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quinta-feira, junho 23, 2016

Moçambique em Crise: PGR sem indícios de corrupção num caso envolvendo ex-Presidente

Maputo - A procuradora-Geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, afirmou que não foi encontrada matéria para abrir um processo-crime contra o antigo Presidente moçambicano Armando Guebuza num alegado caso de corrupção envolvendo a petrolífera italiana ENI.
"As notícias (sobre suspeitas de corrupção) davam conta que a Procuradoria de Milão, na República da Itália, estaria a investigar o caso. Na sequência, desencadeamos mecanismos para recolha de informação junto da congénere italiana, tendo recebido a informação de que não existia nenhum processo que envolvia aquele dirigente. A averiguação foi arquivada por falta de matéria", afirmou Buchili na Assembleia da República de Moçambique, durante a leitura da Informação Anual do Procurador-Geral da República.

quarta-feira, junho 22, 2016

CRISE EM ANGOLA - Eduardo dos Santos diz que Angola vive ambiente extremamente complicado

"Desde janeiro o Governo deixou de receber receitas da Sonangol porque ela não está em condições de o fazer", disse Eduardo dos Santos durante visita ao Luena, no leste de Angola.
Luanda - O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, disse, quarta-feira (22),  que o país está a ser gerido "num ambiente extremamente complicado", devido à falta de divisas, causado pela baixa do preço do petróleo, e pediu compreensão para a situação que se vive.
O presidente efetua hoje uma visita à cidade do Luena, capital provincial do Moxico, no leste de Angola, onde se realizou a reunião da Comissão Económica e da Economia Real do Conselho de Ministros.
Eduardo dos Santos enfatizou que o Orçamento Geral do Estado (OGE) para este ano foi calculado na base dos 45 dólares o barril do petróleo, a sua principal fonte de receitas, mas em fevereiro o preço baixou até 28 dólares, informa a agência Lusa.
"Com este nível de preços, a Sonangol ficou sem condições de garantir os recursos para o OGE", explicou José Eduardo dos Santos, especificando que "desde janeiro o Governo deixou de receber receitas da Sonangol porque ela não está em condições de o fazer".
O Presidente acrescentou que as importações foram igualmente afetadas pela crise financeira e económica que Angola regista, diminuídas que estão as receitas arrecadas com os serviços aduaneiros.
"O nosso país vive de importações praticamente, para bens alimentares, para matérias-primas, para a produção nacional, isto é, para a indústria, a agricultura, materiais diversos para a construção, pagamento de especialistas estrangeiros, então deixamos de ter praticamente essa capacidade de importação", disse o Presidente angolano.
"Isto significa que o crescimento da nossa economia diminuiu drasticamente, há quem diga que agora deve estar entre um a dois por cento, quando já estava em cinco a seis por cento", frisou.
A diversificação da economia é a estratégia traçada pelo Governo angolano, salientou José Eduardo dos Santos, pelo que aumentar a produção interna e reduzir as importações é a atual meta.
A província do Moxico, segundo o chefe de Estado, pode contribuir com a produção e exportação da madeira, bem como com incentivos à produção agrícola, nomeadamente o arroz.
"Para tal, será necessário mobilizar empresários capazes, financiamentos, mas isso é possível fazer-se. Podíamos exportar o mel, produz-se aqui bastante mel, podemos produzir mais arroz, porque, de acordo com os dados históricos que temos, esta província já produziu, só da produção realizada pela agricultura familiar, mais de 60 mil toneladas de arroz por ano, na década de 60 e 70, agora está longe dessa cifra na produção atual", destacou.
Angola vive uma crise financeira, económica e cambial, decorrente da forte quebra da cotação internacional do barril de crude, que motivou uma descida para menos de metade nas receitas fiscais com a exportação de petróleo em 2015, e por consequência na entrada de divisas no país, condicionando toda a atividade económica.

segunda-feira, julho 29, 2013

PARA ANGOLA o Mundial de Hóquei significa prestígio internacional e promoção do turismo e do desporto juvenil

Qualquer reflexão sobre o evento é puro exercício de criatividade jornalística. O Mundo de Hóquei é sem sombra de dúvidas a maior vitrina de âmbito internacional que Angola organiza este ano. O nosso país necessita de eventos desta natureza, que constituem oportunidade únicas de promoção do nosso bom nome come terra de direito.
O artigo que se segue é do Jornal (angoportuguês) Sol, dirigido por José António Saraiva.  
Estamos juntos!
por FPB | ‪#‎KAMBASFPB‬



Projecção, prestígio internacional e promoção do turismo e do desporto juvenil são as principais virtudes apontadas ao Mundial de Hóquei, que ocorre em Luanda e no Namibe de 20 a 28 de Setembro. A menos de dois meses do arranque, ultimam-se as obras nos pavilhões onde as provas vão decorrer. Tudo estará pronto a horas, promete o Executivo.

De acordo com um balanço feito no final da semana passada, à margem da FILDA, pelo Governo angolano, tudo indica que não haverá atrasos nas obras dos dois pavilhões multi-usos que têm estado a ser construídos em Luanda e no Namibe. O nível de execução do da capital, com uma área quase quatro vezes superior ao do Namibe estava a 86%, prevendo-se a sua conclusão para o último dia de Agosto e cerimónia de inauguração logo no início de Setembro.

Mais avançado estava o pavilhão do Namibe – 92% –, onde a meta para dar por findos os trabalhos no terreno é o dia 31 deste mês. Também o pavilhão do Malanje, que vai acolher, de 20 a 25 de Agosto, a já tradicional Taça Zé Du (e que serve de ‘antecâmara’ da prova maior), estava a avançar a bom ritmo: 93% dos trabalhos executados.


Estratégia pública, diz ministro


A escassas semanas do início de um evento desportivo mundial organizado por Angola – o último foi o CAN 2010 –, Executivo e economistas ouvidos pelo SOL são unânimes numa consideração: o campeonato vai custar muito dinheiro, mas o que conta é o retorno em termos de imagem e de potencial turístico, de prestígio lá fora e de aposta na promoção do desporto entre os jovens.

«A edificação dos pavilhões faz parte de uma estratégia para o desenvolvimento da modalidade e do desporto no país», garantiu ao SOL, esta semana, o ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba. De acordo com o governante, no quadro deste esforço está previsto «construir, reestruturar e modernizar as infra-estruturas desportivas» do território.

Muandumba afirmou que, se não fosse este Mundial, «os pavilhões não seriam erguidos nesta altura», mesmo estando nos planos do Executivo. Mas, tendo em conta o esforço de investimento que está a ser feito, garantiu que o Governo vai «formar mais quadros para melhorar a gestão».


Recurso à dívida ajuda a fazer investimento 


O Orçamento Geral do Estado 2013 contempla, no Ministério da Juventude e Desportos, como programa de investimento público, uma verba próxima dos 100 milhões de dólares só para a construção dos dois pavilhões que vão acolher o evento e da infra-estrutura onde se vai disputar a taça em honra do Presidente da República.

O mais caro é o de Luanda: deverá custar 67 milhões de dólares, sendo que a maior parte do investimento será financiado com linhas de crédito.

Para os pavilhões do Namibe e Malanje está contemplada uma verba idêntica: cerca de 14,2 milhões de dólares, dos quais apenas 2,71 milhões serão financiados com recursos ordinários. O resto é dívida.

Além destes custos, estão contemplados 3,50 milhões de dólares para o ‘apetrechamento dos pavilhões multi-usos’ e, nas despesas de funcionamento do Ministério, há uma verba de 18,9 milhões de dólares destinada ao evento. Além de outros investimentos a considera, como melhorias de infra-estruturas, como estradas, aeroportos, forças de segurança, hotelaria.

Mas, quando está em causa uma chance de promover o país e contribuir para a promoção de um valor como o desporto, não deve entrar-se na pura lógica financeira do custo-benefício, defendem os economistas que o SOL ouviu. 

Aguinaldo Jaime, ex-presidente da ANIP, não tem dúvidas: «Se a principal consideração fosse o retorno financeiro, provavelmente não se faria nenhuma destas infra-estruturas», afirma o também antigo governador do Banco Nacional de Angola e ministro das Finanças. 


Exemplo para os jovens


Este esforço, defende, deve ser «enquadrado na política de relançamento e manutenção de modalidades desportivas, que implica a construção e relançamento de infra-estruturas». 

A promoção do desporto, sublinha, é «muito importante», em especial entre os mais jovens. «Deve passar-se a mensagem de que é importante ter um corpo são numa mente sã», afirma Aguinaldo Jaime, que vê ainda virtudes na oportunidade que o Mundial trará «na promoção da imagem do país no exterior, aumentando a sua credibilidade internacional».

Alves da Rocha, director do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Luanda, concorda. «Não sei se houve algum estudo de viabilidade que pudesse antever o retorno económico de um investimento desta natureza, mas penso que os objectivos são mais políticos, uma vez que o evento pode promover a imagem de Angola no estrangeiro», afirma o professor.

«Se os objectivos fossem económicos, certamente estes pavilhões não seriam construídos. A questão do prestígio deve falar mais alto», sublinha, lembrando que, no futuro, os pavilhões desportivos poderão ter utilizações diversas, como os que foram feitos para o CAN 2010. 

Eugénio Clemente, director do Instituto de Fomento Turístico, enfatiza o potencial do Mundial na sua área de intervenção, considerando que terá muita importância na imagem do país no estrangeiro. «O ganho inicial é sobretudo a promoção de Angola como destino turístico», diz, considerando que esta mais-valia em termos de marketing «supera o investimento financeiro» realizado pelo Estado.

Mas há outro ponto relevante, acrescenta: «O Mundial incentiva o investimento futuro, privado, porque, correndo tudo bem, pode ajudar alguns empresários indecisos a tirarem dúvidas sobre Angola».

E quanto aos riscos de um evento deste tipo? Eugénio Clemente não os vislumbra. «Não vejo riscos nesta operação: é um desafio».


Bilhetes a preços acessíveis


Os visitantes que o Mundial poderá trazer ao país, mas serão seguramente milhares, incluindo os que vêm com as comitivas e vão encher os hotéis do Namibe e da capital. E muitos mais angolanos vão acorrer aos pavilhões.

A venda de bilhetes deverá arrancar dia 15 de Agosto. De acordo com a organização do evento, haverá preços módicos, para que o acesso aos jogos seja o mais generalizado possível. O preço dos bilhetes deverá rondar os 100 kwanzas (80 cêntimos) nas bancadas normais e 1.000 a 1.500 kwanzas (8 a 12 euros) nos camarotes.

segunda-feira, maio 30, 2011

Líbia/Neo-colonização: Os soldados da OTAN ja estão em solo líbio

Tropas ocidentais em Libia
Os exportadores da democracia acabam de violar novamente a resolução das Nações Unidas. Al Jazira a televisão satelitar arabe divulgou um vídeo feito pela sua troupe de jornalistas em Líbia, aonde aparecem 6 militares ocidentais ao lado dos rebeldes de Bengasi.

Os soldados das potências ocidentais da OTAN em Líbia, filmados pela Al Jazira, são chamados “allied boots” - “botas aleadas”, e muito provavelmente são ingleses ou franceses, segundo o jornalista da televisão do Qatar. As imagens foram filmadas em Dafniya, a ovest de Misurata, na linha da frente aonde os rebeldes combatem contra as forças governamentais de Muammar Gheddafi.

A presença de tropas estrangeiras em Líbia viola abertamente a resolução 1973 com a qual o Conselho das Nações Unidas autorizou um grupo de países voluntários a intervirem em Líbia em vista da defesa dos civis. A missão se baseava estreitamente na criação de uma “no fly zone”, e excluía qualquer presença militar estrangeira em território líbio.

Entretanto os bombardeamentos da OTAN continuam a matar os civis que deveriam salvar. Hoje onze pessoas morreram em um raid aéreo da OTAN contra objectivos «civis e  militares» em Zliten, na região de Wadi Kaam, a cerca 150km a est de Tripoli.

Uma guerra suja não podia prosseguir de outra maneira. Aproveito a oportunidade para sublinhar um dado de facto: não existe nenhum país de direito cujo o sistema democrático foi construiu através de uma agressão militar de potências estrangeiras. Esta guerra não vai levar a democracia em Líbia, assim como as guerras análogas não a levaram em todos os países. O que dizer então das guerras em Iraque e no Afganistam? Nos dois países se continua a morrer e creio que os benefícios da exportação da democracia ainda não se vêm ali aonde guerra custou mais de 3trilhões de dólares. Infelizmente ainda existem homens e mulheres que crêem na guerra como única via para a instauração de uma democracia. A estes eu digo: esperem sentados, porque  as guerras produzem destruição e não democracia.
Francis/PAC

terça-feira, maio 24, 2011

LIBIA/Guerra neo-colonial: Aquilo que os média não mostram...‏

O que os Media NÃO vão mostrar:


I - KADDAFI, POR PIOR QUE SE QUEIRA CONSIDERAR OU JULGAR,

    TEMOS QUE REFERIR E DAR A CONHECER QUE A ONU  

    CONSTATOU EM 2007, O SEGUINTE:

1 - Maior Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África ;

2 - Ensino gratuito até à Universidade;

3 - 10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, etc... e com tudo pago;

4 - Ao casar, o casal recebe até 50.000 US$ para adquirir seus bens;

5 - Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc...;

6 - Empréstimos pelo Banco estatal sem juros;

7 - Inaugurado em 2007, maior sistema de irrigação do mundo, que vem tornando o deserto (95% da Líbia)  em fazendas produtoras de alimentos.;

E assim vai....(ou ía)


II - PORQUE DETONAR A LÍBIA ENTÃO?....

Três (3) principais motivos:


1 - Possuir o seu petróleo, de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;


2 - Fazer com que todo mar Mediterrâneo fique sob controle da NATO. Só falta agora a Síria;

3 - E, provàvelmente, um dos maiores motivos, é que o Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema mundial Financeiro.

As suas reservas são toneladas de ouro, dando cobertura ao valor da moeda, o dinar, e desatrelado das flutuações do dólar.

O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, por ter apresentado e  quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.

III - O QUE É O ATAQUE HUMANITÁRIO PARA LIVRAR O POVO LÍBIO:

1 - A NATO comandada pelos EUA, já bombardearam as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estrutura de água, esgoto, gás e luz estão sèriamente danificados;


2 - As bombas usadas contem DU (Uranio depletado) tempo de vida 3 bilhões de ano (causa cancer e deformações genéticas);

3 - Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicológicamente por causa das explosões que parecem um terremoto e racham as casas;

4 - Com o bloqueio marítimo e aéreo da NATO, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos;

5 - A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo as crianças são as mais atingidas;

6 - Cerca de 150.000 pessoas por dia,  deixam o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egito. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;

7 - Mesmo que o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver: Água e comida.
De uma população de 6,5 milhões de pessoas.

Em suma: O bombardeio "humanitário", acabou com a nação líbia. Nunca mais haverá a nação Líbia. Foram varridos do mapa.
SIMPLES ASSIM, COMO SE ESSAS VIDAS NADA REPRESENTASSEM..., A FAVOR DE UMA LIBERDADE QUE SÓ OS EUROPEUS E AMERICANOS CONHECEM, E QUANDO LHES CONVÉM.

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