quarta-feira, julho 14, 2010

Malanje: Grupo empresárial pretende explorar Quedas de Mbango-a-Nzenza em Calandula


Malanje/Angop - O grupo empresarial Cabeto pretende investir na exploração turistíca das Quedas de Mbango-a-Nzenza, localizadas a 105 quilómetros da sede municipal de Calandula, aproveitando o potencial da região, informou hoje (quarta-feira) o presidente do conselho de administração, Julião Domingos.



Estas sao as Quedas de Calandula,
beleza imensa de um Angola sem igual.

O empresário manifestou o interesse de investir no local pelo facto de uma das empresas do grupo Cabeto (Rides Investiment) estar a actuar no ramo do turismo e para incentivar a frequência às quedas, assim como angariar receitas para a empresa e o Estado.
Depois de uma visita ao local, no fim de semana, acompanhado do administrador de Calandula, Manuel Campo, o PCA do grupo Cabeto disse ter constatado que a região oferece condições para investimentos, mas é pouco conhecida.
Julião Domingos considerou importante investir no sector turistíco no município de Calandula, como forma de se explorar cada vez mais os recursos turistíco da região.
Esclareceu que, numa primeira fase, a empresa vai investir na construção de bungalows e restaurantes, bem como na construção de um resolte turístico para a acomodação de turistas angolanos e estrangeiros.
Disse que o facto do município possuir muitas quedas e apenas as de Calandula serem frequentadas suscita preocupação, por isso o empresariado nacional deve investir para fomentar o turismo noutros pontos do município .
Fez saber que a administração municipal de Calandula deu uma resposta positiva ao pedido do grupo no sentido de investir no município.
O administrador municipal de Calandula, Manuel Campo, louvou a iniciativa do Grupo Cabeto que pretende investir e explorar as Quedas de Mbango-a- Nzenza, para estimular o turismo e gerar receitas, contribuindo para o desenvolvimento económico do
município.
Manuel Campo precisou que o município de Calandula possui também um considerável potencial agro-industrial para o fomento da agricultura e criação de animais de pequeno, médio e grande porte, por isso, afirmou, todo o investimento público ou privado é
salutar para o município.
"A intenção do Grupo Cabeto em investir em Calandula é boa, porque estamos abertos a qualquer investimento", frisou, apelando à classe empresarial nacional e estrangeira, no sentido de desenvolver negócios na região, porque, para além do crescimento
económico, criam postos de trabalho.
Com uma população estimada em 72 mil e 400 habitantes, o município de Calandula dista a 85 quilómetros a Oeste da cidade de Malanje e ocupa uma extensão de sete mil e 37 quilómetros quadrados. Conta com cinco comunas - Sede, Kota, Kuale, Kinje e
Kateco Kangola- , constituidas por dezoito regedorias e 548 sobados.
Para além do turismo, a região é essencialmente agrícola, com uma população maioritariamente camponesa, cultivando mandioca, ginguba, batata e cereais. O município já foi celeiro de café.
As Cascatas de Musseleje, a mesa da Rainha Ginga, e as quedas de Mactao-a-Luando, e Mbango-a- Nzenza e a de Calandula constituem as principais áreas turísticas da região.

Crise em Angola afectou relacionamento económico com Portugal no início do ano

A crise em Angola, derivada fundamentalmente da queda do preço do petróleo e falta de divisas, afectou nos primeiros meses de 2010 o relacionamento económico de Portugal com aquele país, mas entidades oficiais e instituições internacionais perspectivam uma rápida aceleração da actividade.

O sector do turismo continua a crescer. Crise? Aonde?
Peixe que os angolanos pensam que sai de Portugal. Beleza da natureza e do conhecimento!

"A crise teve reflexo, mensurável em termos de relacionamento económico, não em 2008 e em 2009, mas sobretudo em 2010", disse o presidente da Agência para o Investimento eComércio Externo (AICEP), Basílio Horta, recordando que, de Janeiro a Abril, as exportações para Angola desceram 23,5 por cento, quando para todos os outros países aumentaram consideravelmente. 

"É perfeitamente normal, porque a queda do preço do petróleo e outras causa internas deram alguma perturbação a Angola em termos de disponibilidade de divisas. E como sabemos, há uma dívida", sustentou. 

Mas os números mostram que o interesse pelo mercado angolano não diminuiu. Quase 90 empresários, a maioria de Pequenas e Médias 
Empresas (PME), integram a missão empresarial que acompanha a visita, na próxima semana, do Presidente da República a Angola e a estes juntam-se 105 que vão participar na FILDA, a mais importante feira industrial de Luanda. 

Além disso, as previsões de instituições internacionais, das autoridades angolanas e de bancos de investimento são de que este ano haja uma aceleração da actividade económica em Angola, alicerçada num aumento das receitas petrolíferas e maior dinamismo dos sectores não energéticos, como a construção, serviços, agricultura e outros. 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma aceleração do crescimento económico angolano para 6,7 por cento este ano e para 8,3 por cento em 2011, reflectindo uma melhoria do enquadramento económico mas também a estabilização da procura interna. 

"O que temos é de arranjar as medidas que permitam às empresas, fundamentalmente as PME, que não podem suportar muitos atrasos de pagamentos, estar naquele mercado", defendeu Basílio Horta. 

Referindo-se à medida anunciada pelo ministro português das finanças, de que dívidas até 30 milhões de euros serão pagas a 50 por cento, até 50 milhões de euros serão pagas 30 por cento e, acima disso, serão negociadas caso a caso, e a linha de crédito criada de 500 milhões de euros, considerou que isto "é já uma solução".
http://economia.publico.pt

Portugal: Presidente do BPI (Fernando Ulrich) prevê forte crescimento económico em Angola

Lisboa - O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, revelou hoje que os economistas da instituição antecipam um crescimento anual da economia angolana em torno dos sete a oito por cento, durante os próximos anos.

Fernando Ulrich

"Temos uma leitura bastante positiva para Angola nos próximos anos", disse à Lusa Fernando Ulrich, no final de um evento dedicado ao país africano que hoje decorreu em Lisboa. 

Em vésperas da visita oficial do Presidente da República, Cavaco Silva, a Angola - acompanhado por uma comitiva de líderes das principais empresas portuguesas -, país que receberá ainda a próxima cimeira da CPLP, que contará com a presença do primeiro-ministro José Sócrates, Ulrich mostrou-se esperançado com o aumento da cooperação entre os dois países. 

"Confiamos que os acontecimentos na próxima semana vão ser muito importantes para o desenvolvimento das relações entre Portugal e Angola", sublinhou, acrescentando que aguarda "um novo reforço do relacionamento económico". 

"A economia angolana está numa fase de recuperação, depois de algumas dificuldades registadas no ano passado, fruto da descida muito acentuada do preço do petróleo, desde meados de 2008 até ao ano passado", salientou o presidente do BPI, frisando que "entretanto, o preço do petróleo recuperou e tem estado estabilizado entre os 70 e os 80 dólares por barril, o que é um nível já muito favorável para os países exportadores de petróleo, como é o caso de Angola". 

O banqueiro considerou que "esse facto tem contribuído para uma melhoria da situação económica angolana", apontando ainda para os últimos anos, durante os quais "Angola tem vindo a desenvolver as suas infraestruturas, o que tem permitido melhorar também o sector não petrolífero da economia". 

"Angola está numa fase de recuperação e as reservas cambiais têm aumentado bastante", reforçou. 

Durante a conferência "ABC Mercado: Angola e as Províncias - conhecer para exportar melhor", a economista chefe do BPI, Cristina Casalinho, assinalou que, depois de a economia angolana ter crescido a dois dígitos entre 2006 e 2007, "daqui para a frente será muito difícil voltar a ritmos de crescimento de dois dígitos", apontando para valores entre os 7 e os 8 por cento anuais. 

"Entre 2002 e 2006 a economia angolana cresceu mais de seis vezes", realçou, considerando que "2010 é o primeiro ano de evolução normal da economia angolana" e elogiando a recuperação das reservas cambiais, a normalização do défice externo e o aumento das receitas petrolíferas. Lusa

terça-feira, julho 13, 2010

Internet: Facebook cria "botão de pânico" para menores dos 13 aos 18 anos

A rede social Facebook vai adoptar uma novo aplicativo destinado a melhorar a segurança dos utilizadores mais novos, anunciou hoje um grupo de protecção de menores, citado pela Reuters

Segundo a Child Exploitation and Online Protection Centre (CEOP), a aplicação funciona como um 'botão de pânico'. Quando um utilizador menor detecta que a sua página pessoal foi adicionada por um indivíduo suspeito – alguém que se faz passar por uma pessoa mais nova ou um pedófilo, por exemplo - pode reportar essa situação com um simples clique do rato.

O sistema é particularmente destinado a utilizadores dos 13 aos 18 anos. 

'Desenvolvemos um novo método para que os jovens fiquem mais seguros online', disse Joanna Shields, a vice-presidente do Facebook para a Europa, Médio-Oriente e África, citada pela Reuters.

Ainda segundo a CEOP, uma mensagem automática aparecerá nas 'homepages' de todos os utilizadores menores, convidando-os a instalar o novo aplicativo.
O Facebook está sob pressão de organizações internacionais de protecção de menores para melhorar as suas medidas de segurança, especialmente depois de, no fim do ano passado, Ashleigh Hall, uma rapariga inglesa de 17 anos, ter sido raptada, violada e assassinada por um homem que se tinha feito passar por um jovem na maior rede social da Internet. Com agências


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Portugal/Economia: Agência Moody's corta "rating" da dívida portuguesa

A agência de notação financeira Moody's reviu hoje em baixa o "rating" da dívida portuguesa em dois níveis, de Aa2 para A1, com um "outlook" estável.

De acordo com a Moody's, esta revisão em baixa tem em conta o facto de "a força financeira do Governo português continuar a enfraquecer a médio prazo, evidenciado pela deterioração crescente dos números da dívida do país, como a dívida em percentagem do PIB e a dívida em relação às receitas".

"As perspectivas de crescimento da economia portuguesa permanecem fracas, a menos que as recentes reformas estruturais comecem a dar frutos a médio/longo prazo", acrescenta.

O "outlook" da Moody's -- que permanecia negativo desde Outubro -- é agora "estável", com os riscos de subida e descida equilibrados.

A Moody's alertou que poderia baixar "um ou dois níveis" o 'rating' da dívida portuguesa a 5 de maio, reflectindo a recente deterioração das finanças públicas portuguesas, assim como os desafios da economia a longo prazo. Lusa



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