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quarta-feira, agosto 05, 2015

DESENVOLVIMENTO AFRICANO | “Angola necessita de 15.000 engenheiros” - Botelho de Vasconcelos

O ministro dos Petróleos angolano disse hoje em Luanda que o país tem pela frente "desafios grandes e tremendos" na formação de novos engenheiros, área com apenas 2.500 quadros, concentrados sobretudo na capital.

Botelho de Vasconcelos

Botelho de Vasconcelos discursava na abertura do II Congresso Internacional da Ordem dos Engenheiros de Angola, que decorre até quarta-feira, tendo sublinhado a necessidade de "bons engenheiros" para o desenvolvimento da tecnologia e da inovação angolana.

"A insuficiência quantitativa de engenheiros e do ingresso de estudantes em curso de engenharias para fazer face às necessidades do país de incorporar tecnologias soma-se ao problema da qualidade da formação, que tem afetado boa parte do subsistema do ensino superior", apontou o ministro.

Em declarações à imprensa à margem do evento, o bastonário da Ordem dos Engenheiros de Angola, José Dias, disse que o número de quadros atuais, apesar de capacitados, é insuficiente para enfrentar novos desafios.

Salientou que "a fuga às áreas de engenharia é por causa das matemáticas, físicas e químicas", pelo que defendeu a necessidade de se realizar um grande trabalho para incentivar os jovens a enveredarem pelas áreas de Engenharia.

O responsável frisou que Angola precisa atualmente entre 10 a 15 mil novos engenheiros para suprir todas as deficiências que o país enfrenta.

"São novos desafios, somos um país jovem. Temos inúmeras áreas das engenharias que necessitam de muitos engenheiros. Hoje inclusive nós já estamos a entrar nas áreas humanas que são a biotecnologia, a biomédica e bioprocessos, que são áreas inovadoras e que também se precisa muitos engenheiros", disse José Dias.

Segundo o bastonário, Angola possui maioritariamente engenheiros nas áreas tradicionais - civil, minas, mecânica, metalurgia, química - "mas precisamos de outras engenharias, área espacial, para meter o país a competir no concerto das nações".

A formação de quadros, de acordo com José Dias, é o grande desafio, para o qual contam com a cooperação de Portugal, país com o qual possui acordos de mobilidade e de trânsito dos seus profissionais.

"Não podemos viver isolados da sociedade, temos que ter uma vida integrada no sentido de discutir os problemas de Angola, buscando sempre exemplos dos países que fazem as melhores coisas", referiu o responsável.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros de Portugal, Carlos Matias Ramos, participa do encontro, que conta igualmente com contributos do Brasil e Cabo Verde, tendo apresentado o tema "O Papel do Engenheiro na Sociedade: Novos Desafios".

O evento serve igualmente para homenagear o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, engenheiro de formação no ramo dos petróleos, pelas transformações que o país vem registando com a sua reconstrução, justificou o bastonário da Ordem dos Engenheiros de Angola.

Lusa/Fim

OURO NEGRO | Produção conjunta de petróleo entre Angola e Congo arranca em outubro

vantagens-e-desvantagens-do-petroleo-2A produção de petróleo no bloco 14, no 'offshore' entre Angola e a República do Congo, envolvendo reservas estimadas em 70 milhões de barris, arranca em outubro, anunciaram em comunicado os governos dos dois países.

Em causa está a atividade no campo de Lianzi, operado pela norte-americana Chevron e que envolve um investimento que ronda 1,8 mil milhões de euros, resultando também da atividade de exploração desenvolvida em conjunto com a angolana Sonangol e a Société Nationale des Pétroles du Congo (SNPC).

O bloco 14 situa-se em águas profundas (até 1.000 metros), em alto mar, e cobre uma área de 700 quilómetros quadrados, entre os dois países. A portuguesa Galp Energia, segundo informação disponibilizada pela própria empresa, é detentora de 4,5% do consórcio que opera este bloco.

O anúncio do início da produção foi tornado público após uma reunião entre os ministros dos petróleos dos dois países, que teve lugar no final de julho, em Brazzaville, capital da República do Congo.

Este bloco deverá atingir a produção de 36 mil barris de crude por dia, de acordo com informação transmitida a 30 de março, em Luanda, pelo ministro dos Petróleos angolano, Botelho de Vasconcelos, no arranque de uma visita do Presidente congolês, Denis Sassou Nguesso, a Angola.

"Há petróleo do lado angolano, como do lado do Congo, e achou-se por bem fazer uma exploração conjunta em que os recursos serão repartidos [50% para cada país], explicou na ocasião Botelho de Vasconcelos, referindo-se ao protocolo assinado entre os dois Estados, em 2011.

Este consórcio é operado pela norte-americana Chevron (15,75%) e integra também a TEPC (26,75%), CABGOC (15,5%), Sonangol (10,0%), TFE (10,0%), ENI (10,0%) e a SNPC (7,5%).

Lusa/Fim

CRISE EM ANGOLA 2015 | "Não acredito que o pessoal cubano larguem Angola por causa desta crise"

O governador do Banco Nacional de Angola veio dizer que o próximo semestre será melhor do que os meses anteriores, numa tentativa de acalmar os trabalhadores e empresas estrangeiras que têm meses de salários em atraso. Em causa está a descida do preço do crude que obrigou o país, até aqui vista como o El Dourado, a rever o orçamento geral do Estado e a cortar nas despesas.

Desde então, muitas têm sido as notícias que dão conta das dificuldades em honrar os compromissos financeiros. No início desta semana, o embaixador angolano em Portugal, João Marcos Barrica, confirmou que centenas de emigrantes portugueses estão a deixar Angola por causa da crise que atinge cerca de 200 empresas portuguesas, nomeadamento no sector da construção.

Em entrevista à RFI, o presidente do comité executivo do LIDE-Grupo de Líderes empresariais em Angola, Filipe Lemos reconhece as dificuldades de algumas empresas portuguesas que estão mesmo a dispensar trabalhadores estrangeiros e a recrutar trabalhadores locais, por serem mão de obra mais barata. " Quem faz grandes investimentos em Angola é o Estado e a maior parte das empresas portuguesas trabalham com o Estado...sabemos que existem várias empresas que não conseguem suportar esta crise por mais tempo... e estão a recrutar trabalhadores locais em detrimento dos estrangeiros". 

A crise está também a atingir a comunidade cubana. Segundo o jornal português Expresso, o governo terá autorizado o Banco Nacional de Angola a recorrer às  reservas cambiais, para pagar os salários dos médicos, professores e engenheiros cubanos, evitando assim o êxodo. O semanário avança ainda que o atraso nos pagamentos aos cooperantes cubanos ronda os 300 milhões de dólares, e estaria na origem da recente visita a Angola do vice-presidente cubano Ricardo Cabrisas.

Sobre esta questão o presidente do comité executivo do LIDE, refere que os cubanos sempre souberam responder às dificuldades que o país atravessou e acredita que há soluções para resolver este problema. "Não acredito que o pessoal cubano larguem Angola por causa desta crise. Nós já passámos por outras crises .... e os cubanos sempre ficaram do lado dos angolanos".

Filipe Lemos reconhece ainda que é neste momentos de crise que as pessoas devem tentar procurar outras oportunidades. "Angola está neste momento numa fase de diversificação da sua economia, para que a economia não seja tão dependente do sector petrolífero... há pessoas que já começam a encontrar outros motivos de interesses para investir em Angola".

Cfr: RFI & JA

sábado, julho 04, 2015

Paul Krugman: “Portugal aplicou obedientemente a austeridade, mas tem mais pobres"

Falemos de Portugal olhando a actual situação da Grécia. Alguns espertos afirmam que Portugal e a Espanha são os países mais rigorosos na mesas de negociação da dívida grega, estes afirmam: nós fizemos sacrifícios impensáveis e estamos aqui, de pé e já crescendo, por qual razão a Grécia não faz o mesmo? Eis portanto que Paul Krugman dá ma resposta a Portugal. (NDR)

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Paul Krugman: “Portugal aplicou obedientemente a austeridade, mas tem mais pobres"

O Nobel da Economia defendeu hoje num artigo publicado no jornal "New York Times" que se o "não" ganhar no referendo grego o país enfrenta ameaças no curto prazo com a saída do euro, mas ganhará uma hipótese real de recuperação.

Paul Krugman arrasada com as políticas de austeridade implementadas na Europa, que segundo o economista provou ser um "desastre" numa série de países.

Embora as atenções internacionais estejam colocadas na Grécia, devido ao referendo que irá realizar-se no Domingo, o economista norte-americano chama a atenção para o que se passa em muitos outros países da Zona Euro.

Para Paul Krugman se ganhar o "sim", os gregos estarão a dar "poder e coragem aos arquitectos do falhanço da Europa". "Os credores já demostraram a sua força e capacidade de humilhar quem desafiar as suas exigências de austeridade sem fim. E vão continuar a reclamar que impor desemprego em massa é o único caminho responsável", salienta o economista.

Se o "não" sair vitorioso no Domingo, Krugman acredita que a Grécia enfrenta um período "assustador e terreno desconhecido" e pode ter que sair do euro. Para o economista, este cenário "oferece à Grécia uma hipótese real de recuperação" e será um "choque para a complacência das elites europeias".

O Nobel Da Economia chama a atenção para o Finlândia, ironizando que esse país "não poderia ser mais diferente dos corruptos e irresponsáveis" países do Sul da Europa. Para Paul Krugman, a Finlândia é um "modelo de sociedade europeia, com um governo honesto, finanças públicas sólidas, rating sólido e que consegue financiar-se nos mercados a taxas incrivelmente reduzidas".

No entanto, assinala que oito anos de crise económica na Finlândia o PIB ‘per capita' no país foi cortado em 10% e "não há sinais de que pare por aqui". "Se não fosse a crise no Sul, a Finlândia poderia "muito bem ser vista como o desastre épico europeu". Contudo, o economista sublinha que a Finlândia não está sozinha e inclui na galeria dos "desastres europeus" outros países do Norte da Europa, como a Dinamarca - que segundo ele "não está no euro mas age como se estivesse" - e a Holanda. No caso dos países do Sul da Europa, Krugman defende que os responsáveis europeus estão a vender a recuperação espanhola como um sucesso, mas o país tem uma "taxa de desemprego de quase 23% e o PIB per capital está ainda 7% abaixo dos níveis pré-crise".

Sobre Portugal Krugman sublinha que "Portugal também implementou obedientemente duras medidas de austeridade e está agora 6% mais pobre do que antes".

O economista norte-americano defende que todas estas economias mencionadas têm em comum o facto de estarem no euro, o que as colocou num "colete de forças". Paul Krugman foi sempre crítico na criação da moeda única, mas "tal não quer dizer que seja altura de acabar com o euro. O que é urgente é aliviar o colete de forças".

O artigo termina com Paul Krugman a aplear aos gregos para votar "não". "É razoável temer as consequências de um voto no ‘não', porque ninguém sabe o que virá a seguir. Mas deverá temer ainda mais as consequências de um voto no ‘sim', pois nesse caso já sabemos o que virá a seguir - mais austeridade, mais desastres e eventualmente uma crise muito pior do que algo que já tenhamos visto até agora", conclui o responsável.

By: Sara Piteira Mota | http://economico.sapo.pt/

terça-feira, junho 25, 2013

NOVA VIDA 2013 | Novas urbanizações devem ter rede de serviços sustentáveis - Roberto Webba

O empresário da construção civil Roberto Webba considerou hoje (terça-feira), em Luanda, que a urbanização de novas áreas habitacionais deve contemplar serviços ambientalmente sustentáveis.
Em declarações à Angop, a fonte disse que a estes espaços devem agregar redes de esgotos funcionais, jardins, quiosques, parques e balneários públicos, escolas, arruamentos e outros serviços integrados essenciais à vida humana em comunidade.
Realçou que estes aglomerados devem contemplar este serviços de forma funcional para se assegurar desenvolvimento sustentável.
Explicou que os alinhamentos definidos nas plantas das edificações não podem permitir qualquer aumento de dimensão dos mesmos por parte dos seus proprietários.
Roberto Webba explicou que os projectos actuais prevêem a criação de uma edificação multifamiliar, assente num compromisso entre a contemporaneidade arquitectónica e o respeito pelo lugar onde vai ser implementado.

sexta-feira, dezembro 28, 2012

O FMI defende debate sobre criação de fundo soberano de Moçambique

Monetário Internacional (FMI)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu hoje o início de “um debate mais a fundo” sobre a eventual criação de um fundo soberano de Moçambique para gerir “as significativas receitas dos recursos minerais”.

Questionado hoje pela Lusa, o representante do FMI em Moçambique, Victor Lledó, disse que se “deve fazer um debate mais a fundo” sobre o fundo soberano, não sobre a sua necessidade, mas sobre o desenho desse instrumento.

“Ainda há um horizonte de alguns anos até que as receitas advindas dos recursos minerais se tornem significativas, mas é importante iniciar este debate sobre quais seriam as linhas e o desenho de um possível Fundo Soberano o mais cedo possível para que se chegue a um consenso”, disse.

A instituição de um fundo soberano de riqueza pode ser “um instrumento que seja legítimo e efetivo e útil para o caso de Moçambique fazer uma gestão possível das significativas receitas dos recursos minerais, que se esperam que comecem a fluir na próxima década”, disse Victor Lledó.

Economistas moçambicanos e internacionais têm discutido a criação de um fundo soberano sustentando a sua constituição com as pesquisas de recursos minerais, nomeadamente os hidrocarbonetos.

Nos últimos tempos, multinacionais envolvidas na prospeção de recursos naturais em Moçambique anunciaram importantes descobertas de carvão e gás natural no centro e no norte do país, a que se somam reservas já em exploração no sul.

Esta semana, o primeiro-ministro de Moçambique, Alberto Vaquina, anunciou pela primeira vez a posicionamento das autoridades moçambicanas em relação à criação do fundo soberano.

“Se for para guardar dinheiro em bancos internacionais enquanto precisamos de dinheiro para nos desenvolvermos, não creio que seja uma boa aposta. Ainda é uma discussão, ainda não temos recursos, estamos a discutir o ovo enquanto ainda está na galinha”, disse Alberto Vaquina.

Para o executivo de Maputo, Moçambique enfrenta desafios ligados à pobreza e infraestruturas do país para sustentar a economia, pelo que o país necessita de dinheiro para ultrapassar estes problemas.

“Esta questão do fundo soberano não está acabada. Temos ainda grandes problemas relacionados com a pobreza. Um dos desafios que temos neste momento é a infraestruturação do país. Precisamos de ter mais escolas, estradas e outras infraestruturas que possam sustentar a nossa geração e, a partir daí, preparar o futuro das próximas gerações, disse Alberto Vaquina, que admite porém uma posição contrária.

“Se o fundo soberano resolve o problema do país, não vejo nenhum problema, adotaremos a melhor solução para resolver os problemas de Moçambique”, afirmou.

Via|Lusa

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