terça-feira, outubro 05, 2004

Freud explica. Ela deve ter sido estuprada pelo pai.



Fernandinha Beira - Mar

Rosa Pena

Assistia ao programa Saia Justa.Assistia, verbo no tempo passado.
Afinal, considerava que no meio de tanta mediocridade na TV, ele tinha uma proposta inteligente.Será?
Achava que quem ficaria de saia justa, seriam as debatedoras com as perguntas do público e que no final sairíamos todos em vantagem.Enriquecidos ambos os lados, ampliando conhecimentos de vida.
Percebi no entanto, que a grande vontade do programa é colocar o telespectador de saia justa, aliás bem mais .Ofender a audiência, com atitudes espalhafatosas, sem critério, comandada por uma young, nem tãoYoung, bastante doente, quase demente, que tenta roubar a cena.
A gota d’ água foi o episódio recente onde ele ultrapassa todos os limites da decência.

“No aniversário de um ano do programa a”jovem" interrompe Marisa Orth que dizia que o que ela achava mais lindo era a gargalhada de uma criança e o sorriso de um velho, e ainda em off (a câmera ainda estava na Marisa) Fernanda Young diz: "Eu tô cagando pra velho" e, não satisfeita, completa: "Eu tenho uma teoria que até já escrevi a respeito: Todo velho é um filho-da-puta que envelheceu. Sabe aquela história de que "vaso ruim não quebra"? Pois é, pra mim velho é um vaso ruim, é por isso que não quebrou; se chegou à velhice é vaso ruim, é filho-da-puta!"
-parte do texto de Alexander Zimmer -Fernanda Stupid/ crítica a Fernanda Young .
Restam-me dois consolos depois desse episodio absurdo, aliás mais um dessa Young que finge ser uma adolescente doidinha apenas de cabeça, pois já está bem passadinha, para não medir as conseqüências do que fala em público.
São:
Breve ela deverá se matar, para não virar uma “filha- da- puta” que esqueceu de morrer.
Aguardo, ansiosa a noticia.
O segundo:
Tenho o direito de mudar de canal e pedir aos amigos que façam o mesmo.
Sem audiência, fica sem patrocínio.
Sem emprego, fica sem salário.
Sem grana, quem fica é ela de saia justa todo final de mês.
E nem poderá pedir dinheiro à mamãe dela.
Essa senhora, já não exerce mais a profissão, visto que perdeu a vez, certamente não tem mais freguês.
Aliás, será que ainda está viva? Se estiver:
- Fernandinha , mata ela!!!!!

segunda-feira, outubro 04, 2004


Hehehe, la mala vita. Por ironia do destino, me encontro entre pessoas de bom coraçao... Gente que gosta de viver. Adivinhem de onde vem esta gente?... vejamos. Uma pequena descriçao a contar da esquerda: o primeiro, o belissimo sou eu - Francis*PAC, o 2° Stefano, è italiano, garina de oculos è croata e a outra è caboverdiana... hehe. Beijinhos sucosos...

Empresário russo aposta na agricultura angolana

"Em dois anos, vamos satisfazer todas as necessidades alimentares de Angola. Em 18 meses já estamos a produzir 5% do que o país precisa”, diz Arcadi Gaydamak

O multimilionário russo, Arcadi Gaydamak, está interessado em contribuir para a resolução das dificuldades alimentares de Angola e, convicto (e bem) que o país pode ser auto-suficiente em matéria agrícola, propõe-se investir no sector agrícola angolano qualquer coisa como 150 milhões de dólares. Mas, apesar da bondade do projecto, ficam algumas dúvidas quanto à seriedade da proposta já que Gaydamak tem um mandado de captura internacional relativo a um processo de tráfico de armas. Seja como for, não lei internacional nenhuma que impeça o Governo de Eduardo dos Santos de dar cobertura este multimilionário, nem que seja nomeando-o embaixador...

Gaydamak, que vive em Moscovo, está envolvido numa série de projectos - que vão das finanças à agricultura e à extracção de minérios e tem um mandado internacional de captura, emitido pelas autoridades francesas em 2000, por não ter comparecido perante um magistrado para responder a acusações de tráfico de armas. Arcadi Gaydamak rejeita as acusações e diz que as supostas evidências apresentadas para o acusar são falsas.

A guerra angolana, que terminou em 2002, arruinou as infra-estruturas e a agricultura do segundo maior produtor de petróleo em África. E para recuperar é legítimo que o país deite a mão a quem quer ajudar, independentemente da sua credibilidade ou do seu envolvimento em negócios menos lícitos.

Com 13 milhões de habitantes, Angola depende da ajuda internacional e das importações comerciais para colmatar as suas necessidades alimentares.

"Em dois anos, vamos satisfazer todas as necessidades alimentares de Angola. Já estamos a produzir cinco por cento das necessidades na Fazenda Terra Verde. Conseguimos isso em 18 meses", diz o empresário russo.

A Terra Verde é um projecto piloto de 350 hectares nos arredores de Luanda e em que Gaydamak investiu 30 milhões de dólares.

A fazenda produz frutas e vegetais - incluindo pimentos, melões, tomates e batatas - e frangos e ovos para consumo local.

Planos para exportações

Arcadi Gaydamak está também a produzir milho, em parceria com a empresa estatal angolana, Simportex - um projecto com um investimento inicial de 120 milhões de dólares.

"Com a Simportex vamos produzir produtos básicos, especialmente frangos", disse.

Segundo ele, Angola gasta anualmente 25 milhões de dólares com a importação de frangos congelados do Brasil - um montante que poderia ser investido na criação de um aviário e de postos de trabalho locais.

Com outros investidores privados, Gaydamak está também a apostar na produção de laranjas e uvas para exportação para a Europa.

O multimilionário russo acredita que os seus projectos, por si só, podem alimentar Angola e começar a exportar dentro de 24 meses.

O governo angolano diz que outros investidores privados, bem como agências estatais, estão igualmente a trabalhar na revitalização da agricultura por forma a garantir a segurança alimentar.


Fonte: BBC

Aumento das benesses dos políticos, Quem vai pagar isso?

1. «O problema» - disse Agostinho Neto quando uma vez respondia a jornalistas sobre o futuro dos colonos mais abastados numa Angola que já se via que sob sua direcção iria empreender reformas de esquerda após a independência - «não é tirar aos que já têm, mas é dar aos que não têm».

Dir-se-ia, também, ao discutir a questão do aumento dos privilégios e regalias dos titulares de cargos políticos, que o problema da Angola de hoje, não é o de retirar a dignidade dos governantes ou dos deputados enquanto estiverem a exercer os seus postos: para todos os efeitos, muitos deles já a perderam quando humilhados até como homens, apenas para se poderem manter no seu pináculo de salto alto.

O problema é, afinal, ver por onde começar quando se pensar que os angolanos e os seus representantes têm de ter uma vida mais decente (no caso do povo), e alguma dignidade que o poder impõe aos cargos (no que aos outros diz respeito): se se começa pelo topo, onde existe uma classe política que ainda beneficia de critérios administrativistas de obtenção de rendimentos e de riqueza, ou se pela base, onde uma classe de trabalhadores sobrevive com privações tais, que só conhecem paralelos em sociedades governadas por conceitos medievais.

A perspectiva de um aumento tão ostensivo quão dispendioso dos privilégios e das regalias dos titulares de cargos políticos afigura-se devastadora para as aspirações dos trabalhadores angolanos, se comparada com as atitudes do Governo quanto às solicitações do Fmi e das organizações sindicais angolanas que desde o princípio dos anos 90 insistiam com as autoridades para que aumentassem os salários dos empregados angolanos da Função Pública.

O Fmi evocava a necessidade do aumento da eficiência do Governo por via de um incremento dos salários dos empregados da Função Pública, numa equação em que a eficiência seria atingida na medida em que tais serviços fossem desburocratizados e ocupados por servidores bem remunerados, e, logo, menos vulneráveis à corrupção. Isso teria ainda o benefício de que a dinâmica desses aumentos salariais seria seguida pelo sector privado por questões ligadas à competitividade do mercado de emprego.

Os sindicatos, por seu lado, diziam atender aos brutais níveis de miséria a que estavam sujeitos os trabalhadores angolanos, para solicitarem actualizações salariais compatíveis com os índices de desvalorização da moeda nacional (bastante acentuados naquela época), para depois se baterem pela instituição de um salário mínimo nacional.

Um eleitoralismo permanente naquela época de incertezas, em que se estava inclusivamente a negociar o futuro político do país com uma rebelião armada, levou a que o Governo passasse por cima das propostas do Fmi, aceitando, entretanto, já uns dez anos depois do início dessas discussões, o estabelecimento de um salário mínimo da Função Pública equivalente a 50 dólares por mês, quando os sindicatos pediam, baseados no que é necessário para se obter mensalmente um cabaz alimentar mínimo, 350 ou 500 dólares.

Temos, pois, de um lado, um exército de empregados maioritariamente mal remunerados com 50 dólares por mês ou 600 dólares por ano. De outro, uma elite minoritária que para além das remunerações, ainda pode obter privilégios, benesses e regalias que para cada um deles podem superar os 200 mil dólares por ano.

Neste caso, se o problema não é tirar aos que já têm, ele é, certamente, que os que já têm, estão a tirar dos que nada têm. A questão que se coloca é, pois, que a soma do dinheiro total que esses privilégios vão absorver, será mais útil para melhorar os níveis salariais dos mal pagos empregados da Função Pública, do que a pagar as mordomias de uma classe de servidores que é, por sinal, a menos sacrificada deste país de mártires.

2. Nesse plano de exacerbação de gastos públicos para servir de mordomias os políticos da situação, saltam à vista as intenções gratuitas de despesismo quando é proposto o pagamento de seguros de saúde para, entre outras coisas, evacuar para o estrangeiro os dignitários acometidos por doença.

Os receios relativos ao sistema nacional de saúde subjacentes à ideia de ir a correr para o estrangeiro com dignitários adoentados, é bem o reconhecimento de que, ao longo do tempo, esse sistema deu provas de ser tão pouco recomendável, que se tornou inviável para tratar a seres humanos, no que ainda é insuficiente para se chegar à verdade.

Posto que a verdade é que a nível do sector da Saúde, os governos que se sucedem desde Novembro de 1975, mais do que negligentes, agiram de forma criminosa ao deixar que regiões inteiras do país permanecessem durante anos a fio sem instalações hospitalares que as servissem, ou quando permitiram que aquelas que existiam, se degradassem até ao irremediável. Da mesma maneira, não foram feitos investimentos dignos do nome na formação de quadros cientificamente capazes.

Por isso, quando a evacuação dos titulares de cargos políticos adoentados foi idealizada, mais do que passar um atestado de incompetência ao Sistema Nacional de Saúde, estava-se a condená-lo a uma situação de desinvestimento perpétuo, principalmente pela falta de interesse de uma classe de políticos que, à mínima moléstia, tem abertas as portas de importantes instituições hospitalares estrangeiras.

3. Quem vai pagar a factura dos privilégios dos políticos é precisamente esse povo de trabalhadores mal pagos, adoentados e sem recursos financeiros e hospitalares para se tratar, porque é à custa disso que as benesses serão mantidas. E isso reside na equivocada noção de serviço público que se tem em Angola.

O problema dos detentores de cargos políticos em Angola é que esses postos sempre foram um catalisador de enriquecimento. Prova disso é que as fortunas da Angola do pós-independência sempre foram encontradas entre políticos da situação do passado e do presente, algo que só pode encontrar significado num quadro em que se tente explicar a corrupção, parcialmente definida como a utilização de cargos públicos em proveito próprio.

Benjamin Franklim (patriota e inventor americano) dizia que, à luz de conceitos como a abnegação e a democracia, o político é promovido quando deixa um posto público para voltar a ser povo, «porque deixa-se de ser servo, para ser-se patrão». Ao contrário, o que se vê aqui é que quando se atinge um posto político, passa-se de servo a patrão.



Semanário Angolense

Latoya Jackson mostra-se impressionada com a realidade angolana


Jackson(na foto), que se encontra no país para uma curta visita, mostrou-se hoje impressionada com a realidade de Angola, o que veio a alterar o pensamento que tinha.

Latoya Jackson referiu que após conhecer Angola, que a deixou bastante encantada, vai desenvolver uma série de esforços tendentes a contribuir para a melhoria da situação social das crianças angolanas, fundamentalmente as que vivem no Centro de Acolhimento de Crianças de Rua Arnald Janhsen, sito no bairro Palanca, com as quais manteve um breve contacto na manhã de hoje.

Falando em conferência de imprensa, a artista disse que a partir de Fevereiro de 2005, altura em que lançará o seu próximo trabalho discográfico com o título "Começar de novo", prevê realizar um concerto a favor das crianças angolanas.

Apesar de só hoje conhecer a realidade social daquelas crianças, considerou importante o trabalho desenvolvido pela instituição, com vista a reintegração dos petizes.

Garantiu que quando chegar ao seu país serão estudados outros projectos a favor das crianças angolanas.

Latoya Jackson, que se encontra em Luanda a convite da promotora de espetáculos Casa Blanca, não veio a Angola para actuar, mas para ter um contacto real com a situação social, porque, segundo confessou a artista, foi sempre desejo seu conhecer melhor o continente africano.

Durante a sua estadia no Centro Arnald Janhsen, a cantora ofereceu brinquedos e fez uma doação simbólica em dólares para a instituição.

Além da visita às crianças do Centro Arnald Janhsen, Latoya manteve um encontro com os estudantes do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) e assistiu a uma palestra sobre o tráfico de escravos e sua influência na América.

Com uma carreira musical iniciada aos 16 anos, Latoya Jackson referiu ser graças ao seu pai que ela e os seu irmãos começaram a ter sucesso.

Do seu repertório constam quatro discos, mas é com os Jacks 5, grupo integrado também pelos seus irmãos, que a sua popularidade ganha maior projecção.

A cantora Latoya Jackson deixa o país ainda esta noite.



Fonte:Angop
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