sexta-feira, junho 29, 2012

Arena Política Angolana: Quem foi António Vakulukuta?

250635_2292184599808_1399019688_n[1]António Vakulukuta foi um militante e dirigente histórico da UNITA, natural do Cunene. Intelectual sedento de saber, estudou na Universidade de Grenoble, tendo na sua licenciatura apresentado um estudo (que permanece inédito), em 1971: «A Estrutura, a Política e os Problemas do Movimento».
O trabalho compõe-se de:
A - ESTRUTURA
B - PRÁTICA POLITICA
C - PROBLEMAS
Posteriormente Jonas Savimbi fez «desaparecer» António Vakulukuta, que desenvolvia um grande trabalho nacionalista junto da comunidade Cuanyama.
O que lhe aconteceu?
Talvez Jorge Valentim saiba responder, porque também ele escreveu um livro, em 1969, «Qui libere l'Angola?», e depois disso entrou em «eclipse», enfrentando problemas terríveis e nunca, na Jamba, escreveu nada.
Outro intelectual e diplomata da UNITA que também «desapareceu» foi Jorge Sangumba, representante da UNITA no exterior (muito antes de Isaias Samakuva).
Sangumba teve notoriedade quando o boletim KWACHA ANGOLA UNITA 1972 - NUMERO ESPECIAL - QUI SOMMES NOUS? D'OÙ VENONS-NOUS? OÙ ALLONS NOUS? - publicou uma extensa entrevista sua, a partir da página 54, com o título «A Conspiração do Silêncio». Ganhou notoriedade e depois começou o «eclipse» até ao «desaparecimento».
O que aconteceu a Jorge Sangumba?

Por  Rui Ramos

terça-feira, junho 26, 2012

Dois anos sem o Camarada Paulo Teixeira Jorge membro do Bureau Político do MPLA

paulo texeira jorge membro do Bureau Político do MPLACompletam-se nesta terça-feira (26) dois anos desde o falecimento do camarada Paulo Teixeira Jorge, na altura membro do Bureau Político do MPLA e secretário para as Relações Internacionais. 

Quando da sua morte, aos 81 anos de idade, acabava de regressar ao país, proveniente de Nova Iorque (EUA), depois de mais uma das suas inúmeras missões de serviço, em prol da defesa da causa angolana e dos ideais de justiça, solidariedade e fraternidade entre os povos.

Nacionalista de fortes e grandes convicções, já na década de 1950, o camarada Paulo Jorge fez parte do restrito grupo de patriotas que, de forma organizada, se batiam por uma Angola liberta e pela dignidade do povo angolano.

Tendo-se assumido simpatizante do MPLA, em Novembro de 1957 e formalizado a sua militância, em Outubro de 1962, Paulo Jorge foi detentor de uma trajectória política irrepreensível e invejável, na luta pela liberdade e pela democracia, em Angola e no Mundo. 

Nestes dois anos de eterna saudade, o Portal ÉME rende-lhe profunda homenagem e exalta as suas qualidades de político esclarecido, de exímio diplomata, de humanista e, sobretudo, de defensor de causas justas. 

São dele as seguintes palavras: “O MPLA nasceu para vencer e não para ser vencido”, ditas num comício popular na cidade do Uíge (norte do país), ainda quando Angola enfrentava uma guerra imposta e desigual, que a destruiu por completo.

Via | MPLA

Girabola 2012: Recreativo do Libolo se reconfirma campeão da 1ª volta

Luanda - A 14ª jornada do campeonato nacional de futebol da 1ª divisão confirmou, este fim-de-semana, o Recreativo do Libolo (detentor do título) como campeão da primeira volta do Girabola2012, após vitória por 1-0 sobre o Atlético Sport Aviação (ASA).
A equipa treinada por Zeca Amaral veio a Luanda "roubar" três pontos aos aviadores, no estádio nacional da Cidadela, num desafio em que o golo surgiu apenas no último minuto do jogo por intermédio de Gomito.
A faltar uma jornada para o fim do primeiro turno, o Libolo é líder isolado da competição com 36 pontos, mais seis que o 1º de Agosto na segunda posição, e ainda que perca o próximo encontro frente ao Petro de Luanda não deixa o topo da classificação.
Na outra partida não menos importante, o 1º de Agosto fez jus ao favoritismo na sua deslocação a cidade do Soyo, onde goleou a Académica, por 3-0, ultrapassando o ASA, que até então se encontrava na segunda posição com 28 pontos. Os "aviadores" baixaram para o terceiro posto, depois do desaire com o Libolo.
O Inter clube abriu a jornada, sexta-feira, no seu reduto, mas não foi além de um empate a uma bola diante do Kabuscorp do Palanca, muito por culpa do brasileiro Rivaldo que salvou a equipa "palanquinha" de um desaire ao marcar o golo da igualdade quase no fim, na transformação de um penaltie.
Por sua vez, o Petro de Luanda comprometeu as aspirações ao título esta jornada, ao consentir o segundo empate a zero. Domingo, o adversário foi o FC Bravos do Maquis, que mesmo no estádio da Cidadela, reduto alheio, teve forças para equilibrar e repartir pontos.
Os "tricolores" somam 23 pontos na quarta posição, enquanto os "maquisardes" estão na oitava com 19.
Ainda nesta jornada, o Sporting de Cabinda, agora moldado a Albano César, alcançou a sua segunda vitória na prova, ao derrotar o Nacional de Benguela, por 2-0. Os cabindenses, com 10 pontos em 14º, fugiram os dois últimos postos, onde estão a Académica do Soyo com oito pontos e os benguelenses com sete.
Num "derby" luandense, o Benfica de Luanda e Santos FC empataram a duas bolas, no estádio dos coqueiros, desafio em que os "encarnados" da capital chegaram a vantagem de 2-0, mas deixaram-se empatar.
O Sagrada Esperança deu um passo na tabela classificativa, agora em 11º com dezoito pontos, mercê do triunfo, 2-1, frente ao Recreativo da Caála do Huambo, que baixou para 10º com os mesmos dezoito pontos.
O Atlético do Namibe, uma das equipas sensação deste primeiro turno do Girabola, sofreu uma derrota caseira frente ao Progresso do Sambizanga, por 2-0, e mantém a nona posição com os 18 pontos, ao passo que o Progresso ocupa o sexto posto com 22 pontos.

Via | Angop

sexta-feira, junho 22, 2012

Maria Luísa Abrantes, presidente da ANIP, descarta branqueamento de capitais no país

Maria Luísa Abrantes, presidente da ANIPLuanda – A presidente do Conselho de Administração da ANIP, Maria Luísa Abrantes, descartou, em Luanda, a existência no país de empresas que se aproveitem dos contratos de investimentos privados para encobrirem actividades ilegais como o branqueamento de capitais.

Em declarações à imprensa, no final da assinatura formal de seis contratos de projectos de investimentos privados, quarta-feira (20) em Luanda, Maria Luísa Abrantes disse que pode ter acontecido no passado no quadro da anterior lei do Investimento privado, “mas actualmente já não acontece”.
Afirmou que esta possibilidade é remota porquanto, “além da lei sobre o branqueamento de capitais em vigor, a nova Legislação sobre o Investimento Privado exige um milhão de dólares norte-americanos de valor mínimo, como um dos pressupostos de aceitação da proposta de investimento”. No entanto acrescentou que este valor funciona como factor desmotivador para empresas que vêm para o mercado angolano com intenções veladas.
A par deste aspecto, prosseguiu, a Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP) exige dos investidores relatórios actualizados das actividade dos últimos três anos, estatutos das empresas autenticados pelos consulados e/ou embaixadas de Angola nos países de origem.
Disse que, a nível das grandes empresas, essa possibilidade é nula, o que não descarta que dentro dessas instituições existam pessoas que agem de forma individual neste sentido. Garantindo que nas grandes empresas o Estado angolano tem um bom controlo.

Cooperação 2012: Triplicam as trocas comerciais entre África e os Estados Unidos da América (EUA)

Luanda - As trocas comerciais entre África e os Estados Unidos da América (EUA) desde a criação da AGOA passaram de 30 mil milhões de dólares em 2000 para 90 mil milhões em 2011, disse hoje, em Luanda, o conselheiro político e económico da Embaixada norte-americana, Thomas Hastings.
Ao dissertar sobre o tema AGOA, Lei para o Crescimento e Oportunidade de África, Thomas Hasting referiu que depois de 12 anos de existência do programa, o comércio entre os dois continentes triplicou.
“Angola é hoje o segundo maior exportador e o terceiro maior parceiro dos Estados Unidos” referiu o conselheiro
Informou que a AGOA foi criada com o objectivo de facilitar o comércio entre os EUA e os países da África Subsariana sem o pagamento de qualquer imposto.
Thomas Hastings informou que os países que beneficiam da AGOA devem apresentar como critérios de qualificação, uma economia aberta, o respeito pelos direitos humanos e boa governação.
“Por razões históricas outras regiões do mundo estão mais desenvolvidas e não necessitam desta ajuda. Todos os anos o AGOA estuda a situação dos países que podem fazer parte deste programa,” sublinhou.
Referiu que Angola exporta apenas o petróleo e diamante e que a diversificação de produtos constitui ainda um grande problema para o país, adiantando que “em outros países africanos há diversificação”.
“Quando se fala em exportar produtos não é necessário pensar só nos Estados Unidos. Este é um mercado exigente e distante. Angola tem oportunidades de estabelecer negócio na região, sobretudo no ramo da agricultura” sublinhou.
Segundo o prelector a economia global é o grande motor do crescimento económico e pode melhorar o bem-estar da população.
Acrescentou que o mercado dos Estados Unidos está aberto a todos os países africanos que têm boa governação, e que, cabe a estes, saber que produtos comercializar.
Os Estados Unidos adoptaram a AGOA para incentivar a reforma dos sistemas económicos e comercial de África, fortalecer os mercados e desenvolver uma relação comercial a longo prazo mutuamente benéfica que proporcione o aumento do emprego para os dois continentes.

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