terça-feira, agosto 20, 2013

SOBRE A POLÍTICA DE QUADROS EM ANGOLA | O país necessita de uma legislação específica

Faltam Juizes em Angola

Dia sim, dia não, recebemos informações relativas a falta a de quadros angolanos, falta de homens e mulheres formadas e/o instruídas para responder as crescentes necessidades de um país em constante desenvolvimento, de uma sociedade cada vez mais complexa. Tais informações, porem, são incompletas, visto que justificam com dados claros e consultáveis, a situação dos quadros angolanos dentro e fora do país.

Quem se recorda das brilhantes iniciativas dos Quadros Angolanos no Exterior? Em 1990, realizou-se em Lisboa o 1º Congresso dos quadros angolanos no exterior, seguiram-se encontros em vários países da diáspora, e no fim do percurso, em 2004, realizou-se em Luanda o 1º Encontro de Quadros Angolanos na diáspora. Uma iniciativa salutar que muitos esperavam se repetisse por muitos anos a seguir. A título de reflexão: quais foram as conclusões dos últimos eventos? Quais políticas se elaboraram para dar sequência as conclusões dos mesmos? Quem hoje deve responder por tais questões? O que é feito daqueles que encontraram colocação? São tantas as problemáticas abertas que nem adianta continuar a questionar.

Sem sombra de dúvidas, Angola necessita de quadros. Mas, uma questão surge espontânea: o que se faz para melhor aproveitar os quadros que temos? Existe alguma instituição que se ocupa da localização e avaliação dos mesmos, em vista de possíveis colocações nas várias partes de Angola? O que faz o Ministério da Educação sobre este aspecto? Até quando teremos que esperar para vermos aplicadas algumas das conclusões dos encontros a cima citados?

O capital intelectual não se compra, e constitui "pedra" estratégica na construção de um país que se respeite. A "Trincheira firme da revolução em África" constrói-se com angolanos - e amigos comprovados - capazes de darem o melhor de si por esta pátria. Como podemos liderar a SADC se ainda importamos para Luanda cebola e tomate? Onde estão os milhares de jovens agrônomos que estudaram em Cuba? Eis então a constatação da necessidade de um quadro legislativo sobre este aspecto.

Considerando as várias necessidade do nosso país, vamos esperar trabalhando. Vamos esperar pressionando para que, no mais curto espaço de tempo, o Ministério da Educação unido ao da Juventude e Desporto possam criar políticas comuns em vista da valorização dos quadros angolanos, dentro e fora do país. É junto o momento "Que se crie uma instituição" que vele absolutamente sobre a situação do quadros; uma instituição que tenha dados actualizados sobre as necessidades estratégicas que a nossa econômica e sociedade em desenvolvimento; uma instituição com personalidade jurídica e alta "reputation" de modos que possa sugerir aos jovens em quais campos formar-se em vista da construção de Angola. Os jovens necessitam de orientação.

Angola pode, mas temos que participar.


Cfr. Aprofundamento últil:
- Dados estatísticos sobre a formação de quadros angolanos dentro e fora de Angola. Inclui a história da educação em Angola. http://tinyurl.com/kne25fp
- Notícia da Angop sobre os "Quadros angolanos e condições de vida".http://tinyurl.com/knm823q


Via | ‪#‎fpb‬ aka ‪#‎angola2017‬

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segunda-feira, agosto 19, 2013

ÚLTIMA HORA - EGÍPTO: O Significado de "Democracia" para Militantes da Irmandade Muçulmana.


CHOC : Il se filme en violant une Copte en... di BlogCopte

-> Mulheres cristãs coptas, em pleno dia, insultadas, violadas física/sexualmente por muitos militantes ao som de Allah Akbar. Para futura memória.<-

A democracia tornou-se numa palavra vazia. Tal e qual uma cabaça, sabemos o que vemos por fora, mas não temos nenhuma certeza das propriedades internas. Como é sabido, a democracia não se reduz ao processo eleitoral, mas se estende ao funcionamento das instituições, a defesa das minorias, a participação da sociedade civil, ao respeito da Constituição, a certeza das penas, a igualdade dos direitos e muito mais.

O que será do Egípto? Ninguém tem a mínima certeza, visto que são tantos os interesses em jogo. Mas uma coisa é certa, vários outros países africanos ainda serão desestabilizados. A questão é saber quem será o próximo.

Ontem o jornal americano, The New York Times, divulgou a notícia segundo a qual o Estado de Israel ajudou o general Abdul Fatah Sisi a efectuar o golpe que destituiu o presidente eleito Mohamed Morsi. Segundo a fonte do NYT, o general Sisi, antes de agir, pedira garantias que o Estados Unidos não cortariam as ajudas militares estimadas em 1bilião e 500milhões de dólares anuais. Ao que tudo indica, assim será, visto que os USA têm maior interesse em manter o Egípto sob a sua área de influência e os cortes ajudariam reforçar duas possíveis forças de influência: àquela russa e da Arábia Saudita.

A título informativo: o que mais interessa aos USA são as relações pacíficas e econômicas entre Israel e Egípto. A segurança de Israel não é negociável. Relações que se configuram nos acordos de Camp David, dos quais se acordara a possibilidade de Israel gerir a zona fronteiriça do Sinai, hoje infestadas por grupos terroristas.

Sobre a zona do Sinai: enquanto escrevo estas linhas, a agência Reuters está passando a notícia do assassinato de vinte cinco polícias e um General do exército egípcio por parte de um grupo terrorista ainda não identificado.

Estamos presenciando o início de uma história cujo o desfecho reserva milhares de surpresas. O importante é informar-se, entender o que se passa e agir, porque o que se está passando no Egípto, cedo poderá repetir-se em outros países africanos.

Era uma vez a "Primavera Árabe".

Via FPB aka #‎Angola2017‬

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segunda-feira, agosto 12, 2013

INVESTIMENTOS | Banco Espírito Santo realiza sexta edição do maior concurso de fotografia de Angola

O Banco Espírito Santo Angola (BESA) vai realizar a sexta edição do maior concurso de fotografia de Angola, que conta com a colaboração da prestigiada organização internacional World Press Photo. As inscrições para o BESAfoto 2013 estão abertas durante o mês de Setembro e dirigem-se a fotógrafos profissionais e amadores angolanos.

Inserido no projecto BESAcultura, este concurso de fotografia anual visa promover e desenvolver a cultura angolana e os artistas nacionais.

Quer esteja muito ocupado a trabalhar, ou já a pensar nas suas merecidas férias, é importante ter em mente que as datas de inscrição para o concurso de fotografia realizado pelo BESA e pela WPPh estão prestes a começar. As inscrições vão estar abertas durante todo o mês de Setembro, por isso, esta é a hora dos angolanos amantes da fotografia começarem a preparar os seus trabalhos, para levar à edição do BESAfoto 2013.

O concurso, que é considerado o maior evento fotográfico de Angola e uma das maiores referências da promoção da fotografia, enquanto arte, no continente africano, dirige-se a fotógrafos profissionais, amadores e novos talentos da fotografia com nacionalidade angolana, incluindo toda a diáspora de Angola, espalhada pelo mundo.

As fotografias apresentadas a concurso serão avaliadas tendo em conta a sua capacidade de contar uma história, o seu impacto visual e a sua competência técnica. Como já é habitual, a maior organização de fotografia do mundo - World Press Photo – será responsável pela selecção e coordenação do júri do concurso, bem como pela definição dos critérios de avaliação dos trabalhos.

O vencedor do concurso BESAfoto receberá um prémio monetário (no valor de 7 500 dólares, enquanto ao segundo e terceiro lugar corresponde um prémio de 5 000 dólares e 2 500 dólares, respectivamente (valores equivalentes em Kwanzas). Os três primeiros premiados receberão ainda equipamento fotográfico.

Criado em 2008, pelo Banco Espírito Santo Angola, com o objectivo de promover a fotografia como uma das mais completas formas de expressão, o BESAfoto, depressa se posicionou como o maior concurso de fotografia em Angola e um dos maiores em África.

O BESA, através do seu projecto BESAcultura, pretende assim premiar e impulsionar a obra dos melhores fotógrafos angolanos, identificando trabalhos de mérito e, também, dando espaço à descoberta de novos talentos. Em cada ano, o número de artistas a concurso é cada vez maior, um reconhecimento inequívoco do trabalho que o banco está a desenvolver na promoção da arte e da cultura angolana, e também um reflexo do crescimento do movimento artístico nacional.

Via|Angop

sexta-feira, agosto 09, 2013

Angola - 3 Questões Sobre a Solidão Política dos Nossos Dias, de Francisco Pacavira

Solidao Politica em Angola

O LEGADO CULTURAL. Cada geração tem o direito de construir a própria cidade, as próprias expressões culturais, os próprios sonhos e ambições, mas respeitando os antecedentes. O respeito inter-geracional é condicionado pelo legado cultural dos adultos. Legado Cultural aqui entendido como o conjunto de práticas e costumes que os mais velhos deixam para os mais novos.

No âmbito político, como avaliar o legado cultural dos mais velhos aos mais jovens? Quê valores, quê paixão política, quê sonhos de transformação para Angola? Cada um de nós é capaz de resposta. Segundo o meu modesto parecer, Angola dos nossos dias está vivendo uma certa apatia política. Se regista um triste desinteresse pelas formas de acção política tradicionalmente conhecidas, que se consubstanciam na filiação partidária consciente, mobilização crítica, busca de melhores soluções para os vários problemas sociais, de modo participativo. Mas os partidos estão perdendo o valor que tinham? Por que razões muitos jovens já não aderem aos partidos políticos? São questões que requerem reflexão conjunta, requerem aprofundamentos contextualizados. De qualquer maneira, cada um nós é capaz de elaborar uma própria idéia. E é o objectivo desta reflexão. Já agora, o que seria de Angola sem os actuais partidos políticos?

SOBRE A POLÍTICA. E’ concepção partilhada, a nível da politologia que, a política é a arte do possível. Nada é impossível para um grupos de homens e mulheres politicamente motivados: isto se chama, “vontade política”. No que tange aos jovens, por muito tempo se afirmava que estes são o futuro de uma nação. Hoje sabemos que a realidade é diametralmente oposta: os jovens são o presente de uma nação. Unindo as duas “variáveis” deste parágrafo, os jovens e a política; quê tipo de política os jovens angolanos conhecem e se empenham a realizar? Em que modo estamos incentivando os jovens a fazerem políticas verdadeiras? Quais são os sonhos que estamos partilhando? Em que direcções estamos endereçando os mais jovens? Com quê meios? Quais são as verdadeiras aspectativas com relação a juventude actual?

Como se diz, os exemplos arrastam, e sinceramente são poucos os exemplos positivos que os "kotas" estão deixando aos demais. Sobre Angola que nós queremos, muito se pode escrever, terabytes de palavras podem ser armazenados, mas o que conta mesmo são os exemplos que hoje damos aos demais. A desilusão é crescente, o mesmo se diga sobre a esperança. Os mais rápidos, mais abençoados pela fortuna, estão conseguindo colher os melhores resultados do actual momento econômico angolano. E os outros?

Estou assustado com um certo amigo que, de Angola, muito mal falava enquanto se encontrava fora a estudar. Hoje voltou para a banda, está podendo, e para a minha maior desilusão: já tem uma casa de primeiro andar, dois carros na garagem, mas pouco ou nada faz pela cidade que o empregou. O que dizer?

SAUDADES DO FUTURO. Tenho uma certa saudade dos tempos de grande paixão política e cultural. Tenho saudade de certos tempos nos quais o ritual das trocas de informações eram preponderantes nas relações humanas; tenho saudades dos confrontos de ideias em modo desinteressado e objectivo, tudo para o bem de Angola. Nos dias que estamos vivendo, é cada vez mais difícil encontrar "amigos" para conversar sobre as várias estradas necessárias para melhorar Angola, sem que se discuta amargamente sobre resultados das acções do Governo. Todos têm a verdade no bolso, mas destas, poucas soluções aplicáveis. Angola real requer maior imaginação, maior ponderação, maiores sonhos, maiores reflexões e não só o sobejo de velhas propagandas anticomunistas.

Neste diapasão político e cultural, declaro aberta a revolução permanente do cidadão. Tudo começa com a mudança de pensamento, de comportamento do cidadão. Tudo começa com a consciencialização do cidadão. O cidadão em particular. Se a força da matilha é o lobo, a força de uma sociedade de direito é o cidadão. Um cidadão informado e formado sobre a sua condição de vida real.

O bem estar de Angola e dos angolanos de hoje e de amanhã, depende indiscutivelmente das pequenas decisões quotidianas. Por exemplo: tu, o que fazes pela Angola dos teus sonhos? O que gostarias de fazer? O que te impede de fazê-lo? Com quem falastes? À qual instituição te dirigistes? As respostas que obtivestes são suficientemente justas? Te convenceram? Angola muda com a mudança de comportamento dos cidadãos. Cada um no seu cantinho, mas o conjunto destes cantinhos constituem uma sociedade, uma cidade, uma província, Angola. Nisto, os partidos políticos em justa interação com a sociedade civil têm muito por fazer. Declaro aberta a revolução permanente do cidadão.

Kambas, "Mbora" a fazer política. Aquela política aplicada à realidade angolana. 
 
Se lestes até aqui, partilha o texto.

Via | FPB aka #Angola2017


Ph. Credito: "Victor Sousa"
SOBRE O AUTOR
Francisco Pacavira Bernardo (FPB) é angolano, jornalista freelancer, especializado em questões de Cooperação internacional e políticas energéticas. De igual modo se destacam as suas intervenções no campo do Strategic marketing management.

segunda-feira, agosto 05, 2013

Rosa Cruz e Silva, Culture Minister, Hails Importance of Angola Music Awards

Luanda — After the homage paid to King Elias Dia Kimuezo, the Culture minister, Rosa Cruz e Silva, considered Angola Music Awards/2013 gala to be a moment of sheer exaltation to the national music hall.

She said that the show will also enable the singers of the provinces of Cabinda and Cunene to be committed more and more, despite their difficulties.

The minister said that the moment that she spent in the stage with the veteran musician Elias Dia Kimueko served to thank him for what he has been doing toward the development of the Angolan music.

On the other hand, the official said that the Ministry of Culture will give a band to King Elias Dia Kimuezo.

King Elias was born in Marçal ward in Luanda on 2 January in 1936.

The gala distinguished "Best tracks of Semba, Kizomba, R&B, Afro-Beat/House, Rap/Hip-Hop, Kuduro", "Best Electronic album", "Best Acoustic album", "Best Video Clip", "Best DJ's album", "Best Composer", "Best Instrumentalist", "Best Musical Producer", "Best Musical DVD", "Best New Artist", "Best Female and Male Voice".

Angola Music Awards (AMA) has as primary objective the cultural appreciation of music of Angola, the promotion of new values and tribute to creators and performers who have made the history of country music.

Via|Angop

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