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sábado, julho 04, 2015

Paul Krugman: “Portugal aplicou obedientemente a austeridade, mas tem mais pobres"

Falemos de Portugal olhando a actual situação da Grécia. Alguns espertos afirmam que Portugal e a Espanha são os países mais rigorosos na mesas de negociação da dívida grega, estes afirmam: nós fizemos sacrifícios impensáveis e estamos aqui, de pé e já crescendo, por qual razão a Grécia não faz o mesmo? Eis portanto que Paul Krugman dá ma resposta a Portugal. (NDR)

Grecia_referendum_2015

Paul Krugman: “Portugal aplicou obedientemente a austeridade, mas tem mais pobres"

O Nobel da Economia defendeu hoje num artigo publicado no jornal "New York Times" que se o "não" ganhar no referendo grego o país enfrenta ameaças no curto prazo com a saída do euro, mas ganhará uma hipótese real de recuperação.

Paul Krugman arrasada com as políticas de austeridade implementadas na Europa, que segundo o economista provou ser um "desastre" numa série de países.

Embora as atenções internacionais estejam colocadas na Grécia, devido ao referendo que irá realizar-se no Domingo, o economista norte-americano chama a atenção para o que se passa em muitos outros países da Zona Euro.

Para Paul Krugman se ganhar o "sim", os gregos estarão a dar "poder e coragem aos arquitectos do falhanço da Europa". "Os credores já demostraram a sua força e capacidade de humilhar quem desafiar as suas exigências de austeridade sem fim. E vão continuar a reclamar que impor desemprego em massa é o único caminho responsável", salienta o economista.

Se o "não" sair vitorioso no Domingo, Krugman acredita que a Grécia enfrenta um período "assustador e terreno desconhecido" e pode ter que sair do euro. Para o economista, este cenário "oferece à Grécia uma hipótese real de recuperação" e será um "choque para a complacência das elites europeias".

O Nobel Da Economia chama a atenção para o Finlândia, ironizando que esse país "não poderia ser mais diferente dos corruptos e irresponsáveis" países do Sul da Europa. Para Paul Krugman, a Finlândia é um "modelo de sociedade europeia, com um governo honesto, finanças públicas sólidas, rating sólido e que consegue financiar-se nos mercados a taxas incrivelmente reduzidas".

No entanto, assinala que oito anos de crise económica na Finlândia o PIB ‘per capita' no país foi cortado em 10% e "não há sinais de que pare por aqui". "Se não fosse a crise no Sul, a Finlândia poderia "muito bem ser vista como o desastre épico europeu". Contudo, o economista sublinha que a Finlândia não está sozinha e inclui na galeria dos "desastres europeus" outros países do Norte da Europa, como a Dinamarca - que segundo ele "não está no euro mas age como se estivesse" - e a Holanda. No caso dos países do Sul da Europa, Krugman defende que os responsáveis europeus estão a vender a recuperação espanhola como um sucesso, mas o país tem uma "taxa de desemprego de quase 23% e o PIB per capital está ainda 7% abaixo dos níveis pré-crise".

Sobre Portugal Krugman sublinha que "Portugal também implementou obedientemente duras medidas de austeridade e está agora 6% mais pobre do que antes".

O economista norte-americano defende que todas estas economias mencionadas têm em comum o facto de estarem no euro, o que as colocou num "colete de forças". Paul Krugman foi sempre crítico na criação da moeda única, mas "tal não quer dizer que seja altura de acabar com o euro. O que é urgente é aliviar o colete de forças".

O artigo termina com Paul Krugman a aplear aos gregos para votar "não". "É razoável temer as consequências de um voto no ‘não', porque ninguém sabe o que virá a seguir. Mas deverá temer ainda mais as consequências de um voto no ‘sim', pois nesse caso já sabemos o que virá a seguir - mais austeridade, mais desastres e eventualmente uma crise muito pior do que algo que já tenhamos visto até agora", conclui o responsável.

By: Sara Piteira Mota | http://economico.sapo.pt/

quarta-feira, setembro 18, 2013

17 de Setembro de 2013 – Feriados nacionais e inúteis tolerâncias do ponto, por Francisco Pacavira

Agostinho Neto, guia imortal da nacao angolana

FERIADOS NACIONAIS E INÚTEIS TOLERÂNCIAS DO PONTO | Um dia após a celebração da "Jornada do Herói Nacional", podemos concluir que a tolerância do ponto é inútil, visto que os Funcionários da Função Pública e a maior parte dos "Privados" estão se marimbando.

A que serve parar os serviços públicos, se os funcionários não são orientados a participarem das festividades? O mesmo se diga sobre os privados: porque privar-lhes um dia de trabalho, de ganhos, se os trabalhadores não são "orientados" a informarem-se sobre a importância da data?

Restem os feriados, que se anulem as tolerâncias do ponto. E tem mais: urge um verdadeiro trabalho em prol da angolanidade, em prol do patriotismo, em prol do significado da expressão: EU SOU ANGOLANO.

Há que reflectir.
#ANGOLA #LUANDA #FERIADOS #HEROINACIONAL #AGOSTINHONETO #UNITA#MPLA #FNLA #PATRIA #ANGOLA2017

quinta-feira, setembro 12, 2013

SALVADOR ALLENDE | SOBRE "UMA REVOLUÇÃO CULTURAL ANGOLANA", por Francisco Pacavira

quarta-feira, setembro 11, 2013

A GUERRA E A ECONOMIA CONTINUAM SENDO O MOTOR DA HISTÓRIA

sexta-feira, agosto 30, 2013

SÍRIA 2013 | O cenário de uma catástrofe sem precedentes, por Francisco Pacavira

GUERRA EM SIRIA - Quem ganha e quem perde

SÍRIA 30.08.2013 | Politicamente, Bashar al-Assad, já venceu a guerra. Os ingleses "fugiram", felizmente o Parlamento da Rainha ainda tem um significativo peso em questões de política externa; pela primeira vez alguns políticos europeus ADMITEM o risco da deflagração de uma Guerra Mundial, portanto, pedem maior ponderação; somente 40% dos cidadãos americanos é favorável a uma intervenção militar. Nas últimas horas, muitos americanos começaram a questionar a classe política: com tantos problemas que temos por resolver, por quais razões devemos embarcar numa nova guerra?

Militarmente, ninguém vencerá este conflito. Analisando o actual xadrez religioso, político-militar do Médio Oriente, conclui-se que os riscos são maiores do que os benefícios. As consequências tornam-se imprevisíveis, quando a intervir resta somente os USA e a França, violando todas as convenções de política internacional. A França tem grandes interesses neste conflito, deseja antes de tudo voltar a dominar a sua zona de influência. Para entender o comportamento de François Holland, leiam mais sobre os "Tratado de Sèvres". É o caso de afirmar: "O lobo perde o pelo, mas não perde o vício".

Após este episódio: o que resta do mito de Barack Obama? Sinceramente continuamos a esperar mais e mais. Todavia, a forçada intervenção e "somalização" da Líbia não podia ser mais clara: os presidentes americanos obedecem interesses a desconhecidos aos mortais comuns. Mas, mas, a esperança continua sendo a última a morrer.

Sobre a perigosa intervenção militar, mesmo que forçada, sem provas convincentes - a dita Smoking Gun" -, solitária e/o unilateral, violando as leis internacionais, tudo continua em aberto. Os USA têm agora uma cara por lavar: trata-se do orgulho nacional. Mas podemos trocar milhares de vidas humanas pelo orgulho nacional?

Que o Senhor ilumine os "astros" da diplomacia!

VIA | #fpb aka #angola2017-

#siria #otan #russia #africa #ue #onu #opais #nyt #wp #syria #onu #nu #military#europa #uk #france #holland

quinta-feira, agosto 29, 2013

SÍRIA 2013 | SEM DIPLOMACIA, a III Guerra Mundial espreita nossas janelas, por Francisco Pacavira

Siria e guerra mundial prevesivel

Observando o actual xadrez político-militar do Oriente Médio, podemos afirmar que a "eventual" III Guerra Mundial está já espreitando as nossas janelas; já não se trata de uma remota hipótese. Neste preciso momento, a Rússia e os Estados Unidos estão prendendo posições militares estratégicas no Mar Mediterrâneo, criando assim um jogo de tensão no qual, o mais pequeno erro de cálculo poderá levar o mundo à uma imprevisível crise militar.

A título de exemplo: no Mar Mediterrâneo, por um lado, a presença dos Estados Unidos é constituída pela "Sesta Frota Naval", composta por 40 navios de guerra, 175 meios aéreos, e 25.000 militares de várias especialidades. A estes meios, se juntaram os navios da França e Reino Unido. Por outro lado, a Rússia possui a Tartus, o último porto de atraco militar em toda a zona mediterrânea. Neste momento, encontra-se atracada uma parte da "Frota do Mar Negro", das mais antigas e potentes durante o Império Soviético e actualmente possui cerca de 170 naves de guerras com as respectivas unidade de apoio. É notícia de última hora que o Governo russo autorizou a deslocação àquele porto de um grande navio anti-submarino juntamente com o cruzador de mísseis Moskva.

Como sabemos, a questão siriana, agora mais do que nunca, requer mais tacto político-diplomático do que selvajaria neocolonial, para não asseverar imperialista. Assim sendo, a concentração de inúmeros meios militares, dotados de alta tecnologia de precisão e destruição, numa só zona, constitui um alto factor de risco pela imprevisibilidade de certos factores contingentes.

O jogo da guerra já está em curso. As tácticas são conhecidas, mas as consequência continuam imprevisíveis. É nesta hora que os verdadeiros políticos demonstram o valem. Quem quer a paz, trabalha para paz. Quem busca a guerra, qualquer ocasião é boa.

PREVISÕES:
1) Coalizão árabe-ocidental ataca a Síria com mísseis tomahawk e raides aéreos.
2) A Síria responde atacando Israel e todas os objectivos ocidentais a seu alcance.
3) Russia e China, se não participarão direitamente, agirão por traz. A técnica prevista é a mesma que usou-se na Guerra no Vietnam.
4) O Irão é envolvido no mesma guerra por razões de um acordo de mútua proteção com a Síria. Os seus ataques, prevalentemente missilísticos, serão dirigidos contra objectivos americanos e contra Israel.
5) O Líbano entra no conflito partindo da Hezbollah. O conflito tenderá a alagar-se por toda a região.
6) Tudo é possível.

Para alguns analistas, o alto número de forças ocidentais na zona, deve-se também ao ataque contra o Irão, especificamente aos locais de enriquecimento de urânio. Aproveitar-se-há esta ocasião para uma forçada intervenção "cirúrgica". Eis a maior das preocupações: a desestabilização dos dois países poderá inflamar todo o Oriente Médio e não só.

Que o Senhor ilumine os "astros" da diplomacia!

VIA | #fpb aka #angola2017

#siria #otan #russia #africa #ue #onu #opais #nyt #wp #syria #onu #nu #military#europa #uk #france

quarta-feira, agosto 28, 2013

CELEBREMOS Martin L. King | Mas recordemos também "Emmett Till", por Francisco Pacavira

CELEBREMOS Martin L. King | Mas recordemos também "Emmett Till", o rapaz negro de 14 anos de idade, linchado por namorar com uma menina branca. O assassínio teve lugar em 28 de Agosto de 1955, em Mississippi, dez anos antes do famoso discurso "I have a Dream".

Naquela cidade do Sul dos Estados Unidos, Emmett foi raptado, torturado e assassinado com um tiro na cabeça. Após a morte, o corpo de Emmett foi exposto por vários dias, de modos a mandar uma mensagem à todos os negros.

A escolha do dia 28 de Agosto, por parte da organização e Luther King em pessoa, deveu-se também a este facto. RECORDEMOS: nos USA, sessenta anos atrás, os rapazes negros não podiam - nem pintados - namorar com as meninas brancas. Hollywood também seguia as mesmas regras, e a primeira vez que um negro apareceu beijando uma branca, foi nos anos 70.

Lições de história, lições de vida. RECORDAR, para que não se repitam certos erros aberrantes.

Tenho dito.

Via | #fpb aka #angola2017

Cfr. http://www.biography.com/people/emmett-till-507515
Cfr. http://www.flickr.com/photos/quincypics/2235616789/

#racismo #mlk #lutherking #usa #emmett #brancos

SOBRE SÍRIA | Com este vídeo fecho as minhas publicações "amargas, azedas, ácidas e tristes"

  SOBRE SÍRIA | Com este vídeo fecho as minhas publicações "amargas, azedas, ácidas e tristes". Quem tiver tempo observe estas imagens, qualquer coisa de Angola, anos 90, verá passar diante dos próprios olhos.
- As guerras levam consigo muitas vidas, muitos sonhos, projectos.
- As guerras levam consigo muitos amigos e parentes
- As guerras levam consigo a vontade de viver, viver com dignidade
- As guerras vividas, nunca deixam de existir nos olhos de quem as sentiu.

Um angolano que viveu a segunda parte da guerra civil angolana, de 1992/2002 nunca esquecerá o viu, o que sentiu e o que ouviu. Eis as razões que me levam a pronunciar-me constantemente contra a continuação da política em termos violentos.

Via | #fpb aka #angola2017

#siria #angola #africa #onu #otan #nato #ua #damasco #syria #opais #agora#guerra #conflitos #military

COR DA PELE? | A BRANCA é melhor!? | ÍNDIA a beira de uma crise de racismo sem precedentes?

Racismo em Índia - Produtos para tornar-se claro

O Governo indiano e várias ONG's estão lutando, com todas as armas, para pôr fim com as doenças provocadas pelos produtos que tornam a pele mais clara. "O melhor remédio é aceitação de si mesmo", repetem os activistas. Diz-se que o racismo indiano é delicado, os mais escuros já estão fora do jogo, e eles sabem: servem para fazer figuras.

O indiano "mbumbu", segundo crônicas urbanas do Globalvoices, cresce sabendo que pertence a categoria dos desprezados, e tudo pode mudar se poder singrar na escola, e conseguir um bom lugar nas administrações estatais ou privadas. Com espontaneidade: coitados dos escuros; ou torna-se clarinho, correndo risco do cancro da pele, ou está fora do baralho.

Obviamente existem as excepções.

Em ÁFRICA, para tornar-se claro, são famosos os produtos nigerianos e congoleses, tais como: o Mecaco e o Movats. Estas duas joias "carregadas de mercúrio" e outros produtos de beleza com altas concentrações de materiais cancerógenos, são responsáveis por muitas mortes sem causas claras.

Infelizmente, até mesmo em Angola, muitos cidadãos tinham recorrido aos produtos acima citados. Usavam-se prevalentemente nos tempos em que se dizia que, procurar trabalho com "cambas" mais claros, era como ficar em casa: "os mais claros" viriam a ser chamados e integrados, enquanto tu já eras. Cfr. Músicas do Sebém. Um passado recente que, espero sinceramente, constitua somente recordações amargas.

Mundo cão!

Via | #fpb aka #angola2017

#angola #racismo #peleclara #brancos #negros #luanda #india#mumbai #peleescura

terça-feira, agosto 27, 2013

PEQUENOS & GRANDES FURTOS | Se urge uma reeducação da sociedade angolana, por Francisco Pacavira

Autoridade moral em Angola - QUEM E' QUEM

Todas as sociedades têm os próprios problemas que, normalmente, são proporcionais ao nível de desenvolvimento político-cultural das mesmas. Angola está vivendo o seu décimo primeiro aniversário de paz, no qual nos apresentamos com uma experiência decenal de renovado empenho pelo desenvolvimento integral da nossa sociedade. Ouso afirmar: Angola de hoje é melhor daquela de ontem.

TODAVIA, não obstante os vários progressos que registamos, muitas questões continuam sem resposta, sobretudo aquelas ligadas a corrupção. Em abono da verdade, é um fenômeno social presente em todas as sociedades, que se desenvolvem com maior vigor, nos momentos post-guerra. Um fenômeno, que se não for combatido em momento certo, torna-se numa cultura: a cultura da ilegalidade. Angola encontra-se no momento histórico ideal para combater seriamente os vários vícios sociais, relativos a administração da coisa pública e não só.

PROVA DOS NOVE. Partindo da notícia em anexo, gostaria de colocar à sua atenção algumas questões relativas a legalidade, a aplicação e ao respeito das leis.

Diz-se que a "Culpa" morreu solteira. Observando a notícia em anexo, eu questiono: o problema angolano é de cariz social, político ou cultural? É ainda consequência da colonização, do analfabetismo ou fruto de aproveitamentos? QUAL foi o papel dos "Partidos Políticos" na criação desta paisagem ética e moral? Existe em Angola uma SOCIEDADE CIVIL? Muitos dizem que sim, outros afirmam que não. Eu digo que existe. Mas, nesta óptica, qual foi o seu papel? O que esta tem feito para melhorar a sociedade angolana em geral? Já existem frutos? O que fazer nos próximos anos? O que fazer já amanha? O que fazer hoje?

A questão é delicada, mas não impossível. De qualquer forma, se as nossas reflexões nos portassem a concluir que todos os angolanos estão dentro desta panela, quem tem o dever de começar a mudar esta realidade? Somos todos chamados a combater os vícios que se apresentam na gestão dos bens comuns. O primeiro passo é a consciencialização dos nossos direitos e deveres, pautados na Carta Constitucional. O segundo passo é vincar tais direitos, que se consubstanciam também nas denúncias de todos os erros de administração que venhamos a conhecimento. O terceiro passo é tornar-se num agente pelo bem comum, sobretudo informando os mais débeis e trabalhando com as Instituições de direito.

Tudo pode e deve ser melhorado. Angola está melhorando, contudo a estrada que temos pela frente é mais longa daquela que já fizemos. Dos pequenos aos grandes erros, as denúncias fundamentadas ajudam a desenvolver a nossa sociedade. Se cada um de nós fizesse o próprio dever, já teríamos uma Angola mais angolana, mais africana, mais nossa, de todos os angolanos e amigos de Angola.

Estamos juntos, porque a vitória é certa!

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terça-feira, agosto 20, 2013

SOBRE A POLÍTICA DE QUADROS EM ANGOLA | O país necessita de uma legislação específica

Faltam Juizes em Angola

Dia sim, dia não, recebemos informações relativas a falta a de quadros angolanos, falta de homens e mulheres formadas e/o instruídas para responder as crescentes necessidades de um país em constante desenvolvimento, de uma sociedade cada vez mais complexa. Tais informações, porem, são incompletas, visto que justificam com dados claros e consultáveis, a situação dos quadros angolanos dentro e fora do país.

Quem se recorda das brilhantes iniciativas dos Quadros Angolanos no Exterior? Em 1990, realizou-se em Lisboa o 1º Congresso dos quadros angolanos no exterior, seguiram-se encontros em vários países da diáspora, e no fim do percurso, em 2004, realizou-se em Luanda o 1º Encontro de Quadros Angolanos na diáspora. Uma iniciativa salutar que muitos esperavam se repetisse por muitos anos a seguir. A título de reflexão: quais foram as conclusões dos últimos eventos? Quais políticas se elaboraram para dar sequência as conclusões dos mesmos? Quem hoje deve responder por tais questões? O que é feito daqueles que encontraram colocação? São tantas as problemáticas abertas que nem adianta continuar a questionar.

Sem sombra de dúvidas, Angola necessita de quadros. Mas, uma questão surge espontânea: o que se faz para melhor aproveitar os quadros que temos? Existe alguma instituição que se ocupa da localização e avaliação dos mesmos, em vista de possíveis colocações nas várias partes de Angola? O que faz o Ministério da Educação sobre este aspecto? Até quando teremos que esperar para vermos aplicadas algumas das conclusões dos encontros a cima citados?

O capital intelectual não se compra, e constitui "pedra" estratégica na construção de um país que se respeite. A "Trincheira firme da revolução em África" constrói-se com angolanos - e amigos comprovados - capazes de darem o melhor de si por esta pátria. Como podemos liderar a SADC se ainda importamos para Luanda cebola e tomate? Onde estão os milhares de jovens agrônomos que estudaram em Cuba? Eis então a constatação da necessidade de um quadro legislativo sobre este aspecto.

Considerando as várias necessidade do nosso país, vamos esperar trabalhando. Vamos esperar pressionando para que, no mais curto espaço de tempo, o Ministério da Educação unido ao da Juventude e Desporto possam criar políticas comuns em vista da valorização dos quadros angolanos, dentro e fora do país. É junto o momento "Que se crie uma instituição" que vele absolutamente sobre a situação do quadros; uma instituição que tenha dados actualizados sobre as necessidades estratégicas que a nossa econômica e sociedade em desenvolvimento; uma instituição com personalidade jurídica e alta "reputation" de modos que possa sugerir aos jovens em quais campos formar-se em vista da construção de Angola. Os jovens necessitam de orientação.

Angola pode, mas temos que participar.


Cfr. Aprofundamento últil:
- Dados estatísticos sobre a formação de quadros angolanos dentro e fora de Angola. Inclui a história da educação em Angola. http://tinyurl.com/kne25fp
- Notícia da Angop sobre os "Quadros angolanos e condições de vida".http://tinyurl.com/knm823q


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segunda-feira, julho 15, 2013

DE QUEM SE TRATA | Pode a Humildade e a Persistência mudar a história de um País?

De quem se trata - Francisco Pacavira

Será verdade que uma imagem vale mais que mil palavras? Certamente algumas fotografias dispensam didascália, visto que acarretam consigo vários significados, inúmeras histórias, sonhos e esperanças sem fim.

O mesmo diz-se de certas personagens que, presentes ou ausentes, dispensam apresentações. A presente fotografia é emblemática. Por este facto, durante a leitura, tente responder algumas das questões colocadas. Dê um sentido à esta história.

Pois bem, amigos e amigas, observando o retrato colhem-se várias mensagens, mas nós pretendemos destacar a auto-estima transbordante, a coragem de opções contra-corrente, a determinação, assim como, uma certa vontade de viver. Il “resto è noia – o resto é tédio”, dizia Franco Califano, um prestigiado músico romano dos anos Setenta.

A primeira questão surge espontânea: quem foi verdadeiramente este “pequeno pobre” que soube usar o dom precioso que Deus lhe deu, para transformar a sua vida e o curso da história do seu País? Sobre o seu carácter, vários biógrafos apaixonados, como o escritor americano James Haskins, são unânimes em afirmar que deste homem sobressai o valor estratégico da sua humildade e persistência, como catalizadores da realização dos melhores sonhos que um homem nutre. Mas, de quem se trata?

Reza a sabedoria ancestral africana que, “Deus não dá carne a quem não tem dentes”. Trata-se de um excelente ensinamento que, em várias ocasiões, minha mãe usava para elucidar-nos, sobre a necessidade e importância da aplicação e dedicação nos afazeres quotidianos, fossem eles de que índole fossem.

É nos detalhes da vida que se constrói o futuro de cada um de nós. Tens a certeza que se trata da pessoa que pensas?

Uma ajudinha: este homem não é angolano, mesmo que o amamos como um "mwangolé"; não é africano, mesmo que negro inteligente e simpático. Mas usou o melhor da sabedoria africana suspracitada. As suas raízes são confirmadas, África Pura, sangue potente das grandes tradições austrais. Mas, de quem se trata?

Enfim, quais são as três principais lições que podemos tirar da sua vida? O teu ponto de vista é importante para a comunidade de leitores, visto que enriquece a presente reflexão.
Ao chegares a esta linha, escreva o que pensas. E já agora, partilhe connosco as tuas três lições indispensáveis para o sucesso na vida.

Se lestes até aqui, partilhe o post e convida outros a fazerem o mesmo.

FPB

terça-feira, julho 02, 2013

EGÍPTO, HORAS CONTADAS: MORSI ENTRE DEMISSÃO, GUERRA CIVIL O GOLPE DE ESTADO

egitto2-107

Neste momento, 2 de Julho de 2013, "UM RIO INFINITO DE PESSOAS" invadiu as estradas do Cairo para pedir a demissão do actual presidente Mohamed Morsi (Irmão Muçulmano). Quem diria? Depois de tanto na sombra, esperando o momento de agarrar o poder com as unhas, nem dois e a festa já terminou? Será que este entra na "casística" segundo a qual, as vezes o feitiço vai contra o feiticeiro?

Ok, voltemos a nós. "O mais importante é resolver os problemas do POVO", repetiu muitas vezes, o Poeta Maior. E que relações podem existir entre o Dr. Agostinho Neto e a actual realidade do Egípto? - Poderias questionar-me -. Em poucas palavras, responderia: aos Irmãos Muçulmanos e a tantos políticos africanos, hoje, falta a visão do poder como serviço; o poder como instrumento precípuo para o melhoramento da vida dos próprios cidadãos.

Estamos assistindo com admiração as grandes manifestações dos povos turcos, brasileiros e pela segunda, fora das manipulações mediáticas, do povo egípcio. QUAL É A LIÇÃO PARA ANGOLA? De todos os acontecimentos internacionais, QUERENDO, podemos tirar uma lição.

As grandes revoluções nasceram de pequenos eventos.
Toda atenção é pouca. Toda precaução é necessária.

Obs: Se lestes até aqui, partilha esta nota.

Kingamba Mwenho | FPB

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

USA & ANGOLA 2013 | Barack Obama e o "mito constituinte" da igualdade entre os cidadãos

Os Estados Unidos, não obstante a crise econômica e social que, lhes lambe até os ossos mais obductos, continuam dando ao mundo excelentes exemplos de formas de viver em democracia.

Numa das suas últimas intervenções, Obama debruçou-se o mito da "IGUALDADE DE OPORTUNIDADES" entre os cidadãos americanos. Um "mito" que dá cor e sabor à ideia de "democracia americana". Um mito sem o qual, os USA não se teriam afirmado como terra onde tudo é possível, onde os sonhos são realizáveis. Em outras palavras: tudo depende do esforço de cada um visto que o "Sistema" foi criado para permitir a ascensão socio-econômica de todos.

Eis uma das passagens significativas do discurso: “We are true to our creed when a little girl born into the bleakest poverty knows that she has the same chance to succeed as anybody else, because she is an American; she is free, and she is equal, not just in the eyes of God but also in our own.”

UM OPORTUNO EXEMPLO PARA ANGOLA. Os problemas devem ser "abertos/porque reconhecidos e chamados por nome", discutidos, com a necessária estrutura de "tese, antítese, síntese/conclusão".

Sabemos que nos USA as oportunidades não são iguais para todos. O mesmo acontece em Angola. Todo o mundo é país. O mérito de Obama e dos Jornais, como o New York Times, consiste no facto de ter aberto o debate sobre o tema em análise; consiste na pesquisa, na busca de dados concretos e possíveis indicações/soluções aos quatro poderes de uma democracia parlamentar.

Em outras palavras, se em Angola as oportunidades continuam sendo restritas, é/o para poucos, urge a abertura de um debate nacional. Por exemplo, o Caso Kilamba. Uma das recentes questões que estão estremecendo a sociedade angolana. Vamos esperar que, quanto antes, as autoridades abram um debate sobre o mérito dos mecanismo de compra dos imóveis. O que depende de quem? De quem são as responsabilidades últimas? Quem responde por qual passagem? Quem controla os gestores? Quem controla os controladores?

A primeira igualdade, é a justiça. Dizia Victor Hugo. O resto são palavras, e como tal, voam com vento.

Cfr. New York Times, artigo de Joseph Stiglitz:  Equal Opportunity, Our National Myth

Via | fpb

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

ANGOLA2013 | O que o país mais precisa: BONS EXEMPLOS!

485309_470136863041168_1299528773_n[1]É o primeiro a criticar, mas ai de quem ousa criticá-lo. É o primeiro a falar de lealdade, de amizades verdadeiras, de patriotismo desinteressado, mas a sua vida (...).

As vezes, é mais fácil "deitar" o próprio tempo para falar mal dos outros, que usar-lo na construção de plataformas de diálogo com fins sociais. O actual estado do "turbo/Capitalismo sem control e sem direcção", inculcou nas sociedades a ideia segundo a qual, o mais importante é pensarmos sempre em nós mesmos. Esta concepção da vida, embelezada pela pseudo "liberdade máxima" (quando a liberdade tem a dimensão da conta bancária) e da privacidade relativa (os meus actos são livres e não devo justificar nada a ninguém, porque somos todos iguais e ninguém é melhor que ninguém), acelerou o individualismo, eliminando assim as velhas relações humanas e/o responsabilidades sociais cateterística das comunidades de base.

Hoje somo conscios de que o "individualismo doentio", provocado por vários factores - alguns dos quais citados nos precedentes paragrafos -, nos condicionam a pensar somente na imagem que "vendemos" na sociedade (sociedade da imagem), na ideia de pseudo homo oeconomicus que os outros têm de nós (valho porque posso comprar o último grito de tudo), em fim, chegamos a crer que a finalidade última da nossa existência é ter o que nos dizem ser importante. Trata-se de um individualismo possessivo. Sou porque tenho. Quanto mais tenho, mais valho, e o resto que se dane. Eis a praga, o pensamento dominante em certos círculos da nossa sociedade.

Pois bem, também sabemos que, o valor das nossas vidas depende do investimento que fazemos para o bem estar dos outros. Somos homens, seres sociais, por isso vivemos em sociedade. E' tempo que pensemos mais nas várias maneiras de ajudar quem realmente necessita. Esta é a estrada para o desenvolvimento de Angola, alias a única estrada. O egoísmo é um vírus capaz de "assassinar" os sonhos mais invejáveis que um povo pode ter e/o elaborar.

Angola necessita de exemplos. Cada um de nós tem a responsabilidade de melhorar a vida dos que vemos e ouvimos. Todos nós temos qualquer coisa para dar: COMECEMOS INFORMANDO, METENDO AS PESSOAS EM CONTACTO, QUEM SABE.

Via|fpb

sexta-feira, dezembro 28, 2012

O intelectual e a palavra | Para reflectir no final de mais um ano

O intelectual e a palavra | Uma reflexão
"... Assim, em meu parecer, sobretudo como efeito inevitável de uma longa e cruenta guerra civil, a nossa sociedade, em geral e a de Luanda em particular, enferma de numerosas e agudas mazelas. De imediato, é notória uma grave barbarização de atitudes e de comportamentos de uma vasta parcela da nossa gente, visível no aumento da violência e da bruteza nas relações de um número excessivo de pessoas entre si. Como consequência disso, sobrou uma funda cesura (corte) com o passado que engendrou um esvaziamento de tradições e dos respectivos saberes e valores que se escancara hoje em condutas frequentemente desorientadas e asociais.
Mas, a tarefa mantém-se colossal, por isso, não podemos alimentar qualquer ilusão; na verdade, mesmo se as respostas do Estado e da chamada Sociedade Civil tivessem sido, ou fossem, correctas, o que nem sempre ocorreu, as questões, que se levantam em todos os recantos do território nacional, persistem na sua aspereza intrínseca. A despeito dessas insuficiências evidentes, houve, depois de 2002, não hesito em declará-lo, uma manifesta melhoria da situação geral de relevantes camadas do povo, contudo, este percurso pecou, creio, por imoderada e, tendencialmente perigosa, desigualdade socio-económica. A meu ver, tal desenvolvimento aconteceu por um excesso de acções improvisadas e, não raro, imbuídas de um espírito de inspiração neo-liberal, que atribui à alegada capacidade espontânea do mercado a solução de múltiplas carências gritantes e dolorosas. Quanto a mim, compete antes do mais ao Estado remediar àquelas penúrias da maneira mais racional e justa, por consequência, menos submissa ao puro lucro. Este, entregue a si próprio e isento de qualquer controle social unicamente respeita o proveito singular e menospreza o interesse colectivo, como a História e a Economia mais lúcidas, inclusivamente em Angola, antes e depois da independência, já o demonstraram.
É pertinente lembrar aqui que cabe à educação, no sentido lato do termo, desempenhar um papel muito mais reflectido, abrangente e diferenciado do que se tem passado até à actualidade. Ela representa, como o provam todos os Estados ricos, ou “emergentes”, um factor estruturante básico inevitável para maturação evolutiva de um povo. Não olvidemos nunca que a maior riqueza de um país são- sem sombra de discussão- os seus cidadãos, contudo para que essa abundância aumente, temos que formar bem as pessoas, de jeito, a que elas se tornem, cada vez, mais detentoras de bens materiais e espirituais, próprios de uma sociedade avançada.
Também é claro que, para nos tornarmos uma Nação forte e mais pujante, temos que ir construindo agora uma administração, cada vez mais consciente da noção da coisa pública e mais instruída nas habilidades à altura das exigências da população. Brincando um tanto, seria bom que os nossos ricos entendessem que ficariam ainda melhor se a totalidade dos seus compatriotas possuisse muito mais.
Pessolmente, saliento, que nós temos a obrigação moral, perante o nosso martirizado povo, de fazer, em todos os domínios, melhor que os colonialistas. E respondo, enquanto patriota angolano que lutou com armas na mão para a independência da Pátria. Vejo, por consequência, esta postura como um Imperativo kantiano, ou seja, segundo o pensamento do notável pensador alemão Kant, como dever ético a cumprir infalivelmente."

Para os angolanos, os luandense, para homens e mulheres de bom senso!

Via | Facebook!

domingo, julho 22, 2012

Atentados em Síria & Arábia Saudita: O renascer da guerra fria e os riscos globais, por Kingamba Mwenho

príncipe Bandar bin Sultan

A destabilização do Meio Oriente, levada a cabo por certas forças ocidentais e casas reais árabes, ainda pode provocar uma guerra sem control, envolvendo todos os países da região e sucessivamente as potências que os protegem: EUA, CHINA e Russia.

MORREU HOJE, num atentado "dinamitardo/IED" o novo chefe da SECRETA saudita, príncipe Bandar bin Sultan. Um atentado em grande estilo (western QAEDISTA), sem responsáveis directos, mas com todas as pistas abertas e já presuntos autores, destruiu a sede dos serviços secretos da Arábia Saudita. Para muitos sauditas, o mandante é o governo sírio com ajuda da inteligence iraniana, o inimigo número um. Este evento constitui um passo em avante verso uma recrudescência da guerra em Síria e destabilização de toda região.

Um facto análogo ocorreu em Síria, no dia 18 de Julho. Um atentado terrorista com material altamente sofisticado e dinâmica por explicar, decapitou a cúpula militar siriana, deixando no terreno o Ministro da Defesa, o general Daoud Rajha, o seu vice-ministro da pasta Assef Shawkat e Hafez Makhlouf, chefe do departamento de investigação dos serviços secretos. A dinâmica do atentado em Síria, muito se parece com a "Operação Valkiria", o plano alemão para assassinar Hitler e pôr fim a guerra. A operação alemã falhou, assim como a operação contra o Governo de Assad.

Diante dos dois actos, restam muitas perguntas por responder: quem os organizou e quais os fins reais destes atentados? Até onde a coligação Ocidente e casas reais árabes poderão insistir na mudança forçada do governo em Síria? O que fará Israel quando souber que Damasco deixará as suas armas químicas ao Hezbolah?

Um dado de facto conhecemos: Estados Unidos, Russia e China não se exporão completamente até quando as violências não fugirem totalmente do control das forças no terreno. Muito sangue ainda vai jorrar, as potência já estão no terreno com os seus homens de suporto tentando mudar as sortes da guerra.

Em Líbia o Ocidente desceu directamente em campo com homens e meios, desta vez Rússia e China não permitiram uma outra Resolução da ONU que deixasse espaços a vagas interpretações. Os rebeldes não podem contar com o apoio aérea da OTAN, a variável determinante em qualquer guerra moderna. Até lá, continuaremos a assistir uma guerra que se faz tanto na televisão e Youtube, tanto no terreno.

Para Angola restam as precauções a tomar. Boas políticas sociais, forças militares em prontidão combativa, sempre, e boas aleanças. Nem todos são nossos.

Ps: As agências bateram agora a notícia sobre a nova lei russa que mete ao bando as ONG's financiadas por organizações não identificadas.

Por Kingamba Mwenho

http://www.presstv.ir/detail/2012/07/22/252166/blast-hits-saudi-intelligence-building/

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Facebook 2012: A gula dos especuladores e os ganhos em vista da entrada no NYSE, por Kingamba Mwenho

Facebook 2012: A gula dos especuladores e os ganhos em vista da entrada no NYSE

Existem temas dos quais somos quase obrigados a escrever algumas linhas, dos quais nos sentimos atraídos como acontece com as abelhas às boas flores. Esta atracção comporta escolhas de campo nem sempre condivisíveis, comporta uma avaliação obrigatória e quase sempre subjetiva, sobre a oportunidade ou menos de empenhar-se no aprofundamento e extesura de tais temas. Uma coisa é certa: sem o instinto "abélhico" muitas espécies de plantas deixariam de existir, e com elas o inteiro giro de vidas que delas dependem. Aplicadas ao jornalismo e a paixão de escrever, a ausência de um certo instinto comporta a exclusão de muitos temas de interesse colectivo.

Pois bem, hoje pela segunda (1) vez consecutiva teço algumas considerações sobre o social network mais famoso do mundo, mais difundido entre os adolescentes e adultos, mais influente do ponto de vista mediático, visto que contribui significativamente na formação de várias opiniões públicas e sensibilidades morais. Falo do Facebook, a invenção do jovem americano Mark Zuckerberg, cuja a origem se pode apreciar no filme "The Social Networ". Por traz de uma grande fortuna tem sempre uma grande idéia, positiva ou negativa que seja.

Como citara no post anterior, Facebook será em breve quotado em Wall Street, uma notícia que aquece o sangue de managers de grandes companhias prontas a investir milhões de dólares no novo gigante da Silycon Valley, obriga os brokers mais aguerridos a controlarem até os mínimos movimentos ligados a esta oportunidade de ganhos fáceis, e como era de esperar, até os investidores comuns se estão preparando para o Dia D, valendo-se do ditado "que a vida é feita de oportunidades", e está é uma a não perder.

Para os pequenos investidores, como a nova classe média angolana, o conselho é certamente aquele de confiarem as quantias que entendem empenhar a brokers profissionais que tenham licença de comercializar títulos acionarios em Borsas internacionais. Outra estrada é aquela de informar-se junto da própria Banca a possibilidade de comprar tais ações a partir da mesma.

Os russos dizem que a espera é melhor que a festa, e para os gregos, no meio de uma crise sem precedentes, às dificuldades constituem a melhor fonte de inspiração que um homem pode ter nesta vida. Sobre as esperas sem fim, um exemplo da criatividade como resposta aos problemas da actual crise, a Ig Markets de New York criou um instrumento através do qual os investidores podem começar já a experimentar o processo de capitalização borsistica do Facebook. O instrumento permite também a elaboração de previsões dos valores de contratação dos títulos do social network no primeiro dia de inserimento na borsa de New York.

Kingamba Mwenho
Por Angola, hoje e sempre!

 

(1) Mark Zuckerberg, o nascimento de um jovem multi-bilionário, por Kingamba Mwenho

domingo, fevereiro 26, 2012

Agostinho Neto, pensamento democrático e funções de um governo democrático

Agostinho Neto, pensamento democrático e funções de um governo

GRÉCIA INVENÇÃO E CRISE DEMOCRÁTICA. A política é a gestão dos vários interesses sociais, assim reza um antigo texto grego. Me refiro mesmo a Grécia, caro leitor e estimada leitora. Me debruço sobre a terra dos grandes filósofos que souberam sintetizar e sistematizar conhecimentos milenários de vários campos do saber humano, de modo que  que o futuro “dos seus” fosse ainda melhor que o passado já glorioso. Falo da Grécia, o anel débil da Unidade Europeia, que hoje vive um dos piores momentos desde a sua constituição como República livre e independente.

No momento em que teço estas considerações é cada vez mais claro para todos os analistas e interessados aos problemas europeus, que a causa fundamental da crise que atanalha o país de Sócrates, de Platão, de Aristóteles e outros grandes filósofos – além da crise das dívidas estatais - é a corrupção do seu sistema democrático, político e institucional. Este “facto de coisas” traduziu-se na desarticulação da maior parte todas as instituições que constituem um Estado democrático e posterior exposição das debilidades financeiras nos mercados especulativos.

É uma triste conclusão, porque o sistema democrático é uma das várias riquezas do passado helênico, elaborado para que o povo controlasse o próprio destino. Este sistema é a síntese de um passado glorioso, que serve a orientar a melhor estrada para os governados e os governadores na complexa estrada do progresso social. A codificação do sistema se chama hoje: CONSTITUIÇÃO.

O PODER DO POVO. Pois bem, em democracia, o poder é do povo e para o povo. Ninguém assume o poder se não através do povo, que o elege e o sustem. As eleições obedecem uma série de regras e critérios que os vários países elaboram a fim de evitar zonas de sombra no processo de assunção e gestão legítima do poder.

O poder que os cidadãos confiam aos partidos políticos e à inteira classe dirigente serve a legitimar às suas acções em prol das iniciativas pelo bem comum. O processo eleitoral é uma espécie de diálogo, fim do qual o povo escolhe, entre as várias propostas, aquela que mais se aproxima aos seus anseios presentes e futuros. E como se o povo dissesse: “Assuma o poder e resolva os nossos problemas”. Se o mandato não é respeitado, no próximo pleito eleitoral o partido político e os líderes que o representam perdem a confiança do povo, e portanto às eleições. Esta é a fotografia da interacção política e social de uma democracia madura.

AGOSTINHO NETO E A DEMOCRACIA. A visão política do pai da nação angolana, o doutor António Agostinho Neto, já obedecia tais regras, isto, não obstante o contexto político que se antevia, aquele do partido único já em marcha em outros países africanos. Por isso afirmava: "O mais importante é resolver os problemas do povo". O bem estar do povo é o horizonte inicial e final de qualquer boa acção política.

É nesta ordem de ideias que às sociedades civis, às organizações sociais de várias ordens e categorias têm o direito de criticar às acções dos governos eleitos ou não. Aceitar às críticas é questão de boa educação e ampla visão política e cultural sobre o desenvolvimento dos povos e das sociedades.

Com frequência, as elites de poder e no poder, criticam às organizações sociais por passarem o tempo apontando os colossais e menores erros de governação. "O que fazem vocês além de criticaram e manifestarem exigências e necessidades?" Esta é uma das perguntas de baixa retórica usadas sem o mínimo sentido responsável da própria posição institucional e dever político o social. Assim fazendo, muitos governantes se esquecem o porque ocupam tais posições. Os dirigentes estão aí para resolverem os problemas do povo e se estes persistem, às estradas são duas:

1) Criação de mecanismos de participação social. Que o Governo abra mesas de diálogo com os  partidos da oposição e as organizações da sociedade civil. Ninguém tem no bolso todas as soluções para melhorar às condições de vida de um povo e admitir está dificuldade é já um passo avante.

2) Demissão e novas eleições. Quando um Governo, incapaz de resolver os problemas do povo, não admite as próprias dificuldades e nem entende abrir-se a um diálogo com a oposição e a sociedade civil a única estrada é a demissão e a realização de novas eleições. Fora disso é um harakiri político e consequente decadência social para o próprio povo.

A sociedade civil tem em si às melhores qualidades de um povo por isso o bom governante cria espaços de interacção e constante confronto com às organizações sociais. Para a questão angolana o confronto se torna obrigatório visto e considerando os enormes desafios que se apresentam a cada dia que passa.

Com o político, o doutor, o nacionalista, o poeta Agostinho Neto repetimos: "O mais importante é resolver os problemas do povo - ANGOLANO!"

Kingamba Mwenho
Por Angola, hoje e sempre!

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