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quarta-feira, novembro 20, 2013

COOPERAÇÃO ANGOLA & ITÁLIA | Ministro angolano da Defesa Nacional, Cândido Van-Dúnem, já em Roma

MINISTRO DA DEFESA, CÂNDIDO PEREIRA VAN-DUNEM
Luanda - No âmbito da cooperação bilateral entre Angola e a Itália, para qual ambas partes deverão rubricar acordos no domínio da defesa, o ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem, chegou no fim da tarde de hoje, domingo, a Roma, capital italiana, para uma visita oficial de trabalho de cinco dias, com este propósito.

No aeroporto militar de Roma, o titular da pasta da Defesa foi recebido por altas entidades italianas ligadas ao Ministério da Defesa local, membros da embaixada angolana acreditadas neste país e por oficiais generais  e superiores das Forças Armadas Angolanas que aí já se encontram  integrando a delegação  do titular da pasta  da Defesa angolana.

Candido Van-Dúnem antes da sua partida para Roma, na Base Área de Luanda, afirmou, em declarações à Angop, que leva consigo um projecto de acordo de cooperação no capítulo da defesa e "tão logo estejam criados os pressupostos as partes (angolana/italiana)  poderão assinar os documentos se for de interesse comum".

Para o ministro Cândido Van-Dúnem, no âmbito da cooperação entre os estados tem sido uma norma estabelecer relações no domínio da defesa com países com quem Angola deve encontrar soluções que sejam reciprocamente vantajosas.

"O nosso propósito de ir a Roma é precisamente com o objectivo de reforçarmos os laços de cooperação com este país",  referiu o governante.

Instado a pronunciar-se sobre o estado das relações bilaterais entre Angola e a Itália, o ministro considerou-as "excelentes".

"O estado de cooperação entre os dois países é bom, pois a Itália é um país da Europa que tem potencial, no qual Angola poderá apoiar-se  em alguns  projectos que nos possam ser úteis. As relações de outra natureza também são boas, o que quer dizer que estão criados os pressupostos para que as mesmas continuem a fluir bem",  acrescentou.

No quadro da deslocação, a decorrer de 17 a 22 do corrente mês, Cândido Van-Dúnem e a delegação que o acompanha visitarão alguns empreendimentos fabris militares italianos.

Recorde-se que em Junho último, uma delegação militar italiana, chefiada pelo tenente-general De Pascali Carmine, chefe da Política Industrial e Relações Internacionais do Ministério da Defesa da Itália, esteve em Angola, para traçar os mecanismos do reforço da cooperação bilateral, neste domínio.

Via|Agências

quinta-feira, setembro 19, 2013

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL | O papel das espias nas relações entre os estados

Snowden - Barack Obama e Dilma

Com o desenvolvimentos dos sistemas informáticos capazes de quebrar todas as encriptações existentes - Cfr. Prism, Echelon, Cyberwarfare -, o factor "humano" retorna no centro das operações. Eis que "torna-se 'pressante'" a necessidade de Escolas Especializadas em formação de homens adaptos às "Secretas" do III Milênio: quadros capazes de entender a complexidade das sociedades actuais, capazes de dominar os sistemas informáticos de ataque e defesa, assim como criar novos modelos de comunicação. É tempo de especializações: fim das improvisações de africana memória.

Tendo em consideração o modus operandi das Secretas durante a "Guerra Fria", hoje o mundo mudou, os dossiers elaboram-se no giro de poucos minutos, visto que o potenciais "pesquisados" oferecem de mãos beijadas todas as suas informações quando não ao Facebook, oferece-se ao Google. O potencial do Google nas mãos de "maus intencionados", teria todas as informações possíveis e até impensáveis. Cada um de nós tem um fascículo nas "Bases de Dados" do Google: vida, obra e milagres. Atenção!
Edward Snowden, o contractor americano, abriu o vaso da Pandora, confirmou ao mundo que as guerras são infinitas, reconfirmou a essência americana como "Warfare State", sublinhou que os interesses de certos Estados são mais importantes que as afirmações de "boa amizade e respeito entre povos". Quem não tem nada a esconder não deve ter medo, mas existem sempre projectos "patrióticos" que necessitam de tempo para a sua elaborações e desenvolvimento, eis portanto a necessidade de "defesa de certos dados", e de privacidade de certas comunicações institucionais. Os Sistemas externos que violam as comunicações institucionais constituem riscos para a boa convivência entre povos.

Na Europa somente a Alemanha alçou a voz e pediu, além das garantias, clareza dos métodos e dos fins de tais interceptações. Na América Latina, "quintal dos americanos" de kenediana memória, vários países reclamaram a abnorme violação das comunicações privadas e institucionais por parte da NSA/Governo dos Estados Unidos, mas o Brasil foi além: na pessoa de Dilma, condicionou novos acordos e uma delegação do Parlamento dirigir-se-há à Moscovo para encontrar Snowden.

O mundo está vivendo uma mudança epocal: o pôr-do-sol do Império americano, a crise infinita da Europa com a consequente desarticulação do Welfare State, a ascensão de novos actores globais. A novidade das novidades, o retorno da Rússia nas questões internacionais. Last but not least, a lenta ascensão da China como actor global de indiscutível poder condicionante: político, econômico e militar. O investimento na educação é a chave de tudo.

Por Francisco Pacavira | #angola2017

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quarta-feira, setembro 18, 2013

17 de Setembro 2013 – Agostinho Neto tem digno sucessor - Bornito de Sousa em Cabinda

Bornito de Sousa sublinhou que, daí para diante, José Eduardo dos Santos empenhou-se de imediato na conquista da paz em Angola e promoveu a reforma da economia do país, até então assente nos princípios do centralismo e da planificação vinculativa.
Discursando para centenas de pessoas no acto central do “Dia do Herói Nacional”, no pavilhão multiusos de Tafe, o ministro afirmou que o Presidente José Eduardo dos Santos impulsionou também a solidariedade com os povos da região, de que resultaram as independências do Zimbabwe e da Namíbia, o fim do regime do apartheid na África do Sul e a libertação de Nelson Mandela.
Bornito de Sousa acrescentou que o Presidente José Eduardo dos Santos promoveu igualmente a reconciliação nacional, a estabilidade política, a reconstrução das infra-estruturas básicas e o desenvolvimento económico de Angola.
“Aqui se enquadra um conjunto de iniciativas no sentido de desenvolver a província de Cabinda e melhorar a qualidade de vida da população”, disse o ministro, tendo enumerado a obra do porto de águas profundas do Buco Maze, a construção da central eléctrica de Malongo e de infra-estruturas integradas da cidade de Cabinda, entre outros empreendimentos.

17 de Setembro 2013 - Bornito de Sousa

Patriotismo de Neto

Sobre o Dia do Herói Nacional, Bornito de Sousa disse que António Agostinho Neto foi “um ilustre patriota e estadista africano condutor da luta armada de libertação nacional e se tornou primeiro Presidente de Angola, em 1975”. “Desde muito cedo António Agostinho Neto se entregou à causa da liberdade do seu povo e de todos os povos oprimidos do mundo”, ­acrescentou Bornito de Sousa. O ministro lembrou que o dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, comemorado ontem, foi instituído em 1980 pela então Assembleia do Povo, como reconhecimento dos seus feitos na condução da luta armada de libertação nacional e na corajosa proclamação da independência de Angola.
Bornito de Sousa referiu que o 17 de Setembro é “uma homenagem do povo angolano a todos os heróis da pátria que lutaram ou deram as suas vidas para hoje se viver numa sociedade independente e democrática”.

Palestra em Malange

A vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, foi enaltecida, na cidade de Malange, durante uma palestra com o tema “O papel de Neto na luta pela conquista da independência nacional”, no âmbito do Dia do Herói Nacional, celebrado ontem.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologias, Gabriel Boaventura, disse que António Agostinho Neto “fortaleceu a unidade do Estado e da Nação”, e “defendeu o equilíbrio dos diferentes grupos e classes existentes no país” com vista à conquista da Independência Nacional. Na altura em que conhece as prisões, no Tarrafal, Cabo Verde, acrescentou o palestrante, Agostinho Neto já tinha iniciado, com os seus poemas, as acções de consciencialização do povo para a sua mobilização na luta contra o colonialismo.
Agostinho Neto nasceu na aldeia de Kaxicane, região de Catete, Icolo e Bengo, a 17 de Setembro de 1922, filho de Agostinho Neto, catequista da Missão americana em Luanda, mais tarde pastor e professor nos Dembos, e de Maria da Silva Neto, professora. Faleceu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo.

Percurso de Neto

A trajectória histórica da vida e obra do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, está patente numa exposição fotográfica inaugurada ontem, no Lubango, pela vice-governadora da Huíla para o Sector Político e Social, Maria João Tchipalavela. A exposição inclui fotografias de momentos ímpares da trajectória política, social, diplomática e familiar de Agostinho Neto e obras literárias da sua autoria para os estudantes, pesquisadores e interessados conhecerem mais sobre o estadista e líder angolano da luta contra o colonialismo.
Maria João Tchipalavela considerou que Agostinho Neto revelou capacidade de auto-renúncia para, num processo de altruísmo e amor, se afirmar como um dos ícones do movimento de libertação nacional em Angola, em África e no Mundo.
Lembrou que Agostinho Neto, como homem de cultura, político e humanista de renome internacional, dedicou a sua juventude à causa nobre dos angolanos, para retirar o povo da opressão e da exploração imposta pelo sistema colonial português.
“O dia 17 de Setembro passou a ser um dia de reflexão sobre a nossa conduta e contribuição para a superação dos actuais desafios. Devemos fazer uma avaliação individual e colectiva do nosso compromisso nas tarefas de construção e reconstrução do país”, disse. A vice-governadora defendeu maior participação dos cidadãos no processo de lançamento de alicerces fortes para a consolidação da angolanidade para o alcance da reconciliação nacional e garantia da integridade territorial de Cabinda ao Cunene.
“Inspirados nas ideias de Neto, devemos assumir o papel de continuadores e executores das suas ideias a fim de Angola ser um bom lugar para se viver. Encontrando-se o país num processo imparável de desenvolvimento em todos os domínios, Angola vai sempre ser a trincheira da revolução em África”, declarou Maria João Tchipalavela.
O acto central alusivo ao dia do Herói Nacional na Huíla teve lugar no município de Cacula, decorrendo sob lema “Honremos a ideias de Neto promovendo a coesão nacional para bem-estar dos angolanos”.

Homenagem aos heróis

A governadora da Lunda-Sul, Cândida Narciso, considerou necessário que os jovens dominem a História de Angola e homenageiem os heróis nacionais, a fim de garantirem o respeito e a promoção crescente da paz, coesão e unidade nacionais. Cândida Narciso, que falava em Saurimo numa palestra alusiva ao 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional, incentivou a camada juvenil a apostar na investigação sobre a vida e obra de Agostinho Neto.
A governante fez uma síntese da biografia do Presidente Neto, ressaltando as etapas cruciais enfrentadas antes, durante e depois da luta de libertação nacional, que culminou com a proclamação da Independência, a 11 de Novembro de 1975.
Uma projecção de fotografias retratando António Agostinho Neto facilitou a compreensão dos participantes sobre as causas que ditaram o seu repetido encarceramento pelas autoridades coloniais. O compromisso do então distrito da Lunda em prol da liberdade e as motivações literárias de Neto foram assuntos focados pelos participantes no período reservado a perguntas e respostas.

Via|JA

Cooperação Angola China – Acordos de alto nível e solicitação de apoio para o Conselho de Segurança

O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, solicitou ontem à China apoio para a candidatura de Angola a membro não-permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para o período 2015-2016.

 Georges Chikoti na China 2013A China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a segunda economia do mundo, atrás dos Estados Unidos da América. Angola foi membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU no período de 2003-2004.
Georges Chikoti, que terminou ontem a visita de três dias à China, justificou a pretensão do país com a postura de defensor de uma diplomacia preventiva e proactiva, princípio clássico de manutenção de paz e segurança internacionais definido nas Cartas da Organização das Nações Unidas e da União Africana e por se ter tornado numa placa giratória da diplomacia em África.

Outro membro permanente, a Rússia, e Portugal, parceiro de Angola na CPLP, já manifestaram apoio à candidatura angolana. O apoio dos dois países vem juntar-se a intenção semelhante já manifestada pelos membros da SADC.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, sendo cinco permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) com direito de veto, e dez não-permanentes e sem direito a veto, eleitos pela Assembleia-Geral para mandatos de dois anos. No primeiro dia da visita, Georges Chikoti encontou-se com o vice-primeiro-ministro da China, Wang Yang, para apresentação de cumprimentos e transmitir a mensagem verbal do Presidente José Eduardo dos Santos ao seu homólogo chinês Xi Jinping.

Extradição de presos

No final das conversações, os dois ministros assinaram o Certificado de Troca dos Instrumentos de Ratificação do Tratado de Extradição entre os dois países, assinado em Janeiro de 2006, para entrada em vigor. Na opinião dos dois ministros, a entrada em vigor do Tratado de Extradição vai enriquecer a relação de amizade e de cooperação entre Angola e a China, além de combater os crimes transnacionais. A Assembleia Nacional de Angola aprovou, em 2011, o acordo que facilita a entrega recíproca de pessoas procuradas para processo judicial ou para cumprimento de pena nos dois países. O acordo tem em consideração a cooperação com a China em vários domínios e o movimento migratório considerável, com o envio de numerosos cidadãos chineses que contribuem para o processo de reconstrução nacional.

Bolsas para angolanos

A China decidiu aumentar o número de bolsas de estudo concedidas anualmente para estudantes angolanos, respondendo a uma solicitação do Executivo angolano, para permitir a formação de mais quadros nas instituições de ensino superior daquele país. O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da China na abertura das conversações oficiais. O governo chinês concede, anualmente, 160 bolsas de estudo a estudantes angolanos, no quadro das relações de cooperação e solidariedade social. Wanga Yi manifestou total disponibilidade para continuar a aprofundar as relações com Angola.
Georges Chikoti afirmou que a cooperação no domínio económico e financeiro, desde 2002, tem conhecido resultados “francamente positivos” e contribuiu para a reconstrução e o desenvolvimento do país. “A China é um parceiro estratégico e privilegiado de Angola”, disse o ministro, acrescentando que as trocas comerciais entre os dois países cresceram 42 por cento, entre 2011 e 2012, atingindo os 37,5 mil milhões de dólares, contra 1,8 mil milhões de dólares em 2002.

Georges Chikoti realçou que os acordos existentes demonstram uma trajectória de aproximação e crescente interdependência económica entre os dois países. “Angola tornou-se num dos principais parceiros comerciais da China em África, com um mercado em expansão na perspectiva bilateral e multilateral, na cooperação China-África”, frisou.
O ministro referiu que a parceria estratégica entre a China e Angola impulsionou as relações de cooperação bilateral, marcadas pela presença, em Angola, de várias empresas chinesas a investirem em projectos de reconstrução e de desenvolvimento, sobretudo no sector da construção de edifícios, estradas, escolas, instalação de pequenas indústrias e noutros sectores sociais e económicos.

Via| JA

segunda-feira, setembro 16, 2013

Cooperação Militar Angola-África do Sul: Delegação sul-africana visita o país para reforço das relações

Cooperação Militar Angola-África do SulLuanda - Uma delegação militar sul-africana, chefiada pelo tenente-general Vusi Masondo, chegou domingo (15) a Luanda, para efectuar uma vista oficial de quatro dias ao país, destinada ao reforço da cooperação bilateral.

Segundo o responsável militar, em declarações à Angop, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, a missão, a decorrer de 15 a 19 de Setembro, visa identificar com as autoridades locais as possíveis novas áreas para cooperação, assim como incrementar a colaboração nos domínios bilaterais de entendimento já existentes.

O tenente-general Vusi Masondo recordou ainda que as relações entre as forças militares de Angola e da África do Sul "provêm desde a época das nossas lutas de libertação e, agora que estamos livres, importa elevar e incrementar a nossa cooperação também na área militar, para além do sector económico", acrescentou.

"A região da SADC não deve apenas desenvolver a sua cooperação no domínio económico; e é isto que temos vindo a fazer, disse, e ao criarmos a Brigada Especial de Alerta da SADC, o seu funcionamento activo só acontecerá se haver uma cooperação efectiva entre as forças armadas de Angola e da África do Sul", acrescentou.

A respeito, deu a conhecer que, no âmbito da permanente cooperação, a África do Sul acolheu, em 2009, um exercício militar conjunto da região, que contou com a presença de Angola, e, na altura, as duas partes ajustaram alguns aspectos menos certos no funcionamento da "Brigada Especial de Alerta" da região da África Austral.

O tenente-general Vusi Masondo foi recebido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro pelo general do exército nacional Marques Correia Banza, acompanhado de altos oficiais superiores das Forças Armadas Angolanas (FAA) e membros da missão diplomática sul-africana acreditados no país.

Durante a visita, a delegação sul-africana vai reunir-se com responsáveis do Ministério da Defesa Nacional e do Estado Maior General do Exército, viajará às províncias de Benguela e Huambo, onde vão visitar a Academia Militar, o Centro de Instrução do Lobito e algumas unidades militares, respectivamente, estando ainda previsto visitas ao Museu das Forças Armadas e a Unidade de Forças Especiais das FAA, em Luanda.

Angola e a África do Sul mantêm excelentes relações de cooperação em vários domínios, quer no quadro bilateral, como no da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), envolvendo, sobretudo, as áreas militares, político - diplomática, comércio, saúde, educação, transportes, turismo, agricultura, desporto, pesca, ciências e tecnologias, entre outros sectores com menos impacto.

Via|Angop/Agências

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Angola & Itália, melhores relações de cooperação desde a independência, por Kingamba Mwenho

Angola & Itália, melhores relações de cooperação desde a independência

A cooperação entre a República de Angola e a República da Itália nunca esteve melhor como nos últimos anos do presente século. Entre os dois países multiplicaram-se os encontros bilaterais, eventos que permitiram o aprofundamento das relações entre os dois povos em vários domínios de interesse comum. Se de um lado a Itália necessita das matérias primas angolanas para poder transformar e exportar-las, do outro lado, Angola necessita do know how italiano em senso lato: das suas tecnologias médicas e agro-alimentares; dos conhecimentos relativos as construções em terrenos acidentados; dos conhecimentos relativos aos sector industrial mecânico e dos transportes avançados. São sectores que a Itália tem empresas líderes na Europa e no mundo, um know-how precioso que pode ser útil para o desenvolvimento econômico de nosso país.

Na vertente puramente econômica, registou-se um aumento das trocas comerciais, aonde pela primeira vez Angola diversificou a sua oferta: o país meteu na balança comercial não só matérias primas, mas também bens pré-trabalhados e serviços. Isto constitui um crescimento qualitativo de grandes impacto, visto que as exportações constituem o motor do crescimento econômico de qualquer sociedade. Quanto mais as exportações forem diversificadas, mais équo é o crescimento da sociedade/país exportadora.

vespa[1]A confirmar as informações acima citadas, sublinhamos o mais recente e significativo evento na história da cooperação entre os dois países. Em 2011, deslocou-se para Angola, uma imponente delegação empresarial italiana encabeçada pelo vice-ministro italiano para o desenvolvimento econômico, Adolfo Urso. A mesma era composta por cerca de 80 empresários em representação de 54 empresas italianas, com o objectivo de aprofundar o conhecimento do crescente mercado angolano, e potenciar as relações comerciais entre os dois países. Já em Angola, a delegação transalpina participou no Fórum econômico, que decorreu no hotel Trópico, no qual esteve presente o presidente da Agência de Investimento Privado (ANIP), Dr. Aguinaldo Jaime (1), o representante da Associação Industrial de Angola (AIA), Dr. José Severino, e a figura máxima da Câmara de Comércio e Indústria, Dr. João dos Santos.

Segundo dados do Ministério da Economia angolano, a Itália é o décimo quarto importador dos nossos produtos no mercado internacional, e considerando a crescente importância da nossa economia, este país amigo e quer reforçar a própria presença. Apesar de ter apenas uma quota de mercado 2,4%, dados que significam 302 milhões Euros por ano, o ritmo de crescimento das trocas comerciais entre os dois países tem vindo a crescer vertiginosamente pelo que nos últimos quatro anos, o valor das trocas comerciais aumentaram 45% a cada ano.

É de salientar que a Itália foi o primeiro país Ocidental a reconhecer a independência de Angola, e como amante das relações internacionais aproveito para sublinhar quanto importante foi o apoio do Belpaese.

jose eduardo dos santos durante um visita a europa
PR José Eduardo dos Santos durante um visita a Europa (Anos 70)

Nos anos sessenta e setenta muitos expoentes dos partidos italianos de esquerdas manifestaram-se em Milão e em Roma a favor da independência de Angola. A edição online, do jornal de esquerda "L'Unità", fundado pelo grande intelectual italianos, Antônio Gramsci, alberga uma galeria fotográfica com fotos históricas de Angola e de África. Grande relevo têm os eventos políticos daqueles anos visto que as ideologias antagonistas, nas maior parte das voltas, não contribuíam para a resolução de certos problemas.

Como nos anos sessenta e setenta, as relações entre Angola e a Itália, vivem hoje um rico momento no qual reina o respeito mútuo e se trabalha na busca de maiores e melhores oportunidades de cooperação econômica e cultural.

Kingamba Mwenho
Por Angola, hoje e sempre!

 

Cfr. TB - Webgrafia
1) http://www.anip.co.ao/Indicadores-Economicos.aspx
2) http://www.ambluanda.esteri.it/Ambasciata_Luanda
3) http://www.agenzianova.com/cooperazione/speciale/1/angola
4) http://archiviofoto.unita.it/ricercafa.php?key=angola
5) http://www.ambasciatangolana.com
6) http://www.minec.gov.ao/

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