objetivos, o plano fracassou. E os acontecimentos em Wisconsin podem fazer com que outros governadores republicanos hesitem; de fato, alguns deles parecem estar recuando de posturas semelhantes.

Mas não espere que Walker ou o restante de seu partido mude de objetivo. Destruir sindicatos e promover privatização continuam a ser prioridades republicanas, e o partido manterá seus esforços para contrabandear essas prioridades, camufladas como medidas de equilíbrio orçamentário.

 

Paul Krugman, 57 anos, é prêmio Nobel de Economia (2008), colunista do "The New York Times" e professor na Universidade Princeton (EUA). Um dos mais renomados economistas da atualidade, é autor ou editor de 20 livros e tem mais de 200 artigos publicados em jornais especializados.

NYT/Folha

sábado, fevereiro 26, 2011

Kingdom day parade - Recordando Martin Luther King Jr. 2011

Kingdom-day-parade - Recordando Martin Luther King Jr.


Recordar Martin Luther King Jr. é recordar os milhares de homens e mulheres
que hoje lutam e arriscam as próprias vidas pelos próprios direitos. Parecendo uma ironia,
o país que mais sangue derramou em termos de segregação racial é hoje a bandeira da luta
pelos direitos humanos.
 

Kingdom-day-parade - Recordando Martin Luther King Jr. 2011
Kingdom-day-parade - Recordando Martin Luther King Jr. 2011
163393_mlk_ACKingdom-day-parade - Recordando Martin Luther King Jr. 2011_
163393_mlk_Kingdom-day-parade - Recordando Martin Luther King Jr. 2011AC_
A police officer uses his nightstick on a youth reportedly involved in the looting that followed the breakup of a march led by Dr. Martin Luther King Jr. March 28, 1968, in Memphis, Tenn. Black leaders accused the police of brutality while police officers said they did what was necessary to restore order. In the wake of the violence, a curfew was imposed and more than 3,800 National Guardsmen were rushed to the city. A week later, King was assassinated at Memphis' Lorraine Motel. (AP Photo/Jack Thornell)

Os negros não tiveram vida fácil!

 
99-05-05 -- REMEMBERING THE SPORTS ARENA: 1959-1999: About 18,000 people crammed into the Sports Arena in 1961 to hear Martin Luther King Jr. speak, . . . -- PHOTOGRAPHER: Los Angeles Times

REMEMBERING THE SPORTS ARENA: 1959-1999:
About 18,000 people crammed into the Sports Arena in 1961 to hear Martin Luther King Jr. speak, . . .
PHOTO: Los Angeles Times
 AP CENTURY COLLECTION

     MARTIN LUTHER KING JR   MARTIN LUTHER KING

       
I have a dream - Kingdom-day-parade - Recordando Martin Luther King Jr. 2011

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Crise no Egipto e a situação sociopolítica angolana, por Francisco Pacavira

Um ditado luso nos ensina que “cada macaco deve estar no seu galho”. Somando este ditado com a premissa anterior segundo a qual “não existe um texto sem um contexto”, Angola não é Egipto. Nós estamos a fazer a nossa estrada, estamos a reconstruir as nossas cidades, estamos a pacificar o nosso povo depois de uma guerra fratricida que durou 30 anos. Quando se aborda a actual situação de Angola é importante recordar de onde viemos e só depois podemos reflectir sobre onde vamos, tendo em conta que toda a caminhada encontra os seus específicos empecilhos.

Como nada nasce do vazio, a democracia que todos nós queremos para a nossa amada terra necessita de um processo através do qual se realizará a necessária divisão e indipendência de poderes, um processo através do qual o povo irá desenvolver a consciência civil democrática – a autêntica protecção/anti-corpo das instituições democráticas – e aos poucos as relações políticas e sociais se tornarão uma praxis, um “modus vivendi” sem o qual a democracia será somente um “caixote vazio” com a escrita “Estado democrático”.
Toda a cultivação necessita de tempo para produzir. A democracia é comparável a uma boa árvore de fruto que para crescer necessita de cuidados especiais: actividades que devem ser feitas por todos os interessados, sobretudo os poderes instituídos, cujo poder foi-lhe delegado pelo povo para que cuide dos legítimos interesses de todos. Não nos enganemos e nem nos deixemos enganar: as coisas fáceis não duram, são como o dinheiro roubado, que se gasta sem controlar os preços.

Nesta fase de reconstrução nacional, um provérbio chinês nos vem em ajuda: “Se planeares para um ano, plante arroz! Se planeares para 10 anos, plante árvores! Se planeares para 100 anos, eduque pessoas!”. É nesta perspectiva que apelo a todas as forças vivas da Nação Angolana para que nos empenhemos participando em todas as iniciativas institucionais e privadas, que visam o desenvolvimento de Angola. Juntos, somente juntos podemos construir um país democrático. Urge a necessidade de uma maior e melhor interacção entre Governo e Oposição, instituições estatais e privadas, cidadãos e representantes sociais na busca de melhores responstas para os problemas que afligem a todos. Recordemos, recordemos sempre que parafraseando o provérbio latino “ninguém é detentor da verdade” e que ninguém tem a resposta exacta para tudo. Todos são chamados a participar, por isso se chama democracia participativa.

Termino recordando a épica frase de John Fitzgerald Kenned: “Não perguntes o que seu país pode fazer por ti. Pergunte o que tu podes fazer pelo seu país.” Angola é a única terra que temos, linda para nascer, crescer e morrer. Juntos por uma Angola melhor!

Francis/PAC

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Artur Pestana “Pepetela”: O Governo deve homenagear o artista angolano Ruy Duarte de Carvalho

Luanda - O escritor Pepetela, Prémio Camões 1997, defende que o Estado angolano “tem que fazer uma grande homenagem” ao escritor angolano Ruy Duarte de Carvalho, “homem de várias facetas”, falecido em agosto passado na República da Namíbia.

ruy-duarte-de-carvalho-grande-artista-angolanoRuy Duarte de Carvalho

Artur Pestana “Pepetela” foi moderador, terça-feira em Luanda, da apresentação do livro “O Que Não Ficou Por Dizer”, textos inéditos de Ruy Duarte de Carvalho, uma cerimónia assistida por amigos e familiares do autor e marcada pela ausência de membros do Estado angolano.

A apresentação de “O Que Não Ficou Por Dizer”, uma organização de Nuno Vidal, docente da Universidade e Coimbra, insere-se nas actividades de comemoração do 22.º aniversário da Associação Chá de Caxinde, que elegeu Ruy Duarte de Carvalho, sócio da organização, para homenagear.

Em declarações à Agência Lusa, Pepetela referiu que “a grande homenagem ainda não foi feita”, defendendo que é o Estado angolano que terá de fazê-la.

Relativamente à obra, composta por uma autobiografia, uma entrevista, três ensaios e uma palestra, Pepetela disse que se tratam de textos muito recentes, “os últimos que ele escreveu antes de falecer”.

Pepetela destacou o “papel muito importante de Ruy Duarte de Carvalho para Angola”, que será ainda mais reconhecido daqui há uns anos.

“Alguns já conseguem fazê-lo hoje, mas muita gente ainda não”, disse Pepetela justificando com a antecipação por Ruy Duarte de Carvalho de "uma série de fenómenos, de ideias-chave, para a sociedade angolana, e não só, que podem ser usadas para o desenvolvimento”.

“O tal desenvolvimento que se fala tanto e que muitas vezes são imposições de fora, ele, exatamente ao contrário, defendia que o desenvolvimento tinha que partir de dentro e muitas vezes, indo buscar a sua importância naquilo que é tradição, esse aspeto que é fundamental numa política de desenvolvimento autosustentado”, salientou.

O prémio Camões 1997 caracterizou Ruy Duarte de Carvalho como um homem solitário, “mas não só”, característica bem representada na contracapa do livro, com uma imagem do autor caminhando no deserto.

“Sem dúvida alguma, ele era um homem do deserto e a contracapa representa bem, mas também era uma pessoa sociável, gostava de estar com os amigos e falar desbocadamente, sem preocupações e sem constrangimentos, não era um homem só, tinha muita gente por trás e escrevia para muita gente, que estavam sempre no seu pensamento”, acrescentou Pepetela.

Uma outra faceta de Ruy Duarte de Carvalho, praticamente desconhecida por muitos, foi dada a conhecer durante a homenagem ao autor, com uma exposição de 13 aguarelas sobre a cidade de Luanda, intitulada “Rendição do celibatário II – Hotel Globo”.

Em declarações à Lusa, um dos mais conhecidos pintores angolanos, António Ole, considerou “notáveis” as aguarelas de Ruy Duarte de Carvalho, trabalhos que o artista defendeu “devem ser revelados internacionalmente”.

“A qualidade é exemplar, as tonalidades com que o Ruy usava, a delicadeza com que ele pintava essas aguarelas, era de facto notável, e isto era um trabalho que ninguém previa, mas na sua solidão, nos seus retiros ele foi pintando aos poucos e deixou-nos um legado extraordinariamente interessante”, considerou António Ole.

Segundo António Ole, no futuro deve ser estruturada uma exposição mais abrangente, com desenhos, ilustrações para livros, em capitais lusófonas, particularmente Lisboa, Rio de Janeiro e São Paulo, lugares onde o autor era “extremamente conhecido”.

Ruy Duarte de Carvalho nasceu em 1941 em Santarém, e em 1983 tornou-se cidadão angolano. Doutorado em antropologia, foi professor universitário.

A atividade artística dividiu-se pela literatura, cinema e pintura, sempre marcada pela antropologia. Publicou vários livros de poesia “Chão de Oferta (1972)”, “A decisão da Idade (1976)”, “Observação Directa (2000)” e “Lavra” uma reunião de poemas escritos entre 1970 e 2000.

“Como se o Mundo não Tivesse Leste (1977)”, “Vou lá Visitar Pastores (1999)”, “Os Papéis do Inglês (2000)” estão entre as mais importantes obras publicadas por Ruy Duarte de Carvalho.

NME/Lusa

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postes populares