quarta-feira, setembro 29, 2004

Dicas porreiras!!!

COISAS DE FENG
"Para segurança nas estradas, lave as rodas e pneus com uma mistura de cinábrio, realgar e 99 gotas de rum. Para aqueles que usam o carro como ganha-pão, a dica é ter uma imagem de veado para garantir prosperidade" (dicas de feng shui para automóveis publicadas no último domingo na Folha de S. Paulo).

quarta-feira, setembro 22, 2004

A minha jornada



Hoje tive um dia interessante. Fiz um exame de escritura e comunicaçao que me correi muito bem. Escrevi uma artigo sobre uma mostra de que se organizarà a New York nel Ground Zero, e algumas dicas interessante.

O meu professor...è um tipo interessante. Aquilo que me atrai em si è a sua calma. E' o professor mais ralaxado que conheci em toda a minha vida. Enquanto faziamos o exame algumas ideias passaram-me pela cabeça. Tudo o que havia visto ontem, desde a moça gorda que nao conseguia subir no autocarro, à sinhora que lhe deixei o lugar e nao me disse nem um vai a merda, nao esperava mas de qualquer maneira sao principio basicos do viver em sociedade.
Outro aspecto interessante da minha jornada è a saìda con Carlos Soma, o Calili, um tipo muito interessante, por dizer o meu irmao aqui. Rismoe disrismos... aqui em Roma nao precisa ir longe para encontrar cenas para rir. A cada canto, a cada curva, a cada olhar, resposta o parlada ao telefone.
Va beh... de qualquer maneira o dia se foi.

Aquilo que me deu muito fastidio:
1.- A morte do segundo sequestrado americano. Epa, essa foui demais, eu nao sei onde estao os americanos... Estou a me enervar com todos os poederosos. Como deixem um maluco em qualquer parte do mundo matar como lhe parace... epa.
2.- O caso de nao conseguir fazer tudo o que queria. Hoje me apercebi que a jornada è muito curta.
3.- Va ben. Agora vou embora.
Um forte abraço.

Francisco PACAVIRA

Um sonho




Um Sonho


Na messe , que enlourece, estremece a quermesse...
O sol, celestial girasol, esmorece...
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluidas, fluindo a fina flor dos fenos...

As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas,cítaras,sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em Suaves,

Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves
Suaves...



Flor! enquanto na messe estremece a quermesse
E o sol,o celestial girasol,esmorece,
Deixemos estes sons tão serenos e amenos,
Fujamos,Flor!à flor destes floridos fenos...


Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...



Como aqui se está bem!Além freme a quermesse...
- Não sentes um gemer dolente que esmorece?
São os amantes delirantes que em amenos
Beijos se beijam,Flor!à flor dos frescos fenos...


As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas,cítaras,sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em Suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...



Esmaiece na messe o rumor da quermesse...

- Não ouves este ai que esmaiece e esmorece?

É um noivo a quem fugiu a Flor de olhos amenos,

E chora a sua morta,absorto,à flor dos fenos...



Soam vesperais as Vésperas...

Uns com brilhos de alabastros,

Outros louros como nêsperas,

No céu pardo ardem os astros...



Penumbra de veludo . Esmorece a quermesse...

Sob o meu braço lasso o meu Lírio esmorece...

Beijo-lhe os boreais belos lábios amenos,

Beijo que freme e foge à flor dos flóreos fenos...



As estrelas em seus halos

Brilham com brilhos sinistros...

Cornamusas e crotalos ,

Cítolas,cítaras,sistros ,

Soam suaves , sonolentos ,

Sonolentos e suaves ,

Em Suaves ,

Suaves, lentos lamentos

De acentos

Graves,

Suaves...



Teus lábios de cinábrio,entreabre-os!Da quermesse

O rumor amolece,esmaiece,esmorece...

Dê-me que eu beije os teus morenos e amenos

Peitos!Rolemos,Flor!à flor dos flóreos fenos...



Soam vesperais as Vésperas...

Uns com brilhos de alabastros,

Outros louros como nêsperas,

No céu pardo ardem os astros...



Ah! não resista mais a meus ais!Da quermesse

O atroador clangor,o rumor esmorece...

Rolemos,ó morena!em contactos amenos!

- Vibram três tiros à florida flor dos fenos...



As estrelas em seus halos

Brilham com brilhos sinistros...

Cornamusas e crotalos,

Cítolas,cítaras,sistros,

Soam suaves, sonolentos,

Sonolentos e suaves,

Em Suaves,

Suaves, lentos lamentos

De acentos

Graves,

Suaves...


Três da manhã.Desperto incerto...E essa quermesse?
E a Flor que sonho? e o sonho? Ah!tudo isso esmorece!
No meu quarto uma luz,luz com lumes amenos,
Chora o vento lá fora,à flor dos flóreos fenos...
Eugênio de Castro

Arcachon,12 de julho de 1889.

Concentração excessiva de poderes pode ser perigosa



William Tonet
A Constituição de qualquer país e Angola não pode fugir à regra, não deve ser um fato ajustado a uma pessoa concreta.

Ela tem de ser abstrata nas suas linhas, nos seus propósitos e nos objectivos, que todos aqueles que forem levados, a dado momento, a desempenhar funções, por via dos processos democráticos, nas mais altas instituições do Estado devem obedecer, respeitar e cumprir.



Entretanto o absurdo neste ante-projecto continua a ser a transformação de um homem normal, num super homem, dotado de poderes quase divinos, pois só assim se entende que o primeiro-ministro, não seja o chefe de Governo, porquanto este exercício compete, também, ao Presidente da República (artº 162).

Este artigo é uma inovação, pois na actual Constituição, as funções do Presidente como chefe do Governo são omissas e, talvez por isso, já tenha merecido um acordão do Tribunal Supremo, nas vestes de Tribunal Constitucional.

Assim caso venha a ser aprovado este ante-projecto a situação do primeiro-ministro, será mais com-plicada porquanto caberá ao Presidente da República, enquanto chefe de Go-verno, dirigir e orientar a acção do primeiro-ministro, dos ministros, dos gover-nadores de província e de-mais membros do aparelho do Estado. É coisa para se perguntar como poderá jus-tificar o salário que aufere, quando não desempenha qualquer tarefa de realce.

Fica pois no ar o que se entende por governar e o princípio de cumpliciade e sinergias que deveriam ter as distintas instituições públicas. Governar e administrar aqui se confundem em funções de mercearia.

"Mas, rigorosamente, gover-nar tem um sentido que se dilata no tempo, para além dos limites individuais de quem governe, imper-ceptível, portanto, para os adventícios do poder.

A noção plena de Governo liga-se às responsabilidades dos seus efeitos, que recaem longe".

Entretanto o artº 160 encerra as funções do Presidente da República, que vão desde a alínea a) a y), percorrendo, na prática, todas letras do abecedário e conferem-lhe o poder de nomear o primeiro-ministro, convocar e marcar eleições, dirigir mensagem à Assembleia Nacional, nomear quase todos os membros das instituições do Estado, entre outras.

Isto é pois um autêntico absurdo por misturar tudo, numa constituição como se o seu valor estivesse no número de artigos, que bem poderiam repousar em sede própria e ao objecto concreto dos seus institutos.

Mas paradoxalmente aqui se confunde governar com reinar, como se o País estivesse refém de um homem só. Reinar, no caso concreto, de Angola, parece não ser deixar administrar, ou de governar, mas qualquer coisa de "supra-governo" em potência", concentrado no Palácio presidencial. E aqui ninguém parece alertar para os perigos de um absolutismo legal, poder criar instabilidade governativa, se as previsões de vitória de uns falharem. Este vício tem sido pernicioso para o País e a prova das imoralidades podem verificar-se nos empreéstimos contraídos no exterior, que hipotecam o País e endividam as gera-ções futuras.

A pretensão de se configurar uma soberania superior, nas mãos de uma instituição, não parece ter em linha de conta as rotas exigidas para o despontar do desenvol-vimento de Angola amanhã. E o perigo é das mais novas gerações não conseguirem, hoje, ter as leituras pertinentes que a defesa da sua sobrevivência impõem.

Os bajuladores e idola-tradores, muitas vezes, nos seus comentários, acham positivo o excesso de concentração de poderes e interferência a todos os níveis do Presidente da República, que inibe e banaliza a actuação do primeiro-ministro.

Apesar de se acreditar haver uma intromissão abusiva e perturbadora, nas compe-tências exclusivas do Gover-no.

Procedendo desta forma o primeiro-ministro é quase uma marionete, nas mãos do Presidente da República, que obedece a todas as suas orientações, uma vez estarem esvaziadas, na Constituição as suas competências e não temos por isso que comentá-las, no actual quadro de um partido com maioria, um Presidente da República e um primeiro-ministro.

Porém, o que merece, e requere, uma observação pertinente é a ideia implícita de todos "cobardemente" concordarem com este esvaziamento institucional que faz um primeiro-ministro desinteressar-se dos problemas do País.

Mais grave ainda é estar configurado, que um partido que ganhe as eleições legislativas, não possa indicar um primeiro-ministro, para este chefiar o Governo, pois estas funções e indicações serem da exclusiva competência do Presidente da República.

Com este artifício fica esvaziado a realização das eleições legislativas, que passam a ser um verdadeiro empecilho, onde as forças políticas vão gastar dinheiro, mas não podem ambicionar, que uma eventual vitória lhes confira a aspiração de mudar o rumo dos acontecimentos

De princípio ninguém de bom senso, pode aceitar a indiferença de um primeiro-ministro quanto ao rumo nebuloso dos rumos da gestão governativa.



fonte:folha8

25 Anos de liderança.



José Eduardo dos Santos cumpriu esta quarta-feira 25 anos na liderança de Angola. Feitas as contas, actualmente é o Chefe de Estado lusófono que se encontra há mais tempo em funções, num país que recupera de vários anos de uma guerra civil pós-independência.

Aos 37 anos, Eduardo dos Santos tornava-se num dos mais jovens Chefes de Estado do mundo ao suceder, em 1979, a Agostinho Neto. Na data, Angola conhecia um regime de partido único.

No entanto, os anos seguintes ficaram marcados pela guerra e foi raro o acordo de paz celebrado que conseguiu manter-se em vigor, no terreno, durante muitos meses. A UNITA e Jonas Savimbi em particular foram os grandes adversários de Eduardo dos Santos. Nem a eleição presidencial ganha em 1992 conseguiu impor a tranquilidade no país. Apenas a partir de Fevereiro de 2002, com a morte do dirigente histórico da UNITA, Angola começou a conhecer dias menos agitados, embora quase tudo que diz respeito ao desenvolvimento do país esteja por resolver.

Prova disso são as declarações de Eduardo dos Santos, esta semana, em Nova Iorque. Num encontro com outros líderes mundiais, a propósito da 59/a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Eduardo dos Santos lançou um novo apelo à comunidade internacional para serem efectivadas medidas concretas de combate à fome e à pobreza nos territórios mais desfavorecidos, como é o caso de Angola.

As eleições previstas para 2006 serão mais uma prova à estabilidade do país. Eduardo dos Santos já deu sinais no sentido de uma não recandidatura, mas o processo eleitoral ainda está a amadurecer.

(c) PNN - agencianoticias.com
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