quinta-feira, janeiro 20, 2005

Universidade nigeriana encerrada depois de distúrbios

Lagos, Nigéria - A Universidade de Lagos, uma das
principais da Nigéria, foi encerrada quarta-feira na sequência
de violentas manifestações dos estudantes contra planos da
instituição de privatizar os hotéis do campus.

Políciais armados lançaram gás lacrimogénio para dispersar os
estudantes, que destruíram a residência do vice-reitor e outros
edifícios nas instalações da universidade.


Os estudantes furiosos raptaram também a esposa grávida do decano
para os Assuntos Estudantís, mas depois libertaram-na.

Angolano Luís Sambo confirmado director da OMS para África

Este artigo nao posso deixar de publicar-lo. Tudo porque quando estive no mes de julho e Agosto em Angola encontrei uma grande mobilizaçao para a sua candidatura. Bem Haja! esperamos que faça qualquer coisa de diferente, de construti'vel e de creativo.

Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou
terça-feira em Genebra (Suíça) o angolano Luís Gomes Sambo ao posto de
director regional daquela agência das Nações Unidas para África (OMS/AFRO).

Especialista em Saúde Pública, Luís Sambo foi confirmado durante a 115ª
sessão do Comité Executivo da OMS, e sucede ao gambiano Ebrahim
Malick Samba, que se vai reformar a 31 de Janeiro após 10 anos
no cargo.

No seu discurso de agradecimento, Sambo, que foi proposto pelos
ministros
africanos da Saúde durante a 54ª reunião do Comité
Executivo Regional em
Brazzaville (Congo), em Setembro passado,
apresentou as linhas de força do
seu programa.

Os desafios do seu programa, explicou, são em primeiro lugar a alta
prevalência das doenças contagiosas e, particularmente, o HIV/Sida, a
tuberculose e o paludismo, o fardo crescente das doenças não
contagiosas e as elevadas taxas de mortalidade materna e infantil,
responsáveis pela fraca esperança de vida em África.

"O HIV é, sem dúvida, o problema de saúde pública mais preocupante,
tendo em conta o seu impacto na morbidade, mortalidade e nos
desempenhos económicos dos Estados membros da região", declarou
Sambo, acrescentando que "o dinamismo que constatámos a nível dos
países nos dá a possibilidade de integrar a saúde nos esforços de
desenvolvimento".

Defendeu que a vertente saúde da Nova Parceria para o Desenvolvimento
de África (NEPAD) e o compromisso dos Estados membros de alcançar os
Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento (OMD) constituem
oportunidades históricas para os governos, a OMS e os parceiros.

Daí, adiantou, a importância de reconhecer os esforços feitos até
agora para insistir na necessidade de prosseguir e reforçar a acção.

Sambo, de 52 anos, trabalhou na OMS durante 15 anos. Nestes últimos
cinco anos foi director da Gestão de Programa no Gabinete Regional da
OMS para África, encarregue de supervisionar o programa de cooperação
técnica com os seus 46 Estados membros.

O médico angolano, que tem uma grande experiência em matéria de
política sanitária e de administração da saúde pública, fala
fluentemente português, inglês e francês.

Doutorado em Medicina, Luís Sambo foi sucessivamente representante da
OMS na Guiné-Bissau (1990-1994), conselheiro regional na OMS/África
para a Coordenação da Estratégia de Saúde para Todos (1994-1995) e
chefe da Divisão de Desenvolvimento dos Sistemas e Serviços de Saúde
de 1996 a 1998 e no mesmo ano assumiu as funções de director de
Gestão de Programas.


Antes de chegar à OMS, ele foi vice-ministro da Saúde, director dos
Recursos Humanos para a Saúde, da Cooperação Internacional, e dos
Serviços de Saúde na província de Cabinda (norte de Angola).

Luís Gomes Sambo, que assumirá o cargo a 1 de Fevereiro, será o
quinto director do Gabinete Regional da OMS para África, criado em
1952 e sedeado em Brazzaville.

A estrutura cobre uma região composta por 46 países com uma população
estimada em 654 milhões de habitantes.

A 115ª sessão do Comité Executivo da OMS nomeou também o francês Marc
Danzon director regional da OMS para Europa (OMS/Euro) para um
mandato de cinco anos. Este especialista em Saúde Pública,
Psiquiatria, Gestão Sanitária e Economia tem 57 anos.

Dakar - 19/01/2005

Nigéria nega ambições de potência nuclear

O Presidente nigeriano, Olusegun
Obasanjo, disse terça-feira que o seu país "não está interessado"
por tornar-se numa potência nuclear.

Falando durante uma audiência que concedeu ao director-geral
da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Mohammed
El-Baradei, no Palácio de Abuja, Obasanjo afirmou, porém,
que a Nogéria "pretende utilizar todas as fontes de energia
disponíveis" para melhorar a vida dos seus cidadãos.

Pediu a El-Baradei, em visita de trabalho de três dias, a ajuda
da AIEA para identificar, inspeccionar e testar os materiais
radioactivos da Nigéria devido ao perigo que representam para os
seus cidadãos.

Obasanjo, igualmente presidente da União Africana (UA), solicitou
ainda a assistência da AIEA para formar os cientistas nigerianos
na aplicação pacífica da energia nuclear.

Por seu turno, El-Baradei, que prometeu o apoio da AIEA à
Nigéria, afirmou que a organização mundial de controlo nuclear
formou 250 cientistas nos últimos cinco anos.

Durante a sua visita, o responsável máximo da AIEA vai
inspeccionar o primeiro reactor nuclear da Nigéria, NIRR-1,
localizado no Centro de Pesquisa Energética e Treinamento (CERT),
na Universidade Ahmadu Bello, em Zaria, norte do país.

De acordo com o director-geral do órgão nigeriano de Regulação
Nuclear, Shamsude en Elegba, o NIRR-1 foi doado pela AIEA à
Nigéria e lançado em Setembro passado.

O reactor está a ser utilizado sobretudo como meio de pesquisa
para estudantes, cientistas nucleares e engenheiros assim como
para aplicações pacíficas em vários campos da actividade humana.

El-Baradei deixa Nigéria quinta-feira para o Gana.

Fonte: Independente

Universidade Virtual Africana com cerca de 25 mil estudantes

Cerca de 25 mil estudantes originários de
18 países africanos estão inscritos na Universidade Virtual
Africana (UVA) que assegura, a partir do seu campus de Nairobi
(Quénia), a formação nas áereas de Informática e de
Electricidade.

Num comunicado entregue à PANA em Paris, a UVA, cujas aulas são
asseguradas à distância por professores de instituições reputadas
como as Universidades Laval e Ottawa (Canadá), afirma ter
acolhido desde 1997 cerca de 50 mil estudantes african
os.

A instituição universitária africana precisa igualmente que 40
por cento dos estudantes que acolheu são raparigas que puderam
beneficiar "de um ensino superior de qualidade a custo
acessível".

O comunicado adianta que a UVA trabalha com 22 universidades
parceiras da África Subsariana e dispõe de 35 campus numéricos
criados com a colaboração das universidades e autoridades locais
e equipadas de micro-computadores conectados à internet.

Os 25 mil estudantes de nove países francófonos, oito anglófonos
e de um país lusófono africanos inscritos na UVA dispõem de um
quadro numérico e de uma biblioteca virtual acessível a partir da
sua conta electrónica gratuita.

O Conselho de Administração da UVA, que beneficia do apoio do
Banco Mundial, espera cobrir, nos próximos cinco anos, "toda
África para formar uma massa crítica de estudantes ponta de lança
do desenvolvimento sustentável".


Outras instituições, incluindo a Agência Universitária da
Francofonia (AUF), apoiam o desenvolvimento do ensino à distância
em África, apresentando-o como uma alternativa às dificuldades
das universidades africanas.

Numerosos campus numéricos foram igualmente instalados no
continente para permitir aos docentes e pesquisadores africanos
prosseguirem os seus trabalhos e manterem-se em contacto com os
seus homólogos das outras regiões do mundo.


Angola sobe uma posição no ranking da FIFA

Angola conservou em Dezembro a melhor
classificação entre os países africanos de língua portuguesa no
ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA), onde subiu uma
posição ocupando agora o 72º lugar com 545 pontos, indica a última
tabela publicada quarta-feira.

A segunda posição do grupo também continua ocupada por Moçambique
como o 126º classificado com 379 pontos seguido de Cabo Verde, na
129ª posição com 376 pontos.


O topo da classificação atribuída mensalmente pela FIFA manteve-se
quase inalterável desde o final de 2004, continuando a selecção
brasileira na liderança com 842 pontos, seguida da da França, em
segundo (791), e da Argentina, em terceiro (785).

A Alemanha subiu três lugares no ranking, ocupando agora a 16ª
posição enquanto o Japão, campeão da Ásia, recuou duas posições na
tabela, iniciando o ranking de 2005 no 19º lugar.

O grupo de países africanos de expressão lusa é integrado por cinco
nações, designadamente Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Mocambique e
São Tomé e Príncipe.

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