terça-feira, junho 28, 2005

S.O.S MUSSULO

Chamo-me MUSSULO, sou uma península abençoada por uma beleza impar no país tropical ANGOLA.
Nasci há muitos milhões de anos, ja vi cruzar nos meus mares Caravelas dos Descobrimentos, Barcos Negreiros e com o progresso Lanchas poderosas e Iates de luxo.
Sou orgulhosa daquilo que proporciono aos meus visitantes, eles fazem desportos radicais na água e nos trilhos das moto 4, fazem pesca de todos os tipos, fazem festas e barbecues, passam férias, eles habitam-me! e eu gosto de os ter!
Estou rodeada de água temperada que delicia quem nela se banha, às vezes a corrente vem da esquerda por outras vezes vem da direita como se de uma dança se tratasse, (conforme a música que a Lua toca!) A coloração da àgua varia entre o verde e o azul. À noite, no lado do alto mar, sou a cama de muitos amantes que fazem juras de amor ao som das minhas ondas, cobertos por um manto de estrelas que se perdem no infinito Universo. Sou o postal e orgulho de uma Nação, sou a península MUSSULO!
Vi passar muitas gerações, mas não aguento muito tempo mais, ESTÃO A MATAR-ME!!!! Constrõem sem me respeitar... sem estudar o impacto ambiental a que me submentem. Vêm da cidade e trazem toneladas de lixo, tudo que possam imaginar... o mais triste é que esse lixo fica e nunca volta, estou triste por me tratarem assim, não mereço tamanho desdém nem tanta falta de respeito.
Vejo-vos passar nos vossos barcos e motas de luxo a poluirem a água derramando ao longo dos anos combustivel.
Vejo-vos ao longo dos anos a consumirem bebidas que logo depois atiram para o meu mar.
Vejo-vos ao longo dos anos, nos fins de semana prolongados, nas férias, na páscoa, no Natal e Ano Novo, a desembarcarem em mim toneladas de bebida e nunca vejo os vasilhames a regressar.
Depois das vossas festas ficam sempre rastos de latas e garrafas por aqui e por ali, o mar limpa-me a costa arrastando consigo o vosso lixo para o fundo do mar tendo como consequência a morte da fauna e da flora.
Quero ser disfrutada hoje e amanhã!.. Não me destruam!.. Tratem bem de mim!.. Respeitem-me, cuidem-me e preservem-me para que os vossos filhos e netos possam disfrutar aquilo que eu vos ofereço agora. Não sei quanto mais tempo vou durar, ja tenho um combate com a natureza contra a erosão natural, não tenho forças para lutar contra a vossa poluição.
AJUDEM-ME!!!!!!!Amor com amor se paga!

Tu que estás a ler o meu lamento, não tenhas vergonha de dar o exemplo! Deixa de pensar que és o único a fazer o certo e que tu sozinho não vais mudar nada, são gestos como o teu que pouco a pouco vão fazer a diferença. Ensina ao teu vizinho a colocar o lixo no saco, a trazer de volta e colocar no devido lugar, ensina aos mais novos a plantar árvores e a recolher o lixo, o exemplo começa por ti! Deixa de pensar que és pequeno e ocupa o teu lugar como um grande na sociedade civilizada... Conto contigo para me salvares!


quinta-feira, junho 23, 2005

Coisas de portugueses [^..^]

[ Nao podia nao postar essa anedota que o meu grande amigo e irmao de guerra Calili Calucha me enviou. Aqui vai ela]

^..^ COISAS DE PORTUGUESES ^..^

O português procura uma foto sua para enviar à família em Portugal. Como não achou, foi até ao banheiro para pentear o cabelo e sair para tirar uma foto. Ao chegar no espelho percebeu a sua imagem refletida e dis - Vou enviar esse espelho que tem a minha imagem e pronto, não preciso nem gastar dinheiro com foto .Quando o embrulho chegou em Portugal, o seu pai foi logo abrindo curioso para ver a foto de seu filho.

Quando deparou com o; espelhou gritou para a Maria:
- Maria venha cá correndo, veja como o nosso filho envelheceu, até parece um velho de 60 anos. E ainda está com cara de pinguço.
Maria ao debruçar no ombro de Manoel, disse:
- Também pudera, com essa velha feia com cara de puta ao seu lado, só podia mesmo virar alcoólatra.

domingo, junho 19, 2005

MAMBOS QUE AQUECEM A CABE'CA

Portugal: Manifestação de skinheads não preocupa comunidade angolana

A CAUSA DAS CAUSAS: ‘arrastão de Carcavelos’

Adão, Daniel e ‘Pideru’ afogam a sede numa esplanada do Martim Moniz. É ali que passam as tardes, quando o calor aperta. Angola domina as conversas, mas ontem abriram uma excepção: a ‘manif’ dos ‘skinhead’, marcada para o início da tarde de amanhã.

“Cada um é livre de se manifestar. Quem tem de se preocupar são as autoridades. Não estamos aqui para provocar, mas é bom que não nos provoquem”, diz Daniel, 38 anos, desempregado. “Aqui também corre sangue”, atira, encostando a mão ao peito. “Se quiserem confrontos, estamos preparados. Não vamos fugir, é evidente.”

As palavras de Daniel são claras e traduzem o sentimento da comunidade africana residente na zona. Mas ‘Pideru’, 19 anos, pedreiro, não resiste a vincá-las: “Sim, pode escrever aí: estamos preparados!”. Adão, 31 anos, vai concordando com a cabeça, mas, para já, está mais preocupado em saber quem lhe pode pagar uma cerveja para refrescar a garganta.

José Fortunato, 30 anos, barbeiro em Almada, não resiste a entrar na conversa: “Desde que não nos toquem, que façam o que quiserem. As pessoas são livres”.

‘Pideru’ volta à carga: “Estamos preparados”, reforça, ao que Daniel acrescenta: “Não acredito que apareçam muitos. Vamos ver”.

A opinião destes quatro jovens angolanos, que vieram para Portugal em finais da década de 80, princípios de 90, é partilhada pelos lojistas dos dois centros comerciais que se erguem no Martim Moniz em Lisboa, uma das praças mais emblemáticas da capital, aos pés da encosta que conduz do Castelo de S. Jorge. Não há sinais de receio, nem sequer preocupação. Todos esperam um protesto pacífico, bem controlado pelas forças da autoridade, para evitar a batalha campal que alguns perspectivam.

"Desde que não façam mal, não há problema. Toda a gente faz manifestações, pelos mais diversos motivos. Há não muito tempo houve uma de ‘gays’”, afirma Latif, 30 anos, vendedor numa loja de electrodomésticos.

“Acho que vai correr tudo bem. Não nos podem é provocar. Se não... é evidente que vamos ter problemas”, acrescentou o jovem moçambicano, casado e pai de quatro filhos, que chegou ao nosso país “ainda pequenino”. “No início, ainda ouvi coisas do tipo: ‘monhé, vai para a tua terra’. Mas, depois, isso acabou”.

Imran, 29 anos, gerente de uma loja de venda de telemóveis, diz que não tem medo dos ‘skinhead’ e que, amanha, será um dia como os outros. “Se houver problemas é na rua, não acredito que cheguem ao interior do centro. Se me vierem provocar, não respondo”, disse Imran, paquistanês, há cinco anos a viver em Portugal.

Irene Lourenço, de 20 anos, veio há 11 de Angola. É empregada numa boutique. Ouviu falar na manifestação “de passagem” e confessa que não é assunto que lhe tire o sono.

“Espero que não haja violência. Confio na polícia, acho que vai correu tudo bem. Agora, se se meterem connosco, as coisas podem complicar-se. A ‘malta’ aqui da zona é capaz de responder”.

Akas Rahman, 18 anos, natural do Bangladech, diz-se satisfeito em Portugal, desde que aqui chegou, vai para três anos e olha para a manifestação como um acto “natural em Democracia”.

“Em todo o mundo há manifestações pelos mais diversos motivos e de todo o tipo de pessoas. Não vejo razões para criticar esta. O importante é não haver problemas”, considera.

Mussa, 50 anos, natural de Moçambique, tem uma loja de artigos vários e já foi alvo de violência. “Partiram uns vidros, mas não roubaram nada.” Por isso, não tem nada contra a manifestação dos ‘skinhead’ – contra a criminalidade. Só espera que decorra sem incidentes. “Vou fechar a porta pela uma hora. Não me vai afectar muito.”

Já o gerente de uma ourivesaria da zona, que pediu o anonimato, é da opinião que o protesto dos ‘cabeças rapadas’ é “necessário”, tal o “estado a que as coisas chegaram”. “É preciso pôr travão a isto. Se não... onde é que vamos parar?”, interroga.

Recorde-se que esta manifestação surge na consequência do ‘arrastão de Carcavelos’ ocorrido numa das mais movimentadas praias de Lisboa.


A moda do ‘arrastão’ começou nas praias do Rio de Janeiro, onde grupos de assaltantes descem das favelas – e correm pelos areais para roubarem tudo o que lhes aparece à frente.


Jun 17, 16:54
Fonte:Correio da Manhã

sábado, junho 18, 2005

Ok. Nos encontraremos...

Hummm!!

SEM LIVROSSSSSSSSSSSSSS

"Sem livros, seríamos não-pessoas, simulacros de símios caçadores, pastores de rebanhos selvagens e sonhadores de estrelas incompreensíveis." Chico Villela
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