quinta-feira, outubro 17, 2013

Angola investiu 341 milhões de euros em Portugal só em 2012

Os dois países garantem que continuam a trabalhar normalmente para a cimeira de Fevereiro, sobre o reforço da cooperação bilateral.

Como nos grandes romances, Portugal e Angola vivem uma relação conturbada que só a história pode explicar. Daquilo que parecem não restar dúvidas - basta olhar para a balança comercial -, é que os dois países têm mais a lucrar unidos do que de costas voltadas. Por isso o discurso de terça-feira última do Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, ao afirmar "as coisas não estão bem" e que não há condições para parceria estratégica, atingiu Portugal com preocupação.

Existem mais de 300 sociedades anónimas portuguesas em Angola, concentradas sobretudo em Luanda, e outros tantos pequenos negócios. Há 117 512 portugueses inscritos nos serviços consulares portugueses naquele país, de acordo com dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas calcula-se que haja entre 150 e 200 mil portugueses emigrados em Angola.

Os ciclos migratórios entre os dois países inverteram-se nos últimos quatro anos e hoje há pouco mais de 30 mil cidadãos angolanos registados em Portugal. Quanto ao número de empresas, apenas 11 sociedades portuguesas tinham o seu capital social detido em mais de 50% accionistas angolanas, segundo dados do INE - Instituto Nacional de Estatísitca relativos a 2011.

Aqui, é preciso notar que nos dois últimos anos os investidores angolanos têm vindo a aumentar a sua presença no país através de diversas empresas ligadas a diferentes sectores de actividade, das telecomunicações à banca, passando pela energia.

Para dar uma ideia, e apenas no universo das empresas cotadas (onde as participações são todas inferiores aos referidos 50%), os angolanos têm 15% da Galp (1,510 mil milhões - Esperanza), 29% da Zon (306 mil milhões - Isabel dos Santos), 19,44% do BCP 425 mil milhões de euros - Sonangol), 19,5% do BPI (324 mil milhões - Isabel dos Santos), 15% da Cofina (8 mil milhões - Newshold) e 1% da Impresa (7 mil milhões - Newshold).

Se olharmos para o investimento directo (ID), os números revelam que Portugal gastou em Angola o dobro do que Angola investiu em Portugal nos sete primeiros meses de 2013. E é aqui que encontramos as maiores oscilações. Nos últimos seis anos, ambos os países têm vindo a reduzir estes fluxos. Em 2008, o ID de Angola em Portugal foi de 49,820 milhões de euros, atingindo um máximo de 341,192 milhões de euros em 2012 e um valor negativo de 102,842 milhões em 2011. Ao contrário, o ID de Portugal em Angola foi de 775,127 milhões em 2008, atingindo um máximo de 909,505 milhões em 2011 e um mínimo de 312,823 milhões de euros em 2012.

Olhando para a balança comercial, as exportações têm vindo a manter-se sensivelmente nos 2 mil milhões de euros desde 2008, atingindo o máximo de quase 3 mil milhões no ano passado. Se olharmos para a importações, elas subiram de 407,9 milhões de euros em 2008 para 1,781 mil milhões de euros em 2012. Este ano, entre Janeiro e Agosto, o valor atingia já os 2,071 mil milhões.

Cimeira em Fevereiro O Ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu ao «i» que a primeira cimeira Portugal/Angola, prevista para Fevereiro, em Luanda, mantém-se como previsto e todos continuam a trabalhar para isso. Ironia ou não, o tema é o "Reforço da Coopeação Bilateral, Crescimento Económico e Desenvolvimento Sustentável". Também o Ministério das Relações Exteriores de Angola não tem qualquer informação que indique a alteração da data.

Apesar disso, algumas fontes contactadas pelo jornal acreditam que, numa posição de força, Angola poderá acabar por adiar o encontro, a menos que o governo português se empenhe na intensificação da actividade diplomática.

Uma das principais questões que se coloca é quem poderá resolver esta sucessão de acontecimentos que estão agora a travar o estreitamento das relações entre os dois países que, ainda há um ano, segundo o presidente da AICEP - Agência Para o Investimento e Comécio Externo de Portugal, Pedro Reis, estavam a atravessar o seu "momento mais alto".

O dedo aponta para o presidente da República, Cavaco Silva, amigo de longa data de José Eduardo dos Santos, com quem manteve sempre uma relação de extrema importância (tal como com o MPLA), ou para José Sócrates, "o primeiro socialista de quem os angolanos gostaram", como disse ao i um economista influente em Luanda.

Resta saber se um dos dois estará disponível para se expor ou se prefere enviar um representante de forma a serenar os ânimos e a prevenir eventuais entraves aos negócios entre Portugal e Angola.

Para Portugal, como para Angola, é importante manter a cimeira, na qual muitos depositavam esperanças a vários níveis. A primeira vitória seria a assinatura de um acordo de dupla tributação; ser o primeiro Estado a concluir um acordo desta natureza poderia posicionar Portugal como plataforma de investimento em Angola. Até porque há outros países na corrida, como a Holanda, que tem um argumento de peso, o faco de ser uma praça financeira com tradição internacional e holdings de todos quatro cantos do mundo disponíveis para investir no resto do globo.

Recentemente, o Fundo Monetário Internacional reviu em baixa o crescimento económico de Angola para 5,6% este ano e 6,3% em 2014 (contra 6,2% em 2013 e 7,3% em 2014).

A razão do abrandamento do crescimento face ao valor do ano passado (8,4%) prende-se essencialmente com os "atrasos na execução do orçamento", que não são, no entanto, nem quantificados nem especificados. De acordo com as previsões, a inflação vai desacelerar dos 10,3% registados em 2012 para 9,2% neste ano e 8,5% em 2014.

Angola tem 14 vezes e meia o tamanho de Portugal e perto de 18 milhões de habitantes,sendo que quase metade vive em Luanda - uma capital sobrelotada com um sistema de saneamento básico preparado para 600 mil pessoas.

Fonte: Jornal i

sábado, setembro 21, 2013

Roma Kizomba Festival (RKF) | 6-8 Giugno 2014 | AFROlatinfeelings

ROMA KIZOMBA FESTIVAL | DAL 6-8 GIUGNO 2014
Mobile: 320.5320.188 - 338.4994.766
E-mail: kizomba.roma@gmail.com

Roma Kizomba Festival 6-8 giugno 2014

DALL'ANGOLA AL MONDO | Così la Kizomba, il Semba, il Kuduro corrono sulle strade dell'Italia. Per dar un senso a questa storia, per rendere queste esperienze ancora più ricche, ancora più significative e più interessanti, Kizomba Romana & Partners organizzano il primo ROMA KIZOMBA FESTIVAL. Oltre il ballo, la cultura e la tradizione vissute in prima persona.

Dal 6 al 8 giugno 2014, la Kizomba invaderà ogni angolo di Roma. Con spettacoli, dimostrazioni, stages e "Grandes Farras" all'angolana.

Programma, partecipanti, feste in aggiornamento
Stages di Kizomba
Stages di Semba
Stages di Kuduro & Afro-House
Stages di Bachata
Stages di Afro 1,2,3
Stages di Rumba
Working Progress

Cfr: https://www.facebook.com/events/427345787377794

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Kizomba Romana Eventi (KR), organizzazione impegnata dal 2007 per diffondere la vera Kizomba, Semba, Tarraxinha, Kuduro - Afro|House ed altri balli Afro ✮✮✮
Mobile: 320.5320.188 - 338.4994.766
E-mail: kizomba.roma@gmail.com
Web: https://www.facebook.com/kizomba.romana
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quinta-feira, setembro 19, 2013

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL | O papel das espias nas relações entre os estados

Snowden - Barack Obama e Dilma

Com o desenvolvimentos dos sistemas informáticos capazes de quebrar todas as encriptações existentes - Cfr. Prism, Echelon, Cyberwarfare -, o factor "humano" retorna no centro das operações. Eis que "torna-se 'pressante'" a necessidade de Escolas Especializadas em formação de homens adaptos às "Secretas" do III Milênio: quadros capazes de entender a complexidade das sociedades actuais, capazes de dominar os sistemas informáticos de ataque e defesa, assim como criar novos modelos de comunicação. É tempo de especializações: fim das improvisações de africana memória.

Tendo em consideração o modus operandi das Secretas durante a "Guerra Fria", hoje o mundo mudou, os dossiers elaboram-se no giro de poucos minutos, visto que o potenciais "pesquisados" oferecem de mãos beijadas todas as suas informações quando não ao Facebook, oferece-se ao Google. O potencial do Google nas mãos de "maus intencionados", teria todas as informações possíveis e até impensáveis. Cada um de nós tem um fascículo nas "Bases de Dados" do Google: vida, obra e milagres. Atenção!
Edward Snowden, o contractor americano, abriu o vaso da Pandora, confirmou ao mundo que as guerras são infinitas, reconfirmou a essência americana como "Warfare State", sublinhou que os interesses de certos Estados são mais importantes que as afirmações de "boa amizade e respeito entre povos". Quem não tem nada a esconder não deve ter medo, mas existem sempre projectos "patrióticos" que necessitam de tempo para a sua elaborações e desenvolvimento, eis portanto a necessidade de "defesa de certos dados", e de privacidade de certas comunicações institucionais. Os Sistemas externos que violam as comunicações institucionais constituem riscos para a boa convivência entre povos.

Na Europa somente a Alemanha alçou a voz e pediu, além das garantias, clareza dos métodos e dos fins de tais interceptações. Na América Latina, "quintal dos americanos" de kenediana memória, vários países reclamaram a abnorme violação das comunicações privadas e institucionais por parte da NSA/Governo dos Estados Unidos, mas o Brasil foi além: na pessoa de Dilma, condicionou novos acordos e uma delegação do Parlamento dirigir-se-há à Moscovo para encontrar Snowden.

O mundo está vivendo uma mudança epocal: o pôr-do-sol do Império americano, a crise infinita da Europa com a consequente desarticulação do Welfare State, a ascensão de novos actores globais. A novidade das novidades, o retorno da Rússia nas questões internacionais. Last but not least, a lenta ascensão da China como actor global de indiscutível poder condicionante: político, econômico e militar. O investimento na educação é a chave de tudo.

Por Francisco Pacavira | #angola2017

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quarta-feira, setembro 18, 2013

17 de Setembro de 2013 – Feriados nacionais e inúteis tolerâncias do ponto, por Francisco Pacavira

Agostinho Neto, guia imortal da nacao angolana

FERIADOS NACIONAIS E INÚTEIS TOLERÂNCIAS DO PONTO | Um dia após a celebração da "Jornada do Herói Nacional", podemos concluir que a tolerância do ponto é inútil, visto que os Funcionários da Função Pública e a maior parte dos "Privados" estão se marimbando.

A que serve parar os serviços públicos, se os funcionários não são orientados a participarem das festividades? O mesmo se diga sobre os privados: porque privar-lhes um dia de trabalho, de ganhos, se os trabalhadores não são "orientados" a informarem-se sobre a importância da data?

Restem os feriados, que se anulem as tolerâncias do ponto. E tem mais: urge um verdadeiro trabalho em prol da angolanidade, em prol do patriotismo, em prol do significado da expressão: EU SOU ANGOLANO.

Há que reflectir.
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17 de Setembro 2013 – Agostinho Neto tem digno sucessor - Bornito de Sousa em Cabinda

Bornito de Sousa sublinhou que, daí para diante, José Eduardo dos Santos empenhou-se de imediato na conquista da paz em Angola e promoveu a reforma da economia do país, até então assente nos princípios do centralismo e da planificação vinculativa.
Discursando para centenas de pessoas no acto central do “Dia do Herói Nacional”, no pavilhão multiusos de Tafe, o ministro afirmou que o Presidente José Eduardo dos Santos impulsionou também a solidariedade com os povos da região, de que resultaram as independências do Zimbabwe e da Namíbia, o fim do regime do apartheid na África do Sul e a libertação de Nelson Mandela.
Bornito de Sousa acrescentou que o Presidente José Eduardo dos Santos promoveu igualmente a reconciliação nacional, a estabilidade política, a reconstrução das infra-estruturas básicas e o desenvolvimento económico de Angola.
“Aqui se enquadra um conjunto de iniciativas no sentido de desenvolver a província de Cabinda e melhorar a qualidade de vida da população”, disse o ministro, tendo enumerado a obra do porto de águas profundas do Buco Maze, a construção da central eléctrica de Malongo e de infra-estruturas integradas da cidade de Cabinda, entre outros empreendimentos.

17 de Setembro 2013 - Bornito de Sousa

Patriotismo de Neto

Sobre o Dia do Herói Nacional, Bornito de Sousa disse que António Agostinho Neto foi “um ilustre patriota e estadista africano condutor da luta armada de libertação nacional e se tornou primeiro Presidente de Angola, em 1975”. “Desde muito cedo António Agostinho Neto se entregou à causa da liberdade do seu povo e de todos os povos oprimidos do mundo”, ­acrescentou Bornito de Sousa. O ministro lembrou que o dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, comemorado ontem, foi instituído em 1980 pela então Assembleia do Povo, como reconhecimento dos seus feitos na condução da luta armada de libertação nacional e na corajosa proclamação da independência de Angola.
Bornito de Sousa referiu que o 17 de Setembro é “uma homenagem do povo angolano a todos os heróis da pátria que lutaram ou deram as suas vidas para hoje se viver numa sociedade independente e democrática”.

Palestra em Malange

A vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, foi enaltecida, na cidade de Malange, durante uma palestra com o tema “O papel de Neto na luta pela conquista da independência nacional”, no âmbito do Dia do Herói Nacional, celebrado ontem.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologias, Gabriel Boaventura, disse que António Agostinho Neto “fortaleceu a unidade do Estado e da Nação”, e “defendeu o equilíbrio dos diferentes grupos e classes existentes no país” com vista à conquista da Independência Nacional. Na altura em que conhece as prisões, no Tarrafal, Cabo Verde, acrescentou o palestrante, Agostinho Neto já tinha iniciado, com os seus poemas, as acções de consciencialização do povo para a sua mobilização na luta contra o colonialismo.
Agostinho Neto nasceu na aldeia de Kaxicane, região de Catete, Icolo e Bengo, a 17 de Setembro de 1922, filho de Agostinho Neto, catequista da Missão americana em Luanda, mais tarde pastor e professor nos Dembos, e de Maria da Silva Neto, professora. Faleceu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo.

Percurso de Neto

A trajectória histórica da vida e obra do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, está patente numa exposição fotográfica inaugurada ontem, no Lubango, pela vice-governadora da Huíla para o Sector Político e Social, Maria João Tchipalavela. A exposição inclui fotografias de momentos ímpares da trajectória política, social, diplomática e familiar de Agostinho Neto e obras literárias da sua autoria para os estudantes, pesquisadores e interessados conhecerem mais sobre o estadista e líder angolano da luta contra o colonialismo.
Maria João Tchipalavela considerou que Agostinho Neto revelou capacidade de auto-renúncia para, num processo de altruísmo e amor, se afirmar como um dos ícones do movimento de libertação nacional em Angola, em África e no Mundo.
Lembrou que Agostinho Neto, como homem de cultura, político e humanista de renome internacional, dedicou a sua juventude à causa nobre dos angolanos, para retirar o povo da opressão e da exploração imposta pelo sistema colonial português.
“O dia 17 de Setembro passou a ser um dia de reflexão sobre a nossa conduta e contribuição para a superação dos actuais desafios. Devemos fazer uma avaliação individual e colectiva do nosso compromisso nas tarefas de construção e reconstrução do país”, disse. A vice-governadora defendeu maior participação dos cidadãos no processo de lançamento de alicerces fortes para a consolidação da angolanidade para o alcance da reconciliação nacional e garantia da integridade territorial de Cabinda ao Cunene.
“Inspirados nas ideias de Neto, devemos assumir o papel de continuadores e executores das suas ideias a fim de Angola ser um bom lugar para se viver. Encontrando-se o país num processo imparável de desenvolvimento em todos os domínios, Angola vai sempre ser a trincheira da revolução em África”, declarou Maria João Tchipalavela.
O acto central alusivo ao dia do Herói Nacional na Huíla teve lugar no município de Cacula, decorrendo sob lema “Honremos a ideias de Neto promovendo a coesão nacional para bem-estar dos angolanos”.

Homenagem aos heróis

A governadora da Lunda-Sul, Cândida Narciso, considerou necessário que os jovens dominem a História de Angola e homenageiem os heróis nacionais, a fim de garantirem o respeito e a promoção crescente da paz, coesão e unidade nacionais. Cândida Narciso, que falava em Saurimo numa palestra alusiva ao 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional, incentivou a camada juvenil a apostar na investigação sobre a vida e obra de Agostinho Neto.
A governante fez uma síntese da biografia do Presidente Neto, ressaltando as etapas cruciais enfrentadas antes, durante e depois da luta de libertação nacional, que culminou com a proclamação da Independência, a 11 de Novembro de 1975.
Uma projecção de fotografias retratando António Agostinho Neto facilitou a compreensão dos participantes sobre as causas que ditaram o seu repetido encarceramento pelas autoridades coloniais. O compromisso do então distrito da Lunda em prol da liberdade e as motivações literárias de Neto foram assuntos focados pelos participantes no período reservado a perguntas e respostas.

Via|JA

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