segunda-feira, janeiro 12, 2009

ZP090112

ZENIT

O mundo visto de Roma

Serviço diario - 12 de janeiro de 2009



SANTA SÉ
Crise propõe urgência da educação dos jovens, assegura Bento XVI
Santa Sé pede às Nações Unidas que intervenha no conflito de Gaza
Bento XVI agradece por obra evangelizadora do Caminho Neocatecumenal
México: cardeal Bertone apresentará família como resposta à crise
Congresso das famílias abordará crise financiera e divórcio
Falece cardeal Laghi, grande enviado de João Paulo II

MUNDO
Estados Unidos: «todos somos migrantes»
Clínica da Cáritas em Gaza é destruída por bombardeio israelense

EM FOCO
População é uma riqueza e não um fator de pobreza

FLASH
Campanha da Fraternidade terá abertura em Aparecida
Brasil: retiro para padres enfoca espiritualidade de Charles de Foucauld

DOCUMENTAÇÃO
Intervenção da Santa Sé na ONU sobre conflito de Gaza



ANÚNCIOS
DVD: "Tu és Pedro - Bento XVI e as Chaves do Reino" - Edição especial
LIVRO: "João Paulo II Peregrino do Mundo"


Santa Sé

Crise propõe urgência da educação dos jovens, assegura Bento XVI

Oferece a colaboração da Igreja na área educativa e assistencial

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 12 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI considera que a atual crise mundial e suas causas propõem a urgência de «uma formação em valores», especialmente aos jovens. 

«A atual crise econômica que está afetando a comunidade mundial – afirmou nesta segunda-feira, durante o tradicional encontro de início de ano, aos membros da administração da cidade de Roma, de sua província e da região do Lazio, da qual depende – está ligada a outra estrutural, cultural, de valores.»

Estas crise de valores está patente especialmente entre os jovens, explicou, em quem «se enfraquecem os valores humanos e cristãos que dão sentido ao viver cotidiano e que formam uma visão da vida aberta à esperança», e «surgem, ao contrário, desejos efêmeros e esperanças não duradouras, que no final geram aborrecimentos e fracassos». 

O Papa lamentou as notícias sobre a violência juvenil e as mortes em acidentes, e explicou que existe uma «emergência educativa» à qual a Igreja também deve responder. 

O atual «niilismo» tem como consequênica, afirmou, «a banalização da própria vida para refugiar-se na transgressão, nas drogas e no álcool, o que para alguns se converteu no rito habitual do fim de semana». 

«Inclusive o amor tende a reduzir-se a uma simples coisa que se pode comprar e vender e o próprio homem se converte em mercadoria», acrescentou. 

O Papa convidou os poderes políticos «a dedicar-se seriamente aos jovens, a não deixá-los à mercê de si mesmos e expostos à escola de ‘maus professores’, mas a comprometê-los em iniciativas sérias, que lhes permitam compreender o valor da vida em uma família estável, fundada no matrimônio». 

O pontífice afirmou que a Igreja, no campo da educação, «está chamada a oferecer sua contribuição estimulando a reflexão e formando as consciências dos fiéis e de todos os cidadãos de boa vontade». 

Acrescentou que é uma «prioridade inderrogável» a «formação no respeito das normas, na assunção das próprias responsabilidades, a uma atitude de vida que reduza o individualismo e a defesa desses interesses parciais, para tender juntos ao bem de todos, dando uma particular atenção às expectativas dos sujeitos mais frágeis da população, não os considerando como um peso, mas um recurso a valorizar». 

«Talvez nunca como agora a sociedade civil compreende que só com estilos de vida inspirados na sobriedade, na solidariedade e na responsabilidade é possível construir uma sociedade mais justa e um futuro melhor para todos», disse o bispo de Roma. 

Colaboração da Igreja diante da crise 

Na situação atual, o pontífice convidou os poderes públicos a terem «uma vontade concorde de reagir, superando as divisões e concertando estratégias que, por um lado enfrentem as emergências de hoje, e por outro visem a desenhar um projeto orgânico estratégico para os próximos anos». 

Neste sentido, reconheceu o trabalho que as instituições católicas, especialmente as Cáritas diocesanas, estão levando a cabo na região e exigiu «uma sinergia entre todas as instituições para oferecer respostas concretas às crescentes necessidades das pessoas». 

Bento XVI insistiu em uma maior colaboração entre a Igreja e os poderes públicos, «no respeito das responsabilidades recíprocas», em todos os campos, inclusive da saúde. 

Reafirmou que a Igreja «não pede nem busca privilégios, mas deseja que sua própria missão espiritual e social continue encontrando apreço e cooperação». 

top


Santa Sé pede às Nações Unidas que intervenha no conflito de Gaza

«É evidente que as partes não são capazes de sair do círculo vicioso da violência sem ajuda»

GENEBRA, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O observador permanente da Santa Sé pediu à comunidade internacional, na sexta-feira passada, que «intervenha ativamente» para deter o conflito de Gaza, durante sua intervenção na Sessão Especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU. 

O arcebispo Silvano Tomasi afirmou que «é evidente que as partes não são capazes de sair deste círculo vicioso de violência sem a ajuda da comunidade internacional». 

O representante da Santa Sé a instou a «cumprir com suas responsabilidades intervindo ativamente para deter o derramamento de sangue, para facilitar o acesso à assistência humanitária de emergência e colocar fim a toda forma de confronto». 

O prelado expressou com palavras de Bento XVI a condenação da Igreja de toda violência, «venha de onde vier e seja qual for a forma que ela adotar», e assegurou sua solidariedade «tanto com o povo de Gaza, que está morrendo e sofrendo» como com «o povo de Sderot, Ashkelon e outras cidades israelenses que estão vivendo sob o terror constante de ataques». 

A comunidade internacional, acrescentou, «deve continuar participando na eliminaçào das causas profundas do conflito, que só pode ser resolvido no marco de uma solução duradoura do maior conflito palestino-israelense, sobre a base das resoluções internacionais aprovadas ao longo dos anos». 

Referiu-se também à jornada de oração pela paz convocada no domingo passado, 4 de janeiro, pelos bispos e líderes cristãos de Jerusalém. 

Estes, sublinhou, «estão convencidos de que a continuação do derramamento de sangue e da violência não conduzirá à paz e à justiça, mas alimentará mais o ódio e a hostilidade e, portanto, um contínuo confronto entre os dois povos». 

Dom Tomasi se referiu ao convite dos líderes religiosos «a ambas as partes, para que recobrem o sentido e cessem os atos de violência, que só trarão a destruição e a tragédia», e a que trabalhem por resolver suas diferenças por meios pacíficos e não violentos». 

top


Bento XVI agradece por obra evangelizadora do Caminho Neocatecumenal

Alenta sua integração na pastoral paroquial e diocesana

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI agradeceu a Deus na tarde desse sábado pela obra evangelizadora suscitada através do Caminho Neocatecumenal, em um encontro festivo por ocasião dos quarenta anos do início desta realidade eclesial na diocese de Roma.

Ao mesmo tempo, nas palavras que dirigiu a cerca de 25 mil membros do Caminho, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o pontífice os alentou a ser dóceis às diretivas dos bispos para viver em plenitude sua vocação eclesial.

Na celebração, animada pelos cantos que caracterizam os encontros do Caminho, participaram Kiko Arguello, que compôs alguns deles, Carmen Hernández e o padre Mario Pezzi, iniciadores deste itinerário de catecumenato para redescobrir o Batismo.

«Como não bendizer ao Senhor pelos frutos espirituais que, através do método de evangelização que vós aplicais, puderam-se recolher nestes anos?», perguntou o Papa.

«Quantas renovadas energias apostólicas se suscitaram tanto entre os sacerdotes como entre os leigos! Quantos homens e mulheres e quantas famílias que haviam se afastado da comunidade eclesial ou que haviam abandonado a prática da vida cristã foram ajudados a voltar a encontrar a alegria da fé e o entusiasmo do testemunho evangélico através do anúncio do kerygma e do itinerário de redescoberta do Batismo», afirmou.

O bispo de Roma reconheceu que a recente aprovação dos Estatutos do Caminho por parte do Conselho Pontifício para os Leigos «selou a estima e a benevolência com que a Santa Sé segue a obra que o Senhor suscitou através de seus iniciadores».

O pontífice reconheceu que a obra evangelizadora do Caminho encontrará sua plena realização com «dócil adesão às diretivas dos pastores», os bispos, «e de comunhão com todos os demais componentes do Povo de Deus».

«Esta unidade, dom do Espírito Santo e incessante busca dos crentes, faz de cada comunidade uma articulação viva e bem integrada no Corpo místico de Cristo», assegurou.

«A integração orgânica do Caminho na pastoral diocesana e sua unidade com as demais realidades eclesiais beneficiarão todo o povo cristão e farão mais fecundo o esforço da diocese a favor de um anúncio renovado do Evangelho em nossa cidade», indicou.

Por último, o Papa agradeceu a Deus por outro dos grandes frutos suscitados pelo Caminho Neocatecumenal: «o grande número de sacerdotes e de pessoas consagradas que o Senhor suscitou em vossas comunidades».

No encontro, tomou a palavra Kiko Arguello para apresentar algumas realidades presentes, como as mais de 200 famílias que partirão por todo o mundo para anunciar o Evangelho (unindo-se às 500 que já partiram em anos anteriores); os 700 itinerantes que abriram no mundo a experiência do Caminho; as novas 15 «missio ad gentes», às quais se acrescentam sete que começaram esta experiência.

A «missio ad gentes» está constituída por um grupo de três ou quatro famílias com numerosos filhos e um presbítero. Irão viver em cidades descristianizadas da Alemanha e de outros países, por exemplo, entre aborígenes australianos.

Kiko Arguello apresentou ao Papa, por último, algumas comunidades que terminaram o itinerário e que irão para paróquias dos arredores de Roma que experimentam situações sociais difíceis. Entre elas, as primeiras comunidades da paróquia dos Mártires Canadenses de Roma, a primeira desta diocese onde o Caminho começou.

As «comunitates in missio» são outra das novidades nos últimos anos: comunidades inteiras que terminaram o Caminho Neocatecumenal se põem à disposição para se mudar para outras paróquias da diocese que o requeiram. A experiência começou em Paris, na paróquia da «Bonne Nouvelle».

O Papa abençoou estes novos missionários, a quem fez entrega, a alguns pessoalmente, de uma cruz prateada, sinal da missão que lhes foi encomendada. O encontro concluiu com um Te Deum de ação de graças.

O Caminho está presente em 120 países de 5 continentes, formando 20 mil comunidades em mais de 5.500 paróquias.

top


México: cardeal Bertone apresentará família como resposta à crise

Antes de voar para a Cidade do México

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, afirmou antes de voar ao México, nesta segunda-feira, que o VI Encontro Mundial das Famílias será uma plataforma para apresentar o núcleo familiar como resposta à crise global. 

Para isso, em declarações a um reduzido grupo de jornalistas do México e da América Latina, o legado de Bento XVI na reunião familiar que reunirá mais de um milhão de pessoas afirmou que é necessário reconhecer os direitos da família. 

«A situação econômica mundial é gravíssima e afeta sobretudo as famílias, assim como os povos mais pobres», constatou o purpurado. 

«A Igreja se preocupa e o Papa lançou várias mensagens. Por ocasião das festas natalinas, falou de compromissos de sobriedade e solidariedade, que envolvem todos, para não delegar só nas autoridades políticas, econômicas ou financeiras, nos governadores dos bancos centrais, a tarefa de enfrentar esta crise.»

O purpurado anunciou que Bento XVI intervirá sobre este tema com sua próxima encíclica, de caráter social, «que está em sua reta final», e que «certamente será publicada durante a primeira metade deste ano».

O cardeal Bertone constatou que «em nosso tempo se dá um desvio a favor dos direitos individuais, como direitos absolutos, sem levar em conta seu fundamento, que é a natureza do homem e da mulher». 

«O Papa João Paulo II tinha o projeto de escrever uma encíclica sobre a lei natural – revelou –, como plataforma, como denominador comum para dialogar com todas as culturas e permitir uma base antropológica firme para os direitos, sem esconder os deveres.»

«Portanto, aos direitos correspondem os deveres – acrescentou. Após ter celebrado o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, temos de pensar em uma Carta dos deveres do homem, da mulher e das instituições: das instituições religiosas e das instituições públicas.»

Bertone recordou o recentemente falecido cardeal Alfonso López Trujillo, presidente do Conselho Pontifício para a Família, que «trabalhou muito para elaborar no âmbito sócio-político uma Carta dos Direitos da Família». 

«Agora se sublinham muito os deveres civis – meramente individuais – e não se reconhecem os direitos da família, como célula fundamental, viva da sociedade, e como célula intermediárai entre o indivíduo e o Estado.»

Esta mentalidade explica o motivo pelo qual, afirmou, inclusive em muitos países de maioria católica se aprovam leis «que são contrárias ao que chamamos de ‘lei natural’, e portanto, aos direitos da família como união entre homem e mulher». 

Por este motivo, o cardeal considera que a Igreja, e em particular o Encontro Mundial da Família, deve «conscientizar também os políticos: os políticos católicos e os não católicos». 

Ao falar da crise, tanto econômica como da família, o purpurado também abordou a difícil situação dos imigrantes, particularmente no contexto do continente americano. 

Bertone indicou que existe colaboração entre as conferências episcopais dos Estados Unidos, México, Cuba etc. com a Santa Sé, para procurar «influir nos respectivos Estados, nas autoridades políticas, para enfrentar de maneira mais positiva o problema dos imigrantes». 

O secretário de Estado tinha previsto aterrissar na tarde desta segunda-feira na Cidade do México. Será recebido durante sua estadia, entre outros, pelo presidente da República, Felipe Calderón, na residência oficial de Los Pinos. 

O purpurado encerrará em 16 de janeiro o congresso teológico-pastoral do VI Encontro Mundial das Famílias com a conferência «Família, justiça e paz» no Centro da ExpoBancomer da capital mexicana. 

Na noite do sábado 17, presidirá um encontro festivo-testemunhal no átrio da Basílica de Guadalupe. 

Na manhã do domingo 18, presidirá a missa de encerramento do encontro das famílias, também na esplanada do santuário guadalupano. Este ato será acompanhado ao vivo de Roma pelo Papa. 

O programa do cardeal prevê uma visita a Querétaro, na segunda-feira, 19 de janeiro, para ter um encontro com representantes do mundo da cultura e da educação do México. 

A viagem do secretário do Papa pelo México concluirá em 20 de janeiro.

top


Congresso das famílias abordará crise financiera e divórcio

Algumas novidades deste congresso convocado pelo Papa Bento XVI

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Um evento de «prioridade pastoral, análogo à Jornada Mundial da Juventude»: assim qualificou o Pe. Gianfranco Grieco, chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família, o VI Encontro Mundial das Famílias que será realizado na cidade do México de 14 a 18 de janeiro.

Durante um encontro com a imprensa na Sala de Imprensa da Santa Sé, realizado na sexta-feira, o sacerdote recordou que esta reunião eclesial foi querida e instituída pelo Papa João Paulo II assim como as Jornadas Mundiais da Juventude e reconheceu que, ainda que se mostrassem céticos diante de ambos os eventos, ao longo dos anos deram inumeráveis frutos de conversão e apostolado.

O cardeal Enio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, assegurou que temas como a crise financeira e as famílias que se encontram em dificuldade econômica, serão tratados neste congresso: «as associações são interlocutoras da política porque todas as intervenções têm um impacto sobre a vida da família».

Famílias irregulares 

Ainda que alguns temas como o divórcio ou os filhos nascidos fora do casamento não fazem parte direta do programa do Congresso, serão abordados durante o evento devido a que «todos os temas estão unidos», disse o cardeal Antonelli.

O purpurado assegurou que estes novos desafios para a família serão analisados em uma «ótica da educação». E declarou que a «Igreja tem uma atitude de proximidade e compreensão com relação aos casais irregulares, os divorciados».

Ainda que os divorciados que voltaram a casar-se não possam receber a Eucaristia, que representa a plena comunhão com a Igreja, recordou que esta «não os exclui totalmente». Por isso, para quem se encontra em uma situação irregular, assegurou que «podem participar da missa e de todas as atividades da Igreja».

Também analizarão alguns temas como a liberdade educativa, a conciliação dos tempos de trabalho com os da família e se fará um «reconhecimento ao trabalho doméstico» das mães de família, segundo disse o cardeal Antonelli.

top


Falece cardeal Laghi, grande enviado de João Paulo II

Prefeito emérito da Congregação para a Educação Católica

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI manifestou seus pêsames ao receber a notícia do falecimento, aos 86 anos, do cardeal italiano Pio Laghi, prefeito emérito da Congregação para a Educação Católica, que cumpriu com importantes missões diplomáticas confiadas por João Paulo II. 

O antigo enviado papal a George Bush para tentar evitar a guerra no Iraque, núncio apostólico na Argentina e nos Estados Unidos, delegado apostólico em Jerusalém e Palestina, faleceu nas primeiras horas do domingo, 11 de janeiro, em um hospital de Roma, onde estava internado há tempos por causa de uma grave enfermidade. 

O purpurado era patrono da Soberana Ordem Militar de Malta. 

Em um telegrama dirigido aos sobrinhos do purpurado, Bento XVI recorda o «longo e generoso serviço à Santa Sé, em particular como representante pontifício em diversos países e como prefeito da Congregação para a Educação Católica». 

«Desejo expressar-vos, da mesma forma que a todos os familiares, minha profunda participação no luto que afeta quem conheceu e estimou o falecido purpurado, e enquanto elevo fervorosas orações a Deus para que lhe conceda o prêmio prometido aos fiéis servidores do Evangelho, envio de todo coração a quem lamenta sua morte uma especial e consoladora bênção apostólica», explica o Papa. 

A Sala das Celebrações Litúrgicas explica que nesta terça-feira, às 11h, no altar da Cátedra da Basílica vaticana, o cardeal Angelo Sodano, decano do colégio cardinalício, celebrará o funeral junto com os demais purpurados. 

Ao terminar, o Papa dirigirá sua palavra aos presentes e presidirá o rito da ultima commendatio e da valedictio

O cardeal nasceu em Castiglione, diocese de Forli-Bentinoro (Itália), em 21 de maio de 1922, e foi ordenado sacerdote em 20 de abril de 1946. Após licenciar-se em Teologia e Direito Canônico, entrou ao serviço diplomático da Santa Sé, sendo enviado, em 1952, como secretário da nunciatura de Manágua, na Nicarágua. 

Três anos depois foi enviado à delegação apostólica de Washington (naquela época os Estados Unidos e a Santa Sé não tinham relações diplomáticas) e, em 1961, à nunciatura de Déli, na Índia. 

Em 1964, regressou a Roma para trabalhar na Secretaria de Estado. Em 1969, Paulo VI o nomeou arcebispo e o designou como delegado apostólico em Jerusalém e na Palestina. Nos cinco anos em que cumpriu essa missão, foi também pró-núncio apostólico no Chipre e visitador apostólico da Grécia. 

Em abril de 1974, o próprio Papa o enviou como núncio apostólico à Argentina, onde permaneceu até 1980, quando foi nomeado delegado apostólico nos Estados Unidos. Em 1984, desempenhou um papel decisivo na inauguração das relações diplomáticas da Santa Sé com esse país, convertendo-se em pro-núncio apostólico. 

Em 6 de abril de 1990 foi nomeado por João Paulo II como prefeito da Congregação para a Educação Católica, cargo que manteve até 15 de novembro de 1999. O mesmo Papa o criou cardeal em 1991. 

Era patrono da Soberana Ordem Militar de Malta desde 1993 e, desde 1992, era presidente do Oratório Pontifício de São Pedro, a instituição que organiza as atividades juvenis da paróquia vaticana. 

Foi enviado especial por João Paulo II a Israel e diante da Autoridade Palestina para entregar uma mensagem autógrafa do Papa para alentar o cessar-fogo entre as duas partes e reiniciar o diálogo, em 30 de maio de 2001. 

O mesmo Papa lhe mandou como seu enviado especial ao presidente dos Estados Unidos, Georger W. Bush, para entregar-lhe uma mensagem na qual lhe ilustrava a posição e as iniciativas empreendidas pela Santa Sé para contribuir para o desarmamento e para a paz no Oriente Médio, em 1º de março de 2003. Bush não escutou a petição do enviado papal de deter o conflito e em 19 de março começava a invasão do Iraque.

top


Mundo

Estados Unidos: «todos somos migrantes»

O arcebispo de Denver advoga por uma imigração ordenada e segura

DENVER, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de Denver se declarou a favor de uma imigração ordenada e de uma reforma integral das leis e políticas de imigração, ao concluir a Semana Nacional de Migração dos Estados Unidos. 

Comentando a importância do evento (http://www.usccb.org/mrs/nmw.shtml), o arcebispo Charles Chaput constatou que o tema da imigração «foi um ponto quente antes das eleições e amplamente debatido durante a campanha». 

«Espero que se converta em um assunto de grande e fervoroso debate durante o próximo congresso [a Semana Nacional de Migração] – disse o prelado. É uma questão de justiça, tanto para os cidadãos americanos como para os imigrantes.»

«Nossa Igreja está a favor de uma imigração ordenada e de uma reforma integral da imigração, de maneira que nossas fronteiras estejam protegidas e todo mundo seja respeitado. Estes dois princípios são muito importantes para uma compreensão católica da migração que, em último termo, se enraíza na crença cristã de que todos nós somos migrantes em busca de nossa pátria celestial.»

O arcebispo, descendente de nativos americanos, sublinhou quão importante foi a imigração para os Estados Unidos. 

«Muitos de nós somos filhos, netos e bisnetos de imigrantes – disse. E a vinda de pessoas com muitos dons de diferentes lugares foi parte da riqueza do nosso país. (...) É importante para nós reconhecer que a imigração tornou nosso país próspero. Não falo de prosperidade econômica, mas da riqueza cultural que nossa diversidade oferece.»

«Os Estados Unidos são um país de imigrantes. Nossa herança e nossa fé cristã exigem que busquemos uma solução justa para os problemas de nosso atual sistema de imigração.» 

O arcebispo Chaput criticou as reações «de hostilidade» para com os imigrantes. 

«Devemos compreender que nosso país tem o dever de proteger suas fronteiras, o dever de acolher quem migra legalmente – insistiu –, e a responsabilidade de enfrentar com justiça os defeitos das leis e políticas de imigração que permitiram a entrada de milhões de indocumentados, que trabalham duro, honestos imigrantes em risco de viver e trabalhar nas sombras da nossa sociedade.»

top


Clínica da Cáritas em Gaza é destruída por bombardeio israelense

Situação «desumana e criminosa», denuncia o pároco local

JERUSALÉM, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Um dos pontos de atenção médica que a organização católica Cáritas Jerusalém mantém na Faixa de Gaza foi destruído na sexta-feira passada, durante um bombardeio israelense. 

Foi o que confirmou a Cáritas Internacional nesta segunda-feira, através de um comunicado com o qual anunciou também um apelo de emergência através da rede Cáritas para enviar ajuda humanitária urgente à região.

A clínica, no distrito de Al Maghazi, foi completamente destruída pelos bombardeios, junto com aproximadamente 20 moradias. Graças a que as famílias da área haviam se refugiado em várias escolas do distrito, não houve feridos, afirma a nota. 

Das 884 vítimas mortais contabilizadas até agora neste conflito, 12 eram da equipe médica e 275 eram crianças. 

Até este momento, a Cáritas mantém outras cinco clínicas ativas na Faixa. A Cáritas Jerusalém alertou sobre a dificuldade de conseguir fornecimento de alimentos e medicamentos. A intenção é prover serviços médicos através dos centros da Cáritas, assim como uma clínica móvel que ajude os hospitais de Gaza a atender os feridos. 

No total, a Cáritas Jerusalém previu uma quantidade de mais de 1,5 milhão de euros, para proporcionar, além de material médico e ambulâncias, kits higiênicos, alimentos e cobertores para até 4 mil famílias. 

Em algumas declarações telefônicas recolhidas pela Cáritas, o pároco de Gaza, Pe. Manuel Musallam, afirma que a situação é «inumana e criminosa». 

«Há um grande pânico em todas as partes. De dia e de noite o pranto das crianças penetra por toda parte. As pessoas não dormem. Perderam tudo.»

O sacerdote explicou que cerca de 70 mil pessoas «estão vivendo nas escolas. Quem continua em casa vive nos banheiros e nas escadas pelo medo dos estouros dos vidros. Aqui não há água e acabou o diesel para o gerador que permitia que as pessoas cozinhassem». 

«Há cadáveres nas ruas. Nas clínicas fazem operações no chão. Uma mulher grávida recebeu um tiro enquanto ia à clínica para dar à luz; tentaram salvar o bebê, mas ele também havia morrido», detalhou o pároco. 

top


Em foco

População é uma riqueza e não um fator de pobreza

Arcebispo de Belo Horizonte (Brasil) comenta mensagem do Papa para Dia da Paz

BELO HORIZONTE, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- «A população é uma riqueza e não um fator de pobreza», destaca o arcebispo de Belo Horizonte (Brasil).

Ao comentar a mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2009, em artigo enviado a Zenit esta segunda-feira, Dom Walmor Oliveira de Azevedo explica que o Papa sublinha em seu texto que a pobreza, muitas vezes, aparece associada ao desenvolvimento demográfico, como se este fosse a sua causa.

«Por isso, não são poucos os que protagonizam as campanhas de redução da natalidade, promovidas a nível internacional», afirma.

Segundo o arcebispo, «no bojo destas campanhas está o uso de métodos que não respeitam a dignidade da mulher e nem mesmo o direito dos esposos de decidirem responsavelmente o número de filhos».

«Neste âmbito, se instalam os absurdos que atentam contra o direito sagrado à vida.» «Não se pode desconhecer e tratar com normalidade o extermínio de milhões de nascituros em nome da luta pela pobreza.»

Dom Walmor explica que se justifica «o extermínio como sendo uma luta contra a pobreza. Exterminar os nascituros nada menos é do que exterminar os mais pobres dentre os seres humanos».

O processo de combate à pobreza «requer incursões na ordem dos valores morais que estão presidindo consciências e motivando a escolha de prioridades sociais e políticas».

«As escolhas das prioridades sociais e políticas não podem ser regidas simplesmente pela consideração de números e nem mesmo das estratégias que definem funcionamentos», afirma.

O arcebispo explica que o Papa «focaliza a presunção existente de que a redução populacional é responsável pela diminuição da taxa dos que, mundialmente, vivem abaixo da linha de pobreza».

«Parece incontestável que existiriam recursos para se resolver o problema da pobreza, mesmo no caso do crescimento da população.»

Dom Walmor explica que Bento XVI, em sua mensagem, recorda que, «desde o fim da segunda guerra mundial até hoje, a população da terra cresceu assustadoramente, incluindo neste contexto, especialmente, países que surgiram recentemente no cenário internacional como novas potências econômicas, alcançando um rápido desenvolvimento graças, precisamente, ao elevado número de seus habitantes».

«Não é incontestável o argumento de que as nações que mais se desenvolveram, aquelas que detêm maiores índices de natalidade, são as que gozam de melhores potencialidades de progresso?», questiona o arcebispo.

«A população, é o argumento do Papa Bento XVI, é uma riqueza e não um fator de pobreza. Esta afirmação remete, pois, ao desafio de compreender o processo de combate à pobreza como um processo que precisa ser iluminado pela lógica de valores morais.»

«Sem esta lógica corre-se o risco de aplicar critérios e métodos que passam simplesmente por cima da vida e das pessoas», destaca o arcebispo.

top


Flash

Campanha da Fraternidade terá abertura em Aparecida

Nesta edição, discute-se o tema da segurança pública

BRASÍLIA, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- A Campanha da Fraternidade (CF) da Igreja no Brasil, que este ano tem como tema «Fraternidade e Segurança Pública», terá sua abertura oficial no dia 25 de fevereiro, no Santuário de Aparecida.

Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a abertura da CF será durante a missa da Quarta-feira de Cinzas, às 9h, na Basílica de Aparecida.

O secretário- executivo da CF, padre José Adalberto Vanzella, explica que o principal motivo para a realização do evento em Aparecida é mostrar o vínculo entre a Campanha da Fraternidade e o Tempo Quaresmal, «de modo que a mesma celebração que abre o Tempo Quaresmal dá início também à Campanha da Fraternidade». 

«Aparecida foi escolhida por ser o Santuário Nacional, já que a Campanha da Fraternidade também é nacional», destaca o secretário.

A missa de abertura da Campanha será presidida pelo arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, e a homilia será proferida pelo secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.

Padre Vanzella considera que a CF deste ano «mostra a preocupação da Igreja no Brasil em criar condições para que o Evangelho seja mais bem vivido em uma sociedade que, a cada dia, se torna mais violenta e insegura para as pessoas e procura contribuir para que este processo seja revertido através da força transformadora do Reino de Deus».

«A paz buscada é a paz positiva, orientada por valores humanos como a solidariedade, a fraternidade, o respeito ao “outro” e a mediação pacífica dos conflitos, e não a paz negativa, orientada pelo uso da força das armas, a intolerância com os “diferentes”, e tendo como foco os bens materiais», afirma.

top


Brasil: retiro para padres enfoca espiritualidade de Charles de Foucauld

70 presbíteros da Fraternidade Sacerdotal reúnem-se em Brasília

BRASÍLIA, terça-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- A Fraternidade Sacerdotal, organização de padres diocesanos que se propõe viver segundo a espiritualidade do beato Charles de Foucauld, realiza em Brasília até amanhã um retiro que reúne 70 sacerdotes.

O coordenador nacional da Fraternidade, padre Celso Pedro da Silva, explica que «esta espiritualidade se baseia em dois eixos: o abandono a Deus e a forte inserção na vida do povo».

«Ela se dá na linha do ‘aceito o último lugar, aquela nomeação para o lugar que ninguém quer, o anonimato’», afirma padre Celso, que é professor de Sagrada Escritura na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, segundo informa a Sala de Imprensa da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

O retiro foi iniciado na semana passada e termina nesta terça-feira. Conta com a participação do bispo de Goiás (GO), Dom Eugênio Rixen, e o bispo de Formosa (GO), Dom Paulo Roberto Beloto.

Padre Celso da Silva destaca que a Fraternidade Sacerdotal começou na França entre os padres diocesanos, também chamados de «seculares».

«O clero secular não tem uma espiritualidade própria e queríamos uma que nos tornasse mais diocesanos», afirma.

De acordo com a CNBB, as Fraternidades Sacerdotais estão presentes no Brasil desde 1962 e são constituídas de grupos de seis a oito padres que se reúnem periodicamente. São 200 sacerdotes membros.

Dentre as atividades desenvolvidas pela Fraternidade está um retiro anual de sete dias, um retiro de 30 dias, realizado alternadamente, e a publicação de um boletim.

O beato francês Charles de Foucauld (1858-1916) foi missionário na África, eremita no Saara (onde morreu assassinado) e portador de uma espiritualidade baseada na imitação de Cristo. 

top


Documentação

Intervenção da Santa Sé na ONU sobre conflito de Gaza

Dom Tomasi expressa a condenação de «toda violência» por parte da Igreja

GENEBRA, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Oferecemos a seguir a intervenção de Dom Silvano Tomasi, Observador Permanente ante a ONU, na sexta-feira passada, 9 de janeiro, na Sessão Especial do Conselho dos Direitos Humanos da ONU sobre a situação dos Territórios Palestinos Ocupados e da Faixa de Gaza. 

* * *

Senhor presidente: 

A Delegação da Santa Sé quer expressar sua solidariedade ao povo de Gaza, que está morrendo e sofrendo pelo assalto militar em curso por parte das Forças Israelenses de Defesa, como ao povo de Sderot, Ashkelon e outras cidades israelenses que estão vivendo sob o terror constante de ataques com mísseis lançados por militantes palestinos desde a faixa de Gaza, e que causaram vítimas e feriram muitas pessoas.  

Os patriarcas e os líderes das igrejas de Jerusalém estabeleceram no domingo passado um dia de oração, para que se ponha fim ao conflito em Gaza e que se restabeleçam a paz e a justiça na Terra Santa. Estão convencidos de que a continuação do derramamento de sangue e da violência não conduzirá à paz e à justiça, mas alimentará mais o ódio e a hostilidade e, portanto, um contínuo confronto entre os dois povos. Estes líderes religiosos fazem um convite a ambas as partes para que recobrem o sentido e cessem os atos de violência, que só trarão a destruição e a tragédia. Instam, ao contrário, a trabalhar para resolver suas diferenças por meios pacíficos e não violentos. 

O Santo Padre Bento XVI sublinhou no domingo passado que a negativa do diálogo entre as partes levou a indizíveis sofrimentos a população de Gaza, vítima do ódio e da guerra. 

Senhor presidente, é evidente que as partes não são capazes de sair deste círculo vicioso de violência sem a ajuda da comunidade internacional, que deve cumprir suas responsabilidades, intervindo ativamente para deter o derramamento de sangue, para facilitar o acesso de assistência humanitária de emergência e colocar fim a toda forma de confronto. Ao mesmo tempo, a comunidade internacional deve continuar participando na eliminação das causas profundas do conflito, que só pode ser resolvido no marco de uma solução duradoura do conflito palestino-israelense, sobre a base das resoluções internacionais aprovadas ao longo dos anos. 

Quero concluir com as palavras que o Papa Bento XVI pronunciou ontem, durante a reunião anual com os diplomatas acreditados na Santa Sé: «Mais ma vez quero reiterar que as opções militares não são a solução e que a violência, venha de onde vier e seja qual for a forma que adotar, deve ser firmemente condenada. Quero expressar minha esperança de que, com o decisivo compromisso da comunidade internacional, restabeleça-se a trégua na faixa de Gaza, condição indispensável para o restabelecimento de algumas condições de vida aceitáveis para a população, e que as negociações de paz se reiniciem, com a rejeição do ódio, dos atos de provocação e do uso das armas». 

Obrigado, senhor presidente.

[Traduzido por Zenit]

 

top


ANÚNCIOS

Para conhecer os preços e colocar seu anúncio nos serviços de e-mail de ZENIT, visite:
http://www.zenit.org/portuguese/anuncios.html

* * * * * * * * * * * * * * * *

DVD: "Tu és Pedro - Bento XVI e as Chaves do Reino" - Edição especial

No Natal dê de presente o DVD "Tu és Pedro - Bento XVI e as Chaves do Reino", uma das maiores produções do Centro Televisivo Vaticano, com a qual poderá reviver a emoção dos últimos momentos de João Paulo II, o conclave, e a eleição de Bento XVI. Disponível em edição especial em 7 idiomas.
Durante todo o período natalício até dia 6 de janeiro, você poderá adquirir o DVD com um desconto de 15%. Baixe o trailer e adquira o DVD no site:
http://www.hdhcommunications.com/index.php?main_page=product_info&cPath=47_71&products_id=30

http://www.hdhcommunications.com

top

* * * * * * * * * * * * * * * *

LIVRO: "João Paulo II Peregrino do Mundo"

No Natal dê de presente um livro da Livraria Vaticana

A obra destaca, por meio da imagem e da palavra, o melhor do caráter pastoral de uma mobilização extraordinária: João Paulo II viajou durante dois anos e meio. Tais deslocamentos produziram um forte impacto religioso. Inseriram a mensagem evangélica entre populações muito distantes, tanto cultural quanto geograficamente. Baseado no Prefácio do Cardeal Roger Etchegaray.
Desconto de 15% até o final de janeiro.

Compre seu exemplar através:
http://www.hdhcommunications.com/index.php?main_page=product_info&cPath=45_59&products_id=164


http://www.hdhcommunications.com

top

* * * * * * * * * * * * * * * *

Para conhecer os preços e colocar seu anúncio nos serviços de e-mail de ZENIT, visite:
http://www.zenit.org/portuguese/anuncios.html



ZENIT é uma agência internacional de informação.

Visite nossa página: http://www.zenit.org

Para assinatura / cancelar assinatura visite: http://www.zenit.org/portuguese/subscribe.html

Para presentear ZENIT, sem nenhum custo: http://www.zenit.org/portuguese/presente.html

Para qualquer informação: http://www.zenit.org/portuguese/mensagens.html

* * * * * * * * * * * * * * * *

A reprodução dos serviço de ZENIT necessitam da permissão expressa do editor:
http://www.zenit.org/portuguese/permissao.html

(c) Innovative Media Inc.


domingo, janeiro 11, 2009

ZP090111

ZENIT

O mundo visto de Roma

Serviço diario - 11 de janeiro de 2009



SANTA SÉ
Papa explica importância do Batismo das crianças
Bento XVI: Batismo é a ponte que Deus construiu para se aproximar do homem
Bento XVI assegura sua viva participação no Encontro Mundial das Famílias
Indulgência plenária para as famílias que se unirem em oração com o México
México mostrará ao mundo a beleza da família, diz porta-voz vaticano

MUNDO
Mexicanos ansiosos pelo VI Encontro Mundial das Famílias
Seminaristas não estão em extinção
Comunidade inicia missão em Moçambique
Petição pede suspensão da Lei do Aborto em Portugal

ANGELUS
«Batismo, grande presente e grande responsabilidade», afirma Papa



ANÚNCIOS
DVD: "Tu és Pedro - Bento XVI e as Chaves do Reino" - Edição especial
LIVRO: "João Paulo II Peregrino do Mundo"


Santa Sé

Papa explica importância do Batismo das crianças

«Não são propriedade privada dos pais, estes devem ajudá-las a ser filhas de Deus»

Por Inma Alvarez

CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa explicou a importância do Batismo das crianças, ao batizar hoje 13 bebês na Capela Sixtina, como é tradição na Solenidade do Batismo do Senhor, e afirmou que com ele «restituímos a Deus o que veio d'Ele».

«A criança não é propriedade dos pais, mas foi confiada pelo Criador a sua responsabilidade, livremente e de uma forma sempre nova, para que estes as ajudem a ser livres filhas de Deus», explicou o Papa.

Sobre estas crianças, afirmou, «pousa hoje a “complacência” de Deus».

«Desde quando o Filho unigênito do Pai se fez batizar, o céu se abriu realmente e continua se abrindo, e podemos confiar cada nova vida que nasce às mãos d'Aquele que é mais poderoso que os poderes obscuros do mal», afirmou o Papa.

Em primeiro lugar, Bento XVI assinalou a importância de que Deus se tenha feito uma criança pequena, que é precisamente o centro da celebração do tempo litúrgico do Natal, que se encerra com a Solenidade do Batismo do Senhor.

«O Criador assumiu em Jesus as dimensões de uma criança, de um ser humano como nós, para poder fazer-se ver e tocar. Ao mesmo tempo, abaixando-se até a impotência inerme do amor, Ele nos mostra o que é a verdadeira grandeza, o que quer dizer ser Deus», afirmou.

Agradecendo a oportunidade de poder batizar nesta ocasião, o Papa fez notar sobretudo a importância do papel dos pais e dos padrinhos para fazê-los compreender o sacramento que um dia receberam.

«Só se os pais amadurecerem esta consciência conseguirão encontrar o justo equilíbrio entre a pretensão de poder dispor dos próprios filhos como se fossem uma propriedade privada, formando-os em base às próprias idéias e desejos, e a postura libertadora que se expressa em deixá-los crescer em autonomia plena, satisfazendo cada um de seus desejos e aspirações», explicou.

Por outro lado, batizar as crianças pequenas, explicou o Papa, não é «fazer uma violência», mas «dar-lhes a riqueza da vida divina na qual se enraíza a verdadeira liberdade que é própria dos filhos de Deus».

Esta liberdade, acrescentou, «deverá ser educada e formada com o amadurecer dos anos, para que as faça capazes de eleições pessoais responsáveis».

Com respeito à educação na fé dos pequenos, o Papa explicou que «se com este sacramento, o batizando se converte em filho adotivo de Deus, objeto de seu amor infinito que o tutela e defende das forças obscuras do maligno, é necessário ensiná-los a reconhecer a Deus como seu Pai e a saber se relacionar com Deus com atitude de filho».

Também, o batismo, afirmou, introduz as crianças em «uma nova família, maior e estável, mais aberta e numerosa que a vossa: refiro-me à família dos crentes, à Igreja, uma família que tem Deus por Pai e na qual todos se reconhecem irmãos em Jesus Cristo».

Confiando estas crianças «à bondade de Deus, que é potência de luz e de amor», estas, «ainda nas dificuldades da vida, não se sentirão abandonadas, se permanecerem unidas a Ele».

«Preocupados portanto em educá-las na fé, em ensiná-las a rezar e a crescer como fazia Jesus e com sua ajuda, em sabedoria, idade e graça perante Deus e os homens», concluiu.

Depois, durante sua alocução no Ângelus, o Papa voltou a assinalar a importância deste sacramento, pelo qual o homem «recebe a vida eterna».

«Esta é a estupenda realidade: a pessoa humana, mediante o Batismo, insere-se na relação única e singular de Jesus com o Pai, de forma que as palavras que ressoaram no céu sobre o Filho Unigênito se fazem verdadeiras para cada homem e toda mulher que renasce na água e do Espírito Santo: Tu és meu Filho, o amado», acrescentou.

top


Bento XVI: Batismo é a ponte que Deus construiu para se aproximar do homem

Reflexão sobre a Solenidade do Batismo do Senhor

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- O sacramento do Batismo é o caminho, a ponte que Deus estabeleceu para se encontrar com o homem. Foi o que afirmou hoje o Papa durante a homilia por ocasião da Solenidade do Batismo do Senhor, celebrada nesta manhã na Capela Sixtina, e durante a qual batizou 13 crianças.

Com esta festa, com a qual conclui o tempo litúrgico do Natal, «o Senhor não se cansa de nos repetir: “Sim, estou aqui. Conheço-vos. Amo-vos. Há um caminho que vem de mim para vós. E há um caminho que desde vós sobe até mim”», explica o Papa.

O pontífice explicou que com esta festa, «Jesus nos introduz, poderíamos dizer, no dia-a-dia de uma relação pessoal com Ele. De fato, mediante a imersão nas águas do Jordão, Jesus se uniu a nós».

«O Batismo é por assim dizer a ponte que Ele construiu entre si e nós, o caminho pelo qual se nos faz acessível; é o arco-íris divino sobre nossa vida, a promessa do grande sim a Deus, a porta da esperança e, ao mesmo tempo, o sinal que nos indica o caminho a percorrer de forma ativa e alegre para encontrá-lo e sentir-nos amados por ele», acrescentou.

O Papa explica que o gesto de Jesus, que, «confundido entre as pessoas, se apresenta para ser batizado», tem uma importante conseqüência para o homem em sua relação com Deus.

«Desde o momento em que o Filho unigênito do Pai se fez batizar, o céu se abriu realmente e continua se abrindo, e podemos confiar cada nova vida que nasce às mãos d'Aquele que é mais poderoso que os poderes obscuros do mal», explicou.

Este acontecimento marca um novo começo para toda a humanidade, afirmou o Papa, «que se cumprirá plenamente com a morte na cruz e ressurreição» de Jesus.

Até então, o Batismo era sinal de penitência, algo «muito diferente» do sacramento, pelo qual «não nos submergimos simplesmente nas águas do Jordão para proclamar nosso empenho de conversão, mas se infunde em nós o sangue redentor de Cristo que nos purifica e nos salva».

Depois, durante a oração do Ângelus, o Papa voltou ao tema, explicando que este ato de Jesus «foi o primeiro de sua vida pública, narrado nos quatro Evangelhos».

Ao explicar a passagem evangélica, o Papa afirmou que «com estas palavras: “Tu és meu filho amado”, revela-se o que é a vida eterna: é a relação filial com Deus, tal e como Jesus a viveu e nos revelou e entregou».

«É o Filho amado do Pai, no qual Ele se alegrou, que nos devolve a dignidade e a alegria de chamar-nos e ser realmente “filhos” de Deus», concluiu.

top


Bento XVI assegura sua viva participação no Encontro Mundial das Famílias

Confia a Nossa Senhora o bom andamento do evento

CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI confiou neste domingo a Maria, rainha da Família, o VI Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá na Cidade do México, de 13 a 18 de janeiro.

Hoje ao meio-dia, na janela de seu apartamento no Palácio Apostólico Vaticano para a oração do Ângelus com os fiéis e os peregrinos congregados na Praça de São Pedro, o Papa assegurou que ainda que não se encontre ali fisicamente, seguirá «com viva participação o extraordinário acontecimento».

O encontro, explicou, «se desenvolverá em três momentos: em primeiro lugar, o Congresso Teológico-Pastoral, no qual se aprofundará no tema, também mediante o intercâmbio de experiências significativas; depois, o momento de beleza e de testemunho, que fará emergir a beleza de encontrar-se entre as famílias de todas as partes do mundo, unidas pela mesma fé e o mesmo compromisso; e, finalmente, a solene Celebração Eucarística, como ação de graças ao Senhor pelos dons do matrimônio, da família e da vida».

Ainda que estará representado pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, o Papa afirmou que estará presente «acompanhando com a oração e intervindo em vídeo-conferência».

Convidou os presentes a implorar sobre este importante encontro mundial das famílias as graças divinas e confiou a Nossa Senhora sua «maternal intercessão».

O Papa se deteve a considerar a relação do tema eleito para o encontro, «A família, formadora dos valores humanos e cristãos», com a responsabilidade adquirida pelos pais ao batizar seus filhos, de educá-los na fé.

O batismo, afirmou o Papa, é um «grande presente» e uma «grande alegria», mas também uma «grande responsabilidade».

«Os pais, de fato, junto com os padrinhos, devem educar seus filhos segundo o Evangelho», recordou.

top


Indulgência plenária para as famílias que se unirem em oração com o México

Assim como para os participantes do Encontro Mundial de 13 a 18 de janeiro

CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI estabeleceu que possam alcançar a indulgência plenária os participantes do VI Encontro Mundial das Famílias, assim como as famílias que, ao não poderem estar presentes, juntem-se ao acontecimento em oração.

Assim explica um decreto emitido pela Penitenciaria Apostólica, difulgado pela Santa Sé em 10 de janeiro, em preparação desse acontecimento que terá na Cidade do México, de 13 a 18 de janeiro, com a presença de mais de um milhão de pessoas.

O documento, firmado pelo cardeal James Francis Stafford, penitenciário maior, e pelo bispo Gianfranco Girotti, anuncia que «o Santo Padre concede aos fiéis a indulgência plenária, que deve ser alcançada com as condições costumeiras (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do sumo pontífice), excluído qualquer apego ao pecado, nos dias nos quais participem devotamente do IV Encontro Mundial das Famílias».

Por outro lado, continua dizendo, «os fiéis que, verdadeiramente arrependidos, não possam participar deste evento, alcançarão a indulgência plenária, com as mesmas condições se, unidos em espírito e pensamento aos fiéis presentes na Cidade do México, recitarem em família o Pai Nosso, o Credo, e outras orações para invocar da Divina Misericórdia as finalidades antes indicadas, em particular nos momentos nos quais as palavras e mensagens do pontífice sejam transmitidas pela televisão e pelo rádio».

O documento destaca a importância decisiva que este encontro tem para a Igreja, pois da família depende a educação espiritual e moral das futuras gerações.

O documento vaticano espera que o encontro do México «infunda nas famílias cristãs a força para transmitir santamente às futuras gerações os retos princípios de consciência que devem ser cultivados com a ajuda da graça de Deus».

Criado por João Paulo II, o Encontro Mundial das Famílias é uma grande convocatória que a cada três anos o Papa faz para celebrar o dom divino da família.

 

top


México mostrará ao mundo a beleza da família, diz porta-voz vaticano

No Encontro Mundial das Famílias

ROMA, domingo, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O VI Encontro Mundial das Famílias, convocado por Bento XVI de 13 a 18 de janeiro, na Cidade do México, servirá para mostrar ao mundo «a beleza da família», explica o porta-voz da Santa Sé.

O Pe. Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé, dedicou o editorial de «Octava Dies», semanário do Centro Televisivo Vaticano, do qual também é diretor,a esse evento que congregará mais de um milhão de pessoas em torno do tema «A Família formadora nos valores humanos e cristãos».

«Todos sabem que a família vive dificuldades em nosso tempo, que uma mentalidade difusa afeta sua estabilidade, negando o valor de um compromisso duradouro e não reconhecendo à união fecunda entre um homem e uma mulher o caráter privilegiado de célula fundamental da sociedade humana. Todos sabem, também, que a Igreja católica impulsiona com firmeza a tutela da família e não economiza intervenções a seu favor, ainda à custa de parecer insistente e inclusive impopular», declara o porta voz vaticano.

O Pe. Lombardi destaca ao mesmo tempo a mensagem de esperança e de alegria que se propõem dar ao mundo as famílias cristãs que se reunirão no México.

«Talvez nem todos compreenderam que com este compromisso a Igreja não impulsiona uma batalha de retaguarda, nem persegue para si mesma. O que simplesmente busca é o bem dos homens e das mulheres de hoje e de amanhã», constata.

«Quer salvar para eles o lugar fundamental do amor e da alegria de viver. Na maioria dos casos as crianças que não têm seus pais unidos não são felizes, ou ao menos têm mais dificuldades. Muitas pessoas sozinhas ou divididas não são felizes».

«Enquanto que uma família unida pelo amor, não só é um lugar de alegria para seus membros, mas também é capaz de acolhida – continua constatando o sacerdote. É lugar de amor e manancial de alegria para os menos afortunados. Lugar de transmissão da vida e da forma de vivê-la bem».

«As famílias cristãs de todo o mundo se encontram no México não para lançar anátemas, mas para dar a todos uma mensagem de esperança e de alegria. É belo o amor na família. E também é possível. Quem vive este grande dom quer testemunhar para convidar a todos a prosseguir e a crer no amor», conclui o porta-voz vaticano.

top


Mundo

Mexicanos ansiosos pelo VI Encontro Mundial das Famílias

Evento convocado por Bento XVI será realizado na Cidade do México

Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Durante a coletiva de imprensa do lançamento do Encontro Mundial das Famílias, nessa sexta-feira, na Santa Sé, o sacerdote mexicano Guillermo Gutiérrez Fernández, coordenador do evento, assegurou que este encontro foi recebido como uma «boa notícia» pelos mexicanos e que será «oportunidade de reunir as forças que sustentam as famílias». 

O sacerdote expressou que, ainda que sejam muitos os problemas que afetam o México, como as drogas e a violência, «se a família estiver sadia, bem fundada, os cidadãos serão melhores e não elegerão caminhos equivocados». 

Por isso, declarou, «este encontro é um grande recurso para enfrentar estes problemas».

Gutiérrez Fernández indicou que o evento é uma oportunidade de reflexão em diferentes dioceses, «porque as pessoas se reúnem em todas as nações para ter catequeses e se preparar também para levar a reflexão às autoridades das nações sobre como dar peso à família».

O sacerdote assegurou que este encontro dará frutos, porque «o México é uma nação de grande tradição cristã, com uma grande fé, na qual há muitos valores que se podem compartilhar toda Igreja. Especialmente os da família são muito fortes».

O lugar deste congresso foi convocado pelo Papa Bento XVI durante o encerramento do V Encontro Mundial das Famílias, que aconteceu em Valência (Espanha), em 2006.

Ao finalizar o evento, Sua Santidade dará a conhecer o lugar da sétima edição versão do encontro, que foi criado por João Paulo II em 1994, por ocasião do Ano Internacional da Família convocado pelas Nações Unidas.

Os encontros anteriores aconteceram no Rio de Janeiro (1997), Roma (2000, ano do grande jubileu), Manila (2003) e Valência (2006).

top


Seminaristas não estão em extinção

Celebrado em Castel Gandolfo o V Encontro Internacional de Seminaristas Focolares

ROMA, domingo, 11 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- O número de seminaristas no mundo passou de 50 mil há algumas décadas para mais de 72 mil atualmente, com um notável crescimento na América Latina, Ásia e África, ainda que com uma radical diminuição na Europa. 

É um dos principais dados oferecidos pelo teólogo Hubertus Blaumeiser, assessor da Congregação vaticana para a Educação Católica, durante o V Encontro Internacional de Seminaristas Focolares, em Castel Gandolfo (Itália), no início de janeiro deste ano. 

Este congresso reuniu cerca de 500 seminaristas dos cinco continentes, pertencentes a esta realidade eclesial fundada por Chiara Lubich, na Mariápolis de Castel Gandolfo, entre 2 e 4 de janeiro, com o título «Há um caminho... o desafio das relações humanas».

O encontro finalizou com a participação no Ângelus na Praça de São Pedro, onde Bento XVI dirigiu breves palavras aos participantes, a quem o pontífice acolheu «com alegria» e abençoou «de todo coração» seu caminho.

O congresso se centrou na formação dos candidatos ao sacerdócio, em especial em sua preparação humana e espiritual, para servir melhor à relação entre seus fiéis.

Segundo explicou o teólogo Blaumeiser durante as sessões do congresso, «ser sacerdote já não oferece uma posição privilegiada, mas exige uma eleição contra a corrente, uma eleição de Deus mais profunda».

Outro dos palestrantes, o psicólogo e reitor do seminário de Munster (Alemanha) Andreas Tapken, advertiu contra o risco de viver o celibato como uma «afetividade reprimida» ou «uma forma de vida reduzida», mas, ao contrário, a vocação sacerdotal deve «responder às expectativas de uma sociedade cada vez mais fechada no privado, em um individualismo que isola em solidão e nos torna incapazes de nos abrir à descoberta do outro».

«Os sacerdotes são celibatários, não solteirões», acrescentou.

Segundo explicou o cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para a Educação Católica, durante a homilia da missa de encerramento do congresso, o sacerdote está chamado a «construir uma teia de relações fundada no amor evangélico – sobretudo a relação com Cristo, com o bispo e com os demais sacerdotes, com toda a comunidade de fiéis, em definitivo, a relação com a humanidade inteira».

O purpurado, citando Chiara Lubich, convidou os seminaristas a «fazerem próprias as dores do mundo como Jesus na cruz, que no grito de abandono uniu os homens a Deus e entre eles».

Por sua parte, Maria Voce, atual presidente do Movimento dos Focolares, convidou os futuros sacerdotes a «viverem, cada um em seu próprio ambiente, a arte de amar, suscitando muitas células vivas, de modo que nos seminários, nas faculdades de teologia, nas paróquias, por toda parte, se manifeste a presença viva de Cristo».

Voce pediu aos seminaristas focolarinos que formem «uma rede de unidade», proposta lançada há quarenta anos por Chiara Lubich que deu origem ao Movimento Focolar Gen (geração nova sacerdotal).

«Com o espírito da unidade, os jovens seminaristas não só salvarão suas vocações, mas suscitarão durante o período no seminário uma irradiação de unidade tal que atrairão muitos outros jovens», acrescentou.

top


Comunidade inicia missão em Moçambique

MAPUTO, domingo, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-Fides).- A Comunidade Missionária de Villaregia (CMV) acaba de iniciar, na periferia de Maputo, Moçambique, uma nova missão, graças à chegada de 8 missionários, três homes e mulheres.

Segundo informações enviadas à Agência Fides, a arquidiocese de Maputo, que conta quase 4 milhões de habitantes, dispõe somente de 20 sacerdotes diocesanos e 130 religiosos.

O arcebispo, Dom Francisco Chimoio, depois do encontro com os Fundadores da CMV, Pe. Luigi Prandin e Maria Luigia Corona, se disponibilizou a acolher os missionários de Villaregia em sua arquidiocese. A tarefa que lhes foi confiada foi uma paróquia de mais de 250.000 habitantes, na periferia situada ao norte da capital.

«As inúmeras necessidades deste país nos interpelam e nos impulsionam a iniciar uma nova missão entre os irmãos», afirma o fundador Pe. Luigi.

«Como comunidade, como pequeno sinal do amor de Deus que não esquece os seus filhos, queremos caminhar junto com este povo e levar a Boa Nova do Evangelho, que é mensagem de esperança e de salvação que ainda hoje muitos homens esperam».

«Junto a um trabalho de evangelização --disse Maria Luigia--, é nossa tarefa também trabalhar a fim de contribuir na promoção humana dessas pessoas. Desde o início, queremos assumir um comportamento de humildade e de atenção aos desafios e às urgências da realidade que encontraremos.»

Moçambique é um país africano fortemente marcado pela miséria: 74% da população vive abaixo da linha da pobreza enquanto os analfabetos são 60%. Uma longa guerra civil, de 1977 a 1992, acabou com o desenvolvimento, destruindo escolas, hospitais, centros de assistência sanitária.

A situação econômica agravou por causa das fortes chuvas deste ano. Além das calamidades naturais, outro grande problema é a Aids: segundo dados oficiais, 14% da população é soropositiva.

top


Petição pede suspensão da Lei do Aborto em Portugal

LISBOA, domingo, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Uma petição a favor da suspensão da Lei do Aborto vai dar entrada no Parlamento português, na próxima quarta-feira.Segundo informa Agência Ecclesia, esta petição coletiva foi promovida por movimentos pró-vida que reuniram, em poucos meses, cerca de 4500 assinaturas e será entregue ao presidente da Assembleia da República e à presidente da Comissão Parlamentar de Saúde. A entrega contará com a presença de cidadãos de todo o país.

Em declarações à agência da Conferência Episcopal Portuguesa, Luís Botelho Ribeiro, um dos promotores da iniciativa, frisa a importância de manter viva a discussão sobre o tema do aborto, que muitos deram por encerrada após o referendo de 2007.

“A questão do aborto está tudo menos acabada”, disse, lamentando a atual “liberalização” da prática e os “abusos intoleráveis” da própria lei existente, que desrespeita “o espírito do legislador”.

O texto da petição destaca que a lei do aborto "não eliminou o problema dos abortos clandestinos, como se propunha". Diz ainda que essa lei "contribui para o agravamento da taxa de natalidade e o envelhecimento da sociedade portuguesa, cada vez mais dependente dos fluxos migratórios para esconder a sua forte tendência recessiva".

A petição também destaca as "pressões inaceitáveis sobre o código deontológico dos médicos" e afirma que a lei "transformou o aborto num método contraceptivo de fato, permitindo abortos múltiplos, já verificados, e o 'eugenismo liberal'".

"Apesar de reconhecidos aos profissionais de saúde, os Direitos constitucionalmente consagrados de 'objeção de consciência' não se estendem ainda aos cidadãos-contribuintes que entendam gravemente atentatório para a sua consciência ver-se pelo Estado forçados a dar a sua colaboração material, através de impostos, para a realização de abortos", diz ainda o texto.


top


Angelus

«Batismo, grande presente e grande responsabilidade», afirma Papa

Alocução por ocasião do Ângelus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Oferecemos a seguir o texto na íntegra da alocução do Papa por ocasião do Ângelus, pronunciada hoje perante milhares de peregrinos congregados na Praça de São Pedro.

* * *

Queridos irmãos e irmãs,

No domingo de hoje, que se segue à solenidade da Epifania, celebramos o Batismo do Senhor. Este foi o primeiro ato de sua vida pública, narrado nos quatro Evangelhos. Chegado à idade de cerca de trinta anos, Jesus deixou Nazaré, chegou ao rio Jordão e, em meio a muita gente, se fez batizar por João. O evangelista Marcos escreveu: «enquanto saiu da água viu que os céus se abriam e que o Espírito, em forma de pombo, descia sobre ele. E ouviu uma voz que vinha dos céus: “Tu és meu Filho amado, em ti me comprazo”. Nestas palavras: “Tu és meu filho amado”, revela-se o que é a vida eterna: é a relação filial com Deus, tal e como Jesus viveu e nos revelou e entregou.

Esta manhã, segundo a tradição, na Capela Sixtina, administrei o sacramento do Batismo a recém-nascidos. Aos pais, aos padrinhos e às madrinhas, o celebrante pergunta: «o que pedis à Igreja para vossos filhos?»; a sua resposta é: «O Batismo», ele replica: «E que lhes dá o Batismo?». «A vida eterna», respondem eles. Esta é a estupenda realidade: a pessoa humana, mediante o Batismo, insere-se na relação única e singular de Jesus com o Pai, de forma que as palavras que ressoaram no céu sobre o Filho Unigênito se fazem verdadeiras para cada homem e toda mulher que renasce da água e do Espírito Santo: Tu és meu Filho, o amado.

Queridos amigos, como é grande o dom do Batismo! Se nos déssemos conta plenamente, nossa vida se converteria em um “obrigado” contínuo. Que alegria para os pais cristãos, que viram surgir de seu amor esta nova criatura, levá-la à fonte batismal e vê-la renascer do seio da Igreja, para uma vida que nunca terá fim! Presente, alegria, mas também responsabilidade! Os pais, de fato, junto com os padrinhos, devem educar seus filhos segundo o Evangelho. Isto me faz recordar o tema do VI Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá nos próximos dias no México: «A família, formadora nos valores humanos e cristãos». Este grande meeting familiar, organizado pelo Conselho Pontifício para a Família, se desenvolverá em três momentos: em primeiro lugar, o Congresso teológico-pastoral, no qual se aprofundará no tema, também mediante o intercâmbio de experiências significativas; depois, o momento de beleza e de testemunho, que fará emergir a beleza de encontrar-se entre as famílias de todas as partes do mundo, unidas pela mesma fé e o mesmo compromisso; e, finalmente, a solene Celebração Eucarística, como ação de graças ao Senhor pelos dons do matrimônio, da família e da vida. Encarreguei o cardeal secretário de Estado, Tarcísio Bertone, que me represente, mas eu mesmo seguirei com viva participação o extraordinário acontecimento, acompanhando-o com a oração e intervindo em vídeo-conferência. Desde agora, queridos irmãos e irmãs, vos convido a imprimir sobre este encontro mundial das famílias a importância das graças divinas. O fazemos invocando a materna intercessão da Virgem Maria, rainha da Família.

[Traduzido por Zenit

© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana] 

 

 

top


ANÚNCIOS

Para conhecer os preços e colocar seu anúncio nos serviços de e-mail de ZENIT, visite:
http://www.zenit.org/portuguese/anuncios.html

* * * * * * * * * * * * * * * *

DVD: "Tu és Pedro - Bento XVI e as Chaves do Reino" - Edição especial

No Natal dê de presente o DVD "Tu és Pedro - Bento XVI e as Chaves do Reino", uma das maiores produções do Centro Televisivo Vaticano, com a qual poderá reviver a emoção dos últimos momentos de João Paulo II, o conclave, e a eleição de Bento XVI. Disponível em edição especial em 7 idiomas.
Durante todo o período natalício até dia 6 de janeiro, você poderá adquirir o DVD com um desconto de 15%. Baixe o trailer e adquira o DVD no site:
http://www.hdhcommunications.com/index.php?main_page=product_info&cPath=47_71&products_id=30

http://www.hdhcommunications.com

top

* * * * * * * * * * * * * * * *

LIVRO: "João Paulo II Peregrino do Mundo"

No Natal dê de presente um livro da Livraria Vaticana

A obra destaca, por meio da imagem e da palavra, o melhor do caráter pastoral de uma mobilização extraordinária: João Paulo II viajou durante dois anos e meio. Tais deslocamentos produziram um forte impacto religioso. Inseriram a mensagem evangélica entre populações muito distantes, tanto cultural quanto geograficamente. Baseado no Prefácio do Cardeal Roger Etchegaray.
Desconto de 15% até o final de janeiro.

Compre seu exemplar através:
http://www.hdhcommunications.com/index.php?main_page=product_info&cPath=45_59&products_id=164


http://www.hdhcommunications.com

top

* * * * * * * * * * * * * * * *

Para conhecer os preços e colocar seu anúncio nos serviços de e-mail de ZENIT, visite:
http://www.zenit.org/portuguese/anuncios.html



ZENIT é uma agência internacional de informação.

Visite nossa página: http://www.zenit.org

Para assinatura / cancelar assinatura visite: http://www.zenit.org/portuguese/subscribe.html

Para presentear ZENIT, sem nenhum custo: http://www.zenit.org/portuguese/presente.html

Para qualquer informação: http://www.zenit.org/portuguese/mensagens.html

* * * * * * * * * * * * * * * *

A reprodução dos serviço de ZENIT necessitam da permissão expressa do editor:
http://www.zenit.org/portuguese/permissao.html

(c) Innovative Media Inc.


sábado, janeiro 10, 2009

Últimas atualizações no acervo: 09/01/2009

Caro(a) Leitor(a) do Projeto Livros Para Todos, bom dia!


Seguem as últimas atualizações em nosso acervo no dia 09/01/2009.

Aproveite a oportunidade e visite também a página de nosso patrocinador:


Ryoky Inoue - A Bruxa - Jovem, bonita, ambiciosa. Filha de uma prostituta e de um pai omisso, Jeanne fará qualquer coisa para obter o que deseja: dinheiro, poder e status. Em meio a perseguição nazista na França da 2ª Guerra Mundial, Jeanne foge para um vilarejo e acaba conhecendo Gabrielle, feiticeira que a iniciará no mundo da Magia. Deslumbrada com os poderes do sobrenatural, ela decide usá-los em seu benefício: faz um pacto com o Príncipe das Trevas. Este encontro transformará sua vida, mas lhe custará um preço mui [...]
Link Para Download: http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/ryoky-inoue-a-bruxa.html

Ryoky Inoue - A Carta Amassada - Sérgio, escritor consagrado, vive um drama de consciência que o leva a se isolar de tudo e de todos. Um amor mal resolvido empurra-o para uma vida de quase eremita e faz com que se torne triste e taciturno. Porém, os resultados de um estudo sobre fitocidas, desenvolvido por um cientista seu amigo, acaba em tragédia. Esse acontecimento faz Sérgio efetivamente voltar a vida [...]
Link Para Download: http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/ryoky-inoue-a-carta-amassada.html

Ryoky Inoue - Do Mago ao Louco - Uma história envolvente no complexo universo do tarô. Ao mergulhar em perigosas tramas envolventes, o leitor desvendará os mistérios dessa arte esotérica. Conhecerá o significado de cada uma das cartas e o modo como se relacionam sua vida pessoal. [...]
Link Para Download: http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/ryoky-inoue-do-mago-ao-louco.html

Ryoky Inoue - Herança Maldita - Mistério, poder, amor e traição. Beatriz, a herdeira de um império financeiro, se vê as voltas com a ganância dos diretores de suas empresas, ao mesmo tempo em que enfrenta forças sobrenaturais ao tentar reformar a sede de uma velha fazenda. Assustada com os fenômenos para os quais não encontra explicação lógica, recorre ao antigo namorado que vive na França e acaba descobrindo o quanto as pessoas podem fazer por dinheiro e por poder. [...]
Link Para Download: http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/ryoky-inoue-heranca-maldita.html

Ryoky Inoue - Magia Cigana - Quatro amigos se encontram numa mesa de bar e começam a conversar sobre a vida. Aos poucos revelações vão surgindo e entre elas a estranha história de uma cigana que, surpreendentemente, pede ajuda no campo imaterial . Essa cigana surge para três deles nos momentos e circunstâncias mais incríveis despertando curiosidade, interesse... paixões. [...]
Link Para Download: http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/ryoky-inoue-magia-cigana.html


Atenciosamente,

Projeto Livros para Todos
http://www.livrosparatodos.net

---------------------
Atenção: Você está recebendo este e-mail porque se cadastrou em nossa newsletter no dia 21/11/2008 as 09:13:54 através do IP 79.36.233.40. Caso não queira mais receber estas mensagens clique aqui.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

ZP090109

ZENIT

O mundo visto de Roma

Serviço diario - 09 de janeiro de 2009



SANTA SÉ
Cardeal Martino esclarece suas palavras sobre a situação em Gaza
Perfila-se a agenda do Papa para o ano 2009
Emergência educativa, desafio do Encontro Mundial do México
Famílias do mundo darão testemunho no México
Batalha global a favor da família passa pelo México
Encontro Mundial das Famílias espera um milhão de pessoas

MUNDO
Grã-Bretanha: cristãos cobram de ateus prova de que Deus não existe
Cáritas a favor do Zimbábue: 9 de cada 10 lares passa fome
Bispos da França condenam atentado contra sinagoga
Bispos da Europa e EUA em missão de paz na Terra Santa
Solenidade de São Paulo, momento especial neste ano festivo
Portugal: presidente recebe núncio apostólico



ANÚNCIOS
DVD: "Tu és Pedro - Bento XVI e as Chaves do Reino" - Edição especial
LIVRO: "João Paulo II Peregrino do Mundo"


Santa Sé

Cardeal Martino esclarece suas palavras sobre a situação em Gaza

«Não há nada anti-israelense em minhas palavras»

Por Inmaculada Álvarez

ROMA, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Conselho Pontifício «Justiça e Paz», afirmou que a situação das pessoas que vivem na Faixa de Gaza é «horrível» e «contrária à dignidade humana».

Em referência à polêmica que havia suscitado na quarta-feira ao comparar Gaza com um campo de concentração, o purpurado explicou nesta quinta-feira ao diário italiano «La Reppubblica» que em suas palavras «não há nada que possa ser interpretado como anti-israelense».

«Eu digo que vejam as condições das pessoas que vivem ali. Cercadas por um muro que é difícil atravessar. Em condições contrárias à dignidade humana. O que está acontecendo estes dias é horrível. Mas quando falo, que se tenham em conta todas as minhas palavras», afirmou.

O purpurado assegurou que ambas partes são «culpadas» e que «é necessário dividi-las, como se intercede quando dois irmãos brigam», e fazê-las «sentar e negociar».

«Os mísseis do Hamas não são confetes. Condeno-os. Israel tem certamente direito a defender-se e o Hamas deve ter isso em conta. Mas o que dizer quando se matam tantas crianças, quando se bombardeiam escolas das Nações

Unidas, ainda possuindo uma tecnologia que permite distinguir uma formiga sobre a terra?», continuou.

«Se Israel quer viver em paz, deve fazer as pazes com os demais», acrescentou. Por outro lado, segundo o purpurado, «o Hamas não representa todos os palestinos. Eu não defendo o Hamas: se querem uma casa, se querem um Estado palestino, devem compreender que o caminho empreendido está equivocado».

Rejeição da trégua

Apesar dos esforços da ONU, através de sua resolução 1860 que pede um cessar-fogo imediato na região, tanto Israel como o Hamas rejeitaram uma trégua definitiva pelo momento, fora das três horas diárias decretadas nas últimas jornadas.

Por outro lado, a Cruz Vermelha e outras instituições denunciaram o massacre de civis inocentes a quem não se pode atender a tempo porque os operadores humanitários não podem entrar na área, uma situação que consideram «inaceitável».

As instituições denunciam ter encontrado em uma casa nos arredores de Gaza quatro crianças junto aos cadáveres de suas mães. Pelo momento, são 800 os mortos e 3 mil os feridos entre os palestinos, enquanto que 11 israelenses perderam a vida, quatro deles pelos mísseis do Hamas.

Pelo momento tiveram de abandonar a região as Monjas da Congregação do Rosário, ainda que pretendem «voltar o quanto antes». Segundo seu testemunho, reproduzido pela agência italiana SIR, a escola destas religiosas foi danificada pelas bombas e teve de fechar.

top


Perfila-se a agenda do Papa para o ano 2009

Um objetivo: dar esperança

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- «Esperança», o tema da última encíclica de Bento XVI, é também uma das palavras que o pontífice mais repetiu ao começar 2009, tempo caracterizado pela crise econômica.

«Esperança» é também a mensagem que os grandes acontecimentos que o pontífice está incluindo em sua agenda para os próximos meses querem deixar. 

Após as celebrações do início do ano e de seu balanço sobre a situação do planeta realizado em 8 de janeiro junto aos embaixadores dos países acreditados na Santa Sé, em sua agenda se destacam as duas intervenções que graças às novas tecnologias oferecerá ao VI Encontro Mundial das Famílias, que será celebrado no México, de 14 a 18 de janeiro.

Em 25 de janeiro, solenidade da Conversão de São Paulo, Bento XVI presidirá, às 17h30, a celebração das vésperas, na basílica papal dedicada ao apóstolo, culminando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2009, que acontece enquanto a Igreja Ortodoxa russa está de luto por causa da morte do patriarca Alexis II.

Em uma data ainda não anunciada, espera-se a publicação de sua encíclica sobre a doutrina social,Caritas in veritate (Caridade na verdade), na qual aplicará os temas das duas primeiras encíclicas – amor e esperança (Deus caritas est, Spe Salvi) – às principais questões sociais do mundo. 

Recorrendo às verdades morais abertas, em princípio, a qualquer (a lei natural), assim como aos ensinamentos evangélicos (revelação), o Papa Bento XVI se dirigirá a católicos e não católicos, para desafiá-los a reconhecer e a enfrentar os males sociais de hoje.

Em março o Papa cumprirá finalmente seu sonho de visitar o continente africano, em particular, Camarões e Angola.

O Papa elegeu Camarões para apresentar o documento preparatório do segundo Sínodo para a África, que será celebrado em outubro, no Vaticano, pois este país está no centro do continente africano e nele se fala tanto inglês como francês.

O Sínodo terá por tema: «A Igreja na África, ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz. "Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo"».

No mês de maio, o Papa poderá realizar outro sonho: visitar a terra de Cristo. A visita a Jordânia, Israel e territórios palestinos lhe oferecerá a inspiração para seguir escrevendo os seguintes volumes sobre «Jesus de Nazaré».

top


Emergência educativa, desafio do Encontro Mundial do México

Ilustrada pelo presidente do Conselho Pontifício para a Família

Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- A principal tarefa da família é ser «formadora de valores humanos e cristãos», disse nesta sexta-feira em uma coletiva de imprensa na Santa Sé o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família.

Na reunião com os jornalistas, ele apresentou o VI Encontro Mundial das Famílias, que será realizado na Cidade do México, de 14 a 18 de janeiro. 

O purpurado italiano apresentou os principais problemas que afetam as relações familiares na atualidade: «ausência de valores compartilhados, de uma certeza educativa».

Disse que por isso muitas vezes «os jovens estão desorientados e os pais desmotivados».

Antonelli se referiu igualmente à necessidade de educar os filhos na fé, um elemento essencial nas famílias e que «não é algo que se herda automaticamente».

Assegurou que «cada geração deve fazer esta eleição», mas «tem necessidade de receber a proposta com o testemunho e a experiência concreta».

A família deve ser assim um espaço para cultivar «a virtude e a experiência de ser amados», disse o cardeal, fazendo referência à encíclica do Papa Bento XVIDeus Caritas est. 

Na família, disse, se aprende e experimenta «o sentido da solidariedade, da dignidade da pessoa, da lealdade, da cooperação, da própria autonomia através da experiência dos pais». Por isso, sintetizou, a família deve converter-se em um «laboratório de convivência civil».

O arcebispo emérito de Florença assegurou que durante este encontro se pretende «fazer as famílias conscientes para que sejam sujeitos vivos e operantes na Igreja e na sociedade civil».

Referiu-se às famílias numerosas, às vezes discriminadas. «Não é justo que a sociedade não reconheça o trabalho da mãe e das famílias numerosas só porque não têm vantagens econômicas, especialmente nestes momentos de crise educativa», denunciou o purpurado.

Antonelli concluiu sua intervenção dizendo que é importante, dentro das famílias, «considerar o outro como um bem em si mesmo e servi-lo generosamente».

Assegurou que esta atitude, dentro das famílias, «faz bem ao casal e à relação pais-filhos» e que este amor «pede ser correspondido», porque «precisa de reciprocidade». Só assim «as pessoas se realizam plenamente», concluiu.

top


Famílias do mundo darão testemunho no México

Durante a oração do Rosário

Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Cinco famílias de diferentes países do mundo dirigirão o rosário que acontecerá no VI Encontro Mundial das Famílias, no México.  

Durante o briefing que aconteceu nesta manhã na Santa Sé, no qual se deu a conhecer o programa do evento, o casal Alberto e Anna Fris, membros do Pontifício Conselho para a Família, assegurou que cada um dos casais mostrará a missão evangelizadora das famílias em diferentes partes do planeta. 

A oração do rosário acontecerá na basílica de Guadalupe no sábado 17 de janeiro. Ali se contemplarão os mistérios gozosos, nos quais se medita a anunciação e a encarnação de Jesus no seio de Maria, e que permitem recordar aos casais o dom de portar a vida e educar os filhos. Cada um dos casais selecionados dirigirá um mistério.

Da Europa estará uma família missionária que vive atualmente na Holanda e tem cinco filhos, sendo dois adotados. Dará assim testemunho de anúncio da fé em um continente que, segundo as palavras de Anna Fris, «precisa ser reevangelizado».

A América Latina será representada por um casal indígena proveniente da Guatemala com cinco filhos. O mais velho deles se encontra no seminário. «Se encontraram com o Senhor e isto os motivou a converterem-se em operadores pastorais familiares», assegurou Anna.

Do continente asiático participará uma família paquistanesa que educou seus filhos na fé católica em meio a um ambiente muçulmano. Segundo Anna, representarão «o desafio de ser cristãos em um mundo no qual são discriminados».

Uma família do Malaui com seus dois filhos adolescentes será a que representará o continente africano, no qual sobressaem os valores do «compartilhar».

Os Estados Unidos estarão representados por uma família cujos filhos decidiram preparar-se para trabalhar na evangelização através dos meios de comunicação. Segundo explicou Anna, «buscam anunciar o Senhor através das novas tecnologias».

Durante a missa solene de encerramento do VI Encontro Mundial das Famílias, que será realizada no domingo, 18, os casais ali presentes poderão renovar suas promessas matrimoniais.

O Papa Bento XVI, que dará sua mensagem ao vivo através de um telão, permitiu que se conceda a indulgência plenária a quem participar desta missa solene, inclusive a quem o faça pela televisão, seguindo as condições exigidas pela Igreja.

top


Batalha global a favor da família passa pelo México

Nota publicada pelo Vaticano nas vésperas do Encontro Mundial das Famílias

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Apesar do divórcio, do aborto e da eutanásia serem opções originalmente distantes da cultura mexicana, estão penetrando devido à pressão exterior. Por esse motivo, a Santa Sé atribui ao VI Encontro Mundial das Famílias, que acontece na capital do México, uma importância decisiva.

O país, segundo do mundo em número de católicos, acolherá este evento convocado por Bento XVI de 14 a 18 de janeiro. Espera-se um milhão de pessoas. 

Nesta sexta-feira, aconteceu na Sala de Imprensa do Vaticano um encontro com a imprensa, dirigido pelo cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, no qual se distribuiu um comunicado que responde a esta pergunta: «que estado de saúde atravessa a família hoje no México?».

A esta pergunta, a nota do Conselho vaticano responde: «a família no México, como em outras partes do mundo, está atravessando hoje uma crise».

No ano 2006, a Cidade do México se converteu na segunda cidade da América Latina, depois de Buenos Aires, cuja legislação reconheceu as uniões administrativas de pessoas do mesmo sexo.

Em agosto de 2008, a Justiça mexicana ratificou a lei que despenaliza o aborto até as 12 semanas de gestação na capital mexicana, algo que até esse momento era considerado inconstitucional por eminentes juristas.
«Contudo, se conservam ainda muitos valores: a unidade familiar continua acontecendo e sendo valorizada intensamente». 

«As famílias, por exemplo, se reúnem frequentemente para celebrar os principais acontecimentos civis, religiosos e suas tradições e para buscar juntos soluções a seus problemas. A família é a principal instituição de ajuda e de solidariedade», declara.

«Aborto, divórcio, eutanásia, temas de bioética, ainda que estão afastados da cultura e da vida popular, estão penetrando também na mentalidade do povo mexicano», constata o Conselho vaticano.

«A família deve enfrentar hoje, com criatividade e com espírito propositivo, o desafio de uma cultura individualista e mercantilista, baseada na produção e no consumismo», acrescenta.

«Infelizmente, temos um conceito errado de liberdade, entendida como uma autonomia fechada em si mesmo; se privilegiam outras formas de convivência que ofuscam o valor da família, baseada no matrimônio de um homem e de uma mulher».

«Colocar-se ao serviço da transmissão da vida e da educação dos filhos se faz hoje muito difícil. Com esta mentalidade errada, muitas vezes se difundem – sem um amplo consenso social e sob o impulso de pequenos mas ativos grupos de pressão fortemente ideologizados e de grandes recursos econômicos – leis que permitem, com muita facilidade, o aborto, assim como o divórcio rápido e a eutanásia. Responder a estes desafios é uma obrigação moral, mas também difícil».

A Igreja, acrescenta, «está realizando um grande esforço de evangelização para apoiar as famílias cristãs em seus valores, estimulando-as para empreender uma ampla estratégia de promoção de defesa da vida desde a concepção até a morte natural e dos direitos da família, inclusive no âmbito político, cultural, econômico e social».

«Graças a Deus – conclui o comunicado distribuído aos jornalistas – nos últimos anos surgiram numerosas iniciativas, tanto eclesiais como civis, ao serviço da família: grupos, movimentos, associações ao serviço da pastoral familiar, institutos de formação em bioética, associações civis e redes que apóiam todo este trabalho».

top


Encontro Mundial das Famílias espera um milhão de pessoas

Segundo expectativas dos organizadores da reunião que acontecerá no México

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Mais de um milhão de pessoas participarão das atividades previstas por ocasião do Encontro Mundial das Famílias, que acontece de 14 a 18 de janeiro no México.

No encontro, convocado por Bento XVI com o tema «A família, formadora nos valores humanos e cristãos», estarão representados 98 países; participarão 200 bispos e 30 cardeais. O evento será coberto por 318 jornalistas credenciados, dos quais 258 são mexicanos. 

Estes números foram revelados em uma coletiva de imprensa que foi presidida no Vaticano pelo cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família.

O evento começará com o Congresso Teológico Pastoral, que será celebrado entre 14 e 16 de janeiro, e que espera cerca de 8 mil participantes.

Os atos mais expressivos serão a celebração festiva dos testemunhos das famílias do mundo, na tarde-noite do sábado 17 de janeiro, e a missa solene da manhã do domingo seguinte, diante da Basílica de Guadalupe.

Em ambos encontros se fará presente Bento XVI com uma vídeo-mensagem. Os momentos serão presididos por seu legado especial, cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado.

Os números dão uma idéia da organização que o encontro exige, motivo pelo qual o cardeal Antonelli manifestou o agradecimento da Igreja à arquidiocese que o acolhe, em particular a seu pastor, o cardeal Norberto Rivera Carrera.

O purpurado também reconheceu a colaboração e o apoio que as autoridades mexicanas garantiram a este encontro.

Mais informação em http://www.emf2009.com

top


Mundo

Grã-Bretanha: cristãos cobram de ateus prova de que Deus não existe

Após a campanha em meios de transporte: «provavelmente Deus não existe»

LONDRES, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Uma organização britânica cristã protestou nesta quinta-feira perante a autoridade que regulamenta a publicidade após o lançamento nos meios de transporte públicos do Reino Unido de uma campanha atéia que proclama «provavelmente Deus não existe» e pediu provas que confirmem tal afirmação.

A campanha atéia, exposta em 800 ônibus do país, assim como no Metrô de Londres, foi lançada ao início de janeiro com o apoio da Associação Humanista Britânica (BHA) e foi financiada por mais de 140 mil libras (cerca de 150 mil euros). 

O slogan completo da campanha, que também deverá ser promovido em menor escala na Espanha, é «Provavelmente Deus não existe. Deixa de te preocupar e desfruta a vida».

Stephen Green, diretor nacional da associaçãoChristian voice, apresentou uma denúncia à Advertising Standards Authority (ASA), argumentando que a campanha viola o código da publicidade por ser enganosa, dado que carece de fundamento. 

Segundo seu regulamento, a ASA estabelece que «a publicidade não pode desorientar os consumidores. Isto significa que os anunciantes devem ter provas que demonstrem o que anunciam sobre seus produtos ou serviços antes de que apareça o anúncio».

Segundo Green, esta publicidade viola o código publicitário, «a não ser que os anunciantes demonstrem que provavelmente Deus não existe».

Segundo o denunciante, os promotores da campanha não podem desculpar-se dizendo que se trata de uma «questão de opinião», «pois nenhuma pessoa ou entidade firma a declaração. Apresenta-se como uma declaração de fato e isto significa que deve ser capaz de ser provada, do contrário se rompem as normas».

Um porta-voz da ASA declarou que a autoridade aceitou a denúncia.

«Nós a avaliaremos nos próximos dias e, a partir desta avaliação, decidiremos se é necessário contatar o anunciante», afirmou.

top


Cáritas a favor do Zimbábue: 9 de cada 10 lares passa fome

ROMA, sexta-feira, 9 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- A situação no Zimbábue é «extrema» e «desesperadora». Seus habitantes «morrerão se não receberem ajuda humanitária urgente». Este é o chamado lançado hoje pela Cáritas Internacional em um comunicado no qual assegura que em 9 de cada 10 lares não há alimentos suficientes.

A associação católica fez um apelo através da rede mundial de Cáritas para enviar 7 milhões de dólares em forma de ajuda imediata para prover alimentos a cerca de 250 mil pessoas. 

Este dinheiro, segundo Cáritas, irá destinado a suprimentos de comida para 164 mil pessoas, assim como 88 mil postos escolares com uma refeição ao dia, e equipamento agrícola para 4.600 famílias, além do acesso a água potável a 16 mil lares e assistência médica a 5 mil pessoas.

Contudo, isto não supõe mais que uma pequena ajuda perante uma grande catástrofe humanitária, agravada pelo cólera, que já cobrou 1.700 vidas e do qual atualmente há 36 mil casos registrados.

«As pessoas do Zimbábue morrerão se não receberem ajuda humanitária urgente», afirma no comunicado a secretária geral da Cáritas, Lesly-Anne Knight. Segundo os dados de Cáritas, cerca de 5 milhões de pessoas estão passando fome, e o número aumenta cada vez mais.

Um informe de Cáritas, há dois meses, revela que entre 70 e 90% das famílias não recebem alimentação suficiente, e que as ajudas apenas alcançam a 5-10% da população afetada. «Muitos vendem seus bens ou animais, ou inclusive se prostituem para sobreviver», afirma o informe.

Mais informação em www.caritas.org

top


Bispos da França condenam atentado contra sinagoga

Não se pode justificar pelo que acontece em Gaza, advertem

PARIS, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Os bispos da França condenaram duramente o atentado contra uma sinagoga de Toulouse perpetrado na noite de 5 de janeiro com a explosão de um carro-bomba lançado contra a porta do edifício.

A explosão não deixou vítimas. No momento, dentro da sinagoga, um rabino estava dando aula a dez pessoas. 

«Nenhum ato antissemita ou racista, nenhum ato de violência pode ser justificado com os graves fatos que acontecem atualmente em Israel e Gaza», explica um comunicado do Serviço Nacional da Conferência dos Bispos da França para as Relações com o Judaísmo.

Os bispos sublinham que a fraternidade e a amizade entre judeus e católicos «têm de ser promovida mais que nunca» e se dirigem a nossos irmãos judeus de Toulouse», assim como à comunidade da França, para manifestar sua solidariedade perante um atentado «tão lamentável como doloroso».

Também a associação para a Amizade Judaico-Cristã da França assegurou em uma nota seu apoio à comunidade judaica, denunciando todo ato cumprido «com o pretexto da guerra que acontece atualmente entre Israel e o Hamas».

A associação pede aos responsáveis religiosos judeus, cristãos e muçulmanos que condenem todo ato de violência.

top


Bispos da Europa e EUA em missão de paz na Terra Santa

Manterão encontros com líderes israelenses e palestinos

LONDRES, sexta-feira, 9 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- De 10 a 15 de janeiro, acontecerá a tradicional visita à Terra Santa dos bispos da comissão de coordenação das Conferências Episcopais da Europa e dos Estados Unidos, para apoiar a Igreja Católica e os cristãos dos santos lugares.

«As comunidades cristãs da Terra Santa são o vínculo físico entre o mundo atual e o dos tempos da pregação de Jesus Cristo. São as "pedras vivas" de nossa fé», afirma em um comunicado Dom Patrick Kelly, arcebispo de Liverpool e vice-presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, responsável pela reunião da comissão de coordenação. 

O bispo Kelly renova seu apelo «ao cessar imediato de toda violência em Gaza».

«O conflito tem raízes profundas, mas se deve acabar com o bloqueio de toda ajuda humanitária – diz o arcebispo. É urgente uma liderança sábia e valente que possa conseguir a paz e relegar a violência ao passado.

Não se pode permanecer calados perante a injustiça, mas proclamar a reconciliação. Este é o objetivo de nossa visita à Terra Santa».

O programa da visita, que terá sua base em Belém, prevê encontros com o núncio, o arcebispo Antonio Franco, com o patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, e com os líderes religiosos das denominações cristãs na Terra Santa.

A agenda prevê também visitas ao presidente israelense Simon Peres e ao palestino Abu Mazen. Compõem a delegação bispos do Canadá, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Suíça e Estados Unidos.

Estarão acompanhados de representantes do Conselho das Conferências Episcopais Européias (CCEE), Comissão dos Episcopados da Comunidade Européia (COMECE), Cáritas Internacional e  «Catholic Relief Service» (Cárias EUA), Pax Christi International, Cavaleiros do Santo Sepulcro, Obras Missionárias Pontifícias, Rádio Vaticano e a Fundação Ecumênica Cristã para a Terra Santa.

As reuniões anuais dos bispos católicos, em janeiro na Terra Santa, iniciaram em 1998 e deram uma contribuição significativa às necessidades dos poucos milhares de católicos que ainda residem nos territórios palestinos.

O programa deste ano inclui um encontro dos bispos da comissão de coordenação com os estudantes da Universidade de Belém, com os seminaristas do instituto de Beit Jala, celebrações eucarísticas e encontros com os fiéis de algumas igrejas de Gaza, itinerários em Belém junto às crianças das escolas do primário e reuniões ecumênicas.

O Pe. Jerome Murphy-O'Connor oferecerá uma reflexão teológica sobre «São Paulo em Jerusalém».
Como é costume, se convocará uma coletiva de imprensa para ilustrar os temas desenvolvidos e as decisões tomadas durante os dias dos encontros. Acontecerá em 15 de janeiro, em Jerusalém, na sede do Patriarcado Latino. 

Referindo-se à pequena comunidade cristã que ainda reside em Gaza, Dom Kelly afirmou que os fiéis daquela área «precisam de nossas orações em sua luta por testemunhar o espírito da paz».

«O objetivo da comissão de coordenação – explica o prelado inglês – sempre foi estar ao lado das Igrejas na Terra Santa, em fidelidade aos dois mandamentos de Deus: nunca permanecer calados frente à injustiça e à violência e proclamar sempre e viver a reconciliação querida por Nosso Senhor naquele monte chamado Calvário».

Dom Kelly encerra sua nota com a benção que Deus dirigiu a Moisés: «Que o Senhor te abençoe e te proteja. Que faça brilhar a luz de sua fase sobre ti e te conceda sua graça. Que o Senhor te mostre sua face e te conceda a paz».

top


Solenidade de São Paulo, momento especial neste ano festivo

Cardeal Odilo Scherer fala sobre o 25 de janeiro na arquidiocese

SÃO PAULO, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, convida os fiéis da arquidiocese a participarem da festa do apóstolo Paulo, no dia 25 de janeiro, ocasião especial para celebrar o patrono da cidade neste ano a ele dedicado.

Em artigo difundido por sua arquidiocese esta semana, Dom Odilo considera que o dia 25 de janeiro será «um momento muito especial nas comemorações do Ano Paulino».

Na Catedral da Sé, às 10h, haverá missa presidida pelo núncio apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, que contará com a presença dos bispos da província eclesiástica.

«Queremos agradecer a Deus pela vida e a missão de nossa Arquidiocese», afirma o cardeal.

«Contando com a intercessão do nosso grande Patrono, São Paulo, vamos pedir a graça de um profundo amor a Jesus Cristo e à Igreja e de um renovado ardor missionário, para sermos, de fato, uma Igreja “discípula e missionária de Jesus Cristo na cidade” – nesta grande metrópole paulistana.»

Segundo o cardeal Scherer, no dia 25 de janeiro, em todas as igrejas da arquidiocese de São Paulo poderá ser concedida a bênção especial com a indulgência plenária, nas condições normalmente previstas.

Dom Odilo indica que em todas as paróquias e comunidades seja realizado um tríduo de preparação para a solenidade, como se fará na Catedral da Sé.

Na celebração solene na catedral, no dia 25, será lançado o 10° Plano de Pastoral da Arquidiocese.

«Isso quer significar que o 10º Plano é nossa “carta de intenções” sobre nossa presença e atuação na  Metrópole», explica Dom Odilo.

«“Deus habita esta cidade!” Como Igreja de Jesus Cristo, temos algo de bom a dizer a esta cidade imensa e uma contribuição positiva a dar para que ela seja cada vez mais humana e solidária, digna de Deus e dos seus filhos e filhas, que nela habitam.»

«O ano de 2009 será um tempo de acolhida e assimilação do 10° Plano – “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo na cidade”», considera o cardeal.

top


Portugal: presidente recebe núncio apostólico

LISBOA, sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, recebeu ontem as cartas credenciais do novo núncio apostólico no país, Dom Rino Passigato, durante uma cerimônia que decorreu no Palácio de Belém, refere Agência Ecclesia.

O arcebispo italiano de 64 anos era núncio apostólico no Peru e foi nomeado como representante diplomático do Papa em Lisboa no dia 8 de novembro de 2008.

Dom Passigato sucede ao também italiano Dom Alfio Rapisarda, que teve sua renúncia por limite de idade aceita em setembro passado.

top


ANÚNCIOS

Para conhecer os preços e colocar seu anúncio nos serviços de e-mail de ZENIT, visite:
http://www.zenit.org/portuguese/anuncios.html

* * * * * * * * * * * * * * * *

DVD: "Tu és Pedro - Bento XVI e as Chaves do Reino" - Edição especial

No Natal dê de presente o DVD "Tu és Pedro - Bento XVI e as Chaves do Reino", uma das maiores produções do Centro Televisivo Vaticano, com a qual poderá reviver a emoção dos últimos momentos de João Paulo II, o conclave, e a eleição de Bento XVI. Disponível em edição especial em 7 idiomas.
Durante todo o período natalício até dia 6 de janeiro, você poderá adquirir o DVD com um desconto de 15%. Baixe o trailer e adquira o DVD no site:
http://www.hdhcommunications.com/index.php?main_page=product_info&cPath=47_71&products_id=30

http://www.hdhcommunications.com

top

* * * * * * * * * * * * * * * *

LIVRO: "João Paulo II Peregrino do Mundo"

No Natal dê de presente um livro da Livraria Vaticana

A obra destaca, por meio da imagem e da palavra, o melhor do caráter pastoral de uma mobilização extraordinária: João Paulo II viajou durante dois anos e meio. Tais deslocamentos produziram um forte impacto religioso. Inseriram a mensagem evangélica entre populações muito distantes, tanto cultural quanto geograficamente. Baseado no Prefácio do Cardeal Roger Etchegaray.
Desconto de 15% até o final de janeiro.

Compre seu exemplar através:
http://www.hdhcommunications.com/index.php?main_page=product_info&cPath=45_59&products_id=164


http://www.hdhcommunications.com

top

* * * * * * * * * * * * * * * *

Para conhecer os preços e colocar seu anúncio nos serviços de e-mail de ZENIT, visite:
http://www.zenit.org/portuguese/anuncios.html



ZENIT é uma agência internacional de informação.

Visite nossa página: http://www.zenit.org

Para assinatura / cancelar assinatura visite: http://www.zenit.org/portuguese/subscribe.html

Para presentear ZENIT, sem nenhum custo: http://www.zenit.org/portuguese/presente.html

Para qualquer informação: http://www.zenit.org/portuguese/mensagens.html

* * * * * * * * * * * * * * * *

A reprodução dos serviço de ZENIT necessitam da permissão expressa do editor:
http://www.zenit.org/portuguese/permissao.html

(c) Innovative Media Inc.


Últimas atualizações no acervo: 08/01/2009

Caro(a) Leitor(a) do Projeto Livros Para Todos, bom dia!


Seguem as últimas atualizações em nosso acervo no dia 08/01/2009.

Aproveite a oportunidade e visite também a página de nosso patrocinador:


James Hilton - O Horizonte Perdido - Fugindo da guerra, um grupo de homens e mulheres é seqüestrado para Shangri-la, aldeia encantada localizada numa longínqua montanha do Tibete. Surge um mundo soberbo, paradisíaco, onde a dor, a velhice e a morte assumem novos significados. Uma civilização mística onde a vida caminha livre e tranqüila em busca de um ideal de paz e sabedoria. [...]
Link Para Download: http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/james-hilton-o-horizonte-perdido.html

Cristovam Buarque - Os Deuses Subterrâneos - Unindo recursos da ficção científica a personagens com grande motivação intelectual e política, Cristovam Buarque tece uma rede de intrigas em que ecoam as contradições do mundo contemporâneo. Nesta nova edição, o autor envolve totalmente o leitor ao discutir temas eternos da literatura, como a vida, a morte, o poder da arte e a autonomia do ser perante a ação dos deuses. [...]
Link Para Download: http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/cristovam-buarque-os-deuses-subterraneos.html

Robert E. Coleman - Plano Mestre de Evangelismo - O tempo passa, mas certos princípios e conceitos não só permanecem, mas continuam relevantes, não importa a época. Plano mestre de evangelismo é um exemplo. Lançado no Brasil no fim da década de 1960, logo se tornou um sucesso, o que o levou a sucessivas reimpressões. Foi uma das primeiras obras no Brasil a oferecer uma visão prática e sistemática sobre o processo de evangelismo e discipulado — e isso quando o termo ainda não estava tão em evidência quanto hoje em dia. Nesta obra, o autor apres [...]
Link Para Download: http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/robert-e-coleman-plano-mestre-de-evangelismo.html


Atenciosamente,

Projeto Livros para Todos
http://www.livrosparatodos.net

---------------------
Atenção: Você está recebendo este e-mail porque se cadastrou em nossa newsletter no dia 21/11/2008 as 09:13:54 através do IP 79.36.233.40. Caso não queira mais receber estas mensagens clique aqui.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postes populares