Chat - Angola Xyami - É gratis entra súbito!
Lugar dos Angolanos e Amigos de Angola
http://chat.angolaxyami.com/
terça-feira, janeiro 27, 2009
Chat - Angola Xyami - É gratis entra súbito / Encontrar e Falar com Angolanos e Amigos de Angola - http://chat.angolaxyami.com/
ZP090126
ZENIT
O mundo visto de Roma
Serviço diario - 26 de janeiro de 2009
SANTA SÉ
Bento XVI defende Concílio Vaticano II e condena negacionismo antissemita
Sínodo africano, Islã, mulher: temas da viagem papal a Angola e Camarões
Bento XVI a bispos caldeus do Iraque: «perseverar com valor» nas dificuldades
Papa pede testemunho de coerência a jornalistas católicos
Papa destaca papel positivo da religião na sociedade francesa
Unidade dos cristãos, sinal para um mundo dividido, afirma Bento XVI
MUNDO
Relação dos cristãos com muçulmanos muda na Europa
Portugal: arcebispo pede maior empenho na evangelização
EM FOCO
Retirada das excomunhões: «alegria em toda Igreja»
ENTREVISTAS
Eleição e funções do patriarca de Moscou
Bento XVI defende Concílio Vaticano II e condena negacionismo antissemita
O jornal vaticano esclarece informações sobre a renovação das excomunhõesCIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O compromisso de Bento XVI na aplicação do Concílio Vaticano II não muda pelo fato de ter levantado as excomunhões de quatro bispos consagrados por Dom Marcel Lefebvre em 1988, esclarece o jornal da Santa Sé, constatando a criação de um «caso de mídia».
Carlo Di Cicco, subdiretor do L'Osservatore Romano, considera que nestes dias os meios de comunicação se equivocaram quando, «com precipitação, culparam Bento XVI não só de ter cedido a posições anticonciliares, mas inclusive de cumplicidade ou ao menos imprudência ao apoiar teses negacionistas sobre a Shoá», o Holocausto judaico.
O jornal vaticano se referia à polêmica surgida horas antes de a Santa Sé anunciar a revogação da excomunhão, quando meios de comunicação republicaram declarações que havia pronunciado em novembro à televisão sueca um dos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X reabilitados, Dom Richard Williamson, adotando pessoalmente teses «negacionistas».
Imediatamente depois, a Rádio Vaticano declarou que se tratava de «posições pessoais, que não podem ser compartilhadas e que não afetam o Magistério pontifício nem as posições da Igreja solenemente enunciadas em várias ocasiões».
Segundo o L'Osservatore Romano, a atribuição ao Papa dessas declarações que não lhe correspondem foi desmentida por ele mesmo neste domingo, jornada de encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e por ocasião do Ângelus.
Bento XVI afirmou que «entre nós, os idosos certamente não esquecem» o primeiro anúncio do Concílio Vaticano II feito por João XXIII, em 25 de janeiro de 1959, há exatamente 50 anos, um gesto que o Papa definiu como «decisão sábia» sugerida pelo Espírito Santo.
Precisamente, declara o jornal vaticano, a revogação da excomunhão deve ser entendida como um gesto que se enquadra no espírito do Concílio Vaticano II.
«A reforma do Concílio não se aplicou totalmente, mas já está tão consolidada na Igreja Católica que não pode entrar em crise por um gesto magnânimo de misericórdia, inspirado, também, no novo estilo de Igreja promovido pelo Concílio, que prefere o remédio da misericórdia ao da condenação», explica o subdiretor.
«A revogação que suscitou tantos alarmes não conclui um caso doloroso como o cisma lefebvriano – declara o jornal. Com ela, o Papa elimina pretextos para infinitas polêmicas, enfrentando o autêntico problema: a aceitação plena do magistério, inclusive, obviamente, o Concílio Vaticano II.»
«Ainda que seja verdade que a Igreja Católica não nasce com o Concílio, é verdade também que a Igreja, renovada pelo Concílio, não é uma Igreja diferente, mas a mesma Igreja de Cristo, fundada sobre os apóstolos, garantida pelo sucessor de Pedro e, portanto, parte viva da tradição.»
«Com o anúncio do Papa João, a tradição não desaparece, mas continua ainda hoje segundo as formas próprias de uma pastoral e de um magistério atualizado pelo último grande Concílio.»
L'Osservatore Romano considera que tampouco é justo dizer que o Papa «não está convencido do caminho ecumênico e do diálogo com os judeus. Os compromissos estratégicos de seu pontificado estão à luz do sol e cada um dos atos pastorais e de magistério avançam claramente na aplicação da estratégia anunciada no momento de sua eleição».
«O diálogo é parte constitutiva da Igreja conciliar e Bento XVI repetiu em várias ocasiões, e agora voltaram a fazê-lo, que o ecumenismo exige a conversão de todos – também da Igreja Católica – a Cristo. Em uma Igreja convertida, ‘as diversidades deixarão de ser um obstáculo que nos separa e passarão a ser uma riqueza na multiplicidade das expressões da fé comum’.»
«A revogação da excomunhão não significa ainda a plena comunhão – acrescenta o jornal. O caminho de reconciliação com os tradicionalistas é uma opção colegial já conhecida pela Igreja de Roma, e não um gesto repentino e imprevisto de Bento XVI.»
«Da aceitação do Concílio se deriva necessariamente também a clara posição sobre o negacionismo. A declaração Nostra aetate, o mais autorizado giro católico com relação ao judaísmo, deplora ‘os ódios, perseguições e manifestações de antissemitismo de qualquer tempo e pessoa contra os judeus’.»
Sínodo africano, Islã, mulher: temas da viagem papal a Angola e Camarões
De 17 a 23 de marçoCIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- A preparação do Sínodo dos Bispos da África, as relações com o Islã e a promoção da mulher serão alguns dos temas que Bento XVI abordará em sua primeira viagem à África, segundo o programa divulgado nesta segunda-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé. Segundo este itinerário, pelo qual visitará os Camarões e Angola (de 17 a 23 de março), o Santo Padre chegará ao aeroporto de Nsimalen, de Iaundé (Camarões), na tarde de 17 de março, onde será recebido pelas autoridades locais.
No dia seguinte, fará uma visita de cortesia ao presidente dos Camarões no Palais de l'Unité de Yaounde, e se encontrará com os bispos dos Camarões na igreja de Cristo Rei em Tsinga (Iaundé), além de celebrar as vésperas com o clero local e os representantes dos movimentos eclesiais e de outras confissões cristãs na basílica Maria Rainha dos Apóstolos, onde pronunciará a homilia.
Em 19 de março, na nunciatura apostólica, ele se encontrará com os representantes da comunidade muçulmana dos Camarões. Mais tarde, celebrará a missa por ocasião da publicação do Instrumentum laboris da II Assembléia Especial para a África, do Sínodo dos Bispos, no Estado Amadou Ahidjo, em Iaundé.
O tema do Sínodo, o segundo dos bispos desse continente, que será realizado em outubro em Roma, será «A Igreja na África, ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz. ‘Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo’ (Mt 5, 13-14)».
Nesse mesmo dia, às 16h30, o Papa se encontrará com os enfermos no centro Cardeal Paul-Emile Léger e nessa mesma tarde pronunciará um discurso aos membros da II Assembléia Especial para a África, do Sínodo dos Bispos.
Em 20 de janeiro, viajará de Iaundé a Luanda, capital de Angola, onde chegará às 12h45 e, após ser recebido pelas autoridades locais no aeroporto, visitará o presidente da república no palácio presidencial de Luanda, onde mais tarde, às 17h45, pronunciará um discurso às autoridades políticas e ao corpo diplomático. Às 19h se encontrará com os bispos de Angola e São Tomé na capela da nunciatura apostólica de Luanda.
No sábado, 21 de janeiro, às 10h, Bento XVI celebrará a Santa Missa na igreja São Paulo, de Luanda, e às 16h30 se encontrará com os jovens no Estádio dos Coqueiros.
No domingo, 22, celebrará a Santa Missa com os bispos do IMBISA (Inter-regional Meeting of Bishops of Southern Africa) na esplanada de Cimangola. À tarde, na paróquia Santo Antonio de Luanda, ele se encontrará com os Movimentos Católicos para a Promoção da Mulher.
Na segunda-feira, 23, às 10h30, empreenderá a viagem de volta a Roma, onde chegará às 18h ao aeroporto de Ciampino.
Bento XVI a bispos caldeus do Iraque: «perseverar com valor» nas dificuldades
Recebeu com emoção duas lembranças dos assassinados Dom Rahho e Pe. GanniPor Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI recebeu no sábado passado os bispos da Igreja caldeia, liderados pelo Patriarca Emmanuel III Delly, e os animou a «continuar dando valente testemunho» em meio às dificuldades, especialmente no Iraque.
Em um extenso discurso, o Papa quis honrar especialmente os cristãos iraquianos que sofrem perseguição: «Impressiona-me sua coragem e sua perseverança frente às provas e frente às ameaças de que são objeto», afirmou.
Ele se mostrou especialmente emocionado ao receber das mãos dos bispos uma capa pluvial e uma estola, pertencentes ao arcebispo de Mosul, Dom Paulos Faraj Rahho, e ao Pe. Ragheed Aziz Ganni, ambos assassinados há alguns meses.
Para o Papa, «o testemunho que estão dando do Evangelho é um sinal eloquente da vivacidade de sua fé e da força de sua esperança».
Animou-os a perseverar «com valor e esperança», apesar da perseguição. «A oração e a ajuda de vossos irmãos na fé e de numerosos homens de boa vontade em todo o mundo vos acompanham, para que o rosto de amor de Deus possa continuar brilhando sobre o povo iraquiano que tantos sofrimentos suporta».
«Aos olhos do crente, estes, unidos a Cristo, convertem-se em elementos de união e esperança. Igualmente, o sangue dos mártires desta terra é uma intercessão eloquente diante de Deus», acrescentou.
Nestes momentos difíceis, especialmente para a Igreja caldéia, que é maioria neste país, o Papa animou os cristãos em primeiro lugar a darem testemunho de unidade entre si, assim como a perseverar para que a presença cristã se mantenha no país; e em segundo lugar, a praticar a caridade com os mais necessitados, sem distinção de religião ou etnia.
«Animo-vos vivamente a apoiar os fiéis para que superem as dificuldades e afirmem sua presença, apelando às autoridades responsáveis para que reconheçam seus direitos humanos e civis, incitando-os também a amar a terra de seus antepassados, à qual permanecem profundamente ligados», afirmou.
Precisamente o testemunho da caridade «desinteressada da Igreja», acrescentou, será para os cristãos a «expressão de solidariedade de todas as pessoas de boa vontade». Por isso, pediu que o maior número possível de fiéis participasse no desenvolvimento das obras caritativas da Igreja.
Testemunho de unidade
O Papa insistiu também na importância de dar testemunho de unidade entre os cristãos, em um país no qual a Igreja está dividida em vários ritos e costumes diferentes.
Destacou especialmente o papel da Igreja caldéia na hora de fomentar a unidade. «No Iraque, a Igreja caldéia, que é maioria, tem uma particular responsabilidade em promover a comunhão e a unidade do Corpo Místico de Cristo.»
«Em cada eparquia, as diversas estruturas pastorais, administrativas e econômicas previstas pelo direito são para vós ajudas preciosas para levar efetivamente a cabo a comunhão no seio das comunidades e favorecer a colaboração.»
Também destacou o papel do patriarcado na relação com outras confissões cristãs, sobretudo com a maioria muçulmana.
«Ao manter relações cordiais com os membros de outras comunidades, a Igreja caldéia está chamada a desempenhar um papel essencial de moderação frente à construção de uma nova sociedade onde cada um possa viver em concórdia e respeito mútuo», afirmou.
Sublinhou também que os cristãos, «que vivem no Iraque desde sempre, são cidadãos de pleno direito, com seus direitos e deveres, sem distinção de religião». «Hoje, a Igreja caldéia, que tem um lugar importante entre os diferentes componentes de vossos países, deve continuar esta missão ao serviço do desenvolvimento humano e espiritual», acrescentou.
Um terceiro aspecto desta unidade se refere aos fiéis da diáspora, a quem incitou a «estreitar os laços com sua Igreja de origem», e também convidou os cristãos caldeus de outros países a irem em socorro de seus irmãos iraquianos refugiados.
«É indispensável que os fiéis guardem sua identidade cultural e religiosa e que os mais jovens descubram e valorizem a riqueza do patrimônio de sua igreja patriarcal», acrescentou.
Papa pede testemunho de coerência a jornalistas católicos
«A tranquilidade de consciência não tem preço», afirmaPor Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Os jornalistas católicos devem dar hoje sobretudo o testemunho de sua própria coerência entre a vida e os valores cristãos que dizem professar. Assim explicou o Papa Bento XVI em uma carta dirigida à União Católica da Imprensa Italiana (UCSI), por ocasião do quinquagésimo aniversário de sua fundação.
Esta carta, cujo conteúdo foi divulgado pela Santa Sé no sábado passado, 24 de janeiro, está dirigida a Massimo Milone, presidente da UCSI, a quem o pontífice agradece «pelo precioso serviço realizado em seus cinquenta anos de existência».
Nela, o Papa afirma que hoje o trabalho de jornalista católico «é ainda mais difícil: ao sentido de responsabilidade e ao espírito de serviço que vos distinguem, deveis unir um cada vez mais forte profissionalismo e ao mesmo tempo uma grande capacidade de diálogo com o mundo leigo, em busca de valores compartilhados».
«Estais comprometidos, sou consciente, em uma tarefa cada vez mais exigente, na qual os espaços de liberdade são com frequência ameaçados, e os interesses econômicos e políticos têm frequentemente preeminência sobre o espírito de serviço e sobre o critério do bem comum», acrescentou.
Nestes momentos difíceis, torna-se especialmente importante o testemunho da própria coerência, «inclusive correndo grandes riscos; a serenidade da consciência não tem preço».
«Sereis escutados mais facilmente quanto mais coerente for o testemunho de vossa vida. Não são poucos, entre vossos colegas leigos, aqueles que esperam de vós o testemunho silencioso, sem etiquetas, mas de substância, de uma vida inspirada pelos valores da fé», acrescentou o Papa.
O pontífice mostrou sua preocupação pelas mudanças «no âmbito da cultura atual, o qual parece ter-se notavelmente enfraquecido, junto com o respeito pela dignidade da pessoa, o sentido dos valores da justiça, da liberdade, da solidariedade, que são essenciais para a sobrevivência de uma sociedade».
Neste sentido, convidou os jornalistas católicos a «não cederem a compromissos em valores tão importantes».
«Eu estou próximo de vós com a oração, pedindo ao Senhor que vos ajude a estar sempre dispostos a responder a quem vos peça razão da esperança que está em vós», concluiu o Papa.
Papa destaca papel positivo da religião na sociedade francesa
Especialmente frente à próxima reforma das leis sobre bioéticaPor Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI afirmou hoje, em seu discurso ao novo embaixador da França na Santa Sé, Stanislas Lefebvre de Laboulaye, o papel positivo que a religião, e particularmente o catolicismo, pode ter para a sociedade francesa.
Esta presença «viva» do catolicismo na França, explicou o Papa, manifestou-se em sua viagem de setembro passado, para o 150º aniversário das aparições de Lourdes.
Nesta ocasião, os católicos «deram testemunho da capacidade da fé para ter aberto pacificamente o espaço de interioridade que existe no homem, e para reunir fraternal e gozosamente grandes massas de homens e mulheres tão diversos».
«Estes momentos mostraram que a comunidade católica é uma das forças vivas de seu país», afirmou o Papa.
Neste sentido, afirmou que a Igreja Católica «compreendeu bem e acolheu com interesse e satisfação a proposta de seu presidente de que a contribuição das grandes famílias espirituais constitua para a vida da nação uma «grande riqueza».
O Papa destacou a «grande contribuição» que a Igreja pode oferecer ao futuro debate sobre a reforma das leis sobre bioética, prevista para o próximo ano, e nas quais espera que se reconheça «o caráter intangível de toda vida humana».
«Os pastores da Igreja da França trabalharam muito e estão dispostos a oferecer sua contribuição de qualidade ao debate público que vai começar», afirmou, e acrescentou que «os poderosos avanços científicos devem estar sempre guiados pela preocupação de servir o bem e a dignidade inalienável do homem».
Referiu-se também ao diálogo inter-religioso, manifestando o trabalho que a Igreja francesa está levando a cabo neste sentido, para «reunir as condições de um diálogo pacífico e permanente com todas as comunidades religiosas e todas as famílias do pensamento».
«Agradeço-lhes por seus esforços para assegurar as bases de um diálogo inter-cultural e inter-religioso onde as diferentes comunidades religiosas tenham a oportunidade de mostrar que são fatores de paz», explicou o Papa.
Acrescentou que as religiões, ao «reconhecer o valor transcendente de todo ser humano, ao invés de enfrentar os homens uns contra outros, favorecem a conversão do coração, que leva a um compromisso contra a violência, o terrorismo e a guerra, e à promoção da justiça e da paz».
Sobre as atuais relações entre as autoridades francesas e a Igreja, o Papa sublinhou que «o desejo da Igreja é o de dar testemunho de Cristo, colocando-se ao serviço de todo homem», e neste sentido mostrou sua satisfação pelo recente acordo que reconhecerá os diplomas oferecidos pelas universidades pontifícias e os institutos católicos.
Este acordo, insistiu, «valoriza a forte contribuição da Igreja, particularmente no campo da educação, que manifesta uma preocupação pela formação da juventude para que esta adquira as competências técnicas adequadas para exercer suas capacidades no futuro, e receba também uma formação que lhes torne vigilantes para enfrentar a dimensão ética de toda responsabilidade».
Por último, o Papa se referiu à atual crise econômica que afeta o mundo todo e augurou que as medidas que se coloquem em andamento «tenham particular empenho em favor da coesão social, em proteger as populações mais frágeis».
As atuais dificuldades, acrescentou, «são uma fonte de inquietudes e de sofrimento para muitos, mas também são uma oportunidade para sanar os mecanismos financeiros, para fazer progredir o funcionamento da economia para uma preocupação maior pelo homem e para reduzir as formas antigas e novas de pobreza».
Unidade dos cristãos, sinal para um mundo dividido, afirma Bento XVI
Especialmente chama à unidade entre cristãos na Terra SantaCIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Em um mundo que vê reinar a divisão em tantos lugares, a unidade entre os cristãos pode constituir um sinal de esperança, afirmou nesse domingo Bento XVI, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma.
O pontífice presidiu à celebração das segundas Vésperas da solenidade da Conversão de São Paulo, ao concluir a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Além de vários bispos e cardeais, participaram da cerimônia representantes das demais Igrejas e Comunidades eclesiais presentes em Roma.
Em sua homilia, o Papa explicou que a conversão de São Paulo indica o caminho para chegar à unidade plena, que requer a passagem «da divisão à comunhão, da unidade ferida à unidade curada e plena».
«É a comunhão com o Cristo ressuscitado que nos dá a unidade», explicou, recordando o texto bíblico de referência, no qual se apresente o gesto simbólico dos dois pedaços de madeira reunidos em um pelas mãos do profeta Ezequiel, que desta forma mostra a ação futura de Deus.
Trata-se da segunda parte do capítulo 37, que na primeira contém a visão dos ossos secos e da ressurreição de Israel, realizada pelo Espírito Santo.
A união de um povo dividido é um tema particularmente sentido pelos cristãos coreanos, a quem correspondeu a preparação dos materiais para a Semana de Oração deste ano.
Os irmãos da Coréia, reconheceu Bento XVI, «sentiram-se fortemente interpelados por esta página bíblica, tanto quanto coreanos como quanto cristãos. Na divisão do povo hebreu em dois reinos se sentiram refletidos como filhos de uma única terra, que as circunstâncias políticas separaram, parte ao norte e parte ao sul».
«Esta experiência humana sua –acrescentou– os ajudou a compreender melhor o drama da divisão entre os cristãos».
À luz desta Palavra de Deus eleita pelos irmãos da Coréia «emerge uma verdade cheia de esperança: Deus promete a seu povo uma nova unidade, que deve ser sinal e instrumento de reconciliação e de paz também no plano histórico, para todas as nações», declarou o Papa.
«A unidade que Deus dá a sua Igreja, e pela qual rezamos, é naturalmente a comunhão em sentido espiritual, na fé e na caridade, mas nós sabemos que esta unidade em Cristo é fermento de fraternidade também em plano social, nas relações entre as nações e para a inteira família humana», porque é «o fermento de Deus que faz crescer toda massa».
Nesse sentido, constatou, a oração elevada nestes dias em referência à profecia de Ezequiel «converteu-se também em intercessão perante as diversas situações de conflito que atualmente afligem à humanidade».
«Ali onde as palavras humanas se revelam impotentes, porque prevalece o trágico som da violência e das armas, a força profética da Palavra de Deus não decai e nos repete que a paz é possível, que nós devemos ser instrumentos de reconciliação e de paz».
Por esse motivo, a oração pela unidade e a paz «pede sempre ser comprovada por gestos valentes de reconciliação entre nós cristãos».
A este propósito, o pontífice não deixou de mencionar a Terra Santa, recordando «quão importante é que os fiéis que vivem ali, como também os peregrinos que ali vão, ofereçam a todos o testemunho de que a diversidade de ritos e tradições não deveria constituir um obstáculo ao respeito mútuo e à caridade fraterna».
«Na legítima diversidade de atitudes devemos buscar a unidade da fé, em nosso sim fundamental a Cristo e a sua única Igreja».
Deste modo, concluiu, «as diferenças não serão mais obstáculo que nos separa, mas riqueza na multiplicidade das expressões da fé comum».
Relação dos cristãos com muçulmanos muda na Europa
Seguidores do islã se organizaram institucionalmenteSÃO GALO (SUÍÇA), segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Como configurar hoje o encontro da Igreja com os muçulmanos na Europa? Esta era a pergunta latente nos trabalhos da Comissão para as Relações com os Muçulmanos na Europa (CRME), que se reuniu em Munique (Alemanha), de 19 a 21 de janeiro, com o tema: «Reação a uma nova realidade: muçulmanos da Europa e a formação de religiosos e colaboradores pastorais».
O mandato de seis anos, que terminava neste encontro, incluía a preparação de orientações para as Igrejas e a elaboração, junto aos muçulmanos, de enfoques comuns diante de questões do atual contexto sócio-político.
A Comissão – sustentada pela Conferência das Igrejas Européias (KEK) e o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) –, já abordou este assunto durante seu primeiro mandato e, em 1991, apresentou suas recomendações.
Em uma nota, o CCEE afirma: «Nos últimos anos, a geografia religiosa mudou muito, os muçulmanos se organizaram, dispõem de centros religiosos, e em todos os países europeus se comprometeram a definir modos adequados para a formação de imames e professores de religião».
«A sociedade européia se tornou multirreligiosa – conclui a nota – e neste novo contexto, cristãos e muçulmanos devem dar testemunho de sua fé em um único Deus, para contribuir responsavelmente com sua fé na construção da sociedade.»
Na comissão, que conta com 15 membros de 12 países de diversas igrejas, participa também um enviado da Santa Sé e outro do Conselho Ecumênico das Igrejas.
A KEK é uma comunhão de 125 igrejas – ortodoxas, protestantes, anglicanas e veterocatólicas – de todos os países europeus, e 40 organizações associadas. Fundada em 1959, tem sede em Genebra, Bruxelas e Estrasburgo.
Ao CCEE pertencem, em qualidade de membros, as 33 conferências episcopais da Europa, representadas por seus presidentes, os arcebispos de Luxemburgo e do Principado de Mônaco e o bispo de Chişinău, Moldávia. O presidente é o cardeal Péter Erdõ, arcebispo de Esztergom-Budapeste e primaz da Hungria. A sede do Secretariado está em São Galo (Suíça).
Portugal: arcebispo pede maior empenho na evangelização
Dom Jorge Ortiga, na celebração nacional do Ano Paulino, em FátimaFÁTIMA, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Dom Jorge Ortiga, pediu nesse domingo em Fátima um maior empenho dos católicos na evangelização.
O arcebispo de Braga falou nos ritos conclusivos da eucaristia celebrada no Recinto de Oração do Santuário de Fátima por ocasião da Celebração Nacional do Ano Paulino, segundo informa a Sala de Imprensa do Santuário.
Dom Jorge Ortiga agradeceu aos milhares de portugueses presentes no Santuário, que se deslocaram de suas casas apesar do mau tempo vivido em Portugal para participar na celebração paulina.
O arcebispo pediu-lhes que sejam arautos do Evangelho, à semelhança do Apóstolo Paulo e de Nossa Senhora.
Reiterando que a Igreja em Portugal foi sempre uma Igreja missionária, o presidente da CEP exortou os cristãos portugueses a escutarem a palavra de Deus «porque para evangelizar necessitamos de ser evangelizados».
«Este tempo exige novo ardor e novo empenho na evangelização», disse.
«Não é ser pessimista se se reconhecer que há muitos ambientes (em Portugal) onde Deus está esquecido», afirmou, apelando a que, por isso, os portugueses se empenhem «no compromisso de evangelizar nestes tempos difíceis mas que são os nossos».
Imagem
No final da eucaristia, o cardeal patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, benzeu os objetos religiosos que os peregrinos traziam consigo e também uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, que será levada por Dom Antoine Audo, bispo sírio que presidiu à celebração nacional.
Em declarações aos jornalistas, antes da celebração da eucaristia, Dom Antoine Audo afirmou que a cidade de Fátima é conhecida na Síria como lugar de peregrinação, tal como Lourdes, na França, e que muitas pessoas conhecem Fátima sobretudo pela mensagem de paz que anuncia.
Retirada das excomunhões: «alegria em toda Igreja»
Porta-voz vaticano comenta gesto do Papa com os quatro bispos lefebvristasCIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O anúncio da decisão de Bento XVI de retirar a excomunhão de quatro bispos ordenados por Dom Marcel Lefebvre sem mandato do Papa em 1988 foi a melhor notícia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que concluiu nesse domingo.
Foi o que afirmou o padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, ao comentar o decreto publicado no sábado pela Congregação para os Bispos, com o qual os prelados voltam à plena comunhão eclesial.
Para o porta-voz vaticano, trata-se de «uma bela notícia, que desejamos que seja um manancial de alegria em toda a Igreja».
«A retirada da excomunhão dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é um passo fundamental para alcançar a reconciliação definitiva com o movimento iniciado e guiado por Dom Marcel Lefebvre», reconhece o padre Lombardi.
Para compreender o significado deste passo, o porta-voz recorda as palavras de Bento XVI em sua carta de introdução ao motu propio Summorum Pontificum, de 7 de julho de 2007, quando escrevia que «olhando para o passado, para as divisões que no decurso dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impressão de que, em momentos críticos quando a divisão estava a nascer, não fora feito o suficiente por parte dos responsáveis da Igreja para manter ou reconquistar a reconciliação e a unidade».
Por isso, escrevia o Papa, temos a obrigação de «realizar todos os esforços para que todos aqueles que nutrem verdadeiramente o desejo da unidade tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontrá-la de novo». «Abramos generosamente o nosso coração...».
O padre Lombardi recorda que o cardeal Joseph Ratzinger, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, acompanhou em primeira pessoa os contatos com Dom Lefebvre, em 1988, que ao final se opôs a um acordo com a Santa Sé e ordenou os bispos, desvencilhando-se da unidade eclesial.
O cardeal Ratzinger, recorda Lombardi, «já naquele tempo tinha buscado fazer todo o possível para manter a unidade da Igreja».
A Comissão Ecclesia Dei, constituída por João Paulo II naquela circunstância, «trabalhou com paciência para conservar abertas as vias do diálogo, e diversas comunidades de diferentes maneiras unidas ao movimento lefebvrista puderam já, no curso dos anos, voltar a recuperar a plena comunhão com a Igreja Católica».
«A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, com quatro bispos, continuava sendo, em todo caso, a comunidade mais importante com a qual era necessário restabelecer a comunhão», recorda o padre Lombardi.
«Bento XVI manifestou sem dúvida alguma seu compromisso por fazer todo o possível para alcançar este objetivo».
Este Papa, segue dizendo o padre Lombardi, promoveu este objetivo não só com a publicação do motu proprio Summorum Pontificum, que facilita a celebração da missa seguindo o rito anterior ao Concílio Vaticano II.
Como prefeito, firmou o documento da Congregação para a Doutrina da Fé que esclarecia alguns pontos discutidos da doutrina eclesiológica do Concílio Vaticano II, e como Papa pronunciou discursos históricos que mostraram «a correta interpretação do Concílio, em continuidade com a tradição», e não como uma ruptura.
«Tudo isso criou naturalmente um clima favorável, no que os bispos da Fraternidade São Pio X pediram a retirada da excomunhão atestando explicitamente sua vontade de estar na Igreja Católica romana e de crer firmemente no primado de Pedro», constata o padre Lombardi.
«É bonito que a retirada da excomunhão aconteça no contexto do aniversário dos 50 anos do anúncio do Concílio Vaticano II, de maneira que este evento fundamental não possa ser jamais considerado como um motivo de tensão, mas de comunhão», segue dizendo o sacerdote.
«O texto do decreto mostra que se está no caminho para a plena comunhão, da qual o Santo Padre deseja a solícita realização. Por exemplo, no decreto publicado não se definem aspectos como o estatuto da Fraternidade e dos sacerdotes que pertencem a ela», constata.
«Mas a oração da Igreja está unida à do Papa para que se superem todas as dificuldades o quanto antes e se possa falar de comunhão em sentido pleno e sem incerteza alguma», conclui.
Eleição e funções do patriarca de Moscou
Entrevista a Giovanni Codevilla, autor de um livro sobre o patriarca russoROMA, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Neste domingo, jornada de encerramento da oitava pela Unidade dos Cristãos, o Concílio da Igreja Ortodoxa se reuniu para a eleição do sucessor do Patriarca Alexis II.
Para compreender melhor o processo de eleição e sobretudo as funções do patriarca, Zenit entrevistou Giovanni Codevilla, que publicou há pouco um livro em italiano titulado «O czar e o patriarca. As relações entre trono e altar na Rússia das origens aos nossos dias» («Lo Zar e il Patriarca. I rapporti tra trono e altare in Russia dalle origini a giorni nostri», editora La Casa di Matriona), no qual reconstrói as relações Igreja-Estado na história da Rússia.
Codevilla é professor de Direito Eclesiástico Comparado e Direitos dos Países da Europa Oriental, na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Trieste, Itália. Escreveu numerosos livros sobre política e religião na Rússia.
– Você poderia nos explicar como se elege um patriarca?
– Giovanni Codevilla: Na Igreja Ortodoxa Russa, que, como se sabe, esteve privada da direção patriarcal desde os tempos de Pedro o Grande até princípios da etapa comunista, não há um procedimento definido para a eleição do patriarca.
No concílio local de 1917-1918, o nome do novo patriarca Tichon foi tirado na sorte entre um terço de candidatos eleitos com o voto secreto dos bispos, os representantes do clero, os monges e os leigos. Na etapa soviética, os patriarcas eram eleitos, de fato, pelo regime.
Em 1943, o metropolita Sergio foi eleito patriarca por um simples concílio episcopal com votação pública e, em 1945, Alexis I, único candidato, foi eleito, sempre com voto público, em um concílio local, apenas com os votos dos bispos, os quais, por outra parte, para salvar o princípio de conciliariedade, declararam expressar seu voto também em nome dos representantes do clero e dos leigos.
Em 1971, o Patriarca Pimen, único candidato do agrado do Partido Comunista, foi eleito em um concílio local no qual participaram também os representantes do clero e do laicado, mas no qual apenas os bispos votaram, ainda que também em nome dos outros delegados privados do direito a voto.
O concílio local de 1990 deliberou a volta ao escrutínio secreto e instituiu um procedimento eleitoral bastante complicado, diferente do de 1917-1918, que levou à eleição Alexis II, ainda que com o voto também dos leigos, incluídas mulheres, dos representantes dos mosteiros e dos institutos teológicos.
O próximo concílio local, convocado para os dias 27-29 de janeiro, precedido pelo concílio episcopal, nos dias 25-26 de janeiro, definirá alguns detalhes sobre o modo de eleição do patriarca.
– Você poderia explicar brevemente os poderes e funções do patriarca da Igreja Ortodoxa Russa?
– Giovanni Codevilla: O patriarca tem sobretudo um poder de representação da Igreja Ortodoxa Russa, enquanto o verdadeiro poder de decisão corresponde em geral aos concílios, tanto locais (os mais importantes) como sobretudo episcopais, e ao Santo Sínodo, órgãos dos quais, de qualquer forma, o patriarca é presidente.
O Estatuto da Igreja Ortodoxa Russa de 2000 afirma que o patriarca dirige a Igreja junto ao Santo Sínodo, com o qual convoca os concílios.
Ao patriarca se atribuem numerosos poderes, que contudo são mais formais que substantivos; por exemplo, é o responsável de levar à prática as decisões conciliares e sinodais, representa a Igreja nas relações com os supremos órgãos do Estado e emana os decretos de nomeação dos bispos diocesanos que, contudo, são eleitos pelo Santo Sínodo, o qual exerce, ao contrário, um poder efetivo.
É uma consequência da prevalência do princípio de conciliariedade (sobornost) que caracteriza a gestão da Igreja Russa e se distingue da hierárquica, própria do catolicismo.
– Como se vê claramente em seu livro, nas Igrejas Ortodoxas a relação entre poder civil e religioso se inspira no princípio da «sinfonia». Há realmente harmonia entre Estado e Igreja?
– Giovanni Codevilla: A idéia bizantina da sinfonia entre trono e altar – nunca negada no âmbito nível teórico e doutrinal – teve na Rússia uma aplicação bastante limitada no tempo, e precisamente no período que vai da instituição do Patriarcado de Moscou (1589) ao grande cisma dos Antigos Crentes (1654).
O restante da história russa se caracteriza, no entanto, por uma total subordinação da Igreja ao Estado, que se agravou sobretudo com a chegada ao trono de Pedro o Grande, que a princípios do século XVIII decide abolir o patriarcado e instituir em seu lugar o Santo Sínodo, regido por um leigo nomeado pelo imperador. A Igreja se converte assim em uma espécie de ministério estatal, totalmente privado de sua autonomia.
A decisão do imperador, que parte de uma concepção completamente estranha aos valores religiosos, cria na sociedade russa uma fratura que ainda persiste. A concepção de Pedro o Grande, em última instância, em minha opinião, é uma das premissas do desenvolvimento futuro do conceito bolchevique: não é por acaso que a figura deste imperador encontra plena exaltação no período comunista.
– O que você acha do comportamento da hierarquia ortodoxa russa durante o poder soviético?
– Giovanni Codevilla: Este é um tema muito delicado. Em primeiro lugar, não se pode falar genericamente de um comportamento da Igreja Ortodoxa. É preciso distinguir entre a atitude de uma parte relevante da hierarquia, nomeada em realidade pelo regime comunista, e o de milhões de sacerdotes e fiéis que escolheram rejeitar todo cálculo político e testemunhar a própria fidelidade à Igreja, pagando com a tortura e o martírio. Isso vale também para boa parte da hierarquia nomeada de 1917, e nos anos imediatamente posteriores, que foi eliminada fisicamente (penso sobretudo em 1937-1938).
Creio que a Igreja sobreviveu graças ao exemplo dessa legião de homens e mulheres, leigos e consagrados, e também membros da hierarquia. As decisões determinadas pelo cálculo político, na realidade – e me refiro em concreto ao metropolita (depois patriarca) Sergio –, estavam levando não já a um modus vivendi com o Estado, mas a modus moriendi da Ortodoxia. Ainda que seja paradoxo, é preciso reconhecer que a agressão alemã, e a conseguinte trégua antirreligiosa (a chamada Nep religiosa stalinista), permitiu a sobrevivência das igrejas.
ZENIT é uma agência internacional de informação.
Visite nossa página: http://www.zenit.org
Para assinatura / cancelar assinatura visite: http://www.zenit.org/portuguese/subscribe.html
Para presentear ZENIT, sem nenhum custo: http://www.zenit.org/portuguese/presente.html
Para qualquer informação: http://www.zenit.org/portuguese/mensagens.html
* * * * * * * * * * * * * * * *
A reprodução dos serviço de ZENIT necessitam da permissão expressa do editor:
http://www.zenit.org/portuguese/permissao.html
(c) Innovative Media Inc.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Registration of the World Business Guide 2009/2010
Ladies and Gentleman.
In order to have your company inserted into the registry of World Businesses for 2009/2010,
please print, complete and return the enclosed form (PDF file) to the following address:
WORLD BUSINESS GUIDE
P.O. Box 2021
3500 GA Utrecht
The Netherlands
email: register@worldbusinessguidenow.biz
FAX: ++31 20 524 8107
Updating is free of charge
If you feel that you have received this email in error, please send an email to unsubscribe@worldbusinessguidenow.biz
Removal requests can be sent to this address and will be honored and respected.
domingo, janeiro 25, 2009
ZP090125
ZENIT
O mundo visto de Roma
Serviço diario - 25 de janeiro de 2009
SANTA SÉ
Papa afirma que horizonte da unidade plena dos cristãos segue aberto
São Paulo ajuda a entender significado da conversão, segundo Papa
Porta-voz vaticano: unidade dos cristãos traz esperança
Papa espera que presença do Vaticano na internet ajude «quem busca respostas»
ENTREVISTAS
Encontro Mundial das Famílias começa agora
ANGELUS
Bento XVI: convite à conversão
DOCUMENTAÇÃO
Retirada a excomunhão de quatro bispos ordenados por Dom Lefebvre
Decreto da Santa Sé para retirar a excomunhão de quatro bispos
Comunicado do superior da Fraternidade São Pio X
Papa afirma que horizonte da unidade plena dos cristãos segue aberto
Hoje na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos CristãosPor Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa assegurou hoje que o «horizonte da unidade plena» permanece «aberto diante de nós», e que se trata de uma tarefa «árdua, mas entusiasmante para os cristãos que querem viver em sintonia» com a unidade querida por Cristo.
O Papa lançou esta mensagem positiva na homilia da celebração ecumênica que teve lugar esta tarde na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, para concluir a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, ainda que advertiu que alcançar a unidade plena «não é possível com as forças humanas».
Esta tradicional celebração, que reuniu na basílica paulina membros da Cúria romana e representantes de outras confissões cristãs presentes em Roma para a oração das Vésperas, coincide este ano com a Festa da Conversão de São Paulo, assim como com o 50 aniversário do anúncio, por parte do Papa João XXIII, da convocatória do Concílio Vaticano II.
O Papa referiu-se ao Concílio precisamente como «uma contribuição fundamental ao ecumenismo, condensada no Decreto Unitatis redintegratio».
«A atitude de conversão interior em Cristo, de renovação espiritual, de caridade acrescentada perante os demais cristãos deu lugar a uma nova situação nas relações ecumênicas», explicou.
O Papa, nesse sentido, agradeceu o Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos pelo «serviço que faz à causa da unidade de todos os discípulos do Senhor» e indicou duas linhas de trabalho: «valorizar o que se alcançou» e «encontrar novos caminhos para continuar as relações no contexto atual».
«Este Deus, que é Criador e é capaz de ressuscitar os mortos, é também capaz de reconduzir à unidade o povo dividido em dois», explicou.
O Papa insistiu em que a unidade depende da conversão interior dos cristãos. «Esta conversão é um dom de Cristo ressuscitado, como sucedeu para S. Paulo», que foi «alcançado por Cristo», esclareceu.
A conversão «implica duas dimensões. No primeiro passo se conhecem e se reconhecem à luz de Cristo as culpas, e este reconhecimento converte-se em dor e arrependimento, desejo de um novo começo. No segundo passo se reconhece que este novo caminho não pode vir de nós mesmos», explicou o Papa.
Ademais, esta conversão de Paulo «não foi um passo da imoralidade à moralidade, de uma fé equivocada a uma fé correta, mas que foi o ser conquistado pelo amor de Cristo: a renúncia à própria perfeição, foi a humildade de quem se coloca sem reserva ao serviço de Cristo para os irmãos».
«Apenas nesta renúncia a nós mesmos, nesta conformidade com Cristo, estamos unidos também entre nós, convertemo-nos em ‘uno’ em Cristo. É a comunhão com Cristo a que nos dá a unidade», afirmou.
A conversão de S. Paulo, explicou o Papa aos presentes, «oferece-nos o modelo e nos indica o caminho para ir até a unidade plena. A unidade de fato requer uma conversão: da divisão à comunhão, da unidade ferida à unidade curada e plena».
«O próprio Senhor, que chamou Saulo no caminho de Damasco, dirige-se aos membros de sua Igreja –que é una e santa– e chamando cada um por seu nome pergunta: por que me dividiu? Por que feriu a unidade de meu corpo?», acrescentou.
Nesse sentido, também recordou as palavras da Unitatis redintegratio, e acrescentou que o «ecumenismo verdadeiro não pode existir sem conversão interior; porque o desejo da unidade nasce e amadurece na renovação da mente, da abnegação de si mesmo e da efusão da caridade».
«O Concílio Vaticano II nos advertiu que o santo propósito de reconciliar todos os cristãos na unidade da Igreja de Cristo, una e única, supera as forças humanas», recordou o Papa, pedindo a intercessão de São Paulo para o futuro do ecumenismo.
«Confiando na oração do Senhor Jesus Cristo e animados pelos significativos passos dados pelo movimento ecumênico, invocamos com fé o Espírito Santo para que siga iluminando e guiando nosso caminho», concluiu.
São Paulo ajuda a entender significado da conversão, segundo Papa
A conversão «é o caminho rumo à unidade dos cristãos»CIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- A experiência de São Paulo pode ser «um modelo para toda autêntica conversão cristã», afirmou hoje Bento XVI, durante a oração do Ângelus com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
«Graças à conversão de São Paulo – explicou o Papa, aludindo à festa da conversão de São Paulo, que toda a Igreja celebra hoje – podemos compreender o verdadeiro significado da conversão evangélica.»
Ainda que no caso de São Paulo «alguns preferem não utilizar a palavra ‘conversão’, porque dizem que ele já era crente e não teve de abandonar sua fé para aderir a Cristo», o Papa recorda que a experiência de Paulo «amadureceu no encontro com Cristo ressuscitado».
«Foi este encontro que transformou radicalmente sua existência. No caminho de Damasco aconteceu com ele o que Jesus pede no Evangelho de hoje: Saulo se converteu porque, graças à luz divina, ele ‘acreditou no Evangelho’», explicou.
«Sua conversão e a nossa – observou o pontífice – consistem em acreditar em Jesus morto e ressuscitado e em abrir-se à iluminação da sua graça divina.»
Naquele momento, de fato, «Saulo compreendeu que sua salvação não dependia das boas obras realizadas segundo a lei, mas do fato de que Jesus havia morrido também por ele – o perseguidor – e que estava, e está, ressuscitado».
Segundo o Papa, «esta verdade, que graças ao Batismo ilumina a existência de todo cristão, ilumina também completamente nossa forma de viver».
Converter-se, portanto, significa «acreditar que Jesus se entregou por mim, morrendo na cruz, e que, ressuscitado, vive comigo e em mim».
Confiando no poder do seu perdão, explicou o Papa, podemos «sair das areias movediças do orgulho e do pecado, da mentira e da tristeza, do egoísmo e de toda falsa segurança, para conhecer e viver a riqueza do seu amor».
Ecumenismo e conversão
O Papa afirmou que o convite à conversão era particularmente oportuno neste domingo, em que esta festa paulina coincide com a conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que havia começado no dia 18 de janeiro.A conversão «é a atitude espiritual adequada que o Apóstolo nos indica para poder progredir no caminho da comunhão», explicou.
«Nós, cristãos, ainda não alcançamos a meta da unidade plena, mas se nos deixarmos converter continuamente pelo Senhor Jesus, chegaremos a ela certamente», constatou Bento XVI.
O Papa pediu a intercessão de Nossa Senhora, para que «obtenha para nós o dom de uma conversão verdadeira, para que, o quanto antes, realize-se o desejo de Cristo: Ut unum sint».
Porta-voz vaticano: unidade dos cristãos traz esperança
Ao concluir a Semana de OraçãoROMA, domingo, 25 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- A unidade dos cristãos é um motivo de esperança para o mundo, assegura o Pe. Federico Lombardi, S.J.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé comentou o tema do último dia da Semana de Oração pela Unidade dos cristãos, celebrado neste domingo: «Os cristãos proclamam a esperança em um mundo dividido».
O tema, segundo o Pe. Lombardi, «expressa com muita força o serviço precioso que os cristãos, juntos, podem e devem desenvolver pela unidade: com a força da sua esperança, conduzir a família humana rumo à unidade e à paz».
«Porque esperança e união são termos inseparáveis – acrescenta o porta-voz vaticano. Por um lado, a divisão e o ódio matam a esperança; por outro, a verdadeira grande esperança é sempre uma esperança para todos e supõe, portanto, a união.»
O Pe. Lombardi convida a «encontrar o sentido sólido e duradouro da esperança, de forma que as esperanças humanas sejam plataformas para ela, e não fonte de ilusões e desilusões contínuas».
Além disso, ele alenta a «encontrar a força da reconciliação e do perdão, sim o qual a guerra não terminará jamais».
«O mundo tem necessidade de tudo isso, e estas coisas os cristãos podem encontrar, e todos os cristãos juntos podem e devem testemunhar isso, porque conhecem uma fonte que suas divisões confessionais: Jesus Cristo e o seu Evangelho.»
Papa espera que presença do Vaticano na internet ajude «quem busca respostas»
Recorda também o Dia dos Leprosos e o Ano Novo asiáticoCIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa aludiu hoje, durante as saudações aos peregrinos de língua inglesa reunidos na Praça de São Pedro para a oração do Ângelus, à nova presença do Vaticano no site YouTube, anunciada na sexta-feira passada pela Santa Sé.
«Espero que esta iniciativa enriqueça um amplo leque de pessoas – incluindo aqueles que ainda não encontraram uma resposta à sua busca espiritual – através do conhecimento e amor de Jesus Cristo, cuja mensagem de Boa Notícia a Igreja quer levar até os confins da terra», afirmou.
O pontífice se referiu também à Mensagem da Jornada Mundial das Comunicações Sociais deste ano, dada a conhecer também na sexta-feira, na qual o Papa fala aos jovens da «generosidade digital» sobre o uso correto das novas tecnologias.
«Sem dúvida, o uso sábio das tecnologias da comunicação permite às comunidades formar-se em vias que promovem a busca da verdade, do bem e da beleza, transcendendo as fronteiras geográficas e as divisões étnicas – afirmou. Com este fim, o Vaticano lançou uma nova iniciativa que tornará a informação e as notícias da Santa Sé mais acessíveis na rede.»
Dia Mundial dos Leprosos
O Papa quis recordar hoje também o dia mundial dos leprosos, instituído há 55 anos por Raoul Follereau.
«A Igreja, seguindo os passos de Jesus, tem sempre uma atenção especial para as pessoas marcadas por esta doença», explicou o Papa, recordando a mensagem difundida há alguns dias pelo Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde.
Neste sentido, elogiou a recente declaração do Alto Comissionado da ONU para os Direitos Humanos, solicitando aos Estados a tutela dos leprosos e dos seus familiares. «Da minha parte, eu lhes garanto minha oração e renovo o ânimo dos que lutam com eles pela cura plena e por sua inserção social», acrescentou.
Ano Novo na Ásia
O Papa também quis parabenizar os países asiáticos que celebrarão proximamente o novo ano lunar.
«Desejo que vivam esta festa na alegria. A alegria é a expressão do estar em harmonia consigo mesmo, e isso só pode derivar de estar em harmonia com Deus e com a sua criação», afirmou o Papa, augurando «que a alegria viva sempre no coração de todos os cidadãos destas nações, tão queridas por mim, e se irradie no mundo».
Encontro Mundial das Famílias começa agora
Entrevista com o superior geral do Regnum Christi e dos Legionários de CristoCIDADE DO MÉXICO, domingo, 25 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- O Encontro Mundial das Famílias, celebrado de 14 a 18 de janeiro na Cidade do México, começa agora, pois as sociedades precisam poder viver suas propostas, considera o superior geral do movimento apostólico Regnum Christi e da congregação religiosa dos Legionários de Cristo.
Nesta entrevista, o Pe. Álvaro Corcuera, L.C., um dos conferencistas desta cúpula eclesial – à qual Bento XVI se uniu através das novas tecnologias e da que participaram 30 cardeais e 200 bispos, assim como milhares de pessoas que quase 100 países –, faz um balanço das conclusões.
-- Como Deus age em momentos como este, do Encontro Mundial das Famílias no México? Que frutos se pode esperar?
-- Padre Corcuera: Eu tenho certeza de que nesses dias, Deus agiu de maneira profunda e plantou sementes de graça em muitos corações. O Encontro terminou, mas estas sementes crescerão pouco a pouco. O Papa recordava em junho, no porto de Brindisi, que o estilo característico e inconfundível de Deus é que Ele costuma realizar as maiores coisas de forma pobre e humilde; que sua obra sempre é silenciosa, e não espetacular, mas que esses gestos humildes e discretos, como os inpicios da Igreja na Galileia, são de uma grande força de renovação. Cristo quer reinar no «pequeno e decisivo mundo que é o coração do homem» – em palavras do Papa – e em cada lar. Este Encontro Mundial das Famílias foi como um Pentecostes, onde pedimos ao Espírito Santo que nos transforme. Ao mesmo tempo, acho que Ele nos pede, nesta época difícil, que vivamos como Jesus Cristo, com a urgência de fazer o bem, em estado de missão, formando entre todos um só coração e uma só alma, como os primeiros cristãos.
-- Em sua intervenção durante o Congresso Teológico no Encontro Mundial das Famílias, o senhor destacou a fé, a esperança e a caridade como pilares da vida cristã e como desafio para as famílias católicas. Por quê?
-- Padre Corcuera: Se nós, cristãos, queremos construir a família, não podemos perder de vista o essencial da vida cristã, que é viver frente a Deus. As virtudes teologais são a forma propriamente cristã de nos relacionarmos com Deus; são a espinha dorsal que mantém a família unida e em pé, ainda que faltem outras realidades. Se falta a fé, a esperança e a caridade, a família cristã não sobreviverá, inclusive nas melhores condições externas.
E a família é o lugar espontâneo em que as crianças aprendem a viver essas virtudes de forma natural e espontânea. Isso se aprende não a partir da teoria, mas com o exemplo de que a fé não é cumprir uns mandatos por obrigação, mas uma resposta viva ao amor de Deus, onde a gratuidade do amor é um fator decisivo. Aprendem que Cristo não é uma idéia, mas o centro da nossa vida e a resposta a todos os problemas; que os sacramentos não são um evento social, mas uma verdadeira celebração da presença de Deus na nossa vida, um encontro com Ele.
Na família se aprende a viver a fé sem se acostumar com ela, mas como algo vivo que se renova e cresce, que se compartilha sem medo, que se une no amor. Na família, os filhos aprendem dos pais e dos irmãos mais velhos a falar com Deus, a escutá-lo, a aderir à sua vontade, a ir além do sofrimento ou da tristeza. E na família se aprende o amor, o que dá sentido a tudo e sem o qual nada tem sentido. Nela se aprende o perdão, a compaixão, a paciência, a justiça; aprende-se a desculpar, a falar bem, a pensar bem, a fugir da crítica e de tudo aquilo que possa fazer a alma morrer. Ao ver seus pais assim, as crianças se abrem às realidades últimas da vida e descobrem o valor do tempo frente à eternidade. É na família que se compreende que Deus é Pai e que amá-lo é a maior felicidade do homem. A família se converte, ainda em meio às dificuldades, em um paraíso na terra. E este mundo precisa de pequenos paraísos que irradiem a força transformadora do amor de Deus.
-- Falemos da esperança. Com todos os dados estatísticos e da paulatina deterioração da família, qual seria o fundamento da esperança nesta realidade?
-- Padre Corcuera: Bento XVI nos disse com toda clareza ao concluir o Encontro: «A resposta cristã diante dos desafios consiste em reforçar a confiança no Senhor e o vigor que brota da própria fé, a qual se nutre da escuta atenta da Palavra de Deus». Deus Pai, Filho e Espírito Santo: Ele é o fundamento da nossa esperança. Os testemunhos das famílias de todos os lugares do mundo, que compartilhamos neste encontro, são uma demonstração de que Deus age quando os seus filhos se abrem à sua graça, apesar das nossas limitações, fraquezas e quedas. Ele é o exemplo do Pai perfeito, do Filho perfeito, do Irmão perfeito e do Amigo perfeito. E como Ele é, assim nos ensina a ser no mundo. É o Espírito que age, e nós colaboramos com Ele.
Também é muito importante que se viva a alegria na família, como uma característica essencial da virtude da esperança. Uma autêntica alegria, que é como quem já vai refletindo a beleza do céu no lar.
-- Que relação se dá entre a família e a felicidade pessoal? A família é insubstituível?
-- Padre Corcuera: Somos felizes quando somos amados e amamos. A família é o lugar privilegiado para experimentar esse amor profundo, o mais parecido com o amor de Deus, porque na família somos amados sem condições, por ser quem somos, não pelo que fazemos ou temos; não somos amados pelas nossas qualidades ou capacidades, nem nos deixam de amar pelas nossas limitações e defeitos. Essa incondicionalidade e gratuidade do amor, ainda que não sejamos capazes de amar sempre assim, é um reflexo do amor de Deus. Somos vistos como Deus nos vê. Os pais são testemunhas privilegiadas do amor infinito da vida dos filhos. Eles participaram do milagre, mas sabem que não são os artífices, que nem tudo esteve em suas mãos. Assim vislumbram o dom que é a vida, o aspecto divino que há nela.
A família é o lugar propício e insubstituível segundo os planos de Deus para o encontro com Cristo, porque está chamada a ser espelho do amor de Deus. A família se converte em um verdadeiro lar, como em Nazaré, onde se compartilham as alegrias e as tristezas, onde se pode dizer que se forma a atitude de ser um só corpo, uma só alma e um só coração. A base disso se encontra na oração, em particular na oração em família. Quanta razão tinha o Pe. Peyton, quando dizia que «a família que reza unida permanece unida». Também podemos dizer que a família é mais feliz na medida em que se dá e que se oferece, como no caso da família missionária. Neste caso, também poderíamos dizer que a família que reza unida, e que unida faz o bem levando o Evangelho, permanece ainda mais unida.
-- O que Deus pede ao movimento Regnum Christi, que o senhor dirige, para responder aos desafios que a família enfrenta hoje em dia?
-- Padre Corcuera: O Regnum Christi e a Legião de Cristo só têm sentido na Igreja e para a Igreja, e Deus nos fala através dos nossos pastores. No último mês de dezembro, o cardeal Franc Rodé, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, visitou as obras do Regnum Christi no Chile e no Brasil, e durante a conferência que deu em Santiago do Chile, deixou às famílias do Regnum Christi a indicação de fazer Cristo presente sempre e em todo lugar. E nos disse: «Vivam seu carisma espiritual e apostólico em plenitude; cresçam para chegar a mais pessoas, e formem-se muito bem. O mundo de hoje requer apóstolos que possam guiar seus irmãos no bem e na verdade». Alguns dias depois, em Brasília, ele nos recordou que devemos ser sempre «homens e mulheres alegres que transmitam Cristo, alegria verdadeira de cada ser humano». Isso é que Deus nos pede: compartilhar o dom descoberto.
Tudo isso é algo que vemos simplesmente como servidores, com humildade, porque este dom não é fruto das nossas qualidades, mas é algo recebido para o bem dos homens, nossos irmãos. Se valorizamos esse dom, é porque acreditamos que ele é um sinal do amor recebido de Deus, e que nos leva a unir-nos intimamente aos demais grupos, movimentos e realidades da Igreja, na missão comum de transmitir o amor de Deus. Faz-nos oferecer e aprender, pra que, no final, mais homens cheguem a descobrir a verdade mais maravilhosa da vida: que Deus nos ama.
Bento XVI: convite à conversão
Intervenção por ocasião do ÂngelusCIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos as palavras que Bento XVI dirigiu neste domingo ao rezar a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro no Vaticano.
* * *
Queridos irmãos e irmãs!
No Evangelho deste domingo ressoam as palavras da primeira pregação de Jesus na Galiléia: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho" (Mc 1, 15). E justamente hoje, 25 de janeiro, faz-se memória da "Conversão de São Paulo”. Uma feliz coincidência –especialmente neste Ano Paulino– graças ao qual podemos compreender o verdadeiro significado da conversão evangélica –metànoia– guardando a experiência do apóstolo. No caso de Paulo, algumas pessoas preferem não usar o termo conversão, porque –dizem– ele já era um crente, um judeu fervoroso, e, portanto, não passou da não-fé à fé, de ídolos a Deus, nem teve de abandonar a fé judaica para aderir a Cristo. Na realidade, a experiência do apóstolo pode ser modelo de qualquer autêntica conversão cristã.
Isso Paulo alcançou no encontro com Cristo ressuscitado; foi este encontro que mudou radicalmente a sua existência. No caminho para Damasco, aconteceu a ele o que Jesus pede no Evangelho de hoje: Saulo foi convertido, porque, graças à luz divina, "acreditou no Evangelho". Nisso consiste a sua e a nossa conversão: acreditar em Jesus morto e ressuscitado e abrir-se à iluminação de sua graça divina. Naquele momento, Saulo compreendeu que sua salvação não dependia das boas obras feitas em conformidade com a lei, mas pelo fato de que Jesus morreu também por ele –o perseguidor– e foi, e é ressuscitado. Esta verdade, que graças ao Batismo ilumina a vida de cada cristão, transforma completamente o nosso modo de vida. Converter-se significa, para cada um de nós, acreditar que Jesus "se entregou por mim”, morrendo na cruz (cf. Gl 2, 20), e, ressuscitado, vive comigo e em mim. Confiando no poder de seu perdão, deixando-nos conduzir por Sua mão, possamos sair da areia movediça do orgulho e do pecado, das mentiras e tristezas, do egoísmo e de cada falsa segurança, para conhecer e experimentar a riqueza do seu amor.
Caros amigos, o convite à conversão, apoiado pelo testemunho de S. Paulo, ressoa hoje, na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que é particularmente importante no âmbito do ecumenismo. O apóstolo nos indica a boa atitude espiritual para poder progredir no caminho da comunhão. Ele escreveu aos filipenses: “Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo” (Fil 3, 12). Nós, cristãos, ainda não alcançamos a meta da plena unidade, mas se nos deixarmos continuamente nos converter pelo Senhor Jesus, certamente atingiremos. A Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja una e santa, nos obtenha o dom de uma verdadeira conversão, para que o quanto antes se realize o desejo de Cristo: "Ut unum sint". A ela confiamos o encontro de oração que presidirei nesta tarde na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, e do qual participam, como todos os anos, representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais presentes em Roma.
[Depois do Ângelus]
Hoje é o Dia Mundial dos Doentes de Lepra, iniciativa que começou há 55 anos com Raoul Follereau. A Igreja, nas pegadas de Jesus, tem uma especial atenção para com as pessoas marcadas por esta doença, como testemunha a mensagem difundida pelo Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde. Apraz-me que as Nações Unidas, com uma recente declaração do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, tenham chamado os Estados à tutela dos pacientes com o mal da lepra e de suas famílias. De minha parte, posso garantir minhas orações e meu renovado alento àqueles que lutam com eles para uma recuperação total e uma boa integração social.
Os povos de vários países da Ásia Oriental preparam-se para comemorar o ano novo lunar. Desejo-lhes viver esta festa na alegria. A alegria é uma expressão de estar em harmonia consigo mesmo, e isto só pode resultar de estar em harmonia com Deus e sua criação. Que a alegria seja sempre viva no coração de todos os cidadãos desses países, tão queridos por mim, e brilhe sobre o mundo!
E agora, com muito carinho, saúdo as crianças e os jovens da Ação Católica de Roma e de algumas paróquias e escolas da cidade, que deram vida à tradicional "Caravana da Paz". Saúdo o cardeal Vigário, que os acompanhou. Estimados jovens, agradeço por sua fidelidade ao compromisso com a paz, um compromisso assumido não por palavras, mas por escolhas e ações, como dirá um representante de vocês, a quem agora deixo a palavra.
[Traduzido por Zenit]
Retirada a excomunhão de quatro bispos ordenados por Dom Lefebvre
Comunicado da Sala de Imprensa da Santa SéCIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o comunicado emitido nesse sábado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, com o qual se anuncia que Bento XVI acolheu o pedido de retirar a excomunhão dos quatro bispos ordenados em 1988 pelo arcebispo Marcel Lefebvre.
* * *
O Santo Padre, depois de um processo de diálogo entre a Sé Apostólica e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, representada por seu superior geral, Dom Bernard Fellay, acolheu o pedido formulado novamente por este bispo, com uma carta de 15 de dezembro de 2008, em nome também dos outros três bispos da Fraternidade, Dom Bernard Tissier de Mallerais, Dom Richard Williamson e Dom Alfonso de Galarreta, de retirar a excomunhão em que haviam incorrido há vinte anos.
Devido às ordenações episcopais de 30 de junho de 1988 realizadas pelo arcebispo Marcel Lefebvre, sem mandato pontifício, os quatro bispos mencionados haviam incorrido em excomunhão latae sententiae, declarada formalmente pela Congregação para os Bispos, a 1 de julho de 1988.
Dom Bernard Fellay, na mencionada carta, manifestava claramente ao Santo Padre que «estamos sempre fervorosamente determinados na vontade de ser e permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças ao serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja católica romana. Nós aceitamos todos os seus ensinamentos com ânimo filial. Cremos firmemente no primado de Pedro e em suas prerrogativas e, por isso, faz-nos sofrer tanto a atual situação».
Sua Santidade Bento XVI, que seguiu desde o início este processo, tentou sempre buscar a maneira de reparar a fratura com a Fraternidade, inclusive recebendo pessoalmente Dom Bernard Fellay, a 29 de agosto de 2005. Naquela ocasião, o Sumo Pontífice manifestou a vontade de proceder gradualmente e em tempo razoável neste caminho, e agora, benignamente, com solicitude pastoral e misericórdia paternal, mediante um decreto da Congregação para os Bispos de 21 de janeiro desde ano, levanta a excomunhão que pesava sobre os mencionados prelados.
O Santo Padre, nesta decisão, inspirou-se no desejo que de se alcance o mais rápido possível a completa reconciliação e a plena comunhão.
[Traduzido por Zenit]
Decreto da Santa Sé para retirar a excomunhão de quatro bispos
Ordenados pelo arcebispo Marcel LefebvreCIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o decreto da Congregação para os Bispos que retira a excomunhão dos quatro bispos ordenados em 1988 pelo arcebispo Marcel Lefebvre.
* * *
Decreto da Congregação para os Bispos
Com a carta de 15 de dezembro de 2008 enviada a sua eminência o cardeal Darío Castrillón Hoyos, presidente da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, Dom Bernard Fellay, em seu nome e no dos outros bispos ordenados a 30 de junho de 1988, voltava a solicitar a retirada da excomunhão latae sententiae formalmente declarada por decreto do prefeito desta Congregação para os Bispos com a data de 1 de julho de 1988.
Na mencionada carta, Dom Fellay afirma entre outras coisas: «estamos sempre fervorosamente determinados na vontade de ser e permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças ao serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja católica romana. Nós aceitamos todos os seus ensinamentos com ânimo filial. Cremos firmemente no primado de Pedro e em suas prerrogativas e, por isso, faz-nos sofrer tanto a atual situação».
Sua Santidade Bento XVI, paternalmente sensível ao mal-estar espiritual manifestado pelos interessados devido à sanção de excomunhão, e confiando no compromisso expressado por eles na citada carta de não poupar esforço algum para aprofundar nas necessárias conversações com as autoridades da Santa Sé nas questões ainda abertas, e poder assim chegar rapidamente a uma plena e satisfatória solução do problema existente em um princípio, decidiu reconsiderar a situação canônica dos bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta surgida com sua ordenação episcopal.
Com este ato se deseja consolidar as relações recíprocas de confiança, intensificar e fazer mais estáveis as relações da Fraternidade São Pio X com a Sé Apostólica. Este dom de paz, ao final das celebrações de Natal, quer ser também um sinal para promover a unidade na caridade da Igreja universal, e por seu meio, chegar a remover o escândalo da divisão.
Deseja-se que este passo seja seguido pela solícita realização da plena comunhão com a Igreja de toda a Fraternidade São Pio X, testemunhando assim a autêntica fidelidade e um verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa, com a prova da unidade visível.
Em virtude das faculdades que me foram expressamente concedidas pelo Santo Padre, Bento XVI, em virtude do presente Decreto, retiro dos bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta a pena de excomunhão latae sententiae declarada por esta Congregação a 1 de julho de 1988 e declaro desprovido de efeitos jurídicos a partir do dia de hoje o decreto àquele tempo publicado.
Roma, Congregação para os Bispos, 21 de janeiro de 2009
Cardeal Giovanni Battista Re
Prefeito da Congregação para os Bispos
[Traduzido por Zenit]
Comunicado do superior da Fraternidade São Pio X
Dom Bernard FellayMENZINGEN, domingo, 24 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o comunicado que o superior da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Dom Bernard Fellay, emitiu nesse sábado, ao se fazer público o decreto da Congregação para os Bispos, assinado no dia 21 de janeiro pelo cardeal prefeito Giovanni Battista Re, com o qual Bento XVI acolhe o pedido de levantar a excomunhão dos quatro bispos ordenados em 1988 por Dom Marcel Lefebvre.
* * *
A excomunhão dos bispos sagrados por S. E. R. Dom Marcel Lefebvre no dia 30 de junho de 1988, que tinha sido declarada pela Sagrada Congregação para os Bispos por um decreto do dia 1º de julho de 1988 e que nós sempre contestamos, foi retirada por outro decreto da mesma Sagrada Congregação no dia 21 de janeiro de 2009, por mandato do Papa Bento XVI.
Expressamos nossa gratidão filial ao Santo Padre por este ato que, além da mesma Fraternidade, será um bem para toda a Igreja. Nossa Fraternidade deseja poder ajudar sempre mais o Papa a por remédio nesta crise sem precedentes que comove atualmente o mundo católico, e que o Papa João Paulo II tinha designado como um estado de “apostasia silenciosa”.
Além do nosso reconhecimento ao Santo Padre, e a todos aqueles que ajudaram a chegar a este ato corajoso, nos congratulamos de que o decreto do dia 21 preveja como necessário “conversações” com a Santa Sede, conversações que permitirão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X de expor suas razões doutrinais de fundo que ela considera como a origem das dificuldades atuais da Igreja.
Neste novo clima, nós temos a firme esperança de chegar logo a um reconhecimento dos direitos da Tradição católica.
Menzingen, 24 de janeiro de 2009
+ Bernard Fellay
ZENIT é uma agência internacional de informação.
Visite nossa página: http://www.zenit.org
Para assinatura / cancelar assinatura visite: http://www.zenit.org/portuguese/subscribe.html
Para presentear ZENIT, sem nenhum custo: http://www.zenit.org/portuguese/presente.html
Para qualquer informação: http://www.zenit.org/portuguese/mensagens.html
* * * * * * * * * * * * * * * *
A reprodução dos serviço de ZENIT necessitam da permissão expressa do editor:
http://www.zenit.org/portuguese/permissao.html
(c) Innovative Media Inc.
MD Listing
788,970 in total <> 17,057 emails
Lots of MDs in specialties like Orthopedics, Surgery, Radiology, Dermatology, Neurology, General Practice etc..
Can easily be sorted by 16 different fields
Price for this week only = $399
=== We will give you the lists below at no extra charge if you order this week ===
Pharmaceutical Companies in America
Names and email addresses of 47,000 employees in high-ranking positions
Listing of US Hospitals
complete contact information for CEO's, CFO's, Directors and more - over 23,000 listings in total for more than 7,000 hospitals in the USA
Listing of US Dentists
Virtually every dentist in the USA with full contact details
American Chiropractors Listing
Complete data for all chiropractors in America (a $250 value)
reply to: Winkler@listamaze.com
this offer is only valid until January 30 2009
to adjust your subscription status email to discontinue@listamaze.com
Postes populares
-
[Regularly updated] Looking for the most popular and best wordpress plugins used by professional bloggers? After problogging on WordPress ...
-
Alcuni manifestanti protestano in piazza Navona, a Roma (Ansa) ROMA — Si potranno organizzare le ronde, l'immigrazione clande...
-
La questione non è se saremo degli estremisti, ma quale tipo di estremisti saremo. M. Luther King Se um homem não descobriu nada pelo qu...
-
Sobre o Angola Xyami Projecto Angolaxyami 24/24 Apresentação dos novos & Colaboração Reflexões: escrever é construir Diário...
-
Se você não consegue visualizar a newsletter corretamente, clique aqui 10 de abril de 2009 Edição de abril ...