terça-feira, Outubro 14, 2008

OS ANGOLANOS MAIS RICOS DE ANGOLA... E-mail que gira e pede para ser publicada



Leiam o que encontrei, escrito pelo Nicola Guardiola, com o título Os «novos ricos Angolanos» apostam nos negócios.
Tive saudade de Angola e andei pelo Angonotícias e outros sites a saber dos generais que me permitiram mover absolutamente à vontade em todo o território durante a guerra, em zonas onde só chegavam os mercenários, soldados…e, pior, onde o povo era atacado e chacinado sem ter militares que lhe acudisse.
Continuo a achar imperdoável que a comunidade internacional, por causa das riquezas que rapina em Angola, não pressione a organização de eleições livres no país.
«INVESTIR em Angola é agora a divisa dos nossos ricos» diz o «Semanário Angolense». O jornal, que causou escândalo em 2004 com a publicação da lista dos homens mais ricos da «nomenklatura» angolana, voltou a carga há duas semanas com um «retrato» dos grupos privados que proliferam em Angola, à boleia do «boom» económico e da intenção confessa do Governo de favorecer a criação de grupos privados nacionais e a sua entrada em sectores estratégicos como a banca, o petróleo ou os diamantes.
O director do «Semanário Angolense», Graça Campos, admite que a lista não é exaustiva e não se apoia numa aturada investigação. São os «negócios» que dão que falar e que ilustram a importância do lóbi político e a «apetência» dos investidores estrangeiros para formarem sociedades com figuras políticas do regime ou seus familiares.·
Com a devida vénia ao «Semanário Angolense», eis, em resumo e de A a Z, o retrato dos grupos privados mais «badalados» da actualidade em Luanda.

ARMINDO CÉSAR & FILHOS


No começo esteve a Maboque, empresa especializada em restauração, hotelaria e «catering». Diz-se que conta entre os seus accionistas com membros da família do Presidente Eduardo dos Santos e uma plêiade de generais. Mas nos últimos cinco anos o grupo cresceu e multiplicou-se.
Actividade: as anteriores, mais pescas (captura e comercialização), hotelaria e turismo, imobiliário, comércio (hipermercado Interpark), formação profissional e serviços.

BANCO INTERNACIONAL DE CRÉDITO (BIC)


Isabel dos Santos, primogénita do Presidente Eduardo dos Santos, e o empresário português Américo Amorim (25%) são os principais accionistas. Criado em Junho, já abriu 13 balcões (8 em Luanda) e arrecadou mais de 165 milhões de dólares em depósitos.

BANCO COMERCIAL DE ANGOLA (BCA)


Inclui entre os seus accionistas três ex-primeiros-ministros: Lopo do Nascimento, França Van-Dúnem e Marcolino Moco. Salomão Xirimbimbi (ministro das Pescas), Augusto Tomás (ex-governador de Benguela, ex-ministro das Finanças) e o empresário Jaime Freitas (COSAL, Interauto, Tecnomat) são os outros sócios. Em 2005 vendeu 50% das acções ao Absa Bank, de África do Sul, que por sua vez foi comprado pelo Barclays Bank, do Reino Unido.

CABUTA ORGANIZAÇÕES


«Holding» criada pelo general Higino Carneiro, ministro das Obras Públicas e governador do Kwanza Sul, e família.
Actividade: agricultura, agro-indústria, hotelaria, turismo, banca, seguros.

FINANGEST


Entre os accionistas figuram José Pedro de Morais, ministro das Finanças, general Pedro Neto, chefe do Estado-Maior da Força Aérea, e Kundi Paihama, ministro da Defesa.
Actividade: jogos e lotarias, edição discográfica, transportes, serviços, construção, «import-export», seguros, segurança.

GEMA


Criada por Simão Júnior, o seu actual presidente é José Leitão, ex-chefe da Casa Civil da Presidência. Conta entre os seus accionistas com o jurista Carlos Feijó e António Pitra Neto, vice-Presidente do MPLA e ministro do Emprego e Segurança Social.
Actividade: supermercados, salas de cinema, clínica privada, accionista da Coca-Cola Angola, parcerias com empresas sul-africanas e chinesas.

GENI


Empresas dos sectores da banca, petróleo, diamantes e construção florescem com o «boom» angolano. O FMI projecta um crescimento económico de 15% em 2005
O ponto de partida foi a criação da UNITEL (telefonia móvel) em parceria com a Portugal Telecom.
Fundadores: Isabel dos Santos, brigadeiro Leopoldino Fragoso do Nascimento (chefe das Comunicações da Presidência), António Van-Dúnem (ex-secretário do Conselho de Ministros) e Manuel Augusto da Fonseca, do gabinete jurídico da Sonangol. Juntou-se-lhes o empresário franco-brasileiro Pierre Falcone.
Actividade: telecomunicações, serviços.

GENIUS


Criada pelo general João de Matos (ex-chefe de Estado-Maior-General das FAA) e Mário Pizarro (ex-governador do BNA). A jóia da coroa do grupo é a GEVAL-Angola Joint-Venture com a brasileira Vale do Rio Doce, n.º1 mundial de mineração.
Actividade: minas (diamantes, manganésio, outros).
Projectos: electricidade, telecomunicações.
Participações: Torres do Carmo (Luanda), Belas Shopping Center

IMPORÁFRICA-IMPORCAR


Faustino Muteka ex-ministro da Administração do Território e actual secretário do MPLA para a mobilização é a figura-de-proa do grupo, a que estão associados capitais de Portugal à Índia.
Actividade: construção civil, agricultura, comércio, venda de automóveis, imobiliário.

MACON


Revolucionou o transporte público em Luanda (autocarros e táxis). Hélder Vieira Dias, chefe da Casa Militar da Presidência e director do Gabinete de Reconstrução Nacional, brigadeiro Leopoldino Fragoso e Júlio Bessa, ex-ministro das Finanças, em parceria com o brasileiro Minoru Dondo são os sócios-fundadores.
Actividade: transportes, comércio (o Shopping Center Kinaxixi está «encalhado» há dois anos).

MELLO XAVIER


Há muito que Jorge Mello Xavier, deputado pelo MPLA em 1992, deixou de ser «o empresário do regime» mas continua activo, influente e irreverente.
Actividade: construção civil, turismo, hotelaria, bebida, agro-indústria,

PECUS


Criada pelo grupo português Tecnocarro, de José Récio, foi vendida aos irmãos António e Luís Faceira.
Actividade: produção e comercialização de carne, sector que lidera.

PRODOIL


Associou-se à Amec Paragon (Houston, EUA). Entre os sócios angolanos citamos Marta dos Santos, irmã mais velha do Presidente da República.
Actividade: petróleo, gás natural, serviços, hotelaria.

SAGRIPEK


Capital repartido entre um grupo de sócios angolanos (BAI, BPC, Banco Keve, Higino Carneiro, Mello Xavier, irmãos Faceira, Isabel dos Santos) que detém 51%, e um consórcio brasileiro
Actividade: agricultura; pecuária, produção agro-industrial.

SOMOIL


Primeira empresa privada angolana a entrar na exploração de petróleo. Criada por Desidério Costa, ministro dos Petróleos, e Alberto de Sousa.
Actividade: petróleo e derivados (lubrificantes)

SUNINVEST


Dirigida por Ismael Diogo, cônsul de Angola no Rio de Janeiro e presidente da FESA (Fundação Eduardo dos Santos).
Actividade: indústria farmacêutica (parceria com o Laboratório Teuto do Brasil), transportes urbanos, recolha de lixo (Luanda), comércio.

VALENTIM AMÕES


Veio para Luanda vindo do Planalto Central, onde possui um grande património imobiliário e controla boa parte do comércio. Entrou para o Comité Central do MPLA em 2004 e entre os seus sócios figura o general Fernando Miala, dos serviços de informação externos da Presidência.
Actividade: transportes rodoviários e aéreos, hotelaria e turismo, «rent-a-car», comércio.

SEGURANÇA


As empresas de segurança merecem ser tratadas separadamente, pois foi por esta via que muitos generais se estrearam nos negócios e adquiriram o capital que lhes permitiu mais altos voos. São agora às centenas, mais ou menos sofisticadas, e fornecem todo o tipo de serviços, desde a segurança de instalações a escoltas pessoais, transportes de fundos e instalação de sistemas de vigilância. O «Semanário Angolense» destacou as seguintes:

  • ANGO SEGU
    Empresa pioneira na segurança industrial. Tem como fundadores os generais Fernando Miala e José Maria e Santana André Pitra (Petroff) ex-ministro do Interior e comandante-geral da Polícia.

  • ALFA 5
    Criada pelo general João de Matos e outros oficiais generais. Controla 50% da segurança das grandes áreas de exploração de diamantes.

  • TELESERVICE
    Monopólio da segurança dos campos petrolíferos. Os seus fundadores foram os generais João de Matos, França Ndalu, Armando da Cruz Neto, os irmãos Luís e António Faceira e Hendrick Vaal Neto.
    Participações na Air Gemini, Companhia do Lumanhe (diamantes) com a Escom, ligada ao Grupo Espírito Santo.

  • COPEBE
    Criada por Pedro Hendrick Vaal Neto (ex-ministro da comunicação social), Roberto Leal Monteiro «Ngongo» e Nelson Cosme, embaixador de Angola na Organização dos Estados da África Central.
 
Aiué nossa Angola …… quem nasci pobre morre pobre …. Angola dos bajuladores….
Recebido via email.
 
Mas há mais, muitas mais. Comentários para quê?
O camarada Jerónimo dos Santos, pelos vistos, não reparou nestas inconsistências quando por lá andou recentemente.

 
DISSERAM:
 
'Just as a cow with a young calf keeps an eye on it even when it is eating the grass, so it's proper for a person to keep an eye on all that can be done for others who are following the path.' Majjhima Nikaya 'The taxpayer - that's someone who works for the Federal Government but doesn't have to take the civil service exam' Ronald Reagan 'Those are my principles; if you don't like them, I have others.' Groucho Marx 'The hardest thing to understand in the world is the income tax' Albert Einstein 'Ser livre é muito difícil.' Baptista-Bastos, Diário de Notícias, em 20081001
A Maior Base de Cita絥s da Internet em Portugu곬 com milhares de cita絥s, da antiguidade ࠡctualidade
'A democracia é uma forma de governo que prevê a livre discussão, mas que só é atingida se as pessoas pararem de falar' Atlee, Clement 'A democracia fundada sobre a igualdade absoluta é a mais absoluta tirania' Cantú, Cesare 'A democracia não corre, mas chega segura ao objectivo' Goethe, Johann




    Sexta-feira, 03 de Outubro, 2008 16:32:47

Angola: Grandes empresas 'recheadas' de figuras influentes   [ 2008-09-22 ]


Luanda, Angola, 22 Set – As principais empresas e grupos empresariais angolanos contam maioritariamente com a presença de accionistas que são também figuras influentes no país, como demonstra a recente entrada da Unitel no capital do Banco de Fomento Angola (BFA).

Isabel dos Santos, filha primogénita do presidente angolano, é hoje uma das mais importantes empresárias do país e conseguiu na semana passada alargar a sua carteira de investimentos ao maior banco de Angola, o Fomento, do grupo português BPI.

A operadora angolana Unitel, que tem como principal accionista o grupo Geni, do qual faz parte Isabel dos Santos, vai comprar por 338 milhões de euros uma participação de 49,9 por cento do capital social do Fomento, que lhe dá direito a entrar também na gestão do BFA, segundo anunciaram as duas partes.

A Unitel, que tem perto de 4 milhões de clientes em Angola, é ainda participada pela Portugal Telecom, que detém 25 por cento do capital.

Além de investidora nos sectores do imobiliário e do turismo, um pouco por todo o país, Isabel dos Santos é também accionista do Banco BIC, aquele que mais rapidamente tem crescido num sector que, de acordo com a consultora Delloite, 'continua a dar provas de forte dinamismo, reforçando o seu peso na economia'.

O BIC instalou-se recentemente em Portugal, onde terá como uma das suas principais missões servir de banco de investimento para fortunas angolanas e tem planos de expandir-se ainda para a República Democrática do Congo e Namíbia, numa estratégia de 'apoio à internacionalização das empresas angolanas e portuguesas'.

O parceiro de Isabel dos Santos no BIC é o homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, dono da maior corticeira mundial e ambos estarão também ligados na maior empresa portuguesa, a Galp Energia, de acordo com alguns analistas.

A Amorim Energia, (titulada por uma entidade offshore, 'Esperanza'), que tem mais de um terço do capital da Galp, é participada em 45 por cento pela Sonangol, estando os restantes 55 por cento repartidos por grupo Amorim, Caixa Galicia e duas entidades 'offshore' anónimas, que se julga poderem estar ligadas à maior empresária angolana.

As posições dentro desta 'holding' têm de manter-se até fim de 2010, determina acordo parassocial entre os accionistas da Amorim Energia. Recentemente, o presidente da petrolífera italiana ENI, que também detém um terço da Galp, admitia sair da empresa portuguesa, prometendo desenvolvimentos dentro de 'três a cinco anos'.

Mas o rol de figuras influentes com presença de destaque no mundo dos negócios angolano inclui também dirigentes políticos, ministros, antigos governantes e até alguns familiares destas influentes figuras.

De acordo com o Semanário Angolense, publicado em Luanda, o Banco Comercial de Angola tem entre os seus accionistas três antigos primeiros-ministros - Lopo do Nascimento, França Van Dunen e Marcolino Moco – entre outros governantes.

Higino Carneiro, ex-ministro das Obras Públicas, criou a Cabuta Organizações, presente na agricultura, agro-indústria, hotelaria, banca e seguros, de acordo com o Diário Económico, de Lisboa.

José Pedro Morais, ministro das Finanças, Pedro Neto e Kundi Paihama são os detentores da Finangest, que é concessionária das lotarias angolanas, além de investidora na área da Saúde, refere o site da empresa.

Também com investimentos na área da saúde está o grupo Gema, detentor de salas de cinema, supermercados e accionista da Coca-Cola Angola, que é presidido pelo ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Leitão.

O general João de Matos, ex-chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas Angolanas e a sua Genius, que conta também com o ex-governador do Banco Nacional de Angola Mário Pizarro como accionista, tem ganho importantes concessões diamantíferas, como a recente do Cafulo (Cuando Cubango) e tem vindo igualmente a diversificar o negócio para áreas como as telecomunicações, imobiliário ou na energia.

Armindo César & Filhos, Imporáfrica, Macon, Mello Xavier, Pecus, Prodoil, Sagripek, Somoil e Suninvest são outros nomes de referência no universo empresarial angolano.

No sul do país, destaca-se o grupo angolano Valentim Amões, cujo fundador e seu sucessor morreram num acidente de viação no início do ano.

Segundo a newsletter Africa Monitor, o grupo deverá em breve contar com um novo parceiro, na sequência de um processo de selecção a cargo da firma de consultoria internacional Ernest & Young.

Com um património avaliado em mil milhões de dólares, o grupo Amões está a despertar o interesse activo da elite empresarial angolana e em cima da mesa estará já uma proposta de 200 milhões de dólares em troca de 30 por cento do capital do grupo. (macauhub)
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2 comentários:

Mário da Silva disse...

E Portugal ainda recentemente deu mais uns milhões do parco dinheiro dos seus contribuintes para ajuda ao desenvolvimento de Angola.

E Angola percisa mesmo do dinheiro de Portugal?

Para quê?

Tudo isto é muito triste. E mais triste é para o Povo Angolano que teve a sua independência para coisa nenhuma.

melisse claudina francisco casimiro disse...

O povo Sofre muitas calamidades por culpa dos nossos governantes,que so pensao em si.

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