quarta-feira, setembro 22, 2004

Paralimpico: Atenas 2004/Angola arrebata ouro nos 100 metros

(Por Marcelino Camões, enviado especial da Angop)



Atenas, 22/09 - José Armando Sayovo sagrou-se hoje no campeão paralímpico da historia do desporto angolano ao vncer a final dos 100 metros livres (classet11 - visual) nos jogos paralímpicos de Atenas2004.

O angolano relegou para posições inferiores atletas com melhores credenciais a nível do desporto adaptado mundial, constituindo-se exemplos disto o francês Makunda Goutier, segundo classificado, e o espanhol Luis Bolido, terceiro.

Despois de ter estabelecido terca-feira o record paralimpico e mundial com a marca de 11.37 nas preliminares dos 100 metros, e dado a sua condição de recordista mundial dos 400 metros, a conquista da medalha de ouro não constituiu surpresa até mesmo para os menos atentos em Atenas, onde a caravana nacional é bastante solicitada por atletas, dirigentes desportivos, público e jornalistas.

Assim, a conquista deste feito inédito paralimpico por parte do angolano constituiu consenso total, facto verificado durante a entoação do hino nacional de Angola pela banda dos Jogos, acompanhado por elementos da delegação em Atenas e o público em geral presentes no recinto desportivo.

A conquista do ouro pode ser entendida como fruto de um trabalho abnegado e muito profundo que a direcção do Comité Paralimpico Angolano (CPA) e o seleccionador nacional, José Manuel, têm vindo a desenvolver há já 10 anos, apesar das múltiplas dificuldades no âmbito de apoio material e mesmo de infra-estruturas, consubstanciado na falta de uma pista de tartan ou de um ginásio para trabalhar a força dos atletas.

Noutra vertente, pode igualmente remeter a sociedade sobre uma maior reflexão no sentido de que o homem deficiente pode realizar tarefas úteis como o mais comum dos cidadãos, desde que seja respeitado nao pela limitação física, e sim pela sua capaciade empreendedora e intelectual.

Os angolanos voltam a pista quinta-feira, com José Sayovo e Ângelo Londaca a entrarem em cena nas preliminares dos 200 metros.

Hoje, a semelhança de terça-feira nas preliminares dos 100 metros, Estefania Matias não foi capaz de garantir a qualificação para as meias finais dos 200 metros, numa prova dominada inteiramente pela recordista paralimpica e mundial, a brasileira Adria Santos.

No entanto, Estefania (classet11-visual) vai tentar qualificar-se para a final dos 200 metros através de uma corrida de repescagem.

Natureza de Angola é mostrada hoje em documentário audiovisual

Banco Nacional de Angola

Luanda, 07/09 - Um ciclo de documentários educativos sobre a realidade natural angolana inicia hoje, no auditório do Museu Nacional de História Natural, em Luanda, onde serão exibidas imagens com vista a sensibilizar a população a valorizar os seres vegetais e animais existentes no país.

Promovido por essa casa de conservação de acervos museológicos, o evento visa informar a juventude, especialmente aos estudantes, sobre as diferentes espécies naturais existentes em Angola, com destaque para a fauna, a flora, pontos turísticos e paisagem.

Segundo um dos responsáveis pelo Gabinete de Comunicação e Imagem do museu, Célder Pombal, o centro optou pelo documentário em imagens, devido à credebilidade que este oferece e, por outro lado, porque são ainda poucas as pessoas que conhecem a história natural do país.

" Os presentes se sentirão, de certeza, mais adimirados e comovidos com as imagens de algumas florestas, rios, montanhas, rochas, plantas, desertos, além dos diferentes espécies de animais e seu modo de vida que hão-de-ver e, no entanto passarão a acreditar na riqueza natural, a qual o país oferece".

Com início dia sete, o cíclo de documentários que termina sexta-feira, terá duração de três dias, incluindo a manhã de quinta-feira.

Entretanto, quarta-feira não será ilustrada qualquer imagem.

O acto enquadra-se no programa de actividades do Museu Nacional de História Natural.

fonte: angop

segunda-feira, setembro 20, 2004

Amar!!!




Amar, é a vontade de estar perto, se longe
e mais perto, se perto.
Vinícius de Moraes

Uma poesia natural


Sao quantas as vezes que olhamos para um cao e nao vemos a poesia contida no seu olhar...
A poesia da vida passa pela observaçao do comum, daquilo que todos vemos e nao nos importamos, da terra que pisamos e nao nos apercebemos que è diferente daquela que temos e vimos em casa.
Eu pessoalmente, na qualidade de estrangeiro em em Roma, a cada dia que saio me maravilho com coisas que antes nao dava importancia, olhos as casas, o cèu, as estradas,... tudo me comunica uma emoçao diferente.

A poesia natural... te chama.

Um mito de todos os tempos...

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