segunda-feira, março 26, 2012

O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa, por “A Biblioteca de Jacinto”

a beleza da escritura, acordo ortografico 2012

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam.
Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas. É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade. Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe assunção se escreve com ç e ascensão se escreve com s?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o ç. Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o ç e o substitua por um simples s o qual passaria a ter um único som.
Como consequência, também os ss deixariam de ser nesesários já qe um s se pasará a ler sempre e apenas s. Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, uzar, é isso mesmo, se o s pasar a ter sempre o som de s o som z pasará a ser sempre reprezentado por um z. Simples não é? Se o som é s, escreve-se sempre com s. Se o som é z
escreve-se sempre com z.
Quanto ao c (que se diz cê mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de q) pode, com vantagem, ser substituído pelo q. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de k.
Não pensem qe me esqesi do som ch. O som ch pasa a ser reprezentado pela letra x. Alguém dix csix para dezinar o x? Ninguém, pois não? O x xama-se xis. Poix é iso mexmo qe fiqa. Qomo podem ver, já eliminámox o c, o h, o p e o u inúteix, a tripla leitura da letra s e também a tripla leitura da letra x. Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam simpléqs, leiam simplex. O som qs pasa a ser exqrito qs u qe é muito maix qonforme à leitura natural.
No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.
Vejamox o qaso do som j. Umax vezex excrevemox exte som qom j outrax
vezex qom g. Para qê qomplicar?!? Se uzarmox sempre o j para o som j não presizamox do u a segir à letra g poix exta terá, sempre, o som g e nunqa o som j. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox. É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?
Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam! Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox. A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.
É o qazo da letra a. Umax vezex lê-se á, aberto, outrax vezex lê-se â, fexado. Nada a fazer. Max, em outrox qazos, á alternativax. Vejamox o o: umax vezex lê-se ó, outrax vezex lê-se u e outrax, ainda, lê-se ô. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o u? Para u uzar, não? Se u som u pasar a ser sempre reprezentado pela letra u fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u o pasa a suar sempre ó, tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra e, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa é, abertu, pudemux usar u e. U mexmu para u som ê. Max quandu u e se lê i, deverá ser subxtituídu pelu i. I naqelex qazux em qe u e se lê â deve ser subxtituidu pelu a. Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u til subxtituindu, nus ditongux, ão pur aum, ães ou melhor ãix - pur ainx i õix pur oinx. Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?


(da autoria do blogue "A Biblioteca de Jacinto")

quinta-feira, março 22, 2012

FERNANDO PESSOA OS SEUS RECEIOS COM O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1911

"Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente. Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.“
Fernando Pessoa

quarta-feira, março 14, 2012

Agostinho Neto com seus ministros e secretários 17-11-1975

Agostinho Neto com ministro e secretario 17-11-1975Primeira reunião do Presidente Agostinho Neto com os ministros e secretários de estado 17/11/1975.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Facebook 2012: A gula dos especuladores e os ganhos em vista da entrada no NYSE, por Kingamba Mwenho

Facebook 2012: A gula dos especuladores e os ganhos em vista da entrada no NYSE

Existem temas dos quais somos quase obrigados a escrever algumas linhas, dos quais nos sentimos atraídos como acontece com as abelhas às boas flores. Esta atracção comporta escolhas de campo nem sempre condivisíveis, comporta uma avaliação obrigatória e quase sempre subjetiva, sobre a oportunidade ou menos de empenhar-se no aprofundamento e extesura de tais temas. Uma coisa é certa: sem o instinto "abélhico" muitas espécies de plantas deixariam de existir, e com elas o inteiro giro de vidas que delas dependem. Aplicadas ao jornalismo e a paixão de escrever, a ausência de um certo instinto comporta a exclusão de muitos temas de interesse colectivo.

Pois bem, hoje pela segunda (1) vez consecutiva teço algumas considerações sobre o social network mais famoso do mundo, mais difundido entre os adolescentes e adultos, mais influente do ponto de vista mediático, visto que contribui significativamente na formação de várias opiniões públicas e sensibilidades morais. Falo do Facebook, a invenção do jovem americano Mark Zuckerberg, cuja a origem se pode apreciar no filme "The Social Networ". Por traz de uma grande fortuna tem sempre uma grande idéia, positiva ou negativa que seja.

Como citara no post anterior, Facebook será em breve quotado em Wall Street, uma notícia que aquece o sangue de managers de grandes companhias prontas a investir milhões de dólares no novo gigante da Silycon Valley, obriga os brokers mais aguerridos a controlarem até os mínimos movimentos ligados a esta oportunidade de ganhos fáceis, e como era de esperar, até os investidores comuns se estão preparando para o Dia D, valendo-se do ditado "que a vida é feita de oportunidades", e está é uma a não perder.

Para os pequenos investidores, como a nova classe média angolana, o conselho é certamente aquele de confiarem as quantias que entendem empenhar a brokers profissionais que tenham licença de comercializar títulos acionarios em Borsas internacionais. Outra estrada é aquela de informar-se junto da própria Banca a possibilidade de comprar tais ações a partir da mesma.

Os russos dizem que a espera é melhor que a festa, e para os gregos, no meio de uma crise sem precedentes, às dificuldades constituem a melhor fonte de inspiração que um homem pode ter nesta vida. Sobre as esperas sem fim, um exemplo da criatividade como resposta aos problemas da actual crise, a Ig Markets de New York criou um instrumento através do qual os investidores podem começar já a experimentar o processo de capitalização borsistica do Facebook. O instrumento permite também a elaboração de previsões dos valores de contratação dos títulos do social network no primeiro dia de inserimento na borsa de New York.

Kingamba Mwenho
Por Angola, hoje e sempre!

 

(1) Mark Zuckerberg, o nascimento de um jovem multi-bilionário, por Kingamba Mwenho

Grande Fotografia Histórica: Cdas Agostinho Neto, Lúcio Lara, Lopes do Nascimento …

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