domingo, maio 12, 2013

BRASIL 2013: O mundo reconhece a liderança brasileira no comércio; merece a direcção do WTO

O diplomata brasileiro disputou o cargo com o mexicano Herminio Blanco, de 62 anos. O novo director-geral toma posse a 31 de Agosto, substituindo o francês Pascal Lamy. A eleição foi disputada até ao último minuto.
Azevêdo teve apoio do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos países de língua portuguesa e de várias nações da América Latina, da Ásia e de África. Desde 2008, o novo director é representante permanente do Brasil na OMC. Azevêdo está directamente envolvido em assuntos económicos e comerciais há mais de 20 anos. O embaixador brasileiro foi chefe do Departamento Económico do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, de 2005 a 2006, e chefiou a delegação brasileira nas negociações da Ronda de Doha da Organização Mundial Comércio, sobre liberalização de mercados.
Diplomata de carreira, Roberto Azevêdo também representa o Brasil na Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), no Conselho das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), e na União Internacional de Telecomunicações (UIT). O diplomata construiu a sua carreira nas áreas da economia e comércio internacional, em especial na resolução de litígios. Na terça-feira, a União Europeia e a Croácia, que têm 28 votos, fecharam o apoio ao mexicano. Mas os negociadores brasileiros mantiveram o optimismo, uma vez que o processo eleitoral na OMC não envolve apenas o voto. É necessário negociar um acordo que agrade à maioria, eliminando ao máximo o índice de rejeição.
Na eleição da OMC, cada um dos 159 países que integram o órgão vota no nome da sua preferência. Para vencer, é preciso ter um mínimo de 80 votos e obter o consenso entre os países. A escolha é feita em três etapas.  O processo de eleição para a OMC começou no final de Março, com nove candidatos. Na segunda fase, encerrada no dia 25, ficaram cinco. No final de Abril, a OMC comunicou que tinham passado à fase final apenas os candidatos do Brasil e do México.

Proteccionismo
Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e do México, Enrique Peña Nieto, participaram directamente nas negociações, fazendo telefonemas e conversando com os líderes mundiais.
Ainda durante o processo de eleição, Roberto Azevêdo contestou as críticas das nações ricas de que o Brasil está a tornar-se mais proteccionista. “Eu, como candidato e como director-geral, não vou estar a representar o Brasil”, disse Roberto Azevedo em entrevista à Reuters, na semana passada. “Cheguei à recta final desta selecção do próximo director-geral com essas reclamações em cima da mesa, não muda nada. Significa que há um entendimento entre membros do Organização Mundial do Comércio de que o candidato tem de ser independente do seu país e deve ser avaliado à luz do mérito da sua candidatura”.
A postura de mão pesada do Brasil em relação ao comércio tornou o país alvo de queixas de países ricos, como os Estados Unidos e o Japão, e de companheiros emergentes, como a China e a Coreia do Sul, que reclamaram a subida das taxas para conter importações e proteger a indústria local. O Brasil tem dito que estas medidas são permitidas pelas regras da OMC.
Projecções da OMC
Num documento posto a circular na Organização Mundial do Comércio, em meados de Abril, a União Europeia, o Japão e os EUA, diziam que o Brasil adoptou medidas para elevar exigências de conteúdo local que “discriminam” bens importados, incluindo carros, telemóveis e até fertilizantes.  Mesmo sendo respeitado em círculos diplomáticos pela sua capacidade de construir consenso, Roberto Azevêdo foi criticado pelos seus esforços para levar a OMC a discutir o impacto de flutuações cambiais sobre o comércio mundial.
A credibilidade da OMC sofreu um sério golpe em 2011, quando os seus membros reconheceram que as discussões de dez anos da Ronda de Doha - que deviam culminar num novo e arrojado acordo comercial - estavam, se não mortas, pelo menos num impasse. Desde que a crise financeira global de 2008 estoirou, o comércio mundial sofreu bastante, crescendo míseros dois por cento no ano passado, menor aumento anual desde o início da base histórica em 1981 e segundo menor dado após 2009, quando o comércio diminuiu. A OMC cortou a sua projecção de crescimento do comércio em 2013, para 3,3 por cento, ante 4,5 por cento, e alertou sobre a ameaça proteccionista.
A Europa, fulminada pela recessão, e os Estados Unidos, num processo de lenta recuperação, estão a enfrentar dificuldades para impulsionar as suas exportações através de novos acordos comerciais regionais que, segundo alguns especialistas, podem minar a relevância da Organização Mundial de Comércio.
“Essas negociações plurilaterais, bilaterais e multilaterais sempre aconteceram. O problema é que o multilateral parou de evoluir”, disse Roberto de Azevedo. “Temos um sistema de regras que reflecte a realidade do mundo de negócios de há 30 anos, o que significa que o que devia ser o motor do comércio mundial parou”.

Via|JA

Muzongue da Tradição 2013: Agrupamento Os Kiezos volta ao passado em dia de recordação

Luanda - O agrupamento Os Kiezos promoveu hoje, domingo, uma viagem ao passado a centenas de fãs que se fizeram presentes no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda, no âmbito do programa Muzongue da Tradição, dedicado a recordar as suas principais figuras.

Dedicado a recordar Vate Costa, Zecax, Juventino, artistas já falecidos, e Adolfo Coelho, o agrupamento foi ao baú das recordações buscar as suas principais referências musicais para satisfazer a legião de seguidores que fizeram questão de estar no local.

Com Manuelito a comandar as operações (voz), o grupo teve uma actuação considerada de alto nível em função da qualidade rítmica das canções interpretadas e principalmente pelo guião escolhido para a jornada.

Demonstrando uma versatilidade bastante boa, Brando e Texas (violas solo), Zeca Tirilene e Gegé Faria (violas ritmo), Décimos, Carlitos e Benjamim Tomás (violas baixo), Neto, Mequias Ramiro e El Mano (teclados), Abana Maior (tumbas), Miguel Gonçalves (trompete), Rui Gonçalves (trombone) e João Diloba (bateria) deram um verdadeiro recital de bom tocar.

Apesar de ser inteiramente dedicado aos Kiezos, a jornada teve ainda outros momentos com a subida em palco de alguns convidados, nomeadamente Proletário, que interpretou, por exemplo, “Kizombas” e “Kimbombeia”, Suzanito, que recordou Nick, Augusto Chacaia, Mister Quim, que interpretaram músicas de Zecax, António do Fumo Filho e Bangão.

Chamado ao palco António do Fumo Filho fez questão de mostrar que filho de peixe é peixe e em pouco mais de meia hora passou em revista o repertório do pai, sacando do guião temas como “Mama”, “Kalunga”, “Massoxi”, “Kicola”, “Monami” e “Ua saluka”, canções que mexeram com o público presente no Kilamba.

Guardado para o fim da jornada, Bangão, acompanhado instrumentalmente pelos Kiezos, não só desfilou músicas como também promoveu o seu guarda-fato, satisfazendo os fãs com o seu guião artístico. Ao seu jeito, Bangão levou os convivas à pista de dança ao som de “Kakixaca”, “Dioguito”, entre outras músicas, mostrando estar ainda em alta no mercado musical angolano.

O Musongué da Tradição é um programa que teve o seu início em Fevereiro de 2007 e visa a promoção, divulgação e valorização da música angolana produzida nos anos 60, 70 e 80. O agrupamento Jovens do Prenda e os artistas Zecax, Dom Caetano e Proletário foram os primeiros convidados. O programa acontece mensalmente no primeiro domingo de cada mês.

O evento faz parte da grelha de programas do Centro Recreativo e Cultural Kilamba, antigo Maria das Escrequenhas, que tem ainda "Farrar ao Antigamente" e "Show à Sexta-Feira".

Reinaugurado em Dezembro de 2001 pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, depois de longos anos voltado ao abandono, o Kilamba se tem dedicado nos últimos anos à promoção e a valorização da música angolana dos anos 1950, 60 e 70.

terça-feira, maio 07, 2013

ROMA 2013: Invito alla presentazione del volume: "BONGA KWENDA: Um combatente angolano da liberdade africana"

Bonga - Filomeno Lopes - Roma 2013

Invito alla presentazione del volume: "BONGA KWENDA: Um combatente angolano da liberdade africanA"

L’incontro avrà luogo | venerdì 10 maggio 2013 – ore 16.30
presso la sede di Radio Vaticana – sala Marconi
Piazza Pia 3 – 00193 Roma (Città del Vaticano)

-> ORGANIZZATORI
CRA-2000 (Centro di Riflessione Africa 2000) - Radio Vaticana

-> IN COLLABORAZIONE CON:
Gruppo degli ex allievi dei PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) in Italia, 
Associazione Caboverdemania, Centro di Studi Populorum Progressio (Luanda, Angola), 
Associazione Zoe Onlus, Associazione Culturale Bumbulum, Editrice L’Harmattan Italia

-> SALUTI E INTRODUZIONE:
ALBERT MIANZOUKOUTA, giornalista Radio Vaticana, presidente CRA-2000
ELISA PELIZZARI, responsabile L’Harmattan Italia
DOMINGOS DAS NEVES, presidente Centro di Studi Populorum Progressio (Luanda)
PATRÍCIA GODINHO GOMES, storica, Università di Cagliari

-> INTERVENTI: 
P. FEDERICO LOMBARDI S.I., direttore della Radio Vaticana e Sala Stampa Vaticana
S.E. Rev.ma Mons. CARLOS AZEVEDO MOREIRA, delegato al Pontificio Consiglio della Cultura
P. JANVIER YAMEOGO, Pontificio Consiglio della Comunicazione Sociale
MARCO BOCCITTO, giornalista e musicologo, Il Manifesto e Radio 3
JEAN LÉONARD TOUADI, giornalista, docente universitario (Roma), politico
SEVERINO ELIAS NGOENHA, filosofo e docente universitario (Maputo)
PAOLO BUCCIERI, antropologo, Associazione Zoe Onlus
BONGA KWENDA, musicista

Modera: MARIA DE LOURDES JESUS, giornalista

Evento: https://www.facebook.com/events/510945962288336/

sexta-feira, abril 26, 2013

Kizomba & Salsa in Rome | APERITIF AFROLATIN DE LUXE by Kizomba Romana (Since 2007)

Kizomba Romana - Since 2007

DOMENICA 05 MAGGIO | L'APERITIF AFROLATIN DE LUXE

✮✮✮(MAGGIO AFRICA | Kizomba & Salsa in Rome)✮✮✮

Kizomba Romana Eventi | Since 2007
-> For Kizomba, Semba, Tarraxinha, Kuduro ed altri balli Afro.
Info: www.facebook.com/kizomba.romana

segunda-feira, abril 15, 2013

Ecco le proposte dei dieci saggi di Giorgio Napolitano (Per salvare l’Italia 2013)

    La presentazione della relazione dei dieci saggi a Giorgio Napolitano, il 12 aprile al Quirinale. (Presidenza della repubblica/Reuters/Contrasto)

    Il 12 aprile le due commissioni di saggi nominate dal presidente della repubblica Giorgio Napolitano hanno presentato le loro proposte per un’agenda di lavoro per il futuro governo.

    In sintesi ecco le loro proposte:

    Riforme istituzionali

  • Riforma elettorale. Il nuovo sistema potrebbe prevedere un sistema misto, in parte proporzionale e in parte maggioritario, lo sbarramento e un premio di maggioranza.
  • Riforma delle camere. Riduzione dei senatori a 120 e dei deputati a 480. La struttura bicamerale del parlamento viene superata, solo la camera dei deputati ha potere legislativo, il senato diventa un organo consultivo che rappresenta le regioni.
  • Finanziamento ai partiti. I fondi pubblici ai partiti e all’attività politica sono ritenuti un elemento indispensabile alla democrazia. Si prevede un tetto massimo per i finanziamenti privati e sgravi fiscali per i donatori privati.
  • Conflitto d’interesse. È necessaria una legge che preveda, come all’estero, la cessione della proprietà per chi ha incarichi pubblici.
  • Riforma della costituzione. Dovrebbe essere istituita una commissione per la riforma della costituzione, formata dai gruppi parlamentari e da un gruppo di esperti. Le riforme costituzionali dovrebbero essere approvate dal parlamento e da un referendum.
  • Istituzione di un albo dei gruppi di interesse. Si prevede di istituire un registro dei gruppi d’interesse per garantire trasparenza.
  • Ineleggibilità. Bisognerebbe modificare l’articolo 66 della costituzione in modo da nominare “un giudice indipendente e imparziale” per decidere dell’incompatibilità dell’elezione di un parlamentare e la sua ineleggibilità. Ora è il parlamento a decidere.
  • Intercettazioni. Si devono stabilire dei limiti all’uso delle intercettazioni e alla loro divulgazione.
  • Semplificazione del processo civile. Si deve incentivare l’uso dei sistemi alternativi di risoluzione delle controversie, come la mediazione civile, con incentivi per le parti.
  • Magistratura. Ai magistrati dev’essere vietato candidarsi e tornare a esercitare la loro funzione dopo la carriera politica nei luoghi dove si è svolto il proprio lavoro.
  • Stato e regioni. Va risolto il conflitto tra stato e regioni in materia di trasporti e aeroporti.
  • Grandi opere. Nella decisione di realizzare grandi opere e di lavori infrastrutturali che hanno ricadute sull’ambiente va tenuto conto del parere diretto dei cittadini.

    Il testo completo redatto dal gruppo di lavoro in materia economica composto da Filippo Bubbico, Giancarlo Giorgetti, Enrico Giovannini, Enzo Moavero Milanesi, Giovanni Pitruzzella e Salvatore Rossi.

    ***

    Riforme economiche

  • Fisco. Rendere operative le riforme in materia fiscale già proposte dal governo Monti che prevedono la riforma del catasto, la semplificazione delle procedure fiscali e la penalizzazione dell’abuso di diritto.
  • Evasione fiscale. Combattere l’evasione fiscale attraverso maggiori controlli e studi di settore. Incentivare le imprese medie e grandi a sottoporsi volontariamente ai controlli in cambio di agevolazioni.
  • Debiti della pubblica amministrazione. Il debito della pubblica amministrazione con le imprese deve essere saldato entro il 2015.
  • Fondo di garanzia . I saggi propongono “un aumento della dotazione del fondo di garanzia di due miliardi di euro, che potrebbe consentire maggiori finanziamenti alle piccole e medie imprese per oltre 30 miliardi, senza incidere significativamente sui conti pubblici nel biennio 2013-2014″.
  • Lavoro. Affrontare l’emergenza degli esodati, trovare risorse per la cassa integrazione e modificare la legge Fornero sul lavoro che limita l’uso di contratti a progetto. Istituire il credito d’imposta per i lavoratori che hanno una retribuzione minima.
  • Sindacati. “Si potrebbe rivedere l’articolo 19 dello statuto dei lavoratori per arrivare a un modello unico di rappresentanza sul luogo di lavoro, nell’ottica di consentire a tutte le organizzazioni sindacali effettivamente rappresentative di non essere escluse dal godimento dei diritti sindacali e al datore di lavoro di poter contare su interlocutori certi e realmente rappresentativi”.
  • Expo 2015. Istituire un comitato interministeriale per l’Expo 2015 per le decisioni più importanti e il coordinamento tra le varie istituzioni coinvolte.
  • Riforma dell’Isee. Aggiornare l’Indicatore della situazione economica equivalente (Isee).
  • Scuola. Fondi e borse di studio per combattere l’abbandono scolastico e favorire il merito.
  • Spesa pubblica. Proseguire e rafforzare la spending review. Favorire l’efficienza nella pubblica amministrazione, ridurre gli sprechi.

    Il testo completo redatto dal gruppo di lavoro in materia istituzionale composto da Mario Mauro, Valerio Onida, Gaetano Quagliariello, Luciano Violante.

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