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quinta-feira, junho 23, 2016

ANGOLA 2017: Presidente visita Moxico e elogia governador João Ernesto dos Santos

Num breve discurso a introduzir a sessão conjunta das comissões Económica e para a Economia Real, no Moxico, e após ouvir o governador provincial João Ernesto dos Santos, o Presidente da República falou da preocupação do Governo em relação à execução da carteira de investimentos públicos na província numa conjuntura económica adversa, em que a escassez de recursos põe à prova a capacidade e criatividade dos gestores.
Antes de prometer apoio e atenção ao Governo do Moxico, a quem fez elogios pela forma “cuidadosa e parcimoniosa” como procura fazer a gestão dos escassos recursos que tem, o Presidente da República falou da estratégia adoptada pelo Executivo para a saída da situação difícil que o país atravessa.
Na sua intervenção foi notório o cuidado do Presidente ao falar em“situação económica difícil” ou “adversa”, em vez de crise económica.
E nessa perspectiva, a província do Moxico, com terras férteis, numerosos rios, lagos e lagoas, e tantos outros recursos naturais, pode ter um papel determinante para alteração desse quadro no médio prazo.
O Presidente destacou que apesar dos constrangimentos relatados pelo governador João Ernesto dos Santos, quando fez a leitura do relatório do plano de desenvolvimento económico e social da província, é possível perceber que há um grande trabalho e os progressos são evidentes. “Temos que dar os parabéns por estes feitos”, assinalou.
O Chefe de Estado justificou a escolha do Luena para acolher a sessão conjunta das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros, com a “preocupação” do Executivo em relação a “alguns problemas que se têm agravado nessa província por causa da situação económica e financeira que o país vive”.

Bens exportáveis

O Presidente da República prometeu mais apoio à província do Moxico, mas antes explicou como ele deverá ser dado, e mais do que isso, o que espera da província, das autoridades locais e do sector empresarial privado, que tem um papel preponderante na estratégia para debelar os efeitos da escassez de recursos financeiros.
“Aqui, na província do Moxico, queremos dedicar atenção à produção e exportação de madeira. É possível fazer-se isso, tal como exportar o mel e também o arroz”, disse o Presidente José Eduardo dos Santos, lembrando que esta circunscrição da região Leste do país já produziu perto de 70 mil toneladas de arroz por ano, só de agricultura familiar.
O Chefe de Estado destacou que no quadro actual era expectável, nessa região, uma situação mais dramática dada a escassez de recursos financeiros e outras dificuldades. Mas, referiu, a província do Moxicoproduz alimentos e vive essencialmente do que produz.

Ambiente complicado 

Uma das notas de destaque nessa visita do Presidente da República ao Moxico, foi a referência que fez sobre as contribuições da Sonangol ao Tesouro Nacional. Falando de forma pausada e para dissipar quaisquer equívocos, o Presidente José Eduardo dos Santos explicou como a razão da falta de recursos e como a queda do preço do petróleo no mercado internacional se reflectiram na capacidade da Sonangol de contribuir para o Tesouro Nacional e para redução do fluxo de divisas no sistema financeiro nacional.
O Orçamento Geral do Estado para 2016 aprovado pela Assembleia Nacional foi calculado com base no preço de referência do barril do petróleo a 45 dólares. Só que em Fevereiro o preço do petróleo no mercado internacional chegou aos 28 dólares o barril, o que agudizou ainda mais a crise já que a venda do petróleo é a principal fonte de receitas do OGE, contribuindo com cerca de 60 por cento.
Com o preço em baixa, a concessionária nacional de hidrocarbonetos ficou sem condições de garantir recursos para o OGE. “Desde Janeiro que o Tesouro Nacional deixou de receber receitas da Sonangol, porque ela não está em condições de o fazer”, declarou o Presidente antes de sublinhar que sem os 60 por cento de receitas do sector petrolífero,restou apenas o sector não petrolífero, com as alfândegas a serem a principal fonte.

Menos receitas


Com uma economia fortemente dependente de importações, era de esperar que as alfândegas perdessem também capacidade de arrecadação de receitas, pela cobrança de serviços aduaneiros, uma vez que sem divisas não se importam bens, muito menos se contratam serviços de especialistas expatriados.
“Como as importações diminuíram drasticamente, também diminuíram as receitas dos serviços aduaneiros. Isso para perceber como fazemos a gestão, num ambiente extremamente complicado, em que não há divisas”, frisou. O Presidente da República lembrou que foi precisamente para sair da“situação económica difícil em que nos encontramos”, que o Governo adoptou uma estratégia com o objectivo de diversificar a economia, aumentando a produção interna e reduzindo gradualmente as importações.
Mas o Presidente tratou de esclarecer o que, afinal, se quer com a diversificação e o aumento da produção. “Queremos sobretudo produzir outros bens, para além do petróleo, para exportar”, declarou o Chefe de Estado, sublinhando tratar-se de uma tarefa estratégica. “Temos que produzir outros tipos de bens para exportar e para não depender só do petróleo”.
No relatório apresentado ao Presidente da República, o governador do Moxico, João Ernesto dos Santos, elencou os principais constrangimentos do seu Governo. Falou do mau estado das vias de comunicação, que condiciona a circulação de pessoas e mercadorias e inibe o investimento. Falou também da degradação acentuada das vias secundárias e terciárias no interior da província que estão há mais de30 anos sem beneficiar de obras de manutenção.

Quotas em falta

João Ernesto dos Santos falou ainda da não atribuição de quotas financeiras no valor de mais de quatro mil milhões de kwanzas, para o pagamento de empreitadas que constam no PIP, como sendo escolas e residências no âmbito do projecto de 200 fogos habitacionais por cada um dos municípios.
O incumprimento dessas obrigações contratuais, por parte do Governo provincial, disse João Ernesto dos Santos, tem provocado sérios embaraços na actividade dos empreiteiros de obras públicas e dos fornecedores, que depois de tantas reclamações acabam por desistir das obras.
Um outro problema apresentado por João Ernesto dos Santos Liberdade prende-se com a insuficiência de professores, médicos e outros técnicos, para dar cobertura à rede escolar, que cresceu muito, assim como a rede sanitária.
 O governador alertou ainda para a necessidade de intervenção urgente do sector de urbanismo e construção, já que a cidade do Luena e bairros periféricos correm o risco de verem residências e infra-estruturas públicas destruídas pelas ravinas já na próxima época chuvosa.

Mais energia para crescer

João Ernesto dos Santos apresentou ainda como propostas, durante o encontro, a necessidade de aumento de 40 megawatts de produção de energia eléctrica para fazer face ao crescimento da cidade do Luena. O governador defendeu também que sejam contemplados os municípios do Alto Zambeze, Luau, Bundas e Luchazes, tendo em conta as respectivas localizações e o papel que irão desempenhar no quadro do desenvolvimento político e económico-social da província.
O governador defendeu ainda uma maior atenção ao sector da indústria e à operacionalização do Aeroporto do Luau, inaugurado pelo Presidente da República em Fevereiro do ano passado.

Momentos que marcaram a visita ao Luena

Eram 9h30 quando a aeronave que transportava o Presidente da República aterrou na pista do Aeroporto Comandante Dangereux, no Luena. Junto à pista estavam milhares de populares que proporcionaram ao ilustre visitante um autêntico “banho de multidão”. Com cânticos e palavras de ordem, os populares gritavam “Dos Santos amigo, Moxico está contigo, Angola está contigo”, e agitavam bandeiras, lenços e chapéus, numa demonstração de carinho ao Presidente de todos os angolanos.
Ainda no aeroporto, o Presidente teve um ritual especial de boas vindas, característico dos povos Luvale, apenas reservado aos reis e entidades entronizadas com a vontade da maioria. O Presidente tirou do bolso um valor monetário e colocou-o num balaio no chão. Enquanto isso formou-se um semi-círculo para dança dos tchileya – espécie de palhaço na tradição luvale -, ao som da katchatcha – instrumento musical típico feito à base de tronco de árvore-, e de batuques. 
A ida ao complexo turístico cultural “Monumento à Paz”, local que acolheu a sessão conjunta das comissões Económica e para a Economia Real, foi outro momento de grande simbolismo nessa visita doPresidente ao Moxico. O próprio empreendimento foi construído para homenagem aos angolanos que tornaram a paz uma realidade em Angola e com ela a estabilidade política e social, onde o Presidente José Eduardo dos Santos é uma figura incontornável desse processo. Daí a razão para a forte concentração de pessoas na fachada exterior do complexo, com cartazes dizendo “Zé Dú a escolha certa para a juventude” e “Moxico está com o Presidente”. José Eduardo dos Santos foi recebido ao som da música “Tata tunakuzangetueya”, que em português significa “papá vem, porque te amamos”.

Moxico diz presente!

Após dirigir os trabalhos da Equipa Económica, o Presidente visitou uma pequena exposição de produtos do campo, representativos do potencial de cada município da província do Moxico. Foram exibidos produtos como a madeira em toro e trabalhada, mandioca, batata-doce e rena, banana, feijão, arroz, jinguba, mel e peixe caqueia. Era o Moxico a dizer o que pode produzir para ajudar a diversificar a dieta alimentar e a arrecadar receitas com a exportação.
A entrega de meios a antigos combatentes foi outro dos momentos da jornada do Presidente  na província do Moxico. O Chefe de Estado entregou tractores, enxadas, fertilizantes e pequenas embarcações para a pesca continental. Para as autoridades tradicionais, jovens e pessoas com deficiência, o Chefe de Estado fez a entrega de arcas, geleiras, cadeiras de rodas, canadianas, rádios, antenas parabólicas, geradores, televisores e material didáctico.

Agenda partidária

Antes de deixar o Moxico, o Presidente José Eduardo dos Santos teve um momento privado, que dedicou à agenda partidária. Durante cerca de 30 minutos, o líder do partido maioritário, que em Agosto realiza o seu Congresso ordinário, trabalhou com os responsáveis locais do partido.
De recordar que nas três eleições democráticas e multipartidárias realizadas na história do país, 1992, 2008 e 2012, o MPLA venceu sempre por números expressivos no círculo eleitoral do Moxico.

Jornal de Angola

sábado, abril 12, 2014

"Os grandes impérios de Angola foram construídos à custa do Estado” Justino Pinto de Andrade

Aos 66 anos, Justino Pinto de Andrade, diretor da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica de Angola, comentador político e presidente do Bloco Democrático, um partido sem expressão parlamentar, assume-se do outro lado da barricada na luta pela democratização de Angola.

Justino Pinto de Andrade

Não é o seu primeiro combate. Sobrinho de Mário Pinto de Andrade, presidente e fundador do MPLA-Movimento Popular de Libertação de Angola, participou ativamente ao lado do seu tio e de seu irmão Vicente na luta pela independência, acabando por ser preso em 1969 e enviado para o Tarrafal, Cabo Verde, de onde só viria a sair à data de libertação do campo, em 1 de maio de 1974. Estudante de Medicina por esses dias, a detenção fê-lo mudar de rumo.

"Os anos que passei detido em Cabo Verde permitiram-me perceber que o meu papel não era dentro de um hospital a fazer banco, operações e a dar consultas. Percebi que tinha muito mais valor e que me sentiria mais realizado numa intervenção mais abrangente. O quadro que se apresentava, e, sobretudo, o distanciamento com que eu passei a ver a sociedade a partir de Cabo Verde apelava a uma formação que me permitisse ter uma maior intervenção pública sem estar sujeito aos laços pessoais que a Medicina cria".

Depois da libertação forma-se em Economia, em Luanda, e haveria de voltar aos bancos da universidade da capital angolana para frequentar durante quatro anos o curso de Direito, "só mesmo por curiosidade. Queria saber aquilo que os juristas sabiam", contou ao Expresso.

Depois da independência, declarada em 11 de novembro de 1975, voltaria a ser detido, acabando por romper definitivamente com o MPLA.

"Na minha família temos uma cultura de liberdade muito grande e procuramos não confundir as relações familiares com a política. Fomos educados a respeitarmo-nos uns aos outros", diz, para logo acrescentar: "O meu irmão Vicente esteve sempre comigo em todos os combates políticos desde a independência. E agora bati com a porta, e com estrondo, e o meu irmão acha que deve continuar lá. Prefiro não fazer de conta. Prefiro mesmo estar deste lado da barricada. Acho muito mais saudável o indivíduo quando rompe, romper mesmo. E eu rompi."

De passagem por Portugal para dar uma conferência na Universidade do Porto, analisa em entrevista ao Expresso o estado da democracia angolana e da liberdade de expressão bem como as relações económicas e políticas entre os dois países, seis meses passados sobre a última crise, em outubro do ano passado.

Portugal está a ser "desleal" com Angola quando investiga judicialmente altas figuras do Estado angolano, tal como escreveu em novembro do ano passado o "Jornal de Angola"?
Não. As investigações têm a ver com a Justiça, não são questões que tenham a ver com os partidos políticos. A Justiça é feita para os cidadãos comuns e também para os políticos. Se os políticos são suspeitos de ter cometido alguma infração, penso que a Justiça não se deve intimidar porque caso contrário deixa de ser Justiça para todos e passa a ser só para alguns. Neste caso concreto, importa ver se há razões bastantes que justifiquem essa investigação e isso compete às próprias autoridades judiciais e não aos políticos. Se há uma interferência política que os coloque acima da Justiça é o descrédito para própria Justiça e para o país. Quando a Justiça portuguesa investiga alguém, em princípio é porque há suspeitas do cometimento de algum ilícito, mas por vezes, alguns políticos supõe de que a Justiça é apenas para os cidadãos e não para eles próprios. Daí que, quando são objeto de alguma investigação reagem ignorando que são os próprios políticos que elaboram as leis, supostamente com caráter universal e abstrato.

Quem é que mais perdeu com o adensar das relações entre os dois países?
Penso que não houve até agora desenvolvimentos negativos para ambos os lados. As relações entre Angola e Portugal continuam. Os portugueses que estão em Angola continuam a trabalhar, até porque são necessários. Mas houve, de facto, o temor de represálias contra eventuais interesses portugueses, só que é preciso não esquecer que, se há portugueses em Angola, também há angolanos em Portugal. Hoje, a situação está um pouco invertida e há maior necessidade por parte dos portugueses de emigrarem para Angola para trabalhar, mas há alguns anos era o contrário. Criou-se aquela imagem de que estávamos em risco de desencadear um conflito social, mas não me parece que tenha acontecido.

Em entrevista à SIC, em junho do ano passado, o Presidente José Eduardo dos Santos disse que as relações com Portugal não estavam isentas de "problemas", mas que decorriam num "quadro de amizade e grande compreensão" apesar de haver "reminiscências do passado bastante localizadas". A quem é que, em sua opinião, se refere o Presidente do seu país?
Não sei. Talvez a ele próprio. Esqueceu-se que as relações entre Angola e Portugal envolvem pessoas. Tanto quanto sei, há também personalidades angolanas que têm aplicações financeiras em Portugal. Na altura em que essas personalidades fazem as suas aplicações financeiras em Portugal não estão a estabelecer uma relação entre colonizado e colonizador, mas sim uma relação entre quem tem poupanças e necessidade de aplicá-las e quem tem necessidade de absorver essas poupanças. Nessa altura, as pessoas esquecem-se da relação colonizado-colonizador, mas quando se gera algum conflito que ponha em causa a imagem dos decisores então vão ao fundo do baú buscar uma velha relação que existiu, mas que temos de fazer todo o possível por relativizá-la. Não nos vamos manter prisioneiros para todo o sempre de uma relação que já pertence ao passado. Hoje, os portugueses quando vão para Angola não vão como colonizadores. Penso também que os interesses angolanos quando se instalam aqui em Portugal não o fazem como interesses colonizados, mas como interesses de cidadãos que têm recursos que procuram rentabilizá-los fora do país.

O que poderá acontecer na relação entre Portugal e Angola se o Ministério Público português decidisse acusar os tais altos dirigentes angolanos?
Não sei de que são acusadas essas personalidades, penso que têm a  ver com eventuais ilícitos económicos. Mas se alguém cometeu algum ilícito deve ser responsabilizado por isso e não estar a aprisionar um país inteiro a eventuais ilícitos praticados por algumas personalidades angolanas. Se fosse um cidadão comum angolano a cometer um ilícito desses, naturalmente que as autoridades portugueses teriam toda a liberdade para investigar e acusar, mas tratando-se de cidadãos com responsabilidades políticas elevadas não parece que seja justo que sejam isentados das suas próprias responsabilidades. Os nossos políticos é que têm de cuidar de proteger a sua imagem não cometendo ilícitos fora do país, porque se o fazer têm de se sujeitar à justiça desses países.

A "mão invisível" do regime


No seu blogue denunciou recentemente a estratégia seguida por Luanda para impedir uma manifestação de vendedores ambulantes e o desaparecimento de dois ativistas. O aparelho de Estado angolano é politicamente intolerante e não respeita a diferença?
É uma herança da história de Angola. Quem manda hoje em Angola ou é fisicamente alguém que esteve vinculado àquele poder totalitário do passado, que não tinha nenhuma máscara de pluralidade, mas atualmente tem uma cobertura externa de pluralidade mas culturalmente são a mesma coisa. Se olharmos para as práticas dos principais atores do poder atual vemos que não têm muita diferença em relação ao que foi o poder de partido único. O que prevalece no subconsciente dessas pessoas é a cultura da intolerância. Estas pessoas não são diferentes, procuram apenas adaptar-se o mínimo possível às novas circunstância. Fizeram uma aparente abertura, mas do ponto de vista da sua formação política e cultural são precisamente a mesma coisa. De tal maneira que reagem como reagiam no passado.

Em julho de 2012 - a um mês das eleições gerais de agosto - a rádio Ecclesia, emissora católica de Angola, onde tinha uma crónica semanal e fazia análise de imprensa, rescindiu o contrato que tinha com o senhor há mais de dez anos por alegada falta de imparcialidade. É presidente do Bloco Democrático mas o seu partido até estava legalmente impedido de ir a votos. Na altura disse que já estava à espera e que foi afastado por uma "mão invisível". A quem pertence essa "mão invisível"?
Acho que ainda continua invisível [sorri com ironia] porque ninguém assumiu a responsabilidade desse ato. É evidente que essa mão invisível tem de ter uma forte relação com o poder. Infelizmente, ainda ninguém teve a coragem de assumir a responsabilidade daquele ato que foi um ato reprovado por todos aqueles que sabiam da forma imparcial como fazia os meus comentários. Além disso, este argumento da pertença a um partido político não faz sentido. Aqui em Portugal, os responsáveis políticos e económicos fazem análise política, comentários, escrevem artigos, são grandes atores mediáticos e isso faz parte da vida democrática. Infelizmente, em Angola, a ideia que prevalece não é essa. Os atores que têm de estar no palco são os atores do regime. Esses têm todo o espaço. Se houver um qualquer ato que não valha coisa alguma são capazes de perder na televisão vinte minutos com imagens de um ator terciário do regime e temos de engolir a figura durante esse tempo e no final perguntarmo-nos o que estivemos a ver, para concluir que não era nada. Infelizmente, os responsáveis da rádio sujeitaram-se àquele ditame e eu democraticamente percebi que tinha mesmo de ser assim. Aliás, eu já estava à espera tal como disse na altura. Estava apenas a fazer o jogo, a ver quando é que ia acontecer e com que descaramentos iriam apresentar os seus argumentos.

A Igreja Católica está ao lado do regime?
Não está muito longe. Notam-se diversas tendências. A igreja também é constituída por homens. Acredito que no seio da própria igreja há quem concorde com esses atos e quem esteja em desacordo.

"Fazer oposição tem custos elevadíssimos"

Há algum tempo afirmou que a democracia tem os chamados custos da negociação, mas que as ditaduras ainda têm custos mais elevados porque "até um louco pode governar". Em Angola evitam-se os custos da democracia?
As pessoas só podem perceber os custos da democracia quando querem, efetivamente, fazer democracia. Em democracia há momentos em que se fazem algumas cedências em troca de alguns ganhos eventuais. Não me parece que seja essa a posição que, de uma forma geral,  prevalece em Angola. O partido do Governo tem a propensão de ganhar tudo e deixar apenas um espaço imaginário para as outras forças. É por isso, quando se trata de Angola, não faz sentido falar em democracia mas em projeto democrático.

Quando é que esse projeto estará concluído?
Vai ser necessário muito trabalho e muita coragem de todos os atores, não só aqueles que estão no poder, mas também aqueles que estão na oposição. Se todos fizermos os nosso trabalho poderemos reduzir o espaço, mas se não nos empenharmos devidamente claro que esse espaço será muito dilatado e com muitos sacrifícios também.

Até onde é que podem ir esses sacrifícios?
Há sacrifícios que, por vezes, até custam a saúde e a vida. Temos casos em que as pessoas perderam a vida por causa da sua vontade de viver em liberdade. Infelizmente ainda acontece isto. Outros perdem a saúde, são violentados, são agredidos. Enquanto não houver uma vitória clara da democracia teremos sempre este tipo de custos.

O senhor que foi preso pelos regimes totalitários de Portugal, antes do 25 de Abril, e de Angola, depois da Independência, até onde é que está disponível a ir para ver esse projeto democrático concluído?
Enquanto tiver força vou dar o meu contributo. Não faço isto para ter benefícios pessoais, mas para cumprir os meus desígnios, que não passaram apenas pela Independência de Angola, caso contrário já tinha parado há muito tempo. O meu desígnio manter-se-á até que eu tenha a perceção de uma sociedade mais aberta, mais livre, mais democrática, mas também tenho a certeza absoluta de que tudo isso não será feito numa única geração e com um conjunto restrito de pessoas.

Disse recentemente que os angolanos "cresceram numa cultura em que o silêncio é a alma do negócio" e que é "melhor silenciar para não ser punido". Quem fala em Angola leva?
Se disser aquilo que não interessa tem grande probabilidade de levar e leva de várias maneiras. Não é apenas a agressão física. Os angolanos [que falam] são impedidos de ter acesso a bens e benefícios que de outra forma teriam. Isso é inquestionável. Não vale a pena pensarmos que fazer oposição não tem custos. Tem custos elevadíssimos. Por isso mesmo, muitas pessoas passam uma imagem de militância no regime para poder ficar salvaguardado de eventuais danos, pelo facto de não concordar com o Governo.

Angola está a precisar de um 25 de Abril?
O 25 de Abril foi um golpe militar que desencadeou numa revolução. No contexto português justificava-se, até porque os militares que protagonizaram esse levantamento tinham um programa democrático para Portugal. Felizmente, esse programa democrático realizou-se. Nada garante que um levantamento militar em Angola aponte para o desenvolvimento democrático. Além disso, a situação de pobreza e de miséria das populações é de tal maneira grande que uma convulsão de caráter militar pode conduzir-nos a uma perda de controlo sobre a sociedade e degenerar em morticínios. Não nos podemos esquecer que vivemos estes anos todos em guerra. Há muita gente militarizada e traumas que podem desencadear vinganças. Os golpes militares não são uma solução porque só podem redundar em benefícios quando os atores têm a perceção dos resultados dos seus atos e, sobretudo, quando têm projetos para acelerar as transformações sociais. Um golpe militar para substituir o atual ditador por um outro ditador, penso que é perigoso. Este tipo de golpes desgasta sempre as elites. As grandes vítimas dos golpes militares, por vezes, nem é o povo, são as elites, porque são elas os alvos mais fáceis.

"Associação mafiosa"

Em Portugal há um sentimento de desconfiança em relação à origem do dinheiro angolano. É legítimo esse sentimento de desconfiança em relação ao investimento angolano em Portugal?
Penso que sim. Há toda a legitimidade em pensar-se que esse dinheiro não foi ganho com o suor do rosto. Que nós saibamos, essas pessoas não eram ricas e muito menos empreendedoras. São fortunas que foram feitas a partir do tráfico de influências ou da própria subtração de recursos públicos. Quando a origem do dinheiro é essa é evidente que quem observa tem toda a legitimidade para desconfiar. Não me parece que a história do nosso país tenha sido capaz de gerar tamanhas riquezas pessoais e familiares como aquelas que hoje se veem. De um modo geral são fortunas resultantes do tráfico de influências e da subtração de recursos públicos. Não tenhamos dúvidas sobre isso. É evidente que poderá hoje haver um ou outro indivíduo que tem recursos fruto de algum empreendedorismo, mas os grandes impérios económico-financeiros de Angola foram construídos à custa do poder de Estado.

Segundo a Agência Nacional de Investimento Privado de Angola em 2013, Portugal  investiu mais de 78,7 milhões de dólares em Angola, metade dos quais na indústria transformadora (47%), com especial destaque para o investimento da Sumol+Compal na província de Kwuanza Norte (29 milhões de dólares). O tipo de investimento português em Angola é aquele que mais interessa aos angolanos?
O investidor, quando investe, em princípio tem o cuidado de perceber se o seu investimento será rentabilizado. Se aquela é a melhor forma de aplicar a sua poupança. Esta é a função do investidor, que não tem de pensar no bem-estar do consumidor. Quem tem a responsabilidade de pensar no bem-estar do recetor do investimento é o Governo angolano. Ele é que deve separar o trigo do joio. Ver se um dado investimento é, ou não, prioritário, se está bem localizado.

Em 2013, a China foi o quarto maior investidor estrangeiro em Angola, com 76,4 milhões de dólares. O que é que, em seu entender, procuram os chineses em Angola?
Os chineses procuram o mesmo que qualquer investidor: rentabilizar os seus investimentos. Uma coisa é o investimento chinês, outra é o financiamento chinês para investimentos em Angola. Por vezes, confunde-se o financiamento com o investimento. Penso que quando o Estado angolano vai à China buscar financiamentos é para a realização de investimentos em Angola que podem ser feitos ou por empresas chinesas ou por empresas locais ou até por parcerias entre empresários locais e empresários chineses. As pessoas de uma forma geral confundem o financiamento com o investimento. O valor que referiu, até pode ser que seja mesmo investimento chinês. Hoje olhamos para as empresas chinesas em Angola e pensamos que são empresas públicas chinesas que vieram realizar obras em Angola a pedido das entidades angolanas. Mas já me apercebi que muitos daqueles investimentos são mesmo privados chineses. Não me repugna nada que o investimento seja chinês, americano ou  britânico. O investimento que nos interessa é o bom investimento. Aquele que é gerador de rendimento e de riqueza para Angola mas não aquele investimento que, aparentemente, vai gerar produtos e serviços para Angola mas que na realidade se vai completar como uma forma de associação mafiosa com interesses locais. Parece-me que em alguns casos haverá esse tipo de associação mafiosa entre interesses chineses ou outros e interesses angolanos. De tal maneira que, os chamados "investidores armados" dão cobertura aos interesses estrangeiros protegendo-os graças ao poder de Estado que também possuem. A maior partes destes ditos empresários angolanos são também agentes públicos, são agentes políticos, são responsáveis do Estado.

Em outubro do ano passado, na sequência da crise diplomática entre Lisboa e Luanda o "Jornal de Angola" publicou uma série de editoriais. Num deles, a 16 de outubro, afirma-se que Portugal é um "país em crise profunda e, por isso, muito sensível às relações com o mundo exterior, de onde vêm as ajudas". Como é que a crise portuguesa é vista de Luanda?
Esse tipo de leitura é de colonizado frustrado, vingativo que só pensa: Agora chegou a nossa vez. Não é disso que necessitamos. Temos de olha para a antiga potência colonial apenas como antiga potência colonial. E como um parceiro atual. Mais nada. É evidente que a relação do passado deixou os seus vestígios, a história não se apaga de um momento para o outro, mas certo tipo de editoriais só refletem a frustração que está na cabeça de algumas pessoas que pensam que são independentes mas que não são porque mantêm o cordão umbilical ao passado colonial. Isso é um reflexo do colonialismo mental que existe na cabeça de quem escreve esse tipo de editoriais. Hoje, do meu ponto de vista, Portugal é tão parceiro como os Estados Unidos, o Brasil, a Inglaterra ou a França. As pessoas estão-se a esquecer que a Inglaterra e a França também foram potências coloniais de outros colonizados. Mas relacionamo-nos com eles como se nunca tivesse havido colonialismo e quando se trata da relação com Portugal vamos ao fundo do baú buscar o velho chavão colonial.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/

quarta-feira, setembro 18, 2013

17 de Setembro 2013 – Agostinho Neto tem digno sucessor - Bornito de Sousa em Cabinda

Bornito de Sousa sublinhou que, daí para diante, José Eduardo dos Santos empenhou-se de imediato na conquista da paz em Angola e promoveu a reforma da economia do país, até então assente nos princípios do centralismo e da planificação vinculativa.
Discursando para centenas de pessoas no acto central do “Dia do Herói Nacional”, no pavilhão multiusos de Tafe, o ministro afirmou que o Presidente José Eduardo dos Santos impulsionou também a solidariedade com os povos da região, de que resultaram as independências do Zimbabwe e da Namíbia, o fim do regime do apartheid na África do Sul e a libertação de Nelson Mandela.
Bornito de Sousa acrescentou que o Presidente José Eduardo dos Santos promoveu igualmente a reconciliação nacional, a estabilidade política, a reconstrução das infra-estruturas básicas e o desenvolvimento económico de Angola.
“Aqui se enquadra um conjunto de iniciativas no sentido de desenvolver a província de Cabinda e melhorar a qualidade de vida da população”, disse o ministro, tendo enumerado a obra do porto de águas profundas do Buco Maze, a construção da central eléctrica de Malongo e de infra-estruturas integradas da cidade de Cabinda, entre outros empreendimentos.

17 de Setembro 2013 - Bornito de Sousa

Patriotismo de Neto

Sobre o Dia do Herói Nacional, Bornito de Sousa disse que António Agostinho Neto foi “um ilustre patriota e estadista africano condutor da luta armada de libertação nacional e se tornou primeiro Presidente de Angola, em 1975”. “Desde muito cedo António Agostinho Neto se entregou à causa da liberdade do seu povo e de todos os povos oprimidos do mundo”, ­acrescentou Bornito de Sousa. O ministro lembrou que o dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, comemorado ontem, foi instituído em 1980 pela então Assembleia do Povo, como reconhecimento dos seus feitos na condução da luta armada de libertação nacional e na corajosa proclamação da independência de Angola.
Bornito de Sousa referiu que o 17 de Setembro é “uma homenagem do povo angolano a todos os heróis da pátria que lutaram ou deram as suas vidas para hoje se viver numa sociedade independente e democrática”.

Palestra em Malange

A vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, foi enaltecida, na cidade de Malange, durante uma palestra com o tema “O papel de Neto na luta pela conquista da independência nacional”, no âmbito do Dia do Herói Nacional, celebrado ontem.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologias, Gabriel Boaventura, disse que António Agostinho Neto “fortaleceu a unidade do Estado e da Nação”, e “defendeu o equilíbrio dos diferentes grupos e classes existentes no país” com vista à conquista da Independência Nacional. Na altura em que conhece as prisões, no Tarrafal, Cabo Verde, acrescentou o palestrante, Agostinho Neto já tinha iniciado, com os seus poemas, as acções de consciencialização do povo para a sua mobilização na luta contra o colonialismo.
Agostinho Neto nasceu na aldeia de Kaxicane, região de Catete, Icolo e Bengo, a 17 de Setembro de 1922, filho de Agostinho Neto, catequista da Missão americana em Luanda, mais tarde pastor e professor nos Dembos, e de Maria da Silva Neto, professora. Faleceu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo.

Percurso de Neto

A trajectória histórica da vida e obra do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, está patente numa exposição fotográfica inaugurada ontem, no Lubango, pela vice-governadora da Huíla para o Sector Político e Social, Maria João Tchipalavela. A exposição inclui fotografias de momentos ímpares da trajectória política, social, diplomática e familiar de Agostinho Neto e obras literárias da sua autoria para os estudantes, pesquisadores e interessados conhecerem mais sobre o estadista e líder angolano da luta contra o colonialismo.
Maria João Tchipalavela considerou que Agostinho Neto revelou capacidade de auto-renúncia para, num processo de altruísmo e amor, se afirmar como um dos ícones do movimento de libertação nacional em Angola, em África e no Mundo.
Lembrou que Agostinho Neto, como homem de cultura, político e humanista de renome internacional, dedicou a sua juventude à causa nobre dos angolanos, para retirar o povo da opressão e da exploração imposta pelo sistema colonial português.
“O dia 17 de Setembro passou a ser um dia de reflexão sobre a nossa conduta e contribuição para a superação dos actuais desafios. Devemos fazer uma avaliação individual e colectiva do nosso compromisso nas tarefas de construção e reconstrução do país”, disse. A vice-governadora defendeu maior participação dos cidadãos no processo de lançamento de alicerces fortes para a consolidação da angolanidade para o alcance da reconciliação nacional e garantia da integridade territorial de Cabinda ao Cunene.
“Inspirados nas ideias de Neto, devemos assumir o papel de continuadores e executores das suas ideias a fim de Angola ser um bom lugar para se viver. Encontrando-se o país num processo imparável de desenvolvimento em todos os domínios, Angola vai sempre ser a trincheira da revolução em África”, declarou Maria João Tchipalavela.
O acto central alusivo ao dia do Herói Nacional na Huíla teve lugar no município de Cacula, decorrendo sob lema “Honremos a ideias de Neto promovendo a coesão nacional para bem-estar dos angolanos”.

Homenagem aos heróis

A governadora da Lunda-Sul, Cândida Narciso, considerou necessário que os jovens dominem a História de Angola e homenageiem os heróis nacionais, a fim de garantirem o respeito e a promoção crescente da paz, coesão e unidade nacionais. Cândida Narciso, que falava em Saurimo numa palestra alusiva ao 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional, incentivou a camada juvenil a apostar na investigação sobre a vida e obra de Agostinho Neto.
A governante fez uma síntese da biografia do Presidente Neto, ressaltando as etapas cruciais enfrentadas antes, durante e depois da luta de libertação nacional, que culminou com a proclamação da Independência, a 11 de Novembro de 1975.
Uma projecção de fotografias retratando António Agostinho Neto facilitou a compreensão dos participantes sobre as causas que ditaram o seu repetido encarceramento pelas autoridades coloniais. O compromisso do então distrito da Lunda em prol da liberdade e as motivações literárias de Neto foram assuntos focados pelos participantes no período reservado a perguntas e respostas.

Via|JA

sábado, setembro 14, 2013

Discurso do PR José Eduardo dos Santos no Fórum Nacional da Juventude 13/09/2013

Jose Eduardo dos Santos

Senhor Vice-Presidente,

Senhores Ministros,

Senhores Deputados,

Distintos convidados,

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Caros Jovens,

Os nossos trabalhos estão a chegar ao fim.

O Fórum Nacional da Juventude convidou-me para fazer o discurso de encerramento, e devo ver assim uma tarefa difícil.

No período de auscultação e diálogo falaram mais de mil sobre os problemas da juventude angolana. Aqui mesmo nesta sala já foram feitas mais de 20 intervenções sobre este tema.

Aparentemente tudo já foi dito, e quem fala no fim, corre o risco de repetir o que os outros já disseram.

Mas eu não tenho saída. Eu vou arriscar-me a falar mesmo assim. Porque diz-se que a água mole tanto dá em pedra dura até que fura.

Como sabem, desde os primeiros momentos da luta de libertação, o MPLA apresentou-se como mensageiro da esperança, porque os angolanos são pessoas de fé e de esperança. Nunca desiste no seu sonho de liberdade e prosperidade.

Estamos aqui a dialogar e a discutir porque todos nós vamos em busca dos caminhos da prosperidade. Tenho fé e confiança nas nossas forças e vamos alcançar estes objectivos.

Distintos participantes,

Caros jovens,

A realização deste Fórum Nacional da Juventude é a última etapa do processo de auscultação e diálogo com todos os jovens ou seus representantes que começámos há dois meses atrás.

É uma experiência muito rica e construtiva e de participação cívica da juventude na resolução dos problemas nacionais. Cada um exprimiu livre e democraticamente o seu pensamento. Uns formularam críticas, outros analisaram a realidade e os factos e apresentaram sugestões e propostas para melhorar o nosso trabalho.

A juventude angolana transmitiu-nos uma mensagem muito clara de que está unidade e provou que sabe o que quer e para onde vai.

Os jovens que estão presentes hoje nesta sala, em número significativo, vieram de todas as províncias do país e não poucos são provenientes da nossa diáspora, representando assim a heróica juventude angolana.

É uma juventude cujo passado nos enche de orgulho e que está determinada na luta para vencer os desafios do presente e do futuro.

Eu também já fui jovem e já vivi momentos de grande exaltação patriótica como este. Peço-vos que continuem assim. O Governo estará sempre convosco para que conjugando os esforços possamos trabalhar para construir uma Angola melhor, para garantir uma melhor qualidade de vida para o nosso povo.

Dirijo uma palavra de apreço e reconhecimento a todos os que participaram nos encontros municipais e provinciais, onde foi evidente o entusiasmo, a criatividade, o patriotismo e o sentido do dever que facilitaram a elaboração das conclusões e recomendações que foram apresentadas hoje neste Fórum.

Retivemos dessas conclusões que o emprego e a formação profissional são os assuntos que mais preocupam os jovens.

Estes assuntos são considerados prioritários na agenda de trabalho do nosso Governo e que, por essa razão, compromete-se aqui a criar mais Centros de Formação Profissional em todo o país, durante este mandato e vai também criar condições para aumentar o investimento público em infra-estruturas e o investimento privado nos sectores produtivo e da prestação de serviços por forma a criar cada vez mais postos de trabalho.

Por outro lado, as entidades competentes já foram orientadas no sentido de fiscalizar com mais rigor a aplicação das normas da Lei Geral do Trabalho que protegem o emprego dos cidadãos nacionais, sem esquecer as normas legais que garantem o acesso ao primeiro emprego.

Não é justo que as empresas nacionais ou estrangeiras prefiram dar emprego aos cidadãos estrangeiros no nosso país para realizarem trabalhos que os angolanos podem fazer e as vezes apenas mediante alguns cursos de formação profissional.

Os quadros recém-formados também não se pode exigir experiência profissional como condição para o primeiro emprego. Tem de ser garantidas as condições de estágio para que esses quadros recém-formados possam ter imediatamente acesso ao primeiro emprego.

Hoje, cerca de dois terços da nossa população tem menos de 25 anos de idade e estamos conscientes de que esta é a nossa principal riqueza que temos de saber mobilizar, gerando empregos e qualificando muitos milhões de jovens angolanos para fazer o país crescer cada vez mais e desenvolver-se.

A juventude é, sem dúvida, o maior factor de desenvolvimento do País e temos de saber inseri-la no processo de transformações económicas e sociais em curso para melhorar a sua qualidade de vida e garantir também o futuro das gerações vindouras.

Caros participantes,

Caros jovens,

Tomamos boa nota das outras preocupações, tais como o acesso à habitação, a melhoria da qualidade do ensino, a necessidade do aumento da oferta dos cursos de formação superior e o aumento do número de bolsas de estudo internas e externas, o acesso à água potável e a energia eléctrica e etc.

A minha intenção é recomendar ao Governo a aprovação de Programas Municipais, Provinciais de apoio à juventude desdobrados de um Programa Nacional que tenha em conta as conclusões e propostas deste Fórum.

A execução destes programas deverá ser acompanhada e fiscalizada nos diferentes escalões por representantes do Conselho Nacional da Juventude.

Caros jovens,

Distintos participantes,

O Fórum Nacional da Juventude foi mais um passo na direcção certa.

Todavia, acho que podemos melhorar as formas de participação activa da juventude e das suas organizações da sociedade civil, com o surgimento e desenvolvimento do associativismo juvenil em diferentes actividades;

- Com o estabelecimento de formas saudáveis e socialmente estimulantes de ocupação dos tempos livres da juventude;

- Com o diálogo salutar e profícuo entre a população jovem e a Comunidade;

- Com a promoção de valores, princípios e atitudes alinhados em cada momento com as políticas públicas para a juventude e para a promoção da mulher;

- Com a promoção da consciência cívica, do patriotismo e da cidadania activa no seio da juventude;

- Com a promoção da construção de infra-estruturas de apoio às actividades juvenis;

- Com a promoção do intercâmbio juvenil e o estímulo da troca de experiências entre os jovens de várias proveniências e culturas regionais;

- Com a democratização do acesso a novas tecnologias de informação e de comunicação e o combate à info - exclusão;

- Com a promoção e valorização de iniciativas dos jovens empresários, cientistas, investigadores, inventores e artistas, entre outros.

Caros jovens,

Distintos participantes,

Obrigado por terem organizado este memorável encontro e pela vossa dedicação e entusiasmo juvenil.

Eu saúdo e agradeço, em particular, aqueles que em nome da juventude se tornaram intérpretes dos sentimentos e das preocupações de todos.

Uma saudação especial também para os jovens da diáspora que connosco partilharam a reflexão sobre os caminhos a seguir para resolvermos os problemas nacionais.

Chegamos mesmo ao fim do nosso Fórum. Foi um momento de grande exaltação patriótica.

À todos o meu muito obrigado!

Declaro encerrado este Fórum.

Viva a Juventude angolana.

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sexta-feira, agosto 30, 2013

Conselho de Ministros Agosto 2013 – Eis os nomes do novo Conselho de Administração da SONANGOL-EP

SECRETARIADO DO CONSELHO DE MINISTROS

COMUNICADO DE IMPRENSA

O Conselho de Ministros realizou hoje, dia 29 de Agosto de 2013, a sua 5ª Sessão Ordinária, na Sala de Reuniões do Palácio Presidencial, na Cidade Alta, sob orientação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Nesta sessão, o Conselho de Ministros aprovou o Relatório de Balanço da Actividade do Governo referente ao II Trimestre de 2013, como instrumento de avaliação do nível de execução das principais acções projectadas pelo Governo para o período em análise.

Relativamente ao comportamento da economia, a inflação acumulada até Junho foi de 4,27%, houve uma expansão 2,90% no crédito à economia, a base monetária em moeda nacional aumentou em cerca de 5,60% no Il trimestre e a produção de petróleo atingiu os 160,1 milhões de barris, no mesmo período.

O Conselho de Ministros aprovou um Decreto Presidencial que prorroga a vigência do Decreto nº 6/08, de 10 de Abril, diploma legal que tem por objectivo permitir o ingresso na função pública a cidadãos com mais de 35 anos de idade, que tenham reconhecida competência técnica e experiência profissional susceptível de reforçar a capacidade instirucional do sector público administrativo, de modo a que possam ser engajados no processo de reconstrução nacional.

Na sequência dos trabalhos em curso com vista à adequação da organização e do funcionamento dos Departamentos Ministeriais à legislação em vigor, o Conselho de Ministros aprovou os Estatutos Orgânicos dos Ministérios das Relações Exteriores e da Saúde. Foram igualmente aprovados os Estatutos Orgânicos da Inspecção Geral da Administração do Estado e do Instituto de Formação da Administração Local (IFAL).

Durante a sessão, o Conselho de Ministros aprovou um Decreto Presidencial que regula a actividade de inspecção, auditoria e fiscalização dos órgãos e serviços da Administração Directa e Indirecta do Estado, assim como das administrações autónomas.

O referido diploma aplica-se à Inspecção Geral da Administração do Estado e aos demais serviços de inspecção-geral Departamentos Ministeriais ou nas instituições públicas com autonomia administrativa, técnica e financeira.

Com a finalidade de se reforçar as medidas e normas regulamentares que garantam uma maior disciplina e segurança no trânsito automóvel, bem como a observância das regras estabeleci das no Código de Estrada, o Conselho de Ministros aprovou um Regulamento sobre as características, transformação, peso e dimensões, luzes e emissão de gases de escape de veículos automóveis, reboques e semi-reboques.

Na sessão de hoje, o Conselho de Ministros criou ainda a Agência Reguladora do Mercado do Ouro, uma pessoa colectiva de direito público, dotada de personalidade jurídica e de autonomia administrativa e financeira, que tem como objectivo principal a organização, regulação e fiscalização do mercado do ouro e a emissão de certificados de origem para o ouro de produção nacional.

O Conselho de Ministros aprovou o Programa de Modernização do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET) e de Operacionalização do seu respectivo Plano de Desenvolvimento Estratégico para o período de 2012 a 2018.

O referido Programa prevê dotar o INAMET de capacidade para realizar pesquisa e investigação aplicada que permita apoiar o desenvolvimento rural, as acções no domínio da segurança alimentar e a implementação dos programas que visem a redução do risco de catástrofes naturais e dos impactos das alterações climáticas.

No âmbito das acções em curso para a contínua modernização dos serviços da Administração Pública, o Conselho de Ministros tomou conhecimento do estado de implementação do Plano de Desenvolvimento do Projecto de Governação Electrónica.

Durante o evento e no quadro das iniciativas de fomento cultural do Executivo, o Conselho de Ministros aprovou um Decreto Presidencial que institui as Bolsas de Criação Artística e Cultural e aprova o seu respectivo Regulamento de Concessão.

As Bolsas de Criação constituem um incentivo à criação e à investigação, concedido pelo Estado Angolano aos cidadãos nacionais, autores, criadores e investigadores, residentes ou não no País, cujo projecto de produção artística, cultural, científica ou tecnológica tenha origem ou se venha a aplicar em Angola.

As Bolsas serão concedidas pelo período de um ano, podendo este prazo ser prorrogado.

No domínio da política externa, o Conselho de Ministros apreciou três diplomas legais que aprovam os Acordos da República de Angola com a República da Itália, em matéria de Segurança e Ordem Pública; com o Conselho Federal Suíço, sobre a Supressão Recíproca de Vistos para Titulares de Passaportes Diplomático e de Serviço e com a República da Argentina, no domínio do Ensino Superior.

O Conselho de Ministros aprovou ainda o Protocolo sobre a Protecção e Assistência a Pessoas Deslocadas Internamente da Região dos Grandes Lagos.

Finalmente, o Conselho de Ministros aprovou a reestruturação do Conselho de Administração da SONANGOL-EP, que passa a ter a seguinte composição:

-Francisco de Lemos José Maria - Presidente do Conselho de Administração;

-Anabela Soares de Brito da Fonseca - Administradora;

-Ana Joaquina Van-Dúnem Alves da Costa - Administradora;

- Fernandes Gaspar Bernardo Mateus -Administrador;

- Fernando Joaquim Roberto - Administrador;

- Mateus Sebastião Francisco Neto - Administrador;

- Paulino Fernando Carvalho Gerónimo - Administrador.

Secretariado do Conselho de Ministros, em Luanda, aos 29 de Agosto de 2013.

sexta-feira, agosto 09, 2013

Angola - 3 Questões Sobre a Solidão Política dos Nossos Dias, de Francisco Pacavira

Solidao Politica em Angola

O LEGADO CULTURAL. Cada geração tem o direito de construir a própria cidade, as próprias expressões culturais, os próprios sonhos e ambições, mas respeitando os antecedentes. O respeito inter-geracional é condicionado pelo legado cultural dos adultos. Legado Cultural aqui entendido como o conjunto de práticas e costumes que os mais velhos deixam para os mais novos.

No âmbito político, como avaliar o legado cultural dos mais velhos aos mais jovens? Quê valores, quê paixão política, quê sonhos de transformação para Angola? Cada um de nós é capaz de resposta. Segundo o meu modesto parecer, Angola dos nossos dias está vivendo uma certa apatia política. Se regista um triste desinteresse pelas formas de acção política tradicionalmente conhecidas, que se consubstanciam na filiação partidária consciente, mobilização crítica, busca de melhores soluções para os vários problemas sociais, de modo participativo. Mas os partidos estão perdendo o valor que tinham? Por que razões muitos jovens já não aderem aos partidos políticos? São questões que requerem reflexão conjunta, requerem aprofundamentos contextualizados. De qualquer maneira, cada um nós é capaz de elaborar uma própria idéia. E é o objectivo desta reflexão. Já agora, o que seria de Angola sem os actuais partidos políticos?

SOBRE A POLÍTICA. E’ concepção partilhada, a nível da politologia que, a política é a arte do possível. Nada é impossível para um grupos de homens e mulheres politicamente motivados: isto se chama, “vontade política”. No que tange aos jovens, por muito tempo se afirmava que estes são o futuro de uma nação. Hoje sabemos que a realidade é diametralmente oposta: os jovens são o presente de uma nação. Unindo as duas “variáveis” deste parágrafo, os jovens e a política; quê tipo de política os jovens angolanos conhecem e se empenham a realizar? Em que modo estamos incentivando os jovens a fazerem políticas verdadeiras? Quais são os sonhos que estamos partilhando? Em que direcções estamos endereçando os mais jovens? Com quê meios? Quais são as verdadeiras aspectativas com relação a juventude actual?

Como se diz, os exemplos arrastam, e sinceramente são poucos os exemplos positivos que os "kotas" estão deixando aos demais. Sobre Angola que nós queremos, muito se pode escrever, terabytes de palavras podem ser armazenados, mas o que conta mesmo são os exemplos que hoje damos aos demais. A desilusão é crescente, o mesmo se diga sobre a esperança. Os mais rápidos, mais abençoados pela fortuna, estão conseguindo colher os melhores resultados do actual momento econômico angolano. E os outros?

Estou assustado com um certo amigo que, de Angola, muito mal falava enquanto se encontrava fora a estudar. Hoje voltou para a banda, está podendo, e para a minha maior desilusão: já tem uma casa de primeiro andar, dois carros na garagem, mas pouco ou nada faz pela cidade que o empregou. O que dizer?

SAUDADES DO FUTURO. Tenho uma certa saudade dos tempos de grande paixão política e cultural. Tenho saudade de certos tempos nos quais o ritual das trocas de informações eram preponderantes nas relações humanas; tenho saudades dos confrontos de ideias em modo desinteressado e objectivo, tudo para o bem de Angola. Nos dias que estamos vivendo, é cada vez mais difícil encontrar "amigos" para conversar sobre as várias estradas necessárias para melhorar Angola, sem que se discuta amargamente sobre resultados das acções do Governo. Todos têm a verdade no bolso, mas destas, poucas soluções aplicáveis. Angola real requer maior imaginação, maior ponderação, maiores sonhos, maiores reflexões e não só o sobejo de velhas propagandas anticomunistas.

Neste diapasão político e cultural, declaro aberta a revolução permanente do cidadão. Tudo começa com a mudança de pensamento, de comportamento do cidadão. Tudo começa com a consciencialização do cidadão. O cidadão em particular. Se a força da matilha é o lobo, a força de uma sociedade de direito é o cidadão. Um cidadão informado e formado sobre a sua condição de vida real.

O bem estar de Angola e dos angolanos de hoje e de amanhã, depende indiscutivelmente das pequenas decisões quotidianas. Por exemplo: tu, o que fazes pela Angola dos teus sonhos? O que gostarias de fazer? O que te impede de fazê-lo? Com quem falastes? À qual instituição te dirigistes? As respostas que obtivestes são suficientemente justas? Te convenceram? Angola muda com a mudança de comportamento dos cidadãos. Cada um no seu cantinho, mas o conjunto destes cantinhos constituem uma sociedade, uma cidade, uma província, Angola. Nisto, os partidos políticos em justa interação com a sociedade civil têm muito por fazer. Declaro aberta a revolução permanente do cidadão.

Kambas, "Mbora" a fazer política. Aquela política aplicada à realidade angolana. 
 
Se lestes até aqui, partilha o texto.

Via | FPB aka #Angola2017


Ph. Credito: "Victor Sousa"
SOBRE O AUTOR
Francisco Pacavira Bernardo (FPB) é angolano, jornalista freelancer, especializado em questões de Cooperação internacional e políticas energéticas. De igual modo se destacam as suas intervenções no campo do Strategic marketing management.

quarta-feira, maio 22, 2013

ENCERRAMENTOS da Folha 8 e Rádio Despertar ainda não receberam qualquer aviso formal

director do jornal Folha 8, William TonetO director do jornal Folha 8, William Tonet, acusou as autoridades de tentarem intimidar os órgãos de informação que “não foram comprados pelo poder político angolano”.

Tonet reagia á Voz da América á ameaça feita na semana passada pelo ministério da comunicação social de mandar encerrar o jornal e ainda a Rádio Despertar por alegadamente “apelarem diariamente à desordem pública” e ainda por “ofensas e calúnias ás instituições do estado”.

O aviso foi publicado em órgãos de informação estatais mas nem o Folha 8 nem a Rádio Despertar receberam qualquer notificação formal por parte das autoridades.

A Voz da América tentou falar com o titular do Ministério da Comunicação Social (MCS) sobre as razões da não notificação dos referidos órgãos mas o mesmo afirmou que irá pronunciar-se sobre a questão em próximas ocasiões.

O responsável da Rádio Despertar, Envagelista Calia, disse à Voz da América que enquanto não receberem qualquer informação oficial do MCS o seu órgão não vai se pronunciar.

Para William Tonet do jornal Folha 8 , o comunicado do executivo angolano, “é uma verdadeira ameaça” .

William Tonet adianta ainda que a referida perseguição é apenas para os órgãos que não foram comprados pelo puder político angolano.

Via|Voa

segunda-feira, outubro 01, 2012

Tomada de Posse 2012: JES pede “parcimónia e dinamismo” na aplicação do programa do MPLA

Tomada de Posse 2012: JES pede “parcimónia e dinamismo” na aplicação do programa do MPLA

Luanda - O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, pediu a colaboração do novo Governo, que hoje tomou posse em Luanda, na aplicação do programa de governação do MPLA, partido no poder, com "parcimónia e dinamismo".
O chefe de Estado angolano, que intervinha na cerimónia de tomada de posse dos novos ministros, pediu ainda aos governantes "dedicação na gestão de recursos e na realização das tarefas".

"O Presidente da República e o vice-Presidente da República vão trabalhar convosco, com espírito de missão e contam com a vossa parcimónia, dinamismo, dedicação na gestão de recursos e na realização de tarefas", sublinhou José Eduardo dos Santos.

Na sua curta intervenção, o Presidente anunciou a realização, na quarta-feira, da primeira reunião do Conselho de Ministros, que deverá aprovar a programação financeira do Tesouro para o quarto trimestre de 2012.

Nessa reunião deverão ser ainda analisadas as orientações gerais para a elaboração do Plano Nacional do Desenvolvimento de médio prazo e o Orçamento Geral do Estado para 2013.

Continua em www.angolaxyami.com

quinta-feira, setembro 27, 2012

Parlamento angolano 2012: Lista de deputados eleitos que serão empossados hoje 27/09/2012

MPLA-ANGOLA

Eis a lista completa dos deputados à Assembleia Nacional saída das eleições gerais de 31 de Agosto de 2012, e que serão empossados hoje, quinta-feira:

LISTA DE DEPUTADOS DO MPLA
(CÍRCULO NACIONAL)
1. José Eduardo dos Santos
2. Manuel Domingos Vicente
3. Roberto António Victor Francisco de Almeida
4. Luzia Pereira de Sousa Inglês Van-Dúnem “Inga”
5. António Domingos Pitra Costa Neto
6. Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”
7. Joana Lina Ramos Baptista
8. Ana Afonso Dias Lourenço
9. Elisa Kata
10. Francisco de Castro Maria
11. Gustavo Dias Vaz da Conceição
12. Ruth Adriano Mendes
13. Ana Paula Inês Luís Ndala Fernando
14. Amélia Calumbo Quinta
15. Fernando da Piedade Dias dos Santos
16. João Manuel Gonçalves Lourenço
17. Dulce Ginga
18. Alice Paulina Dombolo Chivaca
19. Kundi Paihama
20. Maria Cândida Teixeira
21. Manuel José Nunes Júnior
22. João de Almeida Azevedo Martins
23. Ana Paula Cristóvão de Lemos dos Santos
24. Rui Luís Falcão Pinto de Andrade
25. Francisco Magalhães Paiva
26. Bornito de Sousa Baltazar Diogo
27. João Baptista Kussúmua
28. Carlos Maria da Silva Feijó
29. Afonso Domingos Pedro Van-Dúnem “Mbinda”
30. Marcelina Huna Alexandre
31. Carolina Cerqueira
32. Jorge Inocêncio Dombolo
33. Virgílio Ferreira de Fontes Pereira
34. Emília Carlota Sebastião Celestino Dias
35. Norberto Fernandes dos Santos
36. Francisco Higino Lopes Carneiro
37. Albertina Teresa José
38. Diógenes do Espírito Santo Oliveira
39. Serafina Miguel Emília Pinto
40. Sérgio Luther Rescova Joaquim
41. António Paulo Kassoma
42. Carlos Alberto Ferreira Pinto
43. Manuel Pedro Pacavira
44. Larissa Chiola Rosa José
45. Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso
46. Gonçalves Manuel Muandumba
47. Luísa Pedro Francisco Damião
48. Genoveva da Conceição Lino
49. Pedro Mutinde
50. José Diogo Ventura
51. Domingos Martins Ngola
52. António dos Santos França “Ndalu”
53. Miguel Maria Nzau Puna
54. Florentino Gabriel Sambundo
55. Maria de Fátima Domingas Monteiro Jardim
56. Irene Alexandra da Silva Neto
57. Francisco José Ramos da Cruz
58. Aníbal João da Silva Melo
59. João Manuel Francisco
60. Bento dos Santos “Kangamba”
61. Mawete João Baptista
62. Joaquim António Carlos dos Reis Júnior
63. Bernarda Gonçalves Martins Henriques da Silva
64. Palmira Domingos Pascoal Bernardo
65. Ananias Escórcio
66. Maria Isabel Malunga Mutunda
67. Nuno dos Anjos Caldas Albino “Carnaval”
68. Isabel João Miguel Sebastião Peliganga
69. Lopo Fortunato Ferreira do Nascimento
70. Augusto da Silva Tomás
71. Raúl Augusto Lima
72. Roberto Leal Ramos Monteiro “N’Gongo”
73. Yolanda Brígida Domingos de Sousa
74. Fernando José de França Dias Van-Dúnem
75. Exalgina Reneé Vicente Olavo Gambôa
76. Simão Pinda
77. Francisco Boaventura Canjongo Chitapa
78. Salomão José Luheto Xirimbimbi
79. Maria Catarina Béua
80. Adriano Botelho de Vasconcelos
81. N’Vunda Benvindo das Neves Salucombo
82. Carlos Bendinha de Almeida
83. Victória Francisco Lopes Cristóvão de Barros Neto
84. Victória Manuel da Silva Izata
85. Maria Idalina de Oliveira Valente
86. Alfredo Furtado de Azevedo Júnior
87. Emílio José Homem Gomes
88. Isaac Francisco Maria dos Anjos
89. João Luís Neto “Xietu”
90. Carlos Alberto Van-Dúnem
91. António Francisco Cortez
92. Guilhermina Fundanga Manuel
93. Guilhermina Contreiras da Costa Prata
94. Victória Francisca Correia da Conceição

(CÍRCULO PROVINCIAL)
BENGO
1. João Bernardo de Miranda
2. Pereira Alfredo
3. Elvira Peregrina de Jesus Van-Dúnem
4. Adão Cristóvão Neto
5. Josefa José

BENGUELA
6. Armando da Cruz Neto
7. Veríssimo Sapalo
8. Eduarda Maria Nicolau Silvestre Magalhães
9. Filipe Domingos

BIÉ
10. Álvaro Manuel de Boavida Neto
11. Anabela Caiovo Ngunga
12. Nicolau Sapalo

CABINDA
13. Aldina Matilde Barros da Lomba
14. José Mangovo Tomé
15. Marta Beatriz do Carmo Issungo
16. Afonso Maria Vaba

KUANDO KUBANGO
17. Manuel Francisco Tuta “ Batalha de Angola”
18. Eugénia Tamare Semente Chiaka
19. Elias Piedoso Chimuco
20. Maria Isabel

KWANZA NORTE
21. Henrique André Júnior
22. Domingos João Ferreira Pinto
23. Suzana Pereira Bravo
24. Simão Jeremias Boa Carroba
25. Manuel António Gaspar Domingos

KWANZA SUL
26. Serafim Maria do Prado
27. Gilberto Manuel Pereira
28. Odete da Conceição Domingos dos Santos
29. Eliseu Segunda
30. Rosária Ernesto da Silva

CUNENE
31. António Didalelwa
32. Josefina Pandeinge Haleinge
33. José Mário Katiti
34. Gerdina Ulipamue Didalelwa
35. Madalena Ndafoluma Hanosike

HUAMBO
36. Fernando Faustino Muteka
37. Agostinho Ndjaka
38. Bibiana Nandombua
39. Domingos Paulino Dembele

HUÍLA
40. João Marcelino Tyipinge
41. Vigílio da Ressurreição Bernardo Adriano Tyova
42. Ágata Maria Florinda Mbaka Raimundo
43. Júlia Agostinha Celeste
44. Fernando Bartolomeu Cativa

LUANDA
45. Bento Joaquim Sebastião Francisco Bento
46. Adriano Mendes de Carvalho
47. Jesuíno Manuel da Silva
48. Eulália Maria Alves Rocha Silva

LUNDA NORTE
49. Ernesto Muangala
50. José Moisés Cipriano
51. José Miúdo
52. Sónia Moisés Nele
53. Joana Meta Fernandes dos Santos

LUNDA SUL
54. Cândida Maria Guilherme Narciso
55. Mário António Quexigina Luandanda
56. Angelina Adolfo Macai
57. Domingos Kajama

MALANJE
58. Boaventura da Silva Cardoso
59. Alfredo Junqueira Dala
60. Joana de Jesus da Conceição Pedro André Pedro
61. Ana Maria Manuel João Taveira José
62. Monteiro Pinto Kapunga

MOXICO
63. João Ernesto dos Santos “Liberdade”
64. Leonora Mbimbi de Morais
65. Valeriano Chimo Cassauié
66. Mário Salomão
67. Albertina Chitumbo Cuvango Limueta

NAMIBE
68. Cândida Celeste da Silva
69. Carlos da Rocha Cruz
70. Carolina Cristina Elias
71. João Muatonguela
72. José Maria Jamba

UÍGE
73. Paulo Pombolo
74. Pedro Diavova
75. Eva Quibuba Cangudi
76. Panzo Joaquim
77. Albertina Cugingomoco Muxindo

ZAIRE
78. Pedro Sebastião
79. Pedro Makita Armando Júlia
80. Maria José da Encarnação Fernandes
81. Garcia Vieira

LISTA DE DEPUTADOS DA UNITA

(CÍRCULO NACIONAL)
1. Isaias Henrique Ngola Samakuva
2. Joaquim Ernesto Mulato
3. Vitorino Nhany
4. Miraldina Olga Marcos Jamba
5. Abilio José Kamalata Numa
6. Lukamba Paulo
7. Silvestre Gabriel Samy
8. Helena Bonguela Abel
9. Mártires Correia Victor
10. Alcides Sakala Simões
11. Fernando Domingos Heitor da Costa Francisco
12. Anita Raquel Bela Felipe
13. José SamuelChiwale
14. Mfuca António Fuacaca Muzemba
15. Demóstenes Amós Chilingutila
16. Carlos de Oliveira Fontoura
17. Adalberto da Costa Júnior
18. Sofia Profirio Kassungo Mussonguela
19. Maria Luisa de Andrade
20. Piedoso Chipindo Bonga
21. Daniel José Domingos
22. Estevão José Pedro Kachiungo
23. Clarice Matilde Kaputu
24. Eugénio Antonino Ngolo Manuvakola

(CÍRCULO PROVINCIAL)

BIÉ
1. Manuel Savihemba
2. Elioth Wongimba Ekolelo

BENGUELA
3. Alberto Francisco Ngalanela

CABINDA
4. Raúl Manuel Danda

HUAMBO
5. Liberty Marlin Dirceu Samuel Chiaka

LUANDA
6. Mihaela Neto Webba

KUANDO KUBANGO
7. Regina Eduardo Txipoia

ZAIRE
8. João Marques Ntiama

LISTA DE DEPUTADOS DA CASA-CE
(CÍRCULO NACIONAL)
1. Abel Epalanga Chivukuvuku
2. André Gaspar Mendes de Carvalho
3. Anatilde de Jesus de O. Freire Campoa
4. Manuel Fernandes
5. Lindo Bernardo Tito
6. Alexandre André Sebastião
7. Odeth Ludovina Baça Joaquim
8. Leonel Gomes

LISTA DE DEPUTADOS DO PRS
(CÍRCULO NACIONAL)
1. Eduardo Kuangana
2. Benedito Daniel

(CÍRCULO PROVINCIAL)
LUNDA SUL
1. Simão Muvuma Satami

LISTA DE DEPUTADOS DA FNLA
(CÍRCULO NACIONAL)
1. Lucas Ngonda Benghy
2. Francisco Carlos Mendes

segunda-feira, setembro 10, 2012

Angola/Eleições 2012: Possível lista completa dos deputados à Assembleia Nacional saída da votação de 31 Agosto 2012

Eis a possível lista completa dos deputados à Assembleia Nacional saída das eleições gerais de 31 de Agosto de 2012:

Angola-eleicoes-2012[1]

LISTA DE DEPUTADOS DO MPLA

(CÍRCULO NACIONAL)

1. José Eduardo dos Santos
2. Manuel Domingos Vicente
3. Roberto António Victor Francisco de Almeida
4. Luzia Pereira de Sousa Inglês Van-Dúnem “Inga”
5. António Domingos Pitra Costa Neto
6. Julião Mateus Paulo “Dino Matross”
7. Joana Lina Ramos Baptista
8. Ana Afonso Dias Lourenço
9. Elisa Kata
10. Francisco de Castro Maria
11. Gustavo Dias Vaz da Conceição
12. Ruth Adriano Mendes
13. Ana Paula Inês Luís Ndala Fernando
14. Amélia Calumbo Quinta
15. Fernando da Piedade Dias dos Santos
16. João Manuel Gonçalves Lourenço
17. Dulce Ginga
18. Alice Paulina Dombolo Chivaca
19. Kundi Paihama
20. Maria Cândida Teixeira
21. Manuel José Nunes Júnior
22. João de Almeida Azevedo Martins
23. Ana Paula Cristóvão de Lemos dos Santos
24. Rui Luís Falcão Pinto de Andrade
25. Francisco Magalhães Paiva
26. Bornito de Sousa Baltazar Diogo
27. João Baptista Kussúmua
28. Carlos Maria da Silva Feijó
29. Afonso Domingos Pedro Van-Dúnem “Mbinda”
30. Marcelina Huna Alexandre
31. Carolina Cerqueira
32. Jorge Inocêncio Dombolo
33. Virgílio Ferreira de Fontes Pereira
34. Emília Carlota Sebastião Celestino Dias
35. Norberto Fernandes dos Santos
36. Francisco Higino Lopes Carneiro
37. Albertina Teresa José
38. Diógenes do Espírito Santo Oliveira
39. Serafina Miguel Emília Pinto
40. Sérgio Luther Rescova Joaquim
41. António Paulo Kassoma
42. Carlos Alberto Ferreira Pinto
43. Manuel Pedro Pacavira
44. Larissa Chiola Rosa José
45. Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso
46. Gonçalves Manuel Muandumba
47. Luísa Pedro Francisco Damião
48. Genoveva da Conceição Lino
49. Pedro Mutinde
50. José Diogo Ventura
51. Domingos Martins Ngola
52. António dos Santos França “Ndalu”
53. Miguel Maria Nzau Puna
54. Florentino Gabriel Sambundo
55. Maria de Fátima Domingas Monteiro Jardim
56. Irene Alexandra da Silva Neto
57. Francisco José Ramos da Cruz
58. Aníbal João da Silva Melo
59. João Manuel Francisco
60. Bento dos Santos “Kangamba”
61. Mawete João Baptista
62. Joaquim António Carlos dos Reis Júnior
63. Bernarda Gonçalves Martins Henriques da Silva
64. Palmira Domingos Pascoal Bernardo
65. Ananias Escórcio
66. Maria Isabel Malunga Mutunda
67. Nuno dos Anjos Caldas Albino “Carnaval”
68. Isabel João Miguel Sebastião Peliganga
69. Lopo Fortunato Ferreira do Nascimento
70. Augusto da Silva Tomás
71. Raúl Augusto Lima
72. Roberto Leal Ramos Monteiro “N’Gongo”
73. Yolanda Brígida Domingos de Sousa
74. Fernando José de França Dias Van-Dúnem
75. Exalgina Reneé Vicente Olavo Gambôa
76. Simão Pinda
77. Francisco Boaventura Canjongo Chitapa
78. Salomão José Luheto Xirimbimbi
79. Maria Catarina Béua
80. Adriano Botelho de Vasconcelos
81. N’Vunda Benvindo das Neves Salucombo
82. Carlos Bendinha de Almeida
83. Victória Francisco Lopes Cristóvão de Barros Neto
84. Victória Manuel da Silva Izata
85. Maria Idalina de Oliveira Valente
86. Alfredo Furtado de Azevedo Júnior
87. Emílio José Homem Gomes
88. Isaac Francisco Maria dos Anjos
89. João Luís Neto “Xietu”
90. Carlos Alberto Van-Dúnem
91. António Francisco Cortez
92. Guilhermina Fundanga Manuel
93. Guilhermina Contreiras da Costa Prata
94. Victória Francisca Correia da Conceição

(CÍRCULO PROVINCIAL)

BENGO
1. João Bernardo de Miranda
2. Pereira Alfredo
3. Elvira Peregrina de Jesus Van-Dúnem
4. Adão Cristóvão Neto
5. Josefa José

BENGUELA
6. Armando da Cruz Neto
7. Veríssimo Sapalo
8. Eduarda Maria Nicolau Silvestre Magalhães
9. Filipe Domingos

BIÉ
10. Álvaro Manuel de Boavida Neto
11. Anabela Caiovo Ngunga
12. Nicolau Sapalo

CABINDA
13. Aldina Matilde Barros da Lomba
14. José Mangovo Tomé
15. Marta Beatriz do Carmo Issungo
16. Afonso Maria Vaba
KUANDO KUBANGO
17. Manuel Francisco Tuta “ Batalha de Angola”
18. Eugénia Tamare Semente Chiaka
19. Elias Piedoso Chimuco
20. Maria Isabel

KWANZA NORTE
21. Henrique André Júnior
22. Domingos João Ferreira Pinto
23. Suzana Pereira Bravo
24. Simão Jeremias Boa Carroba
25. Manuel António Gaspar Domingos

KWANZA SUL
26. Serafim Maria do Prado
27. Gilberto Manuel Pereira
28. Odete da Conceição Domingos dos Santos
29. Eliseu Segunda
30. Rosária Ernesto da Silva

CUNENE
31. António Didalelwa
32. Josefina Pandeinge Haleinge
33. José Mário Katiti
34. Gerdina Ulipamue Didalelwa
35. Madalena Ndafoluma Hanosike

HUAMBO
36. Fernando Faustino Muteka
37. Agostinho Ndjaka
38. Bibiana Nandombua
39. Domingos Paulino Dembele

HUÍLA
40. João Marcelino Tyipinge
41. Vigílio da Ressurreição Bernardo Adriano Tyova
42. Ágata Maria Florinda Mbaka Raimundo
43. Júlia Agostinha Celeste
44. Fernando Bartolomeu Cativa

LUANDA
45. Bento Joaquim Sebastião Francisco Bento
46. Adriano Mendes de Carvalho
47. Jesuíno Manuel da Silva
48. Eulália Maria Alves Rocha Silva

LUNDA NORTE
49. Ernesto Muangala
50. José Moisés Cipriano
51. José Miúdo
52. Sónia Moisés Nele
53. Joana Meta Fernandes dos Santos

LUNDA SUL
54. Cândida Maria Guilherme Narciso
55. Mário António Quexigina Luandanda
56. Angelina Adolfo Macai
57. Domingos Kajama

MALANJE
58. Boaventura da Silva Cardoso
59. Alfredo Junqueira Dala
60. Joana de Jesus da Conceição Pedro André Pedro
61. Ana Maria Manuel João Taveira José
62. Monteiro Pinto Kapunga

MOXICO
63. João Ernesto dos Santos “Liberdade”
64. Leonora Mbimbi de Morais
65. Valeriano Chimo Cassauié
66. Mário Salomão
67. Albertina Chitumbo Cuvango Limueta

NAMIBE
68. Cândida Celeste da Silva
69. Carlos da Rocha Cruz
70. Carolina Cristina Elias
71. João Muatonguela
72. José Maria Jamba

UÍGE
73. Paulo Pombolo
74. Pedro Diavova
75. Eva Quibuba Cangudi
76. Panzo Joaquim
77. Albertina Cugingomoco Muxindo

ZAIRE
78. Pedro Sebastião
79. Pedro Makita Armando Júlia
80. Maria José da Encarnação Fernandes
81. Garcia Vieira

LISTA DE DEPUTADOS DA UNITA

(CÍRCULO NACIONAL)
1. Isaías Henriques Ngola Samakuva
2. Joaquim Ernesto Mulato
3. Vitorino Nhany
4. Miraldina Olga Marcos Jamba
5. Abilio José Kamaluta Numa
6. Lukamba Paulo
7. Silvestre Gabriel Samy
8. Helena Bonguela Abel
9. Mártires Correia Victor
10. Alcides Sakala Simões
11. Fernando Domingos Heitor da Costa Francisco
12. Anita Raquel Bela Felipe
13. José Samuel Chiwale
14. Mfuka António Fuacaca Muzemba
15. Demóstenes Amós Chilingutila
16. Carlos de Oliveira Fontoura
17. Adalberto da Costa Júnior
18. Sofia Profirio Kassungo Mussonguela
19. Maria Luísa de Andrade
20. Piedoso Chipindo Bonga
21. Daniel José Domingos
22. Estevão José Pedro Kachiungo
23. Clarice Matilde Kaputu
24. Eugénio Antonino Ngolo Manuvakola

(CÍRCULO PROVINCIAL)

BIÉ
1. Manuel Savihemba
2. Elioth Wongimba Ekolelo

BENGUELA
3. Alberto Francisco Ngalanela

CABINDA
4. Raúl Manuel Danda

HUAMBO
5. Liberty Marlin Dirceu Samuel Chiaka

LUANDA
6. Mihaela Neto Webba

KUANDO KUBANGO
7. Regina Eduardo Txipoia

ZAIRE
8. João Marques Ntiama

LISTA DE DEPUTADOS DA CASA-CE

(CÍRCULO NACIONAL)
1. Abel Epalanga Chivukuvuku
2. André Gaspar Mendes de Carvalho
3. Anatilde de Jesus de O. Freire Campoa
4. Manuel Fernandes
5. Lindo Bernardo Tito
6. Alexandre André Sebastião
7. Odeth Ludovina Baça Joaquim
8. Leonel Gomes

LISTA DE DEPUTADOS DO PRS

(CÍRCULO NACIONAL)

1. Eduardo Kuangana
2. Benedito Daniel

(CÍRCULO PROVINCIAL)

LUNDA SUL
1. Simão Muvuma Satami

LISTA DE DEPUTADOS DA FNLA

(CÍRCULO NACIONAL)
1. Lucas Ngonda Benghy
2. Francisco Carlos Mendes

quinta-feira, setembro 06, 2012

Eleições 2012: Resultados finais indicam vitória do MPLA (71,82%) em toda Angola

MPLA vence as eleições gerais de 2012

Luanda - O MPLA e o seu cabeça de lista, José Eduardo dos Santos, são os vencedores das eleições gerais de 2012, em Angola, quando estão escrutinados 5.646.210 votos, correspondentes a 94,11 porcento.

Segundo os últimos dados anunciados ao fim da manhã de hoje, no "Site" da Comissão Nacional Eleitoral, o MPLA lidera com 4.055.448 votos, equivalentes a 71,82 porcento, seguido da UNITA, com 1.055.859 (18,70 porcento).

Os resultados provisórios das eleições apontam uma larga vantagem do partido MPLA na distribuição de lugares no Parlamento angolano, nos dois círculos (nacional e provincial), seguido da UNITA e a CASA-CE.

Em função dos resultados já avançados, de acordo com André Caputo de Menezes (mestrando em Ciências Políticas e Políticas Públicas), o partido no poder já obteve 93 lugares no círculo nacional e 80 no provincial, enquanto a UNITA conseguiu, até à última actualização provisória, 32 cadeiras divididas em 24 pelo circulo nacional e 8 pelo provincial, e a coligação CASA-CE tem oito assentos, todos nacionais.

Contribuíram para esta vantagem do MPLA as vitórias plenas nos círculos provinciais do Bengo, Huíla, Malanje, Namibe, Moxico, Uíge, Kwanza Sul, Cunene e Kwanza Norte, onde obteve cinco lugares, ao passo que em Benguela, Huambo, Kuando Kubango, Cabinda, Luanda, Lunda Sul, Lunda Norte e Zaire conseguiu quatro. No Bié, o MPLA tem neste momento três lugares.

Nas províncias a UNITA tem, provisoriamente, dois deputados no Bié, enquanto em Benguela, Huambo, Kuando Kubango, Cabinda, Luanda e Zaire conseguiu apenas um deputado, pior sorte para o Partido da Renovação Social (PRS) que só conseguiu um lugar pelo círculo provincial da Lunda Sul.

Em virtude disso, o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, felicitou hoje o presidente eleito de Angola, José Eduardo dos Santos, e considerou que o processo eleitoral demonstrou o "espírito cívico e a maturidade democrática do povo angolano".

"Por ocasião das eleições gerais da República de Angola do passado dia 31, quero expressar-lhe, em nome do Povo

Português e no meu próprio, felicitações e votos de sucesso no exercício das altas funções que foi chamado a desempenhar pelo povo angolano", afirma Cavaco Silva, na mensagem divulgada no site oficial da Presidência da República.

Por seu turno, o presidente do Partido Popular para o Desenvolvimento (PAPOD), Artur Quixona Finda, reconheceu hoje (terça-feira), em Luanda, os resultados provisórios das eleições gerais de 31 de Agosto último e felicitou o MPLA e o seu presidente José Eduardo dos Santos.

Artur Finda, que falava em conferência de imprensa, reconheceu o triunfo do MPLA, que, segundo ele, apresentou melhor programa de governação e, durante a campanha, melhor soube conquistar o eleitorado.

“Por esta razão, felicito o digno vencedor das eleições gerais de 2012, o MPLA e o seu candidato”, frisou.

Por outro lado, agradeceu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ao Governo e outras organizações que trabalharam de forma incansável para que as eleições decorressem num clima de paz.

Igualmente, a Frente Unida para Mudança de Angola (FUMA) reconheceu, em Luanda, a vitória do MPLA nas Eleições Gerais do passado dia 31 de Agosto, quando estão escrutinados 5.646.210 de votos, correspondentes a 94,11 porcento.

A decisão da FUMA foi dada a conhecer em comunicado lido pelo seu cabeça de lista às eleições gerais, António João Mwachicungo, em conferência de imprensa convocada para o efeito.

A FUMA apontou a existência de “vários constrangimentos” no processo eleitoral, como o não credenciamento de muitos delegados de listas da oposição e a dificuldade de acesso aos locais de escrutínio em algumas províncias.

O secretário provincial da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE) no Moxico, Joel Bento Hepo, manifestou-se hoje, terça-feira, insatisfeito pelos resultados obtidos pela sua formação política no pleito eleitoral de 31 de Agosto.

Falando à Angop, o político disse que esperava mais, apesar de ser uma coligação emergente, a julgar pela aceitação que teve por parte dos eleitores na província.

Já o secretário provincial da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) no Zaire, Fernando Gomes João, mostrou-se regozijado pelos resultados até aqui obtidos pela sua coligação nesta província.

Fernando João, que reagia à Angop sobre os nove mil e 310 votos (7,69%) contabilizados até agora pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) a nível da província do Zaire, sublinhou que este resultado demonstra o empenho, dedicação e o trabalho desenvolvido pelos dirigentes e militantes da sua coligação durante a campanha eleitoral.

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral, André da Silva Neto, anunciou hoje, em Luanda, que os resultados finais das eleições podem ser divulgados até ao fim desta semana.

André da Silva Neto falava à imprensa após render homenagem ao inspector-chefe Tiago Casimiro, comandante de bordo, e ao 2º sub-chefe Adelino João Brandão, co-piloto, falecidos em consequência do despenhamento do helicóptero da Polícia Nacional que prestava serviço à CNE, ocorrido na província da Lunda Norte no passado dia 02 de Setembro.

Segundo o magistrado, a lei dá à CNE um prazo de quinze dias a contar do dia da votação, “portanto, em princípio deve ser até ao dia 14, mas de acordo como estão a decorrer os trabalhos estou convencido que até ao fim de semana, se os trabalhos decorrerem dentro da normalidade, poderemos divulgar os resultados finais”, frisou.

Via Angop | https://www.facebook.com/MPLA2017

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