terça-feira, janeiro 11, 2005


África, minha rica África.
Mae negra caida no deserto da disperaçao…
Mae cansada vendo seus filhos morrer sem nada poder fazer…

Áfricaaaaaaaaaaaaaaaaa

sábado, dezembro 18, 2004

www.angolaxiami.com

http://www.angolaxiami.com

A comunidade começa a nascer...
no tempo faremos aquilo que for necessario.

Aquele abraço...

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Patrícia Faria concorre para Melhor Artista Tradicional de África

A cantora angolana Patrícia Faria(na foto) embarcou terça-feira a África do Sul, onde vai concorrer na catégoria de "Melhor Artista Tradicional Africano", com a canção "Tambula o Saia", no festival de música Africana, denominado Kora.

A cantora, considerada este ano pelo semanário português Correio da Manhã como
"uma mulher com o diabo no corpo", devido a sua forma de estar em palco, já
participou como convidada na edição Kora de 2003.

Patrícia foi a primeira mulher a conquistar o Top dos Mais Queridos, um concurso musical organizado pela Rádio Nacional de Angola (RNA) desde 1982, para eleger o músico mais ouvido durante o ano.

Com 13 faixas musicais, "Eme Kiá" é o primeiro
disco da cantora, com uma trajectória de quase dois anos, é ainda uma das
melhores conquistas no mercado nacional e além fronteiras.

Foi a primeira recordista de vendas em sessões de autógrafos na portaria da RNA, onde a 02 de Fevereiro de 2003 vendeu, em dez horas, mil e 500 exemplares.

Com este disco, reeditado por quatro vezes, Patrícia Faria tornou-se a artista mais premiada em 2003, o ano em que, as vozes femininas suplantaram as masculinas, até então "donas" do mercado fonográfico.

Além fronteiras, Patrícia Faria foi convidada a representar o país no festival de música da Baía das Gatas, realizado em Agosto, na cidade de São Vicente, Cabo Verde.

Além da cantora, também irão concorrer neste festival os grupos angolanos O2, para para Melhor Grupo Africano, SSP, para Melhor Video Clip Africano, e a cantora Bruna Tatiana, na categoria de Melhor Artista Feminina da África Austral.

Esta edição do Kora a acontecer no dia 12, nomeou cerca de 103 artistas, proveniente de países como Angola, Nigéria, Guadelupe, Guiné Conacry, Zâmbia, Benin, Botswana, Uganda, Congo, Martinique, África do Sul e Etiópia.

Estudantes universitários terão acesso grátis à Internet

Um programa de apoio aos estudantes universitários angolanos está a ser implementado, em Luanda, pela empresa Computer World em parceria com algumas universidades nacionais e instituições bancárias.

De acordo com o administrador da empresa, Rui das Neves, o programa consiste em ajudar os estudantes a adquirirem computadores, com um ano de acesso grátis a Internet, para facilitar as suas pesquisas inerentes ao processo de aprendizagem.

Para o efeito, os estudantes poderão deslocar-se a uma das instituições bancárias, com a qual a Computer World estabeleceu acordo – uma delas é o Banco de Fomento de Angola (ainda não há protocolo formal, mas já recebe estudantes) – onde obterão um financiamento que lhes permitirá adquirir o computador, para pagar num período de um ano ou mais em função dos critérios estabelecidos pelo banco.

A Computer Word em Luanda fornece aos interessados, facturas pro-forma do tipo produto escolhido e outros expedientes, que serão levados ao Banco de Fomento para se avaliar o tipo de prestações a pagar.

Rui das Neves disse que já existem contactos com várias universidades, tais como a Piajet, o Ispra e a Mocab (a abrir o próximo ano no Benfica, em Luanda), estando previstas negociações com a Universidade Agostinho Neto e Católica. Alertou que embora o projecto seja direccionado aos estudantes nada impede que outras pessoas também possam beneficiar.

Portugal: Três médicos envolvidos em caso de plágio

Uma das teses foi elaborada em 1990 e tem como tema "Surdez infantil: estudo clínico e epidemiológico". É da autoria de um médico português e foi apresentada na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1990.

A outra é de 2002. E chama-se "Surdez Infantil em Angola". O trabalho foi realizado por um médico angolano que exerce medicina em Portugal há muitos anos.

À partida nada faria imaginar que estas duas teses fossem tão iguais. Mas
são-no de tal modo que a Ordem dos Médicos acaba de processar disciplinarmente o
médico que fez a segunda delas e os dois orientadores. Os três são médicos de
otorrinolaringologia no Hospital de Santa Maria, dois deles reputados
professores na Faculdade de Medicina de Lisboa, sendo que um é director de
serviço.


Diz o processo disciplinar que há frases, parágrafos, páginas e gráficos da tese feita em 1990 reproduzidos parcial ou integralmente na tese realizada em 2002.

Quem denunciou este plágio à Ordem dos Médicos foi um professor da Universidade de Luanda, onde a tese esteve quase para ser apresentada. Não o tendo sido apenas porque três dias antes um membro do júri apercebeu-se do plágio e pediu aos colegas que suspendessem a cerimónia. O estranho no meio de tudo isto é que um dos orientadores da tese, agora processado pela Ordem dos Médicos... é o autor plagiado.

No despacho de acusação, o Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos diz que o autor da segunda das teses "teve uma conduta fraudulenta atentatória da dignidade da sua profissão".

Quanto aos orientadores - os dois professores universitários -, o Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos considera que a sua atitude não foi melhor, já que é também contrária à dignidade do exercício da medicina. Por isso, acusa-os de autoria e co-autoria de plágio e propõe uma suspensão que pode ir até cinco anos.

A Ordem dos Médicos diz também que os dois professores/orientadores prestaram-se
a ir a "Angola fazer aquilo que certamente não fariam em Portugal ou noutro país
desenvolvido" e deram cobertura "a uma tese de doutoramento que não só não era
original como ainda por cima plagiava descradamente uma outra obra".
Acrescenta a OM que aqueles médicos "envergonharam o país, a medicina e a universidade portuguesa e subestimaram a qualidade dos professores angolanos, pensando que eles não se iriam aperceber da fraude".

Os três médicos receberam já a acusação. Um deles interpôs uma queixa ao Ministério Público. O director do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Santa Maria argumenta que a Ordem dos Médicos excedeu-se nas suas competências já que - diz - o assunto é para ser discutido no seio académico e não na Ordem.

Nesta queixa, o professor Mário Andreia conta já com o apoio do Conselho Científico da Faculdade de Medicina de Lisboa.

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